Estudo para EBD. Tema: O poder do Evangelho

O poder do Evangelho
ROMANOS 1.16,17

INTRODUÇÃO
O tema principal da carta de Paulo aos Romanos é: A justificação pela fé em Cristo. Está no livro de Romanos o maior legado sobre o evangelho, razão pelo qual ele também é conhecido como o “evangelho da salvação”. Por meio do livro de Romanos, o mistério da encarnação, morte e ressurreição de Jesus Cristo é desvendado e compreendido. São tratados em Romanos os importantes temas da teologia cristã, como: o pecado, a salvação ou a vida eterna, a fé, o juízo de Deus, a graça, a regeneração, a justificação, a santificação, a glorificação, a eleição etc.
PROPOSIÇÃO: O homem pecador se torna justo e sem culpa somente pela fé em Cristo.

I – O EVANGELHO É O PODER DE DEUS.
O termo evangelho (euaggelion) ao pé da letra significa “boas notícias ou novas”, mas no NT, o evangelho é a boa nova de salvação em Cristo. Em outras palavras, as novas de grande alegria, são de que pela vida (encarnação sobrenatural do Verbo), morte (expiatória e vicária) e ressurreição de Cristo, Deus preparou a salvação do homem, e que somente pode ser recebida pela fé.
O evangelho é o poder de Deus porque nele se revela a forma como o homem pecador pode ser salvo. Sem Cristo não há salvação (veja Atos 4.10-12). João declarou que Jesus é “…o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!” (Jo 1.29). Por sua morte, Jesus assumiu nossos pecados, nos redimiu pelo seu sangue (Mateus 26.28); e Paulo declarou: “Porque ninguém pode lançar outro fundamento, além do que foi posto, o qual é Jesus Cristo” (I Co 3.11).
O poder de Deus emanado do evangelho entra em operação quando cremos, e é aplicado a nós pelo Espírito Santo (Efésios 1.3). O homem crê em Jesus quando ouve o evangelho (Romanos 10.14), é convencido de seus pecados pelo Espírito Santo (João 16.8), que logo em seguida o regenera e mergulha no corpo de Cristo (1 Coríntios 12.13). A fé salvadora, com a qual cremos na “loucura da pregação”, é dada pelo próprio Deus e é na verdade uma maravilhosa provisão de Sua graça.
A palavra “poder” no original (dunamis) cuja tradução também poderia ser: força, fortaleza, energia, faz referência à invencível capacidade e força divina, ou a onipotência de Deus que se manifesta em nós quando combinamos evangelho com vida de oração. Esse poder do evangelho é o mesmo que ressuscitou Jesus Cristo dos mortos: “Deus ressuscitou o Senhor e também nos ressuscitará a nós pelo seu poder” (I Co 6.14). Na pregação do evangelho, o Espírito toma a presença de Cristo real, para operar a salvação e nos libertar das amarras do diabo.
O evangelho tem o poder de nos salvar ou livrar: 1. da condenação eterna (veja João 5.24); 2. do domínio do pecado – pois Cristo quebra as correntes do pecado (João 8.34); 3. da degradação da natureza humana – seja no estado que for (por exemplo: vícios, desvios de conduta) etc. Esse poder nos abre o entendimento das Escrituras, opera a vida de Deus em nós produzindo: paz, capacidade de perdoar e amar, alegria e contentamento, esperança, fidelidade etc.

II- A JUSTIÇA DE DEUS SE REVELA NO EVANGELHO.
A justiça de Deus é o mesmo que o seu irrepreensível padrão de perfeição ou de absoluta retidão. O termo “justiça” (dikaiosunê) aponta para o caráter íntegro, a posição justa e as ações corretas de Deus. Deus é santo e não podemos cumprir a Sua lei sem falhar, por essa razão Ele nos presenteou a “justiça de Cristo”. Não precisamos fazer nada para recebê-la (veja Romanos 3.28), pois Cristo já fez tudo no Calvário. Ela provém de Deus, aparte dos esforços humanos (Romanos 3.21,22). Apossamo-nos dela simplesmente crendo (v. 17).
Pedro se comportou de maneira repreensível e preconceituosa em Antioquia da Síria, quando se apartou dos cristãos gentios temendo represália dos cristãos judeus (“os da circuncisão”). Paulo declarou que ele não estava procedendo “…segundo a verdade do evangelho” (G12.14), e reiterou que tanto os judeus quanto os gentios somente são justificados diante de Deus “…pela fé em Cristo e não por obras da lei” (v. 16).
A justiça divina foi cumprida no sacrifício de Cristo. Em outras palavras, Jesus viveu uma vida correta, justa, conforme exigia a lei de Deus, por essa razão Ele não merecia morrer, mas fez isso espontaneamente em nosso lugar. O justo pelos injustos, o santo pelos profanos, o perfeito pelos imperfeitos. A esse respeito, Paulo declarou que: “…sendo justificados gratuitamente, por sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus” (Rm 3.24).
Há um abismo intransponível entre a justiça humana (veja Isaías 64.6) e a de Deus. Então o homem se agarra à justiça de Cristo para ser aceito por Deus. Faz isso pela fé em Cristo como seu Salvador e Senhor (Romanos 10.13). E por isso que o evangelho é o poder de Deus, pois pela fé nos atos meritórios de Jesus Cristo o homem vence até a morte – o último inimigo (I Coríntios 15.54-57), porquanto pelo sangue remidor de Cristo, Deus declara o pecador (arrependido e convertido) justo, reto e sem culpa alguma diante Dele.
O preço do resgate do “irmão mais novo” (veja Lucas 15.24), foi pago pelo verdadeiro “irmão mais velho”, o “Abel” celestial cujo sangue não pede vingança, mas perdão (Lucas 15.31 e Gênesis 4.10). Jesus é o melhor “Adão”, que venceu o pecado sem pecar (Hebreus 4:15), que a semelhança de Abraão deixou a sua pátria para nos conduzir ao céu. É a justiça de Cristo que Deus imputa (credita, atribui) aos que crêem no evangelho. A salvação é um presente de Deus, mas somente a desfrutamos se cremos em Cristo (“todo aquele que crê” – v. 16).

CONCLUSÃO
O pecado separa o homem de Deus (veja Isaías 59.2), mas o evangelho reconcilia, une todo aquele que crê em Cristo (Romanos 5.10), e lhe dá o direto de chamar Deus de Pai (João 1.12). O poder do evangelho muda o coração (caráter) do homem, diferente da religião que apenas produz uma “reforma moral superficial”. O evangelho determina nossa conduta nesse mundo e o seu objetivo final é a nossa transformação na perfeita “imagem de Cristo” (2 Coríntios 3.18).

Fonte: https://pastorjosiasmoura.com/

Para Mais informações acesse: http://setebras.hospedanet.org/

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