14.02.2016 – Escola o livro de Gênesis – Expondo o livro de Gênesis – Capítulos 21-22

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Expondo o livro de Gênesis – Capítulos 21-22

Esses capítulos registram alguns testes que acontecem na vida de Abraão. O capitulo 21, também enfatiza que o nascimento de Isaque não foi algo natural e sim fruto de um plano de Deus. Este capitulo também nos mostra a provisão de Deus para Ismael no deserto e ainda o cumprimento da promessa que Deus fez a Abraão alcançando a todos os seus descendentes. O capitulo 22 enfatiza a obediência e a fé de Abraão, que se revela em sua disposição de sacrificar o seu próprio filho.  

 

I.  O teste da família (21:1 -21)

Com freqüência, é mais difícil vi­ver para Cristo em família. Abraão já fora testado em família por seu pai (11:27-32), por seu sobrinho Ló (caps. 12—13) e por sua espo­sa (cap. 16). Vemos aqui conflito entre os dois filhos, Ismael (que de acordo com 16:16 estava no fim da adolescência) e Isaque (desama- mentado, com cerca de 3 anos). De início, o nascimento de Isaque trouxe júbilo e riso (compare 21:6 com 17:17 e 18:12), pois o pró­prio nome “Isaque” significa “riso”. Contudo, logo houve conflito, já que Ismael perseguia constante­mente seu irmão mais jovem. Há algumas lições valiosas aqui:

 

A.           A carne versus o Espírito

Ismael era filho da carne (v. 16), e Isaque era filho da promessa, nas­cido de forma milagrosa. A presen­ça de Isaque na casa não se devia à força de Abraão (pois o corpo de Abraão já estava amortecido, Rm. 4:19-20), mas à promessa e ao poder de Deus. Sempre há conflito entre a carne e o Espírito, a antiga natu­reza e a nova natureza (Gl 5:16-24). A salvação não muda a antiga natu­reza, tampouco é possível melhorar ou disciplinar a antiga natureza (veja Rm 6—7). A única forma de dominar a antiga natureza é aceitar a avalia­ção que Deus faz dela e obedecer à Palavra de Deus. Abraão amava Is­mael e ansiava por apoiá-lo (21:10- 11; veja também 17:18), mas Deus disse-lhe: “Mande-o embora!”. Ro­manos 6 informa-nos que nossa úni­ca vitória sobre a carne é a crucifica­ção — considerada a morte de nós mesmos. Os cristãos que alimentam a antiga natureza (Rm 13:14) sempre têm conflito e problemas.

 

B. A antiga aliança versus a nova aliança

Gálatas 4:21-31 explica que os even­tos com Ismael e Isaque são uma alegoria que simboliza a antiga aliança de Deus com Israel e sua nova aliança com a igreja. Podemos resumir de forma breve as principais idéias da seguinte maneira: Agar simboliza a antiga aliança da lei, identificada com a Jerusalém terrena da época de Paulo. Sara simboliza a nova aliança da graça, identificada com a Jerusalém celestial. Ismael nasceu da carne e era filho de uma escrava. Isaque “nasceu do Espírito” e era filho de uma mulher livre. Portanto, esses dois filhos retratam os judeus sob a escravidão da Lei e os verdadeiros cristãos sob a liberda­de da graça. Paulo argumenta que Deus mandou Abraão expulsar Agar (a antiga aliança), porque sua bên­ção estava sobre Isaque. Tudo isso se ajusta ao argumento de Paulo, de Gaiatas 3—4, de que os cristãos de hoje não estão sob a Lei.

C. A maneira do homem versus a maneira de Deus

A melhor maneira de resolver qual­quer problema é a de Deus. Em 1 6:10, Agar esqueceu a promessa de Deus; de outra forma, ela não teria ficado desesperada. Deus sustentou-os e manteve sua Palavra. O Senhor, se obedecermos a ele, sempre abre o caminho e resolve o problema.

 

II. O teste dos vizinhos (21:22-34)

Os crentes devem ter cuidado ao relacionar-se com “os que são de fora” (Cl 4:5; 1 Ts 4:12; 1 Tm 3:7). Abraão deu um bom testemunho diante de seus vizinhos não-salvos, e o conflito em relação ao poço poderia ter arruinado isso para sempre. Observe que Abraão con­cordou em estabelecer o problema em forma de negócio: “Tudo, po­rém, seja feito com decência e or­dem” (1 Co 14:40). Abraão e seus vizinhos trocaram os presentes apropriados e fizeram os sacrifícios adequados para selar a aliança.

O local em que se deu a aliança chamava-se Berseba, “porque ali juraram eles ambos”, e tornou-se um local de comunhão e de ora­ção para Abraão. É importante que os testes que enfrentamos com a vizinhança ou nos negócios sejam estabelecidos de forma cristã. Para mais esclarecimentos a respeito disso, veja Romanos 12:18.

