10.01.2015. EXPONDO O LIVRO DE GÊNESIS – CAPITULOS 12 A 13:4

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EXPONDO O LIVRO DE GÊNESIS – CAPITULOS 12 A 13:4

Esse capítulo inicia-se com a ca­minhada de fé de Abraão. (É claro, seu nome original era Abrão, “pai da exaltação”, que foi mudado para Abraão, “pai de uma multidão”. Por conveniência, usaremos seu nome mais conhecido.) O dilúvio destruiu uma civilização corrom­pida, mas outra sociedade peca­minosa tomou o lugar desta. Deus chamou um homem para começar o cumprimento de sua promessa de Gênesis 3:15, o envio do Salvador ao mundo. Esse homem era da li­nhagem de Sem (11:10ss) e era o pai da nação judaica. Deus, por in­termédio desse homem, abençoou o mundo inteiro!

A resposta de fé de Abraão (12:1-9)

A.           A aliança (vv. 1-3)

Deus chamou Abraão em Ur dos caldeus (At 7:2-4), mas ele ficou em Harã até a morte de seu pai (11:27- 32). Deus ordenou separação para si mesmo, nem que fosse preciso a morte para alcançar isso. Esse cha­mado deveu-se totalmente à graça de Deus, e as bênçãos da aliança derivaram-se completamente da bondade do Senhor. Deus prome­teu dar a Abraão (1) uma terra; (2) um grande nome; (3) uma grande nação; e (4) uma bênção que se espalharia por todo o mundo. Foi necessária muita fé por parte de Abraão para responder a essas pro­messas, pois ele não tinha filhos, e ele e a esposa eram idosos (11:30). Observe como Deus repete: “Fa­rei”. Deus faria tudo isso apenas se Abraão acreditasse. Com certeza, Deus cumpriu suas promessas, pois Israel tem sua terra (e conseguirá mais); os judeus abençoaram todas as nações ao nos dar a Bíblia e Cris­to; e os judeus, os mulçumanos, os cristãos e, até mesmo, os incrédu­los reverenciam o nome de Abraão. Os homens de Babel queriam fazer um nome para si mesmos, mas fra­cassaram (11:4), Abraão, porém, confiou em Deus, e o Senhor deu-lhe um grande nome!

B.            A concessão (vv. 4-6)

“Ló foi com ele” — esse foi o se­gundo erro. Harã, pai de Ló, morreu (11:28), portanto Abraão pôs o jo­vem sob sua proteção, apenas para que este lhe criasse sérios proble­mas. Mais tarde, Deus teve de se­parar Ló de Abraão, antes de poder prosseguir com seus planos para a vida do patriarca. Não há registro da longa jornada deles de Harã até Canaã, mas certamente foi neces­sário fé e paciência para completá- la. É fácil perceber que Abraão era um homem próspero, contudo essa prosperidade não foi uma barreira ao seu caminhar com Deus. Os via­jantes chegaram a Siquém, “o om­bro”. Que coisa maravilhosa para o crente viver no “ombro”, de onde Deus, “por baixo de ti, estende os braços eternos” (Dt 33:27).

C.           A confissão (vv. 7-9)

A obediência sempre leva à bênção. O Senhor, depois de Abraão chegar a Canaã, apareceu para Abraão a fim de encorajá-lo mais. Abraão não he­sitou em confessar sua fé diante de uma terra pagã. Ele, onde quer que fosse, construía sua tenda e seu al­tar. (Veja 13:3-4,18.) A tenda fala do peregrino, a pessoa que confia em Deus, um dia de cada vez, e está sempre pronta para se mover. O altar fala do adorador que traz um sacrifí­cio e o oferece a Deus. De forma in­teressante, a localização de Abraão, Betei (“a casa de Deus”), fica no oci­dente, Ai (“um monte de ruínas”) fica no oriente, e ele viajava em direção à “casa de Deus”. Em 13:11, Ló vi­rou as costas à casa de Deus e fez sua jornada em direção ao oriente, de volta ao mundo e com resultados desastrosos. Abraão, sempre que se afastou do desejo de Deus, perdeu a tenda e o altar.

O lapso de fé de Abraão (12:10-20)

A.           O desapontamento (v. 10)

Havia fome no local a que Deus o conduzira! Os peregrinos devem ter ficado muito desapontados com isso. Deus testava a fé deles a fim de saber se confiavam no Senhor ou na terra. Eles, em vez de permanecerem em Canaã e confiarem em Deus, des­ceram ao Egito, provavelmente por sugestão de Ló (veja 13:10). O Egito simboliza o mundo, a vida de auto­confiança; Canaã retrata a vida de fé e de vitória. O Egito era irrigado pelo lamacento rio Nilo; Canaã recebia as chuvas frescas de Deus (veja Dt 11:10-12). Abraão abandonou sua tenda e seu altar e confiou no mun­do! Veja Isaías 31:1.

