Estudo para o encontro de homens, mulheres e jovens. Tema: Famintos e sedentos por retidão

Famintos e sedentos por retidão

Mateus 5.6

INTRODUÇÃO

O capítulo 11 de Provérbios faz várias referências ao viver íntegro, honesto e, chamam nossa atenção alguns versículos em particular: “A integridade dos retos os guia” (v. 3); “…a justiça livra da morte” (v. 4) etc. O verdadeiro cristão não deve se conformar com o estado de coisas que há no mundo (por exemplo: injustiças, corrupção etc.), antes, precisa fazer a diferença. Seu viver deve ser pautado pela verdade, a retidão, a lealdade e coisas semelhantes. Na quarta bem-aventurança, Jesus Cristo ataca de frente o problema ético da falta de hombridade ou integridade de caráter muito comum nos dias atuais, sobretudo na vida de indivíduos aparentemente religiosos. De outro lado, nessa bem-aventurança, temos a garantia de que não seremos decepcionados se – por meio da graça de Deus – buscarmos corrigir ou melhorar continuamente o nosso modo de agir.

PROPOSIÇÃO: Ser íntegro é um dever cristão e uma marca da conversão.

I FELIZES SÃO OS FAMINTOS E SEDENTOS POR JUSTIÇA.

Outras versões trazem o seguinte da quarta bem-aventurança: “Felizes aqueles que aspiram por ser justos e bons, porque terão a justiça com toda certeza” (BV; grifos do autor); “Felizes as pessoas que têm fome e sede de fazer a vontade de Deus, pois ele as deixará completamente satisfeitas” (NTLH; grifos do autor). Logo após a conversão, o crente deve desejar crescer, aprofundar sua vida espiritual em Deus, e isto chama-se santificação.

Notamos como Jesus emprega esses instintos (de sobrevivência) de beber e comer para ilustrar a carência espiritual que devemos ter. A fome intensa chega a provocar dores e uma aflição desesperada por comida, do mesmo modo, devemos permear nossas ações com o máximo de integridade. Estar faminto ou sedento por justiça é o mesmo que abominar o pecado, detestar as coisas erradas ou que desagradam a Deus. O mesmo empenho que manifestamos em busca de comida e água, deve ser também para corrigir atitudes incompatíveis com a nova vida cristã (veja 2Coríntios 5.17).

Está em vista um anseio espiritual de melhorar nosso modo de agir. O termo justiça no hebraico é tsedeq, também traduzido por retidão, ou ser retilíneo (ser reto), está em vista uma espécie de “padrão ético e moral”. O emprego mais antigo de tsedeq faz referência ao trabalho dos juizes, que deveria ser com base na verdade e igualdade. Outra palavra semelhante é integridade, que etimologicamente significa “completo”. Com a vida alinhada com Deus, o crente pauta seus relacionamentos com perfeição ética.

No grego do NT, Mateus emprega a palavra dikaiosune traduzida por justiça, retidão, eqüidade, fazer o que é direito. Um exemplo prático de dikaiosune vem do apóstolo Paulo, pois que incentiva os crentes de Roma a ministrar justiça – na forma de honestidade – aos seus semelhantes: “Pagai a todos o que lhes é devido (…). A ninguém fiqueis devendo cousa alguma, exceto o amor com que vos ameis uns aos outros” (Rm 13.7,8).

II- DEUS É A NOSSA FONTE DE SATISFAÇÃO.

Jesus garante que quem deseja ser íntegro, justo, correto, enfim, que quer proceder de maneira decente, digna de um cristão genuíno, Deus o satisfará plenamente. Deus é absolutamente perfeito, reto, justo, imparcial, íntegro e este é mais um dos Seus atributos comunicáveis, mas somente poderemos incorporá-lo ao nosso caráter no exato momento em que nos aplicarmos ao estudo sistemático da Palavra, a oração e à auto-renúncia (veja Mateus 5.29,30; 11.12; 16.24).

