Estudo para o Encontro de Homens, mulheres e Jovens. Tema: O poder da Graça

O poder da Graça

2 CORÍNTIOS 12.9

INTRODUÇÃO
A palavra graça é abundante no NT, sobretudo, nas epístolas de Paulo, mas esse termo em nossa língua também é sinônimo de beleza ou elegância, de algum dito que provoca riso, nome de uma pessoa, agradecimento, simpatia ou afinidade espontânea por alguém etc. Apesar de tantos significados, o coração dessa palavra, sem dúvida, aponta para o favor ou o dom gratuito da vida eterna concedido por Deus, mediante o sacrifício de Jesus Cristo, a todos aqueles que verdadeiramente crêem no Evangelho (veja Romanos 1.16,17). Por meio da dolorosa experiência de Paulo (“espinho na carne”), Deus nos ensina como encarnarmos a Sua vontade e enfrentarmos as lutas do cotidiano, ou seja, fortalecidos pela Sua graça, e como disse o salmista: “Seja sobre nós a graça do Senhor nosso Deus” (SI 90.17a).

PROPOSIÇÃO: A força que precisamos para servir a Deus emana da graça de Cristo.

I – “A MINHA GRAÇA TE BASTA.”
A Graça é o coração e o motivo do Evangelho. A resposta que Cristo deu à oração de Paulo nos revela que a Sua graça nos é suficiente nos combates do dia-a-dia. Pela graça redentora de Cristo, conhecemos o amor do Pai e desfrutamos a comunhão do Espírito (veja 2Coríntios 13.13).
Precisamos discernir a graça de Deus de uma “pseudograça” existente no meio da cristandade. A graça barateada pelo homem possui dois extremos: 1. Os liberais que excluem toda responsabilidade do homem, alegando subjetivamente que “a carne é fraca” (Mt 26.41), e que Deus quer apenas o “espírito que é forte”, desprezando com isso o poder transformador e santificador do Evangelho. 2. Os legalistas, que abandonam a dádiva da graça, substituindo-a por todo tipo de esforço humano: costumes, jugo de proibições e o denominacionalismo exacerbado.
A graça de Cristo inclui sua boa vontade, presença e força. Não precisamos de mais nada para vencer no “combate da fé”. Somente quem reconhece a sua debilidade, busca o socorro de Deus, e é por Ele fortalecido. Paulo declarou que Deus “escolheu o que para o mundo é fraqueza para envergonhar o que é forte” (1 Co 2.27; NVI), a fim de que ninguém se apoiasse em aparentes “vantagens da carne” para ser salvo, mas unicamente em Sua graça (v. 30 e 31; EF 2.8,9).

II – “…O PODER SE APERFEIÇOA NA FRAQUEZA”.
Quando Jesus cita o termo fraqueza, Ele está se referindo às nossas limitações e dependência que temos um do outro, sobretudo de Deus. Quem julga ser auto-suficiente poderá ser quebrantado por meio de um “espinho na carne” qualquer, que Deus empregará para ensinar preciosas lições de humildade e de completa dependência Dele.
A resposta de Cristo – diante da fraqueza de Paulo – nos revela o segredo de como podemos triunfar nas lutas (injúrias, necessidades, perseguições e angústias – v. 10) e de como transbordar em realizações proveitosas no seu Reino. O poder da graça se revela, sobretudo, na purificação dos nossos pecados e em nos tomar apropriado para o ministério ou serviço do Senhor.
Nossa fraqueza se toma evidente diante dos “espinhos” de todo tipo que nos sobrevêm na caminhada cristã. O termo fraqueza (asthenéia), ou astenia, aponta para a fraqueza de modo geral, debilidade física ou orgânica, e serve também de figura para a necessidade ou timidez. Em outras palavras, essa astenia coloca em destaque nossa incapacidade de enfrentar certas situações e dá ocasião para o agir de Deus, além de nos tomar mais humildes (v. 7).

III – PRECISAMOS DO PODER DE CRISTO PARA VIVER A PALAVRA DE DEUS.
Quanto mais percebemos as nossas limitações, tanto mais precisamos nos encher do Espírito Santo, pois Ele é o detentor e o comunicador do poder de Jesus à Igreja: “…mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo…” (At 1.8; Rm 8.11; ICo 6.14). Esse maravilhoso poder nos é conferido, pela graça de Deus, mediante uma busca sincera: “Buscai o Senhor e o seu poder, buscai perpetuamente a sua presença” (SI 105.4; grifos do autor).
Podemos ter o desejo (veja Romanos 7.18), não, porém, a capacidade para viver segundo a vontade de Deus. Por essa razão, Paulo declara Em Cristo ou por sua graça, podemos todas as coisas (veja Filipenses 4.13). Sendo fracos ou nos esvaziando de qualquer pretensa força humana, o poder de Deus nos leva a testemunhar com ousadia de um Jesus Cristo vivo, atuante, como faziam os apóstolos no início da Igreja (Atos 4.33). Além disso, o poder de Deus nos ajuda a perseverar na graça ou no evangelho sem desviar ou decair da fé (Atos 13.43 cf. v. 38,39).
Pelo poder da graça nós servimos a Deus alegremente, com gratidão e sempre de “…modo agradável, com reverência e santo temor” (Hb 12.28). Ela também nos motiva e capacita a cumprirmos nossa missão de adoradores e disseminadores das boas novas ao mundo perdido. A bem da verdade, dependemos da graça para tudo e em todo tempo: “Acheguemo-nos (…) junto ao trono da graça, a fim de recebermos misericórdia e acharmos graça para socorro em ocasião oportuna” (Hb 4.16; grifos do autor).

CONCLUSÃO
Curiosamente, as últimas palavras da Bíblia são: “A graça do Senhor Jesus seja com todos” (Ap 22.21). Estas palavras encerram o desejo de Deus de salvar o pecador, ao mesmo tempo em que apresenta a maneira dos salvos se fortalecerem e santificarem suas vidas durante o tempo da peregrinação: “…porque bom é que o coração se fortifique com graça e não com manjares…” (Hb 13.9; ARC).

Fonte: https://pastorjosiasmoura.com/

Para Mais informações acesse: http://setebras.hospedanet.org/

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