07.11.2015- Expondo o evangelho de marcos – Capitulo 15

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Expondo o evangelho de marcos – Capitulo 15

Nesse capítulo, Jesus é chamado de Rei seis vezes (vv. 2,9,12,1 8,26,32). Os líderes judeus sabiam que uma acusação religiosa não faria Pilatos condenar Jesus, por isso criaram uma acusação política: Jesus afir­mou ser rei e, além disso, era uma ameaça à paz da terra e à autorida­de de Roma.

1. O julgamento do Rei (15:1-15)

No início da manhã, o Sinédrio reuniu-se uma segunda vez e con­siderou Jesus culpado de blasfêmia e, por isso, merecedor da pena de morte (Lv 24:16). Todavia, apenas Roma podia condenar um crimi­noso à morte, portanto o conselho precisava da cooperação do gover­nador, Pôncio Pilatos. Os principais sacerdotes acusaram Jesus repetidas vezes diante de Pilatos, mas Jesus fi­cou em silêncio. Pilatos, não Jesus, era julgado! Veja Isaías 53:7 e 1 Pe­dro 2:1 3-25.

Pilatos, como defensor dos di­reitos do povo, deveria examinar os fatos e decidir fundamentado na ver­dade. Todavia, ele estava mais inte­ressado em ter paz que na verdade, por isso fez uma proposta atraente para a multidão: Jesus ou Barrabás? Por justiça, Barrabás devia morrer porque era um assassino condena­do (Nm 35:16-21). Com certeza, Pilatos desconhecia o coração hu­mano se pensou que a multidão es­colhería Jesus!

II.            O escárnio para com o Rei (15:16-20)

Jesus dissera aos discípulos que os gentios escarneceríam dele (10:34), e suas palavras provaram ser verda­de. Quais seriam as conseqüências se tratassem um prisioneiro dessa maneira hoje? Os soldados romanos não puderam deixar de divertir-se com a idéia de haver um rei judeu! Mais uma vez, cumpriu-se a profe­cia (Is 50:6; 52:14; 53:5; SI 69:7).

III.           A crucificação do Rei (15:21-41)

Jesus iniciou o caminho para o Gól- gota carregando sua cruz (Jo 19:1 7); contudo, no caminho, os soldados romanos tiraram-na dele e obrigaram Simão a carregá-la. No versículo 21, a palavra “obrigaram” significa “re­crutar para o serviço público”, e os soldados tinham direito legal para fazer isso (Mt 5:41). Quando Mar­cos escreveu seu evangelho, seus leitores conheciam Simão como o “pai de Alexandre e de Rufo” (v. 21), homens muito conhecidos na igreja (Rm 1 6:13). A experiência humilhan­te de Simão levou-o à conversão, bem como à conversão de sua famí­lia. Ele foi a Jerusalém para a Páscoa e conheceu o Cordeiro de Deus!

A bebida alcoólica que ofere­ceram a Jesus tinha a finalidade de mitigar a dor, mas ele recusou-a. Ele suportou totalmente o sofrimen­to pelos nossos pecados. Além dis­so, ele prometera a seus discípulos que não beberia o fruto da videira até que estivesse com eles no reino (Mt 26:29).

Por volta das 9 horas, Jesus foi crucificado (v. 25) junto com dois ladrões (Is 53:12; Lc 22:37). Os soldados, sem saber, cumpriram a profecia de Salmos 22:18, quando jogaram a sorte pelas vestes dele. No momento em que o homem fa­zia o seu pior, Deus estava no con­trole e realizava seu propósito. Pen­saríamos que as pessoas estavam caladas e reverentes em um lugar como o Calvário, mas não estavam, a zombaria continuava. O clamor do mundo sempre foi: “Salva-te a ti mesmo”, todavia a ordem do Senhor para nós é esta: Doe-se a si mesmo (Jo 12:23-28). Os passantes (v. 29), os líderes (vv. 31-32), os ladrões (v. 32) e os soldados (Lc 23:36-37) blasfemavam contra Jesus. Um dos ladrões creu em Cristo e, assim, en­trou em seu reino (Lc 23:39-43).

Marcos relata o milagre das trevas sobre a terra (v. 33) e o do véu do santuário que se rasgou (v. 38). As trevas lembram-nos o jul­gamento de Deus sobre o Egito (Êx 10:22ss), o rasgar do véu anuncia que a morte de Cristo abriu o cami­nho até a presença do Senhor (Hb 10:1-25). Jesus não foi assassinado; ele desistiu voluntariamente de seu espírito (Jo 10:11,15). O clamor dele (v. 34) ecoa Salmos 22:1; na verdade, Salmos 22:1-21 é um re­trato profético da morte do nosso Senhor na cruz. O Pai desamparou Jesus para que jamais pudéssemos ser desamparados.

IV.          O sepultamento do Rei (15:42-47)

As mulheres fiéis foram as últimas a sair de perto da cruz e as primeiras a ir à sepultura (1 6:1 ss). A mãe do nosso Senhor ficou na cruz até João tirá-la de lá Jo. 19:25-27). Contudo, foram José de Arimatéia e Nicodemos (Jo 19:38-42) que Deus prepa­rara para proteger o corpo de Jesus e sepultá-lo (Is. 53-9; Mt 27:57). Nico- demos viera até Jesus à noite Oo 3); todavia, agora ele saía à luz e assu­miu sua posição em favor de Cristo. Se esses dois homens corajosos não tivessem sepultado o corpo de Je­sus, talvez outras pessoas pudessem dispor dele de alguma forma humi­lhante. É importante para a legitimi­dade da mensagem do evangelho que a morte, o sepultamento e a ressurreição de Jesus Cristo fossem autenticados como um fato históri­co (1 Co 15:1-4).

 

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