24.01.2016. EXPONDO O LIVRO DE GENESIS – CAPITULOS 15 A 17 – Estudo para EBD

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EXPONDO O LIVRO DE GENESIS – CAPITULOS 15 A 17

Leitura:  15:1-6  Gn. 16:1-4 e Gn. 17:1-2

Nesses capítulos, temos uma rica mina de verdade espiritual que al­cança o Novo Testamento, especial­mente Romanos e Gálatas. Deus es­boçou suas promessas em 12:1-3 e expandiu-as em 13:14-18, mas, nes­se ponto, ele revela de forma mais completa as promessas da aliança. Essa aliança diz respeito ao filho de Abraão e à prometida semente por vir, Cristo. Esses capítulos também tratam da terra de Canaã e do pro­grama maravilhoso que Deus tem para seu povo, Israel.

I. Os termos da aliança (15)

A.           O cenário

Abraão acabara de derrotar os reis (cap. 14) e vencera a grande tenta­ção do rei de Sodoma. Agora, Deus interfere a fim de encorajá-lo. Como é maravilhoso que Cristo venha até nós quando precisamos dele (14:18)! Deus é nossa proteção (escudo) e provisão (recompensa), jamais preci­samos temer. Abraão não precisava da proteção do rei de Sodoma ou das riquezas que ele oferecia, pois ele ti­nha tudo que precisava em Deus.

B.            A súplica

Abraão não queria um prêmio; ele queria um herdeiro. Agora, ele tinha 85 anos, e havia dez anos es­perava pelo filho prometido. Se ele não tivesse filho, toda a sua herança ficaria para Eliézer, seu servo. Em 12:2, Deus não prometera: “De ti farei uma grande nação”? Portanto, por que ele não cumpria sua pro­messa? Deus respondeu à súplica de Abraão levantando os olhos dele de si mesmo e de seu servo para os céus (v. 5). O versículo 6 é um versículo-chave da Bíblia que pode­riamos traduzir da seguinte manei­ra: “E ele disse ‘amém’ ao Senhor, e o Senhor creditou isso em sua conta de retidão” (veja Gl 3:6; Rm 4:3; Tg 2:23). Como Abraão foi salvo? Não por guardar a lei, pois a lei ainda não fora dada; não pela circunci­são, pois ela não foi instituída até que ele tivesse 99 anos. Ele foi salvo pela fé na Palavra de Deus.

C.            O sacrifício

A salvação fundamenta-se em sacri­fício, pois a aliança exige o derra­mamento de sangue. Naquela épo­ca, em um acordo, era costume que as partes contratantes andassem en­tre as partes de animais sacrificados; isso selava o acordo. No versículo 9, todos os sacrifícios falam de Cristo e da cruz. Abraão ofereceu sacrifícios e trabalhou para manter Satanás afastado (prefigurado pelas aves no v. 11; Mt 13:4,19). Contudo, nada aconteceu realmente até Abraão ir dormir. Abraão nunca caminhou entre as partes. Deus sozinho (v. 17) caminhou entre as partes; a aliança toda era de graça e dependia ape­nas do Senhor. Abraão, como Adão (2:21), dormia profundamente e não podia fazer nada para ajudar Deus. Quando estamos desamparados, Deus faz grandes coisas para nós.

D.  A garantia

Abraão queria saber com certeza o que Deus faria (v. 8), e Deus sa­tisfez sua necessidade. A salvação fundamenta-se no sacrifício de Cris­to e na graça de Deus; a garantia vem da Palavra de Deus. Deus deu uma previsão resumida dos even­tos a Abraão: a curta permanência de Israel no Egito, o sofrimento de­les no Egito, a libertação deles na quarta geração (veja Êx 6:16-26) e a possessão da terra prometida. Ob­serve que Deus diz: “Dei esta ter­ra” (v.18), e não: “Darei”, como em 12:7. As promessas de Deus são tão boas quanto suas realizações!

Note que, nesse capítulo, apa­recem pela primeira vez, pelo me­nos, sete palavras ou frases: “A pa­lavra do Senhor” (v. 1); “Não temas” (v. 1); “galardão” (v. 1); “herdeiro”; “herança” (vv. 3,7); “creu”; “impu­tado” e “justiça” (todas no v. 6). Esse capítulo mostra-nos que não pode haver herança sem filiação (Rm 8:16-17), não pode haver retidão sem fé (Rm 4:3ss), não pode haver garantia sem promessas e não pode haver bênçãos sem sofrimento. An­tes que Abraão veja as estrelas de Deus, é preciso que escureça!

 

II.O teste da aliança (16)

Deus fizera a aliança e a cumpriria. Tudo que Abraão e Sara precisavam fazer era esperar pela fé (Hb 6:12). Infelizmente, o espírito deseja isso, mas a carne é fraca! No capítulo an­terior, Abraão escutou a Deus e exer­citou a fé, mas aqui ele escutou sua esposa e revelou sua incredulidade. Ele deixou de caminhar no Espírito e começou a fazê-lo na carne. Vi­mos que “fé é viver sem esquemas”, mas, nesse momento, os dois tenta­ram ajudar Deus a cumprir seus pla­nos. Isso explica por que Deus teve de esperar até que estivessem velhos para dar-lhes o filho. Eles tinham de morrer para si mesmos a fim de que ele pudesse trabalhar (Gl. 5:16-26).

