Estudo Bíblico para EBD. Tema:Qual é a distância da morte?

Qual é a distância da morte?

Mateus 6.27

INTRODUÇÃO

Nos juízos do Apocalipse, a morte sobrevirá a milhões de pessoas de maneira implacável (por exemplo: o cavaleiro do quarto selo: “e foi-lhes dada autoridade sobre a quarta parte da terra para matar à espada, pela fome…”; Ap. 6.8). É bem verdade que alguns indivíduos são avisados antes, como foi o caso do rei Ezequias (veja Isaías 38.1), mas para a grande maioria ela vem de modo súbito. Todos concordam que qualquer dia desses, poderemos ser visitados por esse sinistro ser, e quanto mais demorado for, tanto melhor será. De acordo com a Bíblia: “aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo, depois disto, o juízo” (Hb 9.27). Nada trouxemos e nada levaremos, tudo que possuímos de mais caro ficará para trás (I Timóteo 6.7). Para alguns, a morte será uma ponte para a glória celestial, já para outros uma ligação de tormento eterno. Em qual desses destinos desejamos estar incluídos?

PROPOSIÇÃO: Devemos viver tudo o que Deus tem para nós e nunca adiantar nossa morte.

I- A QUE DISTÂNCIA ESTAMOS DA MORTE?

Quando Jesus Cristo reprovou a ansiosa solicitude pela vida (veja Mateus 6.25-34) aproveitou para dizer o seguinte: “Qual de vós, por ansioso que esteja, pode acrescentar um côvado ao curso da sua vida” (v. 27; grifos do autor). Veja o que outras versões da Bíblia trazem do texto grifado: “pode acrescentar uma hora que seja à sua vida?” (NVI); “poderão acrescentar um único momento à vida de vocês?” (BV); “pode acrescentar um só côvado à duração da sua vida?” (BJ).

As Escrituras nos revelam que a distância que um homem pode estar da sua morte é relativa. Por exemplo, por causa do ciúme de Saul, Davi reconhecia que a morte estava a “…um passo” dele (I Sm 20.3); no entanto, para Enoque nunca veio (veja Gênesis 5.24); já para o filho do rei Davi com Bate-Seba, foi após alguns dias de nascido (2Samuel 12.15-18). E para o rico “avarento” ilustrado por Cristo, a morte poderia ocorrer naquela mesma noite: “Louco, esta noite te pedirão a tua alma” (Lc 12.20).

O salmista declara: “Mostra-me, Senhor, o fim da minha vida e o número dos meus dias, para que eu saiba quão frágil sou (…). Deste aos meus dias o comprimento de um palmo; a duração da minha vida é nada diante de ti. De fato, o homem não passa de um sopro” (SI 39.4,5; NVI). Apesar dessa latente fragilidade física, a Bíblia garante que se obedecermos a vontade de Deus isso permitirá que nossos dias sejam aumentados, porque o Senhor produzirá em nós: vida e paz, “…saúde para o teu corpo e refrigério, para os teus ossos” (Pv 3.1,2,7,8).

As expressões “o número dos meus dias” e “o comprimento de um palmo” fazem referência à preocupação do homem pelas incertezas do futuro, ao mesmo tempo em que enfatiza o curto tempo que temos para viver. Se vivemos pouco tempo (veja Salmo 90.10), então precisamos usar bem cada oportunidade para falar e fazer somente aquilo que realmente tem importância, além de refletir sinceramente sobre uma grande questão da vida: O que faremos após a morte ou onde passaremos a eternidade?

Podemos não saber quando morreremos ou quanto tempo ainda temos para viver, entretanto, devemos reconhecer o fato da brevidade da vida e procurar viver segundo as expectativas de Deus: “Quanto ao homem, os seus dias são como a relva; como a flor do campo, assim ele floresce; pois, soprando nela o vento, desaparece; e não conhecerá, daí em diante, o seu lugar” (SI 103.15,16).

II- QUAL A RAZÃO DO MEDO DA MORTE?

Há pessoas que desenvolvem um tipo específico de fobia neurótica da morte, por exemplo, não gostar de falar do assunto, evitar passar perto de cemitério, cerimônia fúnebre etc. Essa psicopatologia pode ser explicada pela ciência, mas nem sempre o problema é psicológico. Opressões demoníacas também causam fobias de todo tipo, pois o medo é uma das “armas” do diabo (veja 2Timóteo 1.7; Marcos 1.24).

De modo geral, a Bíblia revela que o medo da morte está associado ao pecado e à ignorância do homem em relação ao que lhe está reservado após sua morte. O salmo 55 menciona algo sobre esse pavor da morte, em uma ocasião em que a vida do rei Davi corria perigo, veja: “O meu coração está acelerado; os pavores da morte me assaltam. Temor e terror me dominam; o medo tomou conta de mim” (SI 55.4,5; NVI).

O medo está presente no homem desde a Queda, na verdade ela produziu esse destrutivo sentimento nele. No relato bíblico, lemos que Deus perguntou ao homem – depois que este havia pecado – onde ele estava, e sua resposta foi: “…tive medo, e me escondi” (Gn 3.9,10). Deus já havia previsto: “porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás” (Gn 2.17). O medo, portanto, é uma espécie de receio do futuro. Adão não sabia exatamente o que ia acontecer com ele e com sua mulher e isto causou uma expectativa mim, negativa, desagradável.

Dessa forma, o medo da morte vem pelo desconhecimento do que acontece depois dela. E a única maneira de perdermos esse medo é descobrindo essa informação em uma fonte fidedigna ou confiável. E a Bíblia Sagrada é essa fonte! Crendo no que ela ensina deixamos de ter medo do futuro e principalmente da morte. A Bíblia cita três tipos de morte: a física (a separação do espírito do corpo; veja João 11.14,17), a espiritual (a separação de Deus; Mateus 8.22; Efésios 2.1) e a segunda morte ou a eterna separação de Deus no inferno (Apocalipse 21.8).

III- EM CRISTO, TEMOS A GARANTIA DE TRIUNFAR SOBRE A MORTE E O INFERNO

Possuir um relacionamento sincero com Deus, por meio da fé em Cristo, é a maneira mais eficaz de acabar com o medo da morte. Tiago diz que a morte é a separação do espírito do corpo (2.26), em razão disso estamos “presos” a este corpo enquanto vivermos aqui neste mundo (veja 2 Coríntios 5.1), mas com a morte física, estamos livres para uma nova vida com Deus no céu: “Porque este mundo não é nossa pátria; nós estamos aguardando a nossa pátria eterna no céu” (Hb. 13.14; BV).

Seja como for, para quem já teve um encontro salvador com Cristo, nada há a temer, pois a Bíblia afirma: “E este mundo está perecendo, e estas coisas más e proibidas perecerão com ele, mas todo aquele que perseverar em fazer a vontade de Deus, viverá para sempre” (1 Jo. 2.17; BV).

Jesus Cristo morreu em nosso lugar e venceu a morte por meio de Sua ressurreição, por essa razão o domínio da morte cessou de sobre todos os que crêem nele: “Tragada foi a morte pela vitória (…). Graças a Deus, que nos dá vitória por intermédio de nosso Senhor Jesus Cristo” (I Co. 15.54,57). Portanto, o livramento da morte e do juízo final está garantido para quem realmente professar fé genuína em Cristo, pois para esses está escrito: “Aquele que tem o Filho tem a vida” (I Jo 5.12); e mais: “…passou da morte para a vida” (Jo. 5.24). Veja também Romanos 5.17.

CONCLUSÃO

Você já se perguntou: Quando morrerei? Será que vou envelhecer e conseguir fazer isso ou aquilo? (por exemplo: casamento). Entretanto, para o cristão, que nasceu de novo, a Bíblia diz que esse pensamento não tem razão de ser, veja: “Porquanto, para mim, o viver é Cristo, e o morrer é lucro” (Fp. 1.21), em outras palavras, a morte, para os filhos de Deus será uma ponte para aprofundar ainda mais a sua união com Deus na glória, além disso, a ressurreição para a vida eterna é uma das mais poderosas promessas de Deus para os que crêem em Cristo (João 11.25,26). Finalmente, a Bíblia desmente tanto o conceito de reencarnação quanto o de que a morte física é o fim de tudo: “E, assim como aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo, depois disto, o juízo” (Hb. 9.27).

Fonte: https://pastorjosiasmoura.com/

Para Mais informações acesse: http://setebras.hospedanet.org/

Deixe sua mensagem

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s