21.02.2016 – Estudo EBD. Tema: Expondo o livro de Gênesis – Capítulo 23-24

Expondo o livro de Gênesis – Capítulo 23-24

Esses dois capítulos contrastam um com o outro, pois em um deles temos um funeral, e no outro, um casamen­to. A terra de Canaã é “terra de montes e de vales” (Dt 11:11); a vida cristã tem mágoas e alegrias. Contudo, Abraão, nas duas situações, caminhou pela fé (Hb 11:13-17).

O capítulo 23 mostra Abraão como um lamentador, como alguém que lamenta, contudo não “como os demais, que não têm es­perança” (1 Ts 4:13ss). Que testemu­nho ele dava diante de seus vizinhos perdidos! Como o sepultamento de Sara foi diferente dos sepultamentos pagãos da época. Que estranho o fato de que o primeiro pedaço de terra que Abraão possuiu em Canaã fosse um túmulo! Para sepultar o corpo de Sara, Abraão comprou um terreno em Hebron. Este foi o único terreno que Abraão possuiu em toda a terra de Canaã (v.17), a terra que Deus prometeu dar aos seus descedentes (15.18-21).

Gênesis 49:31-33 indica que, no fim, seis pessoas foram enterradas lá. Observe também com que cuidado Abraão lidava com seus assuntos de negócios, certificando-se de que tudo fosse feito “com decên­cia e ordem”. É vergonhoso que cren­tes efetuem transações de negócios questionáveis, especialmente com aqueles que são perdidos.

Vamos nos concentrar no capítu­lo 24, que é rico em lições espirituais. Temos três exemplos maravilhosos em Abraão, em seu servo e em Rebeca.

I. O exemplo de dedicação de Abraão (24:1-9)

O capítulo 24.1-67 é um dos mais compridos em Gênesis e conta como Rebeca se tornou esposa de Isaque. A história é cheia de detalhes e além disso, é contada duas vezes. Primeiro o autor bíblico relata o que aconteceu (v. 1-32); em seguida, o empregado de Abraão conta tudo isso a Labão e sua família (vv 33-48). A lição principal desta história é que foi Deus quem escolheu Rebeca para ser a esposa de Isaque (Vs. 50-51).

Nessa época, Abraão tinha 140 anos de idade (veja 25:20 e 21:5). Deus o abençoou espiritual e materialmente, mas ele quer certificar-se de es­colher a noiva certa para Isaque. É claro que aqui vemos uma imagem do Pai celestial escolhendo a noi­va (a igreja) para seu Filho (Cristo). Como Abraão sabia que Deus pro­videnciaria a mulher certa para seu filho? Ele confiava nas promessas de Deus! Isaque era posse de Deus. Anos antes, Abraão deitara-o no al­tar e sabia que Deus supriria o ne­cessário. De outra forma, a semente prometida nunca nascería.

A mulher deveria vir de uma família de Deus; ela não deveria ser pagã. Não há dúvida de que havia entre as filhas de Canaã muitas mu­lheres bonitas e talentosas que fica­riam felizes em se casar com Isaque e compartilhar sua riqueza, mas não era essa a vontade de Deus. Nos versícu­los 6 e 8, Abraão enfatiza isso; e pre­cisamos enfatizar isso hoje. Primeira aos Coríntios 7:39-40 admoesta: “So­mente no Senhor” (veja também 2 Co 6:14-18). É uma tragédia quando os pais forçam seus filhos a se casarem “em sociedade” e fora da bênção do Senhor! Abraão preferiría que seu fi­lho ficasse solteiro a voltar a Ur, em busca de uma esposa, ou a se casar com alguém da nação de Canaã.

II.  O exemplo de devoção do servo (24:10-49)

Em um sentido espiritual, o servo é a imagem do Espírito Santo cujo trabalho é trazer o perdido a Cris­to e, assim, suprir uma noiva para ele. O relato não fornece o nome do servo, pois o ministério do Espírito é apontar para Cristo e glorificá-lo. Observe a freqüência com que o servo menciona seu senhor e o filho do seu senhor. Ele vivia para agradar seu senhor, pois encontra­mos a palavra “senhor” 22 vezes nesse capítulo. Enviou-se o Espírito para representar Cristo e para fazer a vontade do Salvador aqui na ter­ra. O servo carrega consigo uma parte da riqueza de seu senhor (vv. 10,22,30,53), da mesma forma que hoje o Espírito Santo “é o penhor da nossa herança” (Ef 1:14), comparti­lhando conosco uma pequena por­ção da grande riqueza que um dia usufruiremos em glória.

