18.10.2015 – EXPONDO O EVANGELHO DE MARCOS – CAPITULO 12

EXPONDO O EVANGELHO DE MARCOS  – CAPITULO 12

Recomendação ao professor: Para melhor compreensão destes estudos por parte dos alunos recomendamos ao professor que antes de ler os pontos da lição leia primeiro o texto bíblico.

O Cordeiro de Deus da Páscoa (Jo. 1:29) foi “examinado” pelos líderes judeus e provou ser perfeito (1 Pe 1:18-19), embora não o aceitassem. Como é trágico quando as pessoas devotas prendem-se a suas tradições e rejeitam a verdade viva que está tão evidente! Na verdade, o Senhor Jesus revelava os pecados do cora­ção deles ao responder às muitas perguntas que eles faziam.

1)  Egoísmo (Leia 12:1-12)

Jesus sabia que seus inimigos que­riam matá-lo e, nessa parábola, ele revela o desejo pecaminoso deles de destruí-lo e de reivindicar a he­rança para si mesmos (Jo 11:45-53). A vinha identifica de imediato a na­ção de Israel (Is 5:1-7; SI 80:8-1 6; Jr 2:21), e os lavradores são os líderes da nação (v. 10; At 4:11).

Em Levítico 19:23-25, veja as instruções em relação ao tempo da colheita. O proprietário tinha de receber uma quantia como “paga­mento” a fim de manter seus direitos sobre a terra. Os arrendatários, ao não pagar o estabelecido, perdiam seus direitos à terra. Se os herdei­ros morressem, então a terra ficaria com os que moravam nela. Essa era uma artimanha egoísta que punha as posses à frente das pessoas.

Jesus cita Salmos 118, um sal­mo messiânico (118:22-23; e com­pare com Mc 11:9 e SI 11 8:25-26), e permite que seus ouvintes profiram a própria sentença (Mt 21:41). Jesus, ao aplicar a si mesmo a imagem de “pedra angular”, afirmou que, na verdade, ele era o Messias (At 4:11; 1 Pe 2:7). Para os líderes religiosos, isso era blasