ENCONTRO DE HOMENS, MULHERES E JOVENS. TEMA: Fazendo a incredulidade emudecer

Fazendo a incredulidade emudecer

Josué 6.1-20

 

INTRODUÇÃO

A respeito dos projetos de Deus para com o Seu povo, o patriarca Jó declarou o seguinte: “Bem sei que tudo podes, e nenhum dos teus planos pode ser frustrado” (42.2). Quando Deus tirou Israel do Egito, o Seu plano era introduzi-lo na Terra Prometida. Porém, havia empecilhos no caminho que precisavam ser removidos, a cidade de Jerico era um deles. Segundo o apóstolo Paulo, todo cristão renascido é um cooperador de Deus {veja I Coríntios 3.9), mas essa importante função fica comprometida quando deixamos de crer nas promessas e, sobretudo, no próprio Deus. Não seria possível para Josué tomar a cidade de Jerico se não acreditasse no plano que Deus lhe havia concedido. Dessa maneira, por mais absurdo que pareça, nosso dever não é questionar a Palavra do Senhor (como fez Naamã: 2Reis 5.14), mas obedecer. A maioria dos impedimentos para o agir de Deus a nosso favor, seja na situação que for, está em nós mesmos, sendo que o pior deles é a falta de fé (Lucas 9.41), pois está escrito: “…sem fé é impossível agradar a Deus” (Hb 11.6).

PROPOSIÇÃO: A incredulidade impede o homem de se apossar das promessas de Deus.

 

I- “OLHA, ENTREGUEI NA TUA MÃO JERICO” (V. 2).

       Jerico era uma cidade-Estado (Jerico significa “cidade Lua”), como as demais na região de Canaã, o rei e seu exército não tinham a menor chance contra Israel, pois a vitória iria acontecer por uma ação sobrenatural de Deus. Esse ato divino colocava em evidência a fidelidade de Deus para com o Concerto estabelecido com Abraão e seus descendentes, e que se fazia representar pela arca da Aliança (v. 6 – símbolo da presença de Deus).

       Pelos olhos naturais era impossível tomar aquela cidade fortificada (v. 1), do mesmo modo, os olhos da carne tentam nos convencer de que determinada coisa é por demais difícil de ser conquistada, por exemplo: concurso público, vaga na universidade, cura de uma doença crônica etc., todavia, nossa atenção deve estar voltada para duas coisas: 1. O que Deus nos diz em Sua Palavra {veja Lucas 5.5). 2. O que o Espírito Santo está nos orientando a fazer em cada momento em especial (Atos 13.2; 16.6-10).

       Precisamos de fé para conquistar “Jerico”, e conseguimos isso tirando os olhos do que é aparente, ou do que é percebido pelos sentidos {veja 2Coríntios 5.7; Hebreus 11.3), e o fixamos em Deus e nas Suas imutáveis promessas. Nos momentos mais difíceis de nossa caminhada, precisamos avançar pela fé, confiando plenamente em Deus e no que Ele nos orientou a fazer (Hebreus 10.38; 11.6).

 

II– A FÉ PRODUZ O “GRITO DA VITÓRIA”.

       A instrução dada por Deus a Josué foi muito clara, o povo deveria rodear a cidade por seis dias seguidos e no sétimo dia ela deveria ser rodeada sete vezes, e somente na sétima volta o povo iria gritar (v. 3 e 16). Enquanto isso, nenhum som, burburinho ou qualquer palavra podería sair da boca dos filhos de Israel (v. 10), a ordem era de silêncio absoluto. Esse silêncio antes do grito nos fala da oração e da espera anterior à alegria da bênção {veja Salmo 30.5). A marcha de uma semana, seguida de todo o ritual, era na verdade um teste para a fé e a obediência do povo (Salmo 37.34).

       Esse silêncio forçado visava calar a “voz da incredulidade”, que com freqüência aparece quando o problema se manifesta e a fé é colocada à prova (veja Êxodo 14.13,14), por exemplo, quando Jesus aproximou-se da casa de Jairo a fim de curar sua filha, alguém semeou dúvida no coração do sofrido pai quando disse: “Tua filha já está morta, não incomodes mais o Mestre. Mas Jesus, ouvindo isto, lhe disse: Não temas, crê somente, e ela será salva” (Lc 8.49,50).

       Moisés enviou 12 espias para observar a terra de Canaã (veja Números 13), ao regressarem, dez deles apresentaram um relatório desanimador, falaram baseados apenas no que viram, e isso produziu incredulidade no povo. Por essa razão, todos os que duvidaram de Moisés e do próprio Deus – em cumprir Sua promessa – foram os responsáveis por Israel sofrer por 40 longos anos no deserto (Números 14.26-37). Tiago aconselha que: “Todo homem, pois, seja pronto para ouvir, tardio para falar” (1.19). O crente deve andar e falar pela fé e não pelas aparências (2Coríntios 5.7). Amurmuração é mantida principalmente por falta de temor a Deus e incredulidade.

       Grito sem poder é simples barulho, mas a palavra de comando que produz a vitória é dada por Deus no momento certo. Nove discípulos de Cristo fizeram de tudo, mas não puderam libertar um garoto terrivelmente perturbado por demônios (veja Lucas 9.40,41), mais tarde Jesus explicou que isso só aconteceu porque faltaram fé, autoridade e consagração de vida (Marcos 9.28,29).

 

III– “…RUÍRAM AS MURALHAS, E O POVO SUBIU À CIDADE (…) E A TOMARAM”.

       Quando seguimos as instruções que Deus nos dá em Sua Palavra, as bênçãos são automáticas. Jerico caiu consoante à palavra que Deus tinha dado a Josué (6.2-5). Devemos notar que a promessa feita no versículo 2 se cumpriu, porque as exigências de Deus foram observadas na íntegra.

       Segundo a arqueologia bíblica, Jerico tinha aproximadamente 48 km2 e possuía muralhas duplas, sendo que a externa tinha quase dois metros e a interna três metros de espessura por nove metros de altura (separada cerca de quatro metros uma da outra). A muralha era tão grande, que Raabe, provavelmente, morava numa parte dela (veja Josué 2.15).

       Existem muros espirituais e circunstanciais de todo tipo à nossa frente, muitos deles são colocados por nós mesmos, pela falta de fé; por exemplo, as mulheres que foram embalsamar o corpo de Jesus acreditavam piamente que havia uma grande pedra entre elas e Cristo, mas na realidade isto estava apenas na mente delas (veja Marcos 16.1-3). Para Zaqueu, o muro era sua baixa estatura (Lucas 19.3); para Bartimeu, era sua cegueira e condição social que o atrapalhava de alcançar a bênção (Marcos 10.46-48), para a mulher do fluxo sanguíneo, a exigência cerimonial da Lei era um obstáculo a ser vencido (Mateus 9.20; Levítico 15.25) etc…

 

CONCLUSÃO

Quem confia em Deus é comparado pelo salmista a um monte rochoso, que não é abalado por nada (veja Salmo 125.1). Essa maravilhosa confiança-produzida pela Palavra de Deus (Romanos 10.17) – nos equipa a enfrentar e vencer os desafios que a vida nos reserva. Jerico caiu, principalmente porque estava no caminho de Israel, do mesmo modo, as barreiras à nossa frente também cairão se mantivermos nossos “olhos espirituais” fixos em Cristo, nosso Salvador (Hebreus 12.2).

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