15.11.2015 – Expondo o evangelho de marcos – Capitulo 16

Expondo o evangelho de marcos – Capitulo 16

Este será o ultimo estudo que faremos no livro de Marcos. Estudamos todos os capítulos deste livro e pudemos aprender preciosas lições.  Vamos então a nossa lição.

I. Milagre inesperado (16:1-8)

As mulheres vão à sepultura a fim de preparar de forma apropriada o corpo de Jesus para o sepultamento definitivo e, embora nos maravilhe­mos com a fidelidade delas, perguntamo-nos por que esqueceram as muitas promessas que ele fizera de que ressuscitaria. Agora que o sába­do acabara, as lojas estavam aber­tas, e elas puderam comprar a gran­de quantidade de aromas necessá­ria para a preparação do corpo. O maior problema delas era entrar na sepultura, pois uma grande pedra bloqueava a entrada. O que elas en­contraram no jardim era totalmente inesperado: a pedra fora afastada, o corpo sumira, e um mensageiro esperava para contar-lhes as boas-novas da ressurreição dele!

Não era suficiente que fossem testemunhas do fato; elas tinham de ser embaixadoras e contar a notícia aos outros. A responsabilidade em relação à ressurreição é: “Vinde ver […]. Ide […] e dizei” (Mt 28:6-7). Observe que o anjo disse uma pa­lavra de encorajamento para Pedro

e de orientação para todos os dis­cípulos (v. 7). Os homens, como as mulheres, esqueceram as promessas e as instruções de Jesus (14:28). As mulheres estavam emocionalmen­te preparadas para transmitir essa mensagem? Elas tremiam, estavam assombradas e temerosas e fugiram do local! Mateus relata que elas es­tavam “tomadas de medo e grande alegria” (Mt 28:8), porque a notícia era boa demais para ser verdade! Elas contaram aos discípulos, mas estes duvidaram do que ouviam, e Pedro e João examinaram a sepultu­ra aberta (Jo 20:1-10; Lc 24:12).

II. Mensagem inacreditável (16:9-14)

Essa seção enfatiza a descrença dos próprios discípulos de Cristo quan­do se confrontam com a ressurrei­ção dele. Os discípulos “se acha­vam tristes e choravam”, em vez de estarem regozijando e louvando a Deus. Lucas relata em detalhes a aparição de Jesus para os dois ho­mens na estrada para Emaús (Lc 24:13-32), e João 20:19-25 apre­senta detalhes de sua aparição no cenáculo. Era uma igreja que chora­va, em vez de testemunhar, porque eles não acreditavam realmente que seu Mestre estivesse vivo. O milagre de sua ressurreição corpórea é im­portante para a mensagem do evan­gelho e é a motivação para que o povo de Deus testemunhe e sirva (At 1:21-22; 2:32; 4:10,33).

III. Mandato ilimitado (16:15-18)

Os quatro evangelhos finalizam-se com uma comissão de Cristo para sua igreja de que propague a mensa­gem do evangelho até os confins da terra (Mt 28:18-20; Lc 24:46-49; Jo 20:21-23; e veja At 1:8). No versícu­lo 1 6, a ênfase não está no batismo, mas na descrença. Na igreja primi­tiva, a crença em Jesus Cristo levava à declaração pública de fé pela prá­tica do batismo com água (At 8:36- 38; 10:47-48), e, às vezes, as pesso­as perdiam a família, os amigos e o trabalho por causa do batismo. Se o batismo com água é essencial para a salvação, então ninguém do Anti­go Testamento foi salvo. Hebreus 11 relata que os santos do Antigo Testa­mento eram salvos pela fé.

Dos sinais referidos por Jesus nos versículos 17-18, todos (exceto ingestão de veneno) ocorreram na igreja do Novo Testamento: expul­sar demônios (At 5:16; 8:7; 16:18; 19:12); falar (novas) línguas (At 2:4; 10:46; 19:6, 1 Co 12:30; 14); pegar e ser picado por serpente sem peri­go (At 28:3-5); impor as mãos sobre doentes e curá-los (At 3:1-7; 5:15- 16; 8:7; 9:33-34; 14:8-10; 28:7-8). Os sinais e milagres constituíam for­te credencial dos apóstolos (v. 20), confirmando que o reino de Deus havia chegado, com poder. Median­te a ação do Espírito, eles têm con­tinuado a ocorrer entre os cristãos de todo o mundo, durante todos es­ses séculos, e hão de continuar até a volta de Jesus. Esses dons, como deixa claro o Senhor, não são des­tinados apenas a alguns discípulos, mas concedidos a todos os que crê- em em seu santo nome — aos quais compete não apenas pregar o evan­gelho, mas concretizar, mediante justamente a manifestação de sinais e milagres, o reino de Deus na terra, como fez Jesus.

IV.          Ministério imutável (16:19-20)

Jesus retornou para seu Pai no céu após concluir sua obra na terra e, lá, ele representa-nos como nos­so Sumo Sacerdote (Hb 4:14-16) e Advogado (1 Jo 2:1-2). No entanto, ele faz mais que nos representar; também opera em nós e, por nos­so intermédio, realiza o mandato que deixou para sua igreja. Já que o evangelho de Marcos enfatiza Cris­to, o Servo, é justo que termine nos lembrando de que o Servo de Deus ainda está em operação! Ele opera em nós (Hb 13:20-21; Fp 2:12-13), conosco (v. 20) e para nós (Rm 8:28), pelo poder do seu Espírito Santo, se permitimos que ele opere por nosso intermédio.

A. Uma nota especial a respeito de Marcos 16:9-20

 

Estudiosos evangélicos da Bíblia, indivíduos bons e devotos, não concordam em relação à autentici­dade dos versículos finais do evangelho de Marcos. Alguns creem que fazem parte do texto original, e outros que foram acrescidos por outro autor como um “resumo”, porque o texto original foi perdi­do. (É difícil crer que se possa ter perdido uma parte das Escrituras inspiradas.) Temos de admitir que o vocabulário e o estilo não são de Marcos, e que essa passagem não consta dos dois manuscritos mais antigos. Alguns dos pais da igreja primitiva fazem citações a partir dessa passagem, o que mostra que sabiam da existência dela e criam nela. Se esses versículos não são o final do evangelho de Marcos, en­tão temos de aceitar o final abrup­to do versículo 8 e, com isso, um registro incompleto. Uma vez que esses versículos não apresentam nada que contrarie qualquer outra coisa das Escrituras, parece razoá­vel aceitá-los como historicamente autênticos e viver com os mistérios que os cercam.

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