ESTUDO PARA A EDB DA IGREJA BETEL GEISEL – 31.01.2016. TEMA: EXPONDO O LIVRO DE GÊNESIS – CAPITULOS 18-20

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EXPONDO O LIVRO DE GÊNESIS – CAPITULOS 18-20

Esses capítulos registram três visitas, e cada uma delas traz uma lição es­piritual.

 

I.             A visita de Cristo a Abraão (18)

Gênesis 18, trata daquilo que os estudiosos da Bíblia, chamam de uma pré-manifestação de Cristo. O grande reformador, Lutero, acreditava que Cristo é o centro de toda a revelação e se manifesta em todas as partes da escritura. Jesus é o Logos, o verbo de Deus. Como Logos, Ele é a revelação, é o meio através do qual o pai sempre se revelou. Os versículos 17-22 deixam claro que um dos visitantes celestiais era o Senhor Jesus Cristo; observe também as palavras de Abraão no versículo 3. O grande tema desse capítulo é a comunhão do crente com Cristo, pois Abraão era “ami­go de Deus” (Tg 2:23). No capí­tulo 19, veremos Ló, o amigo do mundo.

A.           A comunhão de Abraão com Cristo (vv. 1-8)

Esses versículos retratam a comu­nhão amorosa do crente com Cristo. Abraão está em Manre, que signifi­ca “vigor”. Ele desfruta a plenitude da bênção de Deus. A tenda fala de sua vida de peregrino; o “calor do dia” indica que ele caminha na luz (1 Jo 1). Sua pressa prova seu dese­jo amoroso de agradar ao Senhor. E ele não poupa sacrifícios para fazer com que Cristo sinta-se em casa. Em Efésios3:17, Paulo ora: “Habi­te Cristo no vosso coração”, o que significa literalmente: “Cristo pode instalar-se e sentir-se em casa no coração de vocês”. Ele anseia por comungar conosco.

B.            A confissão de descrença de Sara (vv. 9-15)

Conecta-se o nascimento de Isaque a risos. De fato, o nome “Isaque” significa “riso”. Abraão riu em fé jubilosa quando ouviu a notícia de que Deus lhe daria um filho (17:15-18), mas aqui Sara parece rir graças à incredulidade carnal. Por que duvidamos das promessas de Deus? “Acaso, para o Senhor há coisa demasiadamente difícil?” Observe, em Lucas 1:34, a fé de Maria quando pergunta: “Como será isto?”. Entretanto, Sara ri gra­ças à alegria espiritual quando Isa­que nasce (21:6-7).

C.            A confiança de Cristo em Abraão (vv. 16-22)

Os anjos saíram e foram para Sodoma, mas Cristo ficou para trás a fim de visitar Abraão. Que cena! Cristo não esconde nada de seu amigo. Veja a passagem de João 15:14- 15 em que Cristo promete reve­lar seus desejos para seus amigos. Leia também Salmos 25:9-14 e veja como Abraão satisfaz todas as condições dadas aí. Abraão sabia mais sobre Sodoma que Ló, e este vivia em Sodoma! Os cristãos obe­dientes, separados, sabem mais sobre este mundo que os filósofos ateístas!

D.           A preocupação de Abraão com Ló (vv. 23-33)

Abraão amava muito Ló apesar da mundanidade e da incredulida­de deste. Observe que Abraão não pede a graça de Deus, mas a justi­ça de Deus: como o Senhor poderia destruir o justo com o ímpio? (Deus, no Calvário, puniu o Justo, em vez do pecador.) Abraão, com persistên­cia e ternura, intercedeu em favor de Sodoma. Deus disse que pouparia toda a cidade se fossem encontra­dos apenas dez crentes em Sodoma. O capítulo 19 indica que Ló tinha, pelo menos, duas filhas casadas (v. 14) e duas filhas solteiras (v. 30ss); portanto, com sua esposa e genros, havia oito membros em sua família. Se Ló conquistasse a própria famí­lia e mais dois vizinhos, Deus teria poupado toda uma cidade! Mas ele fracassou em satisfazer até mesmo essa condição.

 

II.            A visita do anjo a Ló (19)

Cristo não acompanhou os anjos, ele não se sentiría “em casa” na mo­radia do apóstata mundano. Segun­da Pedro 2:7-8 indica que Ló era um homem salvo. Ele tinha união com o Senhor, mas não comunhão; filia­ção, mas não amizade. Contudo, ele foi salvo “todavia, como que através do fogo” (1 Co 3:14-15). Note que Ló perdera sua tenda. Pois, nessa época, ele vivia em uma casa (v. 3), e não se menciona um altar. Era noite quando os anjos chegaram, e a maior parte dos eventos acontece à noite. Ló não caminhava na luz. O Ló mundano não perdera apenas sua tenda, seu altar e sua amizade com Deus, mas perdera também seu padrão espiritual: ele ousou sugerir que sua filha solteira fosse à rua a fim de satisfazer a luxúria da multi­dão! Ele também perdera seu teste­munho diante de toda a sua família (vv. 12-14). Quando tudo isso se ini­ciou? Quando ele “levantou […] os olhos” (13:10) e escolheu sua terra. Ele começou a caminhar pela visão, não pela fé, vivendo para as coisas do mundo. Ele deve ter se casado com uma mulher mundana, pois o coração dela estava em Sodoma, e ela não conseguia deixar a cidade para trás.

