03.01.2016. Expondo o livro de Gênesis Capítulos 9 a 11

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Expondo o livro de Gênesis

Capítulos 9 a 11

I.             A aliança de Deus com Noé (9:1 -17)

A palavra “aliança” significa “cor­tar”, referindo-se ao corte dos sacri­fícios que são parte decisiva quando se faz um acordo (veja Gn 15:9ss). Deus, por intermédio de Noé, fez um acordo com toda a humanidade, e os termos desse acordo ainda per­manecem hoje. O fundamento des­sa aliança era o derramamento de sangue do sacrifício (8:20-22), da mesma forma que o fundamento da nova aliança é o derramamento do sangue de Cristo.

Os termos da aliança são estes: (1) Deus não destruirá a humanida­de com um dilúvio; (2) o homem pode comer a carne animal, mas não o sangue (veja Lv 17:10ss); (3) há medo e terror entre o homem e a besta; (4) os seres humanos são responsáveis pelo governo huma­no, vemos isso no princípio da punição capital (veja Rm 13:1-5). Deus reservou o arco-íris como o símbolo e a garantia da aliança. Isso não quer dizer que o arco-íris apareceu pela primeira vez naque­le momento, mas apenas que Deus lhe deu um sentido especial quan­do fez essa aliança. O arco-íris é o resultado da luz do sol e da tem­pestade, e suas cores lembram-nos da “graça de Deus em suas múlti­plas formas [multicor]” (1 Pe 4:10, NVI). O arco-íris é a ponte entre o céu e a terra, lembrando-nos de que Deus, em Cristo, construiu a ponte sobre o abismo que separa o homem de Deus. Em Ezequiel 1:28 e Apocalipse 4:3, o arco-íris apare­ce de novo.

Devemos ter em mente que a aliança foi feita com a “semente” de Noé, que veio depois dele, e nos inclui hoje. Por essa razão, muitos cristãos apoiam a punição capi­tal (9:5-6). Deus prometeu castigar Caim (4:15), mas o Senhor, nessa aliança com Noé, deu ao homem a responsabilidade de punir o assas­sino.

II.            A maldição de Noé sobre Canaã (9:18-29)

A.           O pecado

Foi um santo maduro de mais de 600 anos, não um jovem pródigo, que caiu nesse pecado e vergonha. O texto hebreu sugere que Noé deliberadamente se despiu de for­ma vergonhosa; com freqüência, a intemperança e a impureza ca­minham juntas. Alguns desculpam Noé ao sugerir que as condições atmosféricas da terra após o dilúvio levariam à fermentação do vi­nho e que ele não sabia realmente o que fazia. Contudo, a Bíblia não desculpa os pecados dos santos. Esse é o terceiro fracasso do ho­mem. Ele desobedeceu no Éden, o que resultou em sua expulsão; ele corrompeu a terra, o que resultou no dilúvio; e agora ele torna-se um beberrão vergonhoso! Para piorar as coisas, Cam não respeita seu pai; em vez disso, ele delicia-se em contar o que Noé fizera.

B. A maldição

Noé soube o que Cam fizera e lan­ça sua famosa maldição. (Essa é a terceira maldição em Gênesis. Veja 3:14-19 e 4:11.) O fato de ele amaldiçoar o filho de Cam, Canaã, sugere que este estava envolvido com seu pai no pecado e que Deus puniria os pecados do pai e do fi­lho. Canaã e seus descendentes (as nações enumeradas em 10:15-20) seriam os servos mais humildes para seus irmãos. É fácil perceber isso, pois os judeus e os gentios os fizeram escravos. É claro, os semitas eram os judeus. As tribos deles estão enumeradas em 10:21-32 e 11:10-26, traçando a linhagem até Abraão. Os descendentes de Jafé são os gentios (10:1-5). Gêne­sis 15:13-21 e 10:15-20 mencio­nam a escravidão dos descenden­tes de Canaã. Não sabemos como surgem as distinções raciais, mas Atos 1 7:26 ensina que Deus fez to­dos os homens “de um só”.

C. A bênção

Noé abençoou os judeus (Sem) e deu-lhes os cananeus como servos. Ele prometeu que os gentios (Jafé) seriam espalhados, mas que (espi­ritualmente falando) habitariam em tendas judias. Paulo explica isso em Romanos 9—11.

 

III.   A confederação de Ninrode contra Deus (11:1-9)

A. O ditador (10:6-14)

Ninrode era neto de Cam por par­te de Cuxe, e seu nome significa “rebelde”. Sob o ponto de vista de Deus, ele era um tirano poderoso, o primeiro ditador. A palavra “ca­çador” não se refere à caça de ani­mais, mas à de homens. Ele foi o fundador do Império Babilônico e o organizador do empreendimento que levou à construção da torre de Babel. A história informa-nos que Ninrode e sua esposa inventaram uma nova religião fundamentada em torno da “mãe e do filho”. Para mais detalhes, leia o livro The Two Babylons [As duas Babilônias], de Alexander Hislop (Londres: S. W. Partridge, 1956). Na Bíblia, “Ba­bilônia” simboliza rebelião contra Deus e confusão na religião. Ao longo da Bíblia, vemos a Babilônia opondo-se ao povo de Deus e cul­minando em “Babilônia, a Grande” de Apocalipse 17 e 18.

