ESTUDO PARA O ENCONTRO DO DEPARTAMENTO DE HOMENS, MULHERES E JOVENS. TEMA: A maravilhosa Graça de Deus

A maravilhosa Graça de Deus

Romanos 3.24; 5.1-3

INTRODUÇÃO

Paulo enfrentou uma fase crítica em sua vida, pela qual orou por três vezes a fim de se livrar do grande incômodo (talvez uma enfermidade veja 2Coríntios 12.9; Gálatas 4.15), mas como resposta recebeu do Senhor um enfático “A minha graça te basta”. Que maravilhosa graça é essa? Que poder ela possui, pois o que é capaz de nos manter em pé mesmo na pior crise? Situações de sofrimento como morte, doença, dificuldade econômica e decepções, são comuns a todos os seres humanos, sejam eles cristãos ou não! Jesus deixa isso claro na história dos “dois fundamentos” (veja Lucas 6.46-49). Lucas registra em seu livro que a “tempestade” que desabou foi impiedosa tanto para o “ouvinte praticante” (cristão professo) quanto para o “ouvinte negligente” (cristão nominal). Entretanto, a casa bem alicerçada reagiu positivamente às intempéries, exatamente porque tinha “alicerce”, não estava solta, desguarnecida. O fundamento do cristão genuíno é a graça de Deus (1 Coríntios 3.11).

PROPOSIÇÃO: A graça de Deus se manifesta ao homem pelos méritos de Jesus Cristo.

 

I      – CONHECENDO A DIMENSÃO DA GRAÇA DE DEUS.

       Davi enfatiza o alcance da graça divina, ou do profundo amor que Deus revela aos seus filhos quando diz: “Porque a tua graça é melhor do que a vida; os meus lábios te louvam” (SI 63.3).

       No AT, a graça de Deus é ilustrada na sua relação com a infiel nação israelita: “Curarei a sua infidelidade, eu de mim mesmo os amarei, porque a minha ira se apartou deles” (Os 14.4). Graça, portanto, é a manifestação desse “amor imerecido”, que vai ao nosso socorro sem que lho peçamos.

       No hebraico, temos o verbo hãnan traduzido por “ser gracioso, compadecer-se”. Segundo o Dicionário Internacional de Teologia do Antigo Testamento, essa palavra “descreve uma reação sincera de uma pessoa que tem algo a dar para alguém necessitado”; e outra definição do mesmo dicionário, a respeito da palavra hãnan, também descreve a profundidade da graça de Deus; vejamos: “a ação que parte de um superior na direção de um inferior que não tem nenhum direito a tratamento clemente”.

       No grego do NT, encontramos a palavra charis que tem um significado semelhante àquela que já mencionamos. Charis é o mesmo que disposição ou ato benevolente de Deus concedido a quem (pecador) nada merece.

 

II     – A REDENÇÃO É A PLENITUDE DA GRAÇA DE DEUS.

       Zacarias cita a morte do Filho de Deus: “(…) olharão para aquele a quem traspassaram; pranteá-lo-ão como quem pranteia por um unigênito (…) como se chora amargamente pelo primogênito” (12.10). O profeta alude ao Messias sofredor de Isaías 53, que graciosamente se daria em resgate de muitos (veja João 19.37).

       Paulo em seu “evangelho da Salvação” (livro de Romanos) busca detalhar o motivo, a causa da encarnação, da morte e da ressurreição de Jesus Cristo, ou seja, a graça de Deus. A iniciativa e a bondade de Deus (ou graça) O levaram a pagar o preço da nossa salvação, isto é, a morte vicária de seu único Filho: “sendo justificados gratuitamente, por sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus” (Rm 3.24).

 

III     – VIVENDO DEBAIXO DA GRAÇA DE DEUS.

       Em 2 Co 9.8, lemos: “Deus pode fazer-vos abundar em toda graça, a fim de que, tendo sempre, em tudo, ampla suficiência, superabundeis em toda boa obra”. Este texto indica a soma das bênçãos provenientes da graça divina. Portanto, a graça de Deus é aplicada a tudo que Cristo conquistou por meio da Redenção. Esse tudo inclui, obviamente, as promessas de Deus, ou o conjunto dos benefícios terrenos (dons e oportunidades, paz, saúde, aprovação, livramentos etc.) e celestes (vida eterna) da Nova Aliança no sangue de Jesus.

       Essa maravilhosa graça nos capacita a enfrentar os incômodos “espinhos” que nos assaltam nas diversas áreas da vida humana (casamento, trabalho, ministério, vida pessoal – emoções, saúde etc.). Não importa a “carga” (ou situação) que temos de carregar (ou encarar), desde que a graça de Deus nos fortaleça: “…tudo posso naquele que me fortalece” (Fp 4.13).

       Como “subproduto” ou resultado da graça, temos: a paz interior (a tranquilidade de espírito – veja Gálatas 1.3); a comunhão (o livre acesso) plena com Deus; a esperança ou a certeza de que Deus nos dará aquilo que nos prometeu, mas que ainda não se concretizou; toda herança em Cristo por conta da nossa filiação; alegria (deleite, prazer espiritual e contentamento) etc.

       A graça é a força e o amor sobrenatural de Deus que se manifesta em nós, ou em nosso socorro em um momento de fraqueza ou quando chegamos ao limite de resistência. E o poder de Deus para resistirmos a toda adversidade, demônios, tribulação, oposição ou perseguição e a viver como um verdadeiro filho de Deus, a quem Ele declarou justo por meio de Cristo.

       Quando vier sobre nós a pressão do sofrimento e da dor, da tentação e da acusação, da falta de palavras ou forças, devemos nos lembrar das doces palavras do nosso amoroso Salvador: “A minha graça te basta”. 

 

CONCLUSÃO

Quem procura respostas, forças ou um lugar de refúgio – durante as lutas cotidianas – em uma pessoa (líder religioso, cônjuge, filhos etc.), sistema ou denominações (igrejas), ainda não entendeu nada da graça de Deus. Ela é a fonte de toda resistência, amor, paz, razão que homem algum jamais pode dar.

 

Deus decidiu em Seu sábio conselho nos salvar. O preço seria tão caro que jamais poderíamos pagar (veja Mateus 18.23-27), então por iniciativa própria, Ele nos presenteou com a morte de Cristo (Seu sacrifício), algo que não merecíamos e que nunca poderíamos devolver ou retribuir, apenas aceitar e desfrutar por fé.

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