B.            A decepção (vv. 11-13)

Um pecado leva a outro: primeiro Abraão confiou no Egito; agora ele acreditou na mentira que sua es­posa disse para protegê-lo. Gêne­sis 20:13 deixa claro que Sara era tão culpada como Abraão, e 20:12 indica que, na verdade, a “mentira” era uma meia-verdade, pois ela era sua meia-irmã. Parece que Abraão estava mais preocupado com a pró­pria segurança que com a de sua es­posa — ou a segurança da semente prometida. Se Sara tivesse permane­cido no harém, Deus não poderia cumprir sua promessa! Abraão, sem sua tenda e seu altar, agia como as pessoas do mundo (SI 1:1 -3).

C.            A disciplina (vv. 14-20)

Que vergonha Abraão, homem de fé, ser repreendido por um rei in­fiel. O faraó, até saber a verdade a respeito de Sara, “tratou bem” a Abraão, mas, assim que Deus in­terferiu e expôs a mentira, o faraó pediu-lhes que partissem. O cristão dá um testemunho pobre quando se mistura com o mundo e faz conces­sões. Alguém disse: “Fé é viver sem esquemas”. Abraão e todos seus descendentes precisavam aprender essa lição! Ló viveu com o mundo e perdeu seu testemunho (19:12-14); e Pedro permitiu o fogo inimigo e negou seu Senhor.

Abraão retoma à fé (13:1-4)

Os cristãos enredados no mundo não podem sentir-se felizes consi­go mesmos. Eles têm de voltar ao exato lugar em que abandonaram o Senhor. Isso é arrependimento e confissão, sentir-se contrito pelo pecado e corrigir-se. Abraão não podia confessar seu pecado e per­manecer no Egito! Não, ele tinha de voltar ao local de sua tenda e altar, voltar ao local em que podia rogar ao Senhor e receber bênção. Este é um bom princípio para os cristãos seguirem: não ir a lugar algum deste mundo em que têm de deixar seu testemunho para trás. Qualquer lu­gar em que não possamos construir o altar e montar a tenda está fora de nossos limites.

Parece que a restauração de Abraão desfaria toda sua desobe­diência, mas não era esse o caso.

Com certeza, Deus perdoou Abraão e restaurou-o à comunhão, mas Deus não podia invalidar as tristes consequências da viagem ao Egito.

A.           Tempo perdido

As semanas que Abraão e sua famí­lia passaram afastados do Senhor estavam perdidas e não podiam ser recuperadas. Todos os crentes devem orar para evitar esses tipos de perdas: “Ensina-nos a contar os nossos dias, para que alcancemos coração sábio” (SI 90:12).

B.            Testemunho perdido

Abraão poderia testemunhar o ver­dadeiro Deus ao faraó depois de enganá-lo? Provavelmente não. Que tristeza sentiremos no julgamento final de Cristo quando encararmos Deus e descobrirmos quantas almas foram para o inferno por causa do pobre testemunho dado por cristãos carnais!

C.            O lugar de Agar na família

Agar, serva de Sara, veio do Egi­to (16:1 ss) e trouxe um problema imenso para a família. É claro que a sugestão de ela ter um filho par­tiu de Sara, mas a presença de Agar ajudou a realizar o esquema car­nal. Em última instância, tudo que trazemos conosco do Egito (o mun­do infiel) causa-nos problemas. Devemos ser crucificados para o mundo e certificarmo-nos de que o mundo está crucificado para nós (Gl 6:14).

D.           Mais prosperidade

O aumento das riquezas ajudou a causar a disputa posterior entre os pastores de Abraão e de Ló. Mais tarde, Abraão recusou as riquezas terrenas (14:17-24).

E.            A alegria de Ló com o Egito

Esse jovem desenvolveu um gos­to pelo Egito (13:10), mas, embora Abraão tirasse Ló do Egito, ele não podia tirar o Egito de Ló! Sempre é uma tragédia quando um cristão maduro desvia um cristão mais jo­vem. Em 12:8, Ló compartilha a tenda e o altar de Abraão. Quando, porém, Ló deixa o Egito, tem apenas a tenda, mas não mais o altar (13:5). Não é de admirar que Ló gravitasse em direção a Sodoma e terminasse arruinado moral e espiritualmente.

Conclusão

Andar com Deus é uma caminhada que envolve fé e dependência. Abraão estava aprendendo com Deus. E a cada passo que dava, sua fé era aperfeiçoada e testada.

Cada um de nós também tem uma chamada. Para a cumprirmos precisamos aprender a ter fé e confiança no Senhor. Confiança em Deus implica em sermos capazes de acreditar que Ele fará a provisão. O Senhor é fiel e não falhará com nenhum.

Até a próxima semana.

 

Pr. Josias Moura de Menezes. 

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