Estudo para confraternização dos departamentos de homens, mulheres e jovens. Tema: A vida eterna

A vida eterna

Filipenses 3.20,21

 

INTRODUÇÃO

A festa judia das primícias (veja Levítico 23.9-14) é a figura perfeita para ilustrar a ressurreição gloriosa de Jesus Cristo e também para sinalizar a ressurreição para a vida eterna de todos aqueles cuja esperança está em Cristo: “Porque, se fomos unidos com ele na semelhança da sua morte, certamente, o seremos também na semelhança da sua ressurreição” (Rm 6.5). Nossa profissão de fé não teria sentido se tudo acabasse com a morte (I Coríntios 15.19), mas isso só seria possível se Jesus de Nazaré tivesse permanecido no túmulo.

Ilustração: No túmulo de Jesus Cristo está escrito a seguinte inscrição em inglês: “He is not here, for he is risen” (Ele não está aqui, porque Ele ressuscitou), extraída da referência de Lucas 24.6.

Temos razões de sobra para confiar na promessa de vida eterna que o Senhor nos oferece em Sua Palavra: “Deus ressuscitou o Senhor e também nos ressuscitará a nós pelo seu poder” (ICo 6.14). A “bendita esperança”, da qual relata Paulo, inclui a ressurreição gloriosa e a vida etema em Cristo como resultado direto do novo nascimento e da nossa obediência perseverante à vontade de Deus, expressa nas Escrituras (veja Tito 2.11-14).

PROPOSIÇÃO: A ressurreição de Jesus Cristo é a garantia da ressurreição escatológica da Igreja.

 

I. A NOSSA PÁTRIA ESTÁ NOS CÉUS, DE ONDE AGUARDAMOS O SALVADOR JESUS.

O verdadeiro cristão é um peregrino nesta terra, pois ela lhe serve apenas como abrigo temporário, provisório e, a sua morada definitiva está no céu, com Jesus. Esta esperança também animava os heróis da fé, dos quais se diz que: “Mas, agora, aspiram a uma pátria superior, isto é. celestial. Por isso, Deus (…) lhes preparou uma cidade” (Hb 11.16).

O Senhor tem um lar de glória para os seus; lugar de delícias onde não há dor nem tristeza alguma (veja Apocalipse 21.4). Jesus Cristo afirmou: “Na casa de meu Pai há muitas moradas” i Jo 14.2), e é para lá que o cristão regenerado vai após a parousia de Cristo.

A palavra “céus” no grego é ouranós, e no caso em tela faz referência ao lugar onde Deus habita (veja Mateus 6.9) e para onde Jesus foi após a Sua ressurreição (Atos 1.11). O céu é a nossa pátria e também o lugar de descanso (Hebreus 4.9,10).

Com que expectativa esperamos a nossa chamada ou a vinda de Cristo? Produzindo enquanto o “…dono da casa” não chega (veja Mt 25.19; cf. Mc 13.35), aproveitando bem cada oportunidade em santidade? (pensando e buscando as coisas lá do alto; Colossenses 3.1,2), ou vivemos uma vida dissoluta e irresponsável, como se Cristo ainda tardasse muito para voltar? (2 Pedro 3.4).

 

II. QUANDO JESUS VOLTAR, TRANSFORMARÁ O NOSSO CORPO DE HUMILHAÇÃO.

A volta de Cristo é vaticinada mais de 300 vezes no NT. Os profetas do AT falaram sobre ela (veja Zacarias 14.5), o próprio Senhor Jesus garantiu que voltaria para os seus (João 14.3), os anjos também confirmaram essa ocorrência futura (Atos 1.11) e, finalmente, os apóstolos – principalmente Paulo – escreveram com minúcias sobre esse importante evento (I Coríntios 15.23).

A segunda vinda de Cristo tem por objetivo, sobretudo, transformar o “nosso corpo de humilhação” (v. 21), isto é, o presente corpo (sõma) é extremamente limitado, contaminado, cansa-se e exala mau cheiro se não for periodicamente lavado. Além disso, enfraquece, adoece e envelhece, mas esse “corpo natural, humilde e mortal” será substituído por um “corpo de natureza celestial”, que não estará sujeito às limitações impostas pela vida presente.

No segundo advento de Jesus, os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro (veja I Tessalonicenses 4.16) e os crentes que estiverem vivos serão transformados (I Coríntios 15.52) e tudo isso tão rápido quanto um “piscar de olhos”. O verbo grego aqui empregado para transformar é metaschematidzo, mudar a forma de, modificar. Em outras palavras, o poder de Deus produzirá para (e em) nós um corpo glorioso, incorruptível, e que nos dará a condição de vivermos em etema comunhão com Ele (1 Coríntios 13.12).

 

III. NA RESSURREIÇÃO, NOSSO CORPO SERÁ IGUAL AO DE CRISTO.

Em I Coríntios 15.35-44, o apóstolo Paulo faz uma comparação entre a semente de uma planta lançada na terra e o corpo humano, e em sua analogia destaca as diferenças desse novo corpo – o qual surgirá por ocasião da primeira ressurreição – com o atual.

Jesus foi a semente que morreu para produzir muito fruto (veja João 12.24). Pela fé em Cristo, o crente – que também já morreu para o pecado – ressuscitará para uma nova forma de existência no céu, o túmulo vazio garante isso (Marcos 16.6). Não há mais razão para se ter medo, a morte é um inimigo vencido (I Coríntios 15.54,55).

Na festa das primícias, o primeiro “molho” santifica e é uma garantia para toda a colheita (veja Levítico 23.11), por esse motivo, Cristo – o primeiro molho – ressuscitou dos mortos como “primícias”, para garantir o sucesso de toda a colheita que se dará na consumação dos séculos ou nos últimos dias (Tiago 5.7,8).

Jesus afirmou que na ressurreição nossos corpos serão semelhantes aos dos anjos (veja Mateus 22.30) e isso enfatiza a imortalidade que alcançaremos. Sobre essa nova forma de vida João declara: “Amados, agora, somos filhos de Deus, e ainda não se manifestou o que haveremos de ser. Sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele, porque haveremos de vê-lo como ele é” (1 Jo 3.2). Será semelhança espiritual e física.

 

CONCLUSÃO

 

A celebração da festa das primícias nos lembra a “bendita esperança” e nos dá força para continuarmos firmes na obediência à Palavra escrita de Deus, pois somente aquele que continuar fiel até o fim será salvo (veja Mateus 24.13; Apocalipse 2.10). Enquanto permanecermos em nossa “casa terrestre”, ou seja, nesse corpo corruptível, contemplamos as belezas celestiais pela fé, mas quando Jesus voltar, festejaremos com Ele e com todos os cristãos que já foram antes de nós, com um corpo novo, diferente do atual, sem defeitos e totalmente adaptado à vida celestial (2 Coríntios 5.1-8).

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