Como filhos de Deus, é nosso dever e objetivo permanente buscar nos conformar com o padrão de moralidade e ética de nosso Pai, pois é a ordem expressa de Jesus Cristo: “Portanto, sede vós perfeitos como perfeito é o vosso Pai celeste” (Mt 5.48). É impossível sermos perfeitos como Deus, mas devemos nos aperfeiçoar dia após dia como bem fazia o apóstolo Paulo: “Não que eu (…) tenha já obtido a perfeição; mas (…) prossigo para o alvo, para o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus” (Fp 3.12,14).

Daniel interpretou a escritura que se traçou na parede diante do rei Belsazar, cujo teor dizia o seguinte: “Pesado foste na balança e achado em falta” (Dn 5.27), e aqui notamos uma grande verdade: Deus tem uma “balança celestial” que será usada no futuro para avaliar o teor, a qualidade (veja I Coríntios 3.11-15) e principalmente o peso de nossas obras. Entretanto, de acordo com o salmista, sozinhos somos mais leves que um sopro (Salmo 62.9). Precisamos do peso da Redenção, da justiça ou retidão de Cristo (Romanos 1.17) para sermos aceitos por Deus.

Deus espera que frutifiquemos (veja Lucas 13.6-9), que apresentemos os resultados de Sua maravilhosa graça em cada um de nós, o que conseguiremos se estivermos unidos a Cristo pela fé, pois Ele mesmo disse: “Quem permanece em mim, e eu, nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer” (Jo 15.5). Dessa forma, é possível reproduzirmos atos de justiça que glorifiquem a Deus (Mateus 5.16). Além disso, o Espírito Santo derrama sobre nós o poder que carecemos para manifestarmos a glória de Deus entre os homens (Atos 1.8).

Aos sedentos e famintos por uma vida reta, ilibada e santa, a promessa de Cristo é: “serão fartos”. A conversão é o começo da vida cristã e para crescermos precisamos comer muito do alimento espiritual, por essa razão a Bíblia diz: “Se vocês já experimentaram a retidão e a bondade do Senhor clamem por mais, como um bebê chora por leite. Comam a Palavra de Deus – leiam-na, pensem nela – e cresçam fortes no Senhor” (l Pe 2.2,3; BV). Querer comer é saudável, mas o contrário é sinônimo de doença, além disso, comer também é prazeroso. A mesa do Senhor está posta e podemos nos servir à vontade (veja Isaías 55.1).

III- A JUSTIÇA ESTÁ ASSOCIADA À FIDELIDADE.

Na relação de características do fruto do Espírito descrita na carta de Paulo aos Gálatas, também figura a fidelidade (5.22). Esta qualidade espiritual é imprescindível para nos tomar semelhantes a Cristo. O termo grego para fidelidade épistis, também traduzido por fé, confiança, compromisso. O pastor Rick Warren define fidelidade nos seguintes termos: “constante, pessoa de que se pode depender ou aquele com quem se pode contar”. Quem é fiel não trai, não abandona é confiável.

Mais um resultado da ação controladora do Espírito de Deus no coração do crente é o de produzir nele um caráter íntegro, fiel, leal. O caráter é a soma dos nossos comportamentos e fala da maneira que normalmente agimos ou reagimos às situações do dia-a-dia. Por exemplo, Jesus disse que devemos exercer nossa “justiça” diante dos homens sem ostentação alguma, porque quem realmente deve ver ou avaliar nossos atos de amor, caridade ou mesmo integridade é Deus (veja Mateus 6.1).

Um fato curioso é apresentado por Paulo no final da lista de características do fruto do Espírito: “Contra estas coisas não há lei” (G15.23). Não existe lei contra o fruto do Espírito, há somente liberdade, pois as leis existem para restringir e punir a falta de lealdade ou a desonestidade, o roubo, o suborno, enfim, toda a corrupção dos homens, mas quando agimos sob a égide da fidelidade, vivemos a justiça de maneira explícita e sem restrição alguma.

CONCLUSÃO

Quem é humilde, chora seus próprios erros e busca em Deus a ajuda necessária para mudar seu comportamento errado. A vida desregrada é incompatível com o cristianismo bíblico e quem vive “enrolando” os outros um dia será pego e duramente castigado: “A justiça do íntegro endireita o seu caminho, mas pela sua impiedade cai o perverso” (Pv 11.5). Deus irá satisfazer somente os que possuem sede e apetite espiritual para o que é certo, pois Ele aprecia elevadas aspirações.

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