Estudo para o encontro de Homens, mulhres e Jovens. Tema: Mãos Cheias para Deus

Mãos Cheias para Deus

Deuteronômio 16.16,17

 

INTRODUÇÃO

É curioso o fato das Escrituras tratar das mãos como um símbolo de força ou poder (veja Josué 4.24), de bênção ou de maldição, por exemplo: mãos violentas (Isaías 1.15), mãos generosas (Provérbios 31.20), mãos trabalhadoras (Provérbios 31.13,19), mãos santas (ITimóteo 2.8) etc… Mas em todos os casos, as mãos obedecem às ordens que partem da cabeça ou do coração, e se há necessidade de mudança, ela deve afetar primeiro essa área do nosso ser, pois como diz o adágio popular: “quando a cabeça não pensa, o corpo – não só as mãos – padece”.

Nos países regidos pelas leis do islã, é comum a amputação da mão de indivíduos que fazem mau uso de suas mãos (por exemplo: furto). Mas se olharmos à nossa volta, perceberemos um número expressivo de pessoas manetas, aleijadas ou doentes das mãos (“ressequidas”; veja Marcos 3.1) no sentido espiritual, porque vivem uma vida infeliz, escassa, e a razão desse estado de coisas se dá pelo fato de elas raramente usarem as suas mãos como fonte de bênção (socorrer o necessitado, confortar o triste, levantar o caído, ofertar para a obra de Deus etc.).

PROPOSIÇÃO: Nossa devoção a Deus também se mostra em nossas contribuições.

 

I- NÃO DEVEMOS COMPARECER DIANTE DE DEUS DE MÃOS VAZIAS.

       Para Moisés, Ele perguntou: “Que é isso que tens na mão?” (Êx 4.2). Já a viúva de Sarepta, quando inquirida pelo profeta Elias, disse: “…há somente um punhado de farinha numa panela e um pouco de azeite numa botija” (lRs 17.12). O que temos para Deus hoje? Muitos têm somente para amanhã ou para o mês que vem, e ainda se sobrar…

       Davi, por ocasião da construção do Templo, solicitou do povo uma oferta ao Senhor, mas que partisse de mãos liberais e voluntárias (veja 1 Crônicas 29.5,9).

       Três vezes por ano, todo homem adulto em Israel estava obrigado, pela Lei, a comparecer diante do Senhor (no Tabemáculo e depois no Templo), a fim de celebrar a Festa dos Pães Asmos, Pentecostes e Tabernáculo, mas não poderia fazer isso de mãos vazias (veja Deuteronômio 16.16). O que isso nos ensina? 1. Em nossa celebração ao Senhor, devemos tributar a Ele honra, glória e louvor. 2. Parte de nossa renda deve ser oferecida a Deus para o engrandecimento do seu Reino na terra. 3. Haverá prestação de contas sobre o uso correto de dons, bens e oportunidades que o Senhor nos concede (ICoríntios 3.10-15; 2Coríntios 5.10). -Deuteronômio 16.17 relata: “…cada um oferecerá na proporção em que possa dar, segundoa bênção que o Senhor, seu Deus, lhe houver concedido”. Deus é o dono de tudo e de todos (veja Salmo 24.1), e distribui todas as coisas por critérios próprios (soberania), e não cobra de nós além daquilo que já nos deu. Ele sabe o que podemos dar, e por que retemos! Mas de cada um é exigido somente aquilo que pode dar (Deuteronômio 16.10).

II- NOSSAS MÃOS SÃO INSTRUMENTOS DE BÊNÇÃO OU DE MALDIÇÃO?

       Jesus diz que o que a mão direita faz, a esquerda não deve saber (veja Mateus 6.2), o que Ele quis dizer com isso? Que nossa oferta caridosa deve ser vista somente por Deus, que não devemos buscar o louvor dos homens.

       E quando Ele fala sobre um tipo de “mão” que deve ser cortada da nossa vida, para que escapemos do inferno? (veja Mateus 5.30). Pode ser a mão que sonega, infiel, que nos faz pecar, que retém mais do que é justo, e que nos conduz a um inferno de dívidas e gastos desnecessários. Devemos, portanto, remover, renunciar, cortar, “matar” toda a avareza da nossa vida (Colossenses 3.5). Pelo Espírito, mortificamos os feitos do corpo (Romanos 8.13).

       Praticamente tudo – em termos de trabalho – é feito com as mãos. Com elas conquistamos recursos e até riquezas para o nosso bem-estar. Mas é com elas que também compartilhamos do que de Deus temos recebido. Somos bons para adquirir e para dar ou distribuir? Salomão diz que “…ao que retém mais do que é justo, ser-lhe-á em pura perda” (Pv 11.24), isso quer dizer que podemos ganhar muito e perder muito também, ou o que conseguimos, se for mal administrado pode se perder, ou ser inútil.

       O talento nato vem de Deus e deve ser empregado para o nosso deleite e também do próximo; Dorcas sabia disso e, a seu respeito está escrito o que ela fazia com as suas mãos (agulha e linha); vejamos: “era ela notável pelas boas obras e esmolas que fazia (…) e todas as viúvas o cercaram, chorando e mostrando-lhe túnicas e vestidos que Dorcas fizera enquanto estava com elas” (At 9.36 e 39; Pv 31.13).

       Jesus curou um homem que possuía uma das mãos ressequida, mirrada, aleijada, da qual ele tinha vergonha (veja Marcos 3.1 -5). O texto diz que a mão do homem lhe foi restaurada, ficou perfeita, mas só quando ele obedeceu à seguinte ordem de Cristo: “Estende a mão” (v. 5). Aqui está o remédio para muitos cristãos que têm a vida financeira mirrada, seca, vazia; é preciso exercitar o ato de estender a mão para socorrer, ajudar, contribuir, semear, abençoar e compartilhar. O Salmo 24.4 relata sobre o indivíduo que é “limpo de mãos”, e essa expressão significa que usamos nossas mãos em ações honestas, justas, corretas. Que não temos ligação com a corrupção e com o ganho ilícito. Já no Salmo 126.5, lemos que quem semeia com lágrimas, vai colher com alegria. Às vezes precisamos oferecer a Deus verdadeiras ofertas de sacrifício (como a de Abraão), e são essas contribuições difíceis, mas que produzem um resultado extraordinário.

CONCLUSÃO

 

Nossas ofertas para Deus (veja Êxodo 25.2), não são gastos, dívidas, despesas, mas investimentos que nos farão bem agora e na eternidade (I Coríntios 3.10-15). A Lei exigia que as ofertas devidas ao Senhor deveriam ser oferecidas sem demora e da melhor qualidade (Êxodo 22.29). Isso indica que as primícias do melhor do campo e das lavouras pertencem a Deus, é Seu direito. Temos o prazer de apresentar hoje para Deus as mãos cheias do melhor que temos?

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