No versículo 2, Sara culpa Deus por sua esterilidade e sugere que ele não é bom para eles (veja 3:1-6). Ela vira-se para o mundo em busca de ajuda — para Agar, a egíp­cia —, mas todo o esquema fracas­sa. Agora, surgem as obras da carne (Gl 5:16-26).

Deus não reconhece o casa­mento. Ele chama Agar de “serva de Sara” (v. 8). Essa é a primeira men­ção ao Anjo do Senhor no Antigo Testamento, e ele não é ninguém mais além de Cristo. Deus cuida de Agar, a instrui para que se submeta a Sara e promete que seu filho, Is­mael, será um grande homem, mas “como um jumento selvagem”. “Is­mael” significa “Deus ouvirá” (veja v. 11).

Quando Isaque, filho de Sara, entra na família, não há mais es­paço para Ismael, e ele é expulso (21:9ss). No fim, Ismael teve doze filhos (25:13-15), e, durante sécu­los, seus descendentes são inimi­gos dos judeus. Gálatas 4:21-31 ensina que Sara representa a Nova Aliança, e Agar, a Antiga Alian­ça. Agar era escrava, e a Antiga Aliança escravizava as pessoas (At 15:10); Sara era uma mulher livre, e Cristo nos libertou (Gl 5:1 ss). Is­mael nascera da carne e não podia ser controlado. Da mesma forma, a Lei apela à carne, mas não pode mudá-la nem controlá-la. Isaque era filho do Espírito, o filho da pro­messa (Gl 4:23), que desfrutava de liberdade.

Não perca a lição prática des­sa passagem: sempre há problema quando passamos à frente de Deus. A carne adora ajudar a Deus, mas demonstramos a verdadeira fé na paciência (Is 28:16). Não podemos misturar fé e carne, lei e graça, pro­messa e auto-realização.

 

III. O símbolo da aliança (17)

Há treze anos de silêncio entre os acontecimentos desse capítulo e o nascimento de Ismael. Deus teve de esperar que Abraão e Sara morres­sem para si mesmos a fim de que seu poder de ressurreição se reve­lasse na vida deles. Deus revelou-se como o “DeusTodo-Poderoso” — El Shaddai, “o todo suficiente”. Nes­se capítulo, observe a repetição da expressão “minha aliança”. O cum­primento dela repousa sobre Deus, não sobre o homem. Note também a repetição da afirmação: “Farei”.

A. Os nomes novos

“Abrão” significa “pai da exaltação”, Abraão, “pai de uma multidão”. Diz- se que “Sarai” significa “briguenta”, mas “Sara” significa “princesa”. Seus novos nomes eram a prepara­ção para a bênção que estava para entrar na casa deles. Apenas a gra­ça de Deus podia transformar dois adoradores de ídolos pagãos em reis e rainhas!

B. O novo sinal

Essa é a primeira menção à circun­cisão na Bíblia. O Antigo Testamen­to não ensina em lugar nenhum que a circuncisão salva o homem. Contudo, ela é o símbolo exterior da aliança entre Deus e o homem. A finalidade era lembrá-los da cir­cuncisão interior do coração que acompanha a verdadeira salvação (Dt 10:16 e 30:6; Jr 4:4; veja tam­bém Rm 4:11 e Gl 5:6). Devia-se realizar o ritual no oitavo dia (v. 12), e é relevante notar que oito é o número da ressurreição. É triste dizer que os judeus dependiam do ritual carnal, não da realidade inte­rior (At 15:5). Hoje, os crentes estão na Nova Aliança e são a verdadeira circuncisão (Fp 3:1-3), que se vi­vência espiritualmente por intermé­dio da morte de Cristo (Cl 2:9-15). Despe-se todo o corpo de pecado (a antiga natureza), e podemos vi­ver no Espírito, não na carne.

No versículo 17, o riso de Abraão é de fé jubilosa; o de Sara foi de descrença (18:12). “Isaque” signi­fica “riso”. Deus rejeita Ismael e esta­belece sua aliança com Isaque e sua semente; contudo, ele, pela graça, designa bênção especial para Ismael.

 

Conclusão

Deus havia feito uma aliança com Abraão, prometendo-lhe filhos e grande descendência. Quando Deus faz promessas precisamos saber esperar o cumprimento delas. Por não esperar o tempo do agir de Deus, Abraão e Sara se precipitaram quando Abraão se envolveu com Hagar tendo um filho de uma escrava.

Há tempo para tudo em nossas vidas. Deus é quem está no controle absoluto de tudo. Confiemos e esperemos no Senhor.

Até a próxima semana.

 

 

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