B.  A rebelião

Deus ordenou que os homens repo­voassem a terra (9:1,7,9), mas eles decidiram descer à planície de Sinar, onde ficava a Babilônia (10:8- 10). Isso foi uma rebelião deliberada contra a Palavra de Deus. Eles cami­nharam “do Oriente”, o que sugere que deram as costas à luz. Eles deci­diram se unir e construir uma cidade e uma torre. Eles tinham por objeti­vo (1) manter unidade na oposição a Deus e (2) tornar-se famosos.

Toda essa operação é um vislumbre pré­vio da oposição final do homem (e de Satanás) contra Cristo, centrada na Babilônia de Apocalipse 17 e 18. Depois, os homens unir-se-ão em uma igreja e organização política mundanas; eles serão guiados pelo anticristo, o último ditador do mun­do; e seus planos serão frustrados. É interessante observarmos que hoje o mundo, graças às Nações Unidas e outras alianças internacionais, ca­minha com rapidez em direção ao conceito de “um mundo”.

C. O julgamento

Deus conhecia os desígnios dos rebeles e julgou-os. A divindade fez outra conferência (veja 1:26 e 3:22) e decidiu misturar as línguas dos trabalhadores, tornando, assim, impossível que trabalhassem juntos. Isso foi tanto um ato de misericórdia quanto um julgamento, pois haveria um julgamento ainda mais terrível a seguir se persistissem em seu plano.

O nome “Babel” origina-se de uma palavra hebraica que significa “por­tão de Deus”. Ela soa como a pala­vra balai, que significa “confusão”. A descrição da ação de Deus nesse episódio explica a origem das lín­guas da humanidade. Com freqüência, tem-se apontado que Pentecostes é o reverso de Babel — havia verdadeira união espiritual entre o povo de Deus; eles falavam em ou­tras línguas, mas compreendiam- se; e o trabalho deles glorificava a Deus, não ao homem.

 

IV. Deus chama Abraão (11:10-32)

Em 10:21-32, temos a genealogia de Sem, mas aqui o escritor repete a li­nhagem para mostrar como Abraão se encaixa no plano. Ele pega a li­nhagem até Tera, pai de Abraão (11:26). Aqui vemos outra evidência da eleição divina: Deus, em sua gra­ça, escolhe Abraão! Ele ignora Cam e Jafé e escolhe Sem. Deus, dos cinco filhos de Sem (10:22), escolhe Arfa- xade (11:10). E dos três filhos de Tera (11:26), ele escolhe Abraão. Esse é o início da nação hebraica.

Gênesis 12:1 indica que o Se­nhor disse (tempo passado) a Abraão: “Sai”. Contudo, 11:31-32 afirma que Abraão não obedeceu completamen­te. Em vez de deixar seu pai para trás, ele levou-o junto; e a peregrinação detém-se em Harã, onde Tera morre. Com freqüência, nossa meia obedi­ência tem um preço alto, em tempo e em valor. Abraão perde o tempo que poderia gastar no caminhar com Deus e também perde seu pai. No próximo estágio da jornada, Abraão leva Ló com ele, mas este também teve de ser afastado de Abraão (13:5-14).

Hebreus 11:8-19 é um resumo da fé de Abraão. Alguém disse que Abraão, quando ele não sabia para onde iria (Hb 11:8), quando não sa­bia como iria (11:11) e quando não sabia a razão dessa jornada, acredi­tou em Deus (11:17-19).

Devemos enfatizar mais uma vez que Deus não chamou Abraão por seus méritos pessoais. Ele não tinha nenhum. Ele era cidadão de uma cidade idólatra, Ur dos caldeus. Abraão, se Deus não tivesse se revelado a ele, morreria incrédulo. Do ponto de vista do ser humano, Deus escolher Abraão e Sara — que não tinham filhos — foi uma tolice. Mas, em última instância, isso trou­xe grande glória para Deus e grande bênção para o mundo.

Conclusão

Nestes capítulos vemos que a desobediência tem consequências. Em Babel observamos que a desobediência dos homens mais uma vez fez com que Deus punisse a raça humana com a confusão das línguas.

Melhor é andarmos em harmonia com os propósitos de Deus para nossas vidas, para que tenhamos uma vida de mais tranquilidade.

Que Deus abençoe a todos e conceda um ano de grande vitória.

Pr. Josias Moura

 

 

 

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