Aquele dia amanheceu lumi­noso e bonito. As pessoas iniciaram suas tarefas diárias — e veio o jul­gamento! As cidades pecaminosas foram total mente destruídas. Ape­nas Ló e suas duas filhas solteiras escaparam com vida. O destino de Sodoma retrata a ira por vir. A des­truição virá quando os homens pen­sarem que há paz e segurança (1 Ts 5). Entrementes, a salvação de Ló é um retrato do arrebatamento da igreja antes do derramar da ira de Deus. O Senhor salvou Ló por cau­sa de Abraão (19:29), e ele libertará a igreja da ira por vir por causa de Jesus (1 Ts 1:10; 5:9).

Os dias finais de Ló foram cheios de escuridão e de pecado quando ele cometeu incesto na caverna. Ele trocou a tenda por uma casa na ci­dade e acabou em uma caverna, e suas filhas o embebedaram! Os mo- abitas e os amonitas, filhos dessa cena horrível, foram inimigos dos judeus durante séculos, o que ilus­tra que a carne luta contra o Espírito. Certifiquemo-nos de seguir o desejo de Deus quando nos estabelecemos com nossa família. Ló escolheu o lo­cal errado e arruinou a si mesmo e a seus entes queridos.

É interessante contrastar as duas visitas dos capítulos 18 e 19. O pró­prio Cristo visitou Abraão, mas apenas os anjos foram a Sodoma visitar Ló. Cristo tinha uma mensagem de júbilo para Abraão e Sara, mas os anjos le­varam uma mensagem de julgamento para Ló. A visita para Abraão ocorreu durante o dia, mas a de Ló aconteceu à noite. Abraão estava à porta da ten­da; Ló, no portão da cidade. Abraão ti­nha força diante de Deus, mas Ló não tinha influência nem mesmo na pró­pria família. Abraão viu a destruição de Sodoma e não perdeu nada, mas Ló perdeu tudo. Apenas sua vida foi poupada. Abraão trouxe bênção para o mundo, mas Ló, problemas (os amo­nitas e os moabitas).

 

III.           A visita de Abraão em Gerar (20)

Ló ficou esquecido, porém a his­tória de Abraão continua. “Aque­le, porém, que faz a vontade de Deus permanece eternamente”(1 Jo 2:17). Infelizmente, esse capítulo registra a repetição de um pecado antigo — Abraão mente a respeito de sua esposa (veja 12:10-20). Mes­mo o santo mais dedicado deve es­tar constantemente em guarda para que Satanás não o derrube.

Por que houve a repetição des­se pecado? Porque Abraão não o julgou em sua vida. Com certeza, ele confessou-o ao Senhor e foi per­doado, mas confessar o pecado não é a mesma coisa que julgar o peca­do. Julgar nossos pecados significa vê-los em sua verdadeira luz (como Deus os vê), odiá-los e expulsá- los de nossa vida. No versículo 13, Abraão admite que esse pecado es­tava com ele desde que saiu de Ur dos caldeus.

Há uma diferença entre o cren­te e o incrédulo, embora o crente possa pecar. Deus destruiu a corte pagã, mas protegeu Abraão. Deus disse ao governante: “Vais ser pu­nido de morte” (v. 3), mas chamou Abraão de profeta (v. 7). Isso não quer dizer que os crentes tenham licença para pecar, mas mostra que Deus, embora sejamos incrédulos, é fiel (2Tm 2:12-13). Certamente, Abraão sofreu vergonha e reprova­ção por seu pecado, mas Deus pro­tege os seus. Na verdade, se Abi- meleque tivesse ficado com Sara, isso alteraria o plano de Deus para o nascimento de Isaque no ano se­guinte. O egoísmo e a incredulida­de de Abraão quase destruíram sua vida e o futuro da nação judaica.

É muito triste observar que, anos mais tarde, seu filho, Isaque, usou esse mesmo esquema (26:6ss) com o mesmo resultado amargo.

 

Conclusão

Obedecer a Deus implica em também confiarmos em suas promessas, não olhando para as circunstancias que parecem ser contrárias.

A promessa de Deus age mesmo quando a situação parece ser totalmente desfavorável.

Até a próxima semana.

 

Pr Josias Moura

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