 

III. O teste do Senhor (22:1-24)

Satanás tenta-nos para que expo­nhamos o pior de nós, mas Deus testa-nos a fim de nos ajudar a tra­zer à tona o melhor de nós. Veja Tiago 1:12-15. Os testes mais difí­ceis não vêm das pessoas, mas do Senhor, contudo sempre são acom­panhados das bênçãos mais exce­lentes. Deus nunca testou Ló dessa forma. Ele viveu de um modo tão baixo que Sodoma e o mundo o tes­taram. Deus, para sua glória, faz os maiores testes com o santo que ca­minha mais próximo do Senhor.

 

A.           A lição tipológica

Esse evento é um exemplo maravi­lhoso de Cristo: o único Filho que queria dar a vida para agradar seu Pai. Isaque e Cristo eram filhos pro­metidos; os dois nasceram de forma milagrosa (claro que Cristo nasceu da virgem Maria e não tinha peca­do); os dois trouxeram júbilo ao co­ração do pai; os dois nasceram no momento determinado por Deus. Os dois foram perseguidos pelos irmãos e foram obedientes até a morte. Cru­cificaram Cristo entre dois ladrões, e dois jovens foram com Isaque (v. 3). Isaque questionou seu pai; Jesus per­guntou: “Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste” (Mt 27:46). E claro que, no fim, Cristo morreu, enquanto Isaque foi poupado. En­tretanto, na visão de Deus, Isaque “morreu”. Hebreus 11:19 diz que “figuradamente” (isto é, simbolica­mente) Isaque levantou da morte. O versículo 19 indica que Abraão retornou até os servos que espera­vam, mas não diz nada a respeito de Isaque. Isso também é um exemplo: pois na próxima vez que vemos Isa­que, ele está recebendo sua noiva (24:62ss). Da mesma forma, Cristo deu-se na cruz, voltou ao céu e, um dia, retornará para receber sua noi­va, a igreja.

B.  A lição prática

A fé verdadeira sempre é testada. É óbvio que Deus não queria a vida de Isaque; ele queria o coração de Abraão. Abraão amava Isaque, e Deus quis certificar-se de que ele não era um ídolo entre ele e Abraão. É possível que Abraão te­nha feito aquilo porque achava que era Isaque quem cumpriría a pro­messa, e não por confiar em Deus. Como Abraão passou nesse teste? Graças ao fato de ele ter confiado nas promessas de Deus (Hb 11:17-

19). Deus prometera que Abraão teria muitos descendentes, e essa promessa não poderia ser cumpri­da, a menos que Isaque vivesse ou que Deus o ressuscitasse dos mor­tos. Abraão sabia que Deus não mentiría, portanto ele confiou em sua Palavra imutável. “Não duvide na escuridão do que Deus lhe disse a plena luz.” Abraão obedeceu sem demora. Se fizermos o que Deus nos ordena fazer, ele revelará o próximo estágio no momento cer­to. A resposta de Deus nunca chega com um segundo de atraso! Deus providenciou um carneiro no exa­to momento em que foi necessário. Por isso, Abraão chamou o local de “O Senhor Proverá” — o Senhor proverá o que for preciso!

 

C.  A lição profética

Esse evento se deu no monte Moriá (22:2), onde, no fim, se construiu o templo (2 Cr 3:1). Isaque pergun­tara: “Onde está o cordeiro?”, mas Deus providenciou um carneiro. A resposta à pergunta dele veio na pessoa de Cristo: “Eis o Cordeiro de Deus” (Jo 1:29). Abraão disse: “No monte do Senhor se proverá” (v. 14); Cristo foi visto no templo e depois sacrificado no monte Calvá­rio. Veja também João 8:56.

 

D. A lição doutrinária

Tiago 2:14-26 discute a relação entre fé e obras, e Tiago usa esse evento para ilustrar seu ponto prin­cipal: prova-se sempre a verdadeira fé por meio da obediência. Obser­ve a tradução exata de Tiago 2:21: “Não foi por obras que Abraão, o nosso pai, foi justificado, quando ofereceu sobre o altar o próprio fi­lho, Isaque?”. Abraão não foi salvo quando ofereceu Isaque, mas anos antes quando confiou na promessa de Deus (Gn 15:6). Tiago não nos diz que somos salvos por meio de obras ou de sacrifícios, mas a prova de que possuímos a fé salvadora é uma vida de obediência (veja Rm 4:1-5 e Gl 3:6ss).

 

 Conclusão

Aprendemos nestes capítulos lições preciosas sobre o cumprimento das promessas de Deus para nós, sua capacidade de fazer a provisão e nosso dever de andarmos em obediência a Deus nunca colocando nada em posição de maior importância que Deus em nossas vidas. 

Na próxima semana continuaremos. Deus nos abençoe e supra nossas necessidades com sua graça. 

 

 

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