Em acréscimo a isso, o servo é um exemplo para quando procura­mos servir ao Senhor. Como já men­cionamos, o servo pensa apenas em seu senhor e na vontade deste. Na verdade, ele estava tão ansioso para completar sua tarefa que não carregou nenhum alimento (v. 33; Jo 4:31-34). Muitas vezes, passamos as coisas físicas à frente das espiri­tuais. O servo recebeu ordens de seu senhor e não as mudou nem um pouco. Ele acreditava na oração (Is 65:24) e sabia como esperar no Se­nhor. Não há espaço para impaciên­cia apressada no serviço de Cristo.

O servo sabia como confiar na orientação do Senhor: “Quanto a mim, estando no caminho, o Senhor me guiou” (v. 27). Veja a afirmação de João 7:17. Uma vez que ele to­mou conhecimento da vontade de Deus, não tardou, mas apressou- se em cumprir sua tarefa (v. 17). A hospitalidade da casa era agradável, mas ele tinha um trabalho a fazer para seu senhor e tudo o mais po­dia esperar. Observe também que o servo, quando voltou para casa, prestou contas ao seu senhor (v. 66), exatamente como devemos fazer quando vemos Cristo. É interessante conjeturar se o servo ensinou a noi­va durante a jornada deles e se falou sobre o esposo para ela. Cristo, em relação ao Espírito Santo, disse: “Ele me glorificara” Qo 16:14).

III.  O exemplo de decisão de Rebeca (24:50-67)

Vemos, de novo, o retrato de Cristo e sua igreja. Rebeca era uma noiva virgem, exatamente como a igreja será quando acontecer o casamen­to no céu (Ap 19:7-8). Observe que Rebeca se identifica com o rebanho, da mesma forma que a igreja é am­bos, a noiva de Cristo e o rebanho (Jo 10:7-18).

Rebeca tem de tomar uma de­cisão importante: ela ficaria em casa com a família e continuaria a ser uma serva, ou acreditaria, pela fé, nas palavras do servo e iria com ele para ficar com Isaque, um homem que nunca vira? Com certeza, havia obstáculos no caminho: seu irmão queria que ela ficasse por pouco tempo (v. 55); a viagem seria longa e difícil; Isaque era um peregrino sem casa estabelecida; e ela teria de deixar os entes queridos.

Com freqüência, o mundo aconselha o pecador a esperar, exa­tamente como Labão recomendou a sua irmã. (Entretanto, observe que Labão, quando se trata de conseguir coisas materiais, apressa-se [vv. 28­31]. Perguntamo-nos se ele convi­dou o servo para entrar na casa por cortesia ou por cobiça!) Em geral, os pecadores não têm pressa na salvação de sua alma. Até esse pon­to, Rebeca fora apressada (vv. 18­20,28), mas agora eles querem que ela vá com calma. “Buscai o Senhor enquanto se pode achar” (Is 55:6).

Não podemos deixar de admi­rar a decisão dela: “Irei”. Esse ato de fé (“A quem, não havendo vis­to, amais” [1 Pe 1:8]) mudou a vida dela. Ela mudou de serva para noi­va, abandonou a solidão do mun­do para a felicidade do amor e do companheirismo, deixou a pobreza dela para a riqueza de Isaque. Ela viu toda a riqueza de Isaque? É cla­ro que não! Isso seria impossível!

Ela sabia tudo sobre ele? Não. Mas o que viu e ouviu convenceu-a de que devia ir. De forma semelhante, o Espírito fala e mostra aos pecado­res perdidos de hoje as coisas de Cristo, o suficiente para que tomem a decisão certa.

Deixamos Isaque (até onde diz respeito ao relato) no monte Moriá, pois 22:19 menciona apenas Abraão. Isaque retrata o nosso Senhor que foi ao Calvário a fim de morrer por nós e depois retornou ao céu para esperar por sua noiva. No capítulo 24, o servo (o Espírito Santo) continuou a busca pela noiva. Depois, Isaque, quando a noiva se aproxima, apareceu para recebê-la. Que cena! Ela pode acon­tecer hoje! Eles se encontraram justo quando anoitecia, portanto será noite neste mundo quando Cristo retornar para sua noiva.

A fé de Rebeca foi recompen­sada. Registrou-se o nome dela na Palavra de Deus; ela compartilhou o amor e a riqueza de Isaque e tornou- se uma parte importante do plano de Deus. Ela seria uma mulher des­conhecida se tivesse se recusado a ir. “Aquele […] que faz a vontade de Deus permanece eternamente” (1 Jo 2:17).

 

Na próxima semana, prosseguiremos estudando este livro maravilhoso. 

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