Estudo Bíblico para o Encontro de Homens, mulheres e jovens. Tema: O consolo divino

O consolo divino

Mateus 5.4

INTRODUÇÃO

Nem todo choro é digno de consolo, e o pranto ou lamentação por motivos absolutamente improcedentes – olhando pelo lado da moralidade – deve ser reprimido e até mesmo corrigido duramente. Por exemplo, o choro possessivo motivado pela ganância, ciúme ou inveja, o choro dissimulado usado para esconder erros ou maquiar intenções ruins, o choro manhoso do bebê que se acostumou ao colo da mãe e não quer mais ficar no berço etc. Se quisermos ser consolados por Deus, precisamos chorar nossos pecados, com a mesma intensidade com que Jacó chorou pela morte de seu filho José (veja Gênesis 37.34).

PROPOSIÇÃO: O choro justificado é o caminho mais curto para o consolo restaurador de Deus.

I- “BEM AVENTURADOS OS QUE CHORAM”.

O verbo chorar (pentheo) é sinônimo de lamentar, prantear, entristecer, chatear, estar aflito e, na presente bem-aventurança, Jesus está falando daquele choro ou lamento produzido por uma tristeza legítima, que de tão intensa que é não pode ser escondida. O choro provocado pelo arrependimento de faltas graves está em vista (por exemplo: Pedro; veja Mateus 26.75).

O apóstolo Paulo afirma que existe a tristeza santa, que vem de Deus (veja 2Coríntios 7.10) e produz arrependimento e vida – muda a forma de pensar e agir -, e a tristeza carnal, própria do mundo, que produz morte (desânimo, depressão e até o suicídio – Mateus 27.3-5); não devemos esquecer que no inferno também há muita tristeza e choro (Mateus 8.12).

Lamentar significa: “Sentir ou expressar profunda dor ou pesar por” (Dicionário Sacconi). Precisamos lamentar nossos erros, falhas e pecados em atitude de verdadeiro arrependimento (conscientes de que eles entristecem a Deus) e não simplesmente justificá-los ou racionalizá- los com palavras bem elaboradas, sobretudo quando a mão de Deus está pesando sobre nós, em decorrência da nossa insistente desobediência à Sua Palavra (Salmo 38).

Jeremias e Daniel são exemplos para nós, pois eles lamentaram o pecado de Israel, que em tese foi a causa principal para o cativeiro deles (veja Daniel 9; Juizes 7). Tiago também convoca os crentes que se envolviam em contendas e divisões dentro da igreja para um arrependimento sincero: “Afligi-vos, lamentai e chorai. Converta-se o vosso riso em pranto, e a vossa alegria, em tristeza. Humilhai-vos na presença do Senhor, e ele vos exaltará” (4.9,10).

Jesus garante que seremos consolados, caso venhamos lamentar toda a dor e tristeza que causamos aos outros, quando agimos com egoísmo, juízo temerário, fofoca, falta de amor ou compaixão etc. Em alguns casos, será preciso mais do que um lamento, e com humildade precisamos procurar a pessoa ofendida em busca do perdão (veja Mateus 6.15).

Outro aspecto importante desse choro santo vem do reconhecimento sobre o quanto temos entristecido o Espírito Santo, quando insistimos no pecado ou quando resistimos aos seus justos apelos e avisos (vejaEfésios 4.30; Isaías 63.10).

O salmo 38 é o retrato preciso de quem lamenta seus pecados, veja o versículo 18: “Confesso a minha iniqüidade; suporto tristeza por causa do meu pecado”. O tema central desse salmo aponta para a grande verdade de que a tristeza pelos nossos pecados produz verdadeira esperança, pois o coração de Deus se dilata quando um de Seus filhos reconhece com pesar suas próprias mazelas morais e espirituais e as confessa com atitude humilde e desejo de abandoná- las (veja Salmo 51.17; Provérbios 28.13).

II- “…PORQUE SERÃO CONSOLADOS”.

O verbo consolar (grego: parakaleo; formado de para, ‘ao lado de’, e kaleõ, ‘chamar’) também traduzido por confortar, encorajar, revela o cuidado de Deus pelos que percebem sua pequenez ou miséria espiritual (veja Mateus 5.3; Romanos 7.24) bem como o desafio de buscarem se conformar com o padrão de retidão e integridade moral que Deus exige de seus filhos (Mateus 5.48).

Nosso consolo vem pela certeza de que Deus realmente nos perdoa e restaura quando somos sinceros em nossas lágrimas, por exemplo, Pedro foi perdoado por Deus após ter negado Jesus três vezes (veja Mateus 26.75), entretanto, Judas Iscariotes. após trair a Cristo – com remorso – não buscou o perdão e consolo divino, então o diabo se apoderou dele e o matou (Mateus 27.3-10).

A tristeza pelo pecado nos faz crescer, pois aumenta nossa vigilância, constrói a verdadeira humildade, aguça nossa dependência do Espírito Santo (que deseja nos transformar na imagem de Cristo – veja 2Coríntios 3.18) além de nos tomar mais sensíveis às debilidades dos outros. Deus é a nossa permanente fonte de consolo, ânimo e estímulo, pois um dia Ele enxugará de nossos olhos toda lágrima (Isaías 25.8; Apocalipse 21.4).

III- REVENDO A NOSSA MOTIVAÇÃO PARA CHORAR.

O salmista Davi afirma que o choro por razões justificáveis (perseguição, indignação, tristeza pelo pecado etc.) é limitado e sempre é seguido pelo conforto da infinita misericórdia divina, o texto nos diz: “…Ao anoitecer, pode vir o choro, mas a alegria vem pela manhã” (SI 30.5).

O choro por motivos egoístas (por exemplo: Números 11.4) ou de cunho puramente emocional como a perda do emprego ou de um concurso público, o desprezo do cônjuge, crises financeiras, sofrer preconceito ou ser humilhado por alguém, o time do coração perdeu um jogo para o pior adversário, do castigo merecido etc., não estão inclusos na presente bem-aventurança. Por mais salientes que sejam, esses tipos de choros não contribuem para nosso crescimento espiritual ou para o avanço do Reino de Deus na terra, porque são circunstanciais, rasos e sem relevância espiritual.

Devemos chorar nossa falta de sensibilidade às urgentes carências missionárias (pois são cerca de trinta almas por segundo indo direto para o inferno); o nosso declínio moral ou ético; o abandono do “primeiro amor” (Ap 2.4); a perda da pureza bíblica; por toda iniqüidade que há no mundo: “Rios de lágrimas correm dos meus olhos, porque a tua lei não é obedecida” (SI 119.136; NVI) etc. Temos lágrimas para lamentar a desgraça alheia?

CONCLUSÃO

Jesus considerou bem-aventurados ou felizes, afortunados os que choram. Mas como entender essa aparente contradição? Precisamos chorar para sermos felizes? Pelo motivo certo, sim! Quando choramos nossos erros e buscamos o perdão de Deus, sua graça nos assiste, somos confortados pelo Espírito Santo e o nosso coração transborda de alegria e paz celestial (veja Romanos 14.17).

Fonte: https://pastorjosiasmoura.com/

Para Mais informações acesse: http://setebras.hospedanet.org/

Deixe sua mensagem

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s