Estudo para o encontro de homens, mulheres e jovens. Tema: Questão de escolha.

Questão de escolha

Salmo 119.29,30

INTRODUÇÃO

Quando uma pessoa instruída ou não decide amarrar cinco quilos de dinamite ao próprio corpo e depois detoná-las em um supermercado lotado, isto é na verdade o resultado de uma escolha trabalhada durante muito tempo (por exemplo: desde a infância). Podemos fazer escolhas boas e ruins, algumas temporárias, outras eternas (aquela que não pode ser revertida). Jesus escolheu – na eternidade passada – redimir a humanidade por meio de Sua morte redentiva e nós podemos escolher aceitá-la para sermos salvos da ira divina ou rejeitá-la e sofrer as conseqüências.

PROPOSIÇÃO: O Espírito Santo quer nos ajudar a fazer boas escolhas.

I- TUDO NA VIDA É UMA QUESTÃO DE ESCOLHA!

Hoje em dia, os pais não escolhem apenas o nome de seus filhos, mas até o sexo pode ser determinado antes da concepção (in vitro). Podemos escolher onde morar, qual a cor e a marca do automóvel, com quem se casar e até onde passaremos a eternidade (céu ou inferno). Deus deseja nos salvar, porém, Ele espera que aceitemos o Seu presente de salvação – que é Cristo – de forma livre e desimpedida (veja João 1.12).

O vocábulo ‘escolha’ também significa: “Preferência dada a certas pessoas ou coisas, depois de feitas comparações; capacidade de análise crítica; discernimento”. No hebraico, temos o verbo bãhar traduzido por escolher cujo sentido aponta para algo como “dar uma olhada penetrante em algo”, “testar ou examinar” e ainda “distinguir”; um exemplo: “Ló escolheu para si toda a campina do Jordão” (Gn 13.11).

No grego do NT, encontramos o verbo eklegõ, escolher, que também significa selecionar, eleger; um exemplo: “Entretanto, pouco é necessário ou mesmo uma só cousa; Maria, pois, escolheu a boa parte, e esta não lhe será tirada” (Lc 10.42).

Na bem-aventurança do salmo 1 está escrito que se escolhermos ter prazer na lei do Senhor, em vez dos conselhos, caminhos e rodas dos ímpios, seremos como uma árvore frutífera plantada à beira do riacho. Em todos os casos, a escolha é sempre nossa. Por exemplo, a Bíblia nos instrui acerca do casamento, dizendo que não devemos nos prender a um “…jugo desigual com os incrédulos” (2Co 6.14), ou que podemos escolher com quem casar “…mas somente no Senhor” (ICo 7.39). Apesar disso, há pessoas que escolhem por conta própria, como Sansão (veja Juizes 16) e Salomão (IReis 11.1-13), e são penalizados por isso, pois Deus só tem compromisso com a Sua Palavra (Isaías 55.10,11).

II- QUAIS SÃO AS CONSEQÜÊNCIAS DE NOSSA ESCOLHA?

Toda escolha produz implicações que determinam nosso futuro. Por exemplo, quando escolhemos uma profissão, não devemos fazer isso pensando apenas no retomo financeiro ou na concretização de um sonho. Dentro do possível, devemos combinar as duas coisas, porque o compromisso que assumirmos vai “modelar” ou dar forma à nossa vida e daqueles que vivem conosco (por exemplo: a rotina de um médico).

Jesus convidou 12 homens para integrar o Seu apostolado (veja Mateus 5.9), tudo que eles tinham de fazer era escolher se aceitavam ou não o convite de Cristo. Mais tarde, 11 deles se tornaram grandes homens de Deus, e um por livre escolha decidiu ficar com as riquezas desta vida e escolheu trair Jesus, sua escolha lhe custou a vida e o seu destino foi o inferno.

Deus se responsabiliza somente por aqueles que escolhem obedecer a Ele (veja Romanos 8.28). Sansão é um exemplo clássico de alguém que escolheu errado e se deu mal, pois terminou seus dias cego, humilhado além de ter morrido prematuramente (Juizes 16.19,21,30). Outro exemplo chocante é o do rei Davi, que mesmo sendo alertado por um de seus oficiais, escolheu adulterar com Bate-Seba, e com essa imprudente atitude trouxe a maldição a sua vida e família (2Samuel 11.2,3; 12.9-12).

Ahistória de Jacó, cujo nome significa “suplantador ou enganador”, é um exemplo de alguém que escolheu trapacear os outros. Por exemplo, ele ludibriou seu irmão Esaú com um prato de lentilhas para ficar com o direito de primogenitura (veja Gênesis 25.33), mais tarde enganou o pai – para obter a bênção – com o consentimento da mãe (Gênesis 27.33), em Padã-Arã, foi enganado pelo seu tio Labão. Finalmente, em Peniel, teve a oportunidade de mudar ao lutar contra Deus (Gênesis 32.24-32). Escolheu certo, e em Betei Deus o abençoou e lhe deu o nome de Israel (Gênesis 33 e 35).

III- COMO PODEMOS FAZER BOAS ESCOLHAS?

Precisamos fazer boas escolhas exatamente porque uma escolha implica um compromisso, e este por sua vez determina como será nosso futuro. Isso porque toda escolha produz uma conseqüência duradoura e até eterna. Mas Deus pode e quer nos auxiliar nessa difícil responsabilidade de fazer escolhas, por exemplo, quando Pedro fala do fim do mundo ele nos estimula ao seguinte: “…deveis ser tais como os que vivem em santo procedimento e piedade” (2Pe 3.11).

Como já foi dito, escolhas boas são firmadas em conformidade com as Escrituras. Deus só irá consumar ou apoiar escolhas que combinam com a Sua Palavra, por exemplo, Josué aconselhou o povo do seu tempo a fazer uma escolha sensata, que renovava o compromisso deles de servir a Deus; veja o seu conselho: “Agora, pois, temei ao Senhor e servi-o com integridade e com fidelidade; deitai fora os deuses (…) e servi ao Senhor. Porém, se vos parece mal servir ao Senhor, escolhei, hoje, a quem sirvais (…). Eu e a minha casa serviremos ao Senhor” (Js 24.14,15).

Ouvindo a Palavra e ou o Espírito Santo (veja Atos 13.1,2), poderemos fazer boas escolhas, por exemplo, em Deuteronômio o Senhor nos aconselha o seguinte: “escolhe, pois, a vida, para que vivas, tu e a tua descendência, amando o Senhor, teu Deus, dando ouvidos à sua voz e apegando-te a ele; pois disto depende a tua vida e a tua longevidade” (30.19,20).

CONCLUSÃO

O autor do livro de Hebreus, de modo inspirado, escreveu: “Assim, pois, como diz o Espírito Santo: Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais o vosso coração” (Hb 3.7,8). Dessa forma, hoje é o dia de fazermos a mais importante escolha de nossa vida: receber Jesus Cristo como o Senhor e Salvador pessoal. Faça a escolha que não pode ser adiada sob risco de perdição eterna. Além dessa, quais escolhas Deus tem nos orientado a fazer? Por exemplo, o casamento, a quem diremos sim no altar? ABíblia diz que o cristão desimpedido é “…livre para casar com quem quiser, mas somente no Senhor” (ICo 7.39). Todavia, em todos os casos devemos lançar mão – pela oração, com paciência – da orientação do Espírito Santo (veja Romanos 14.17), para escolhermos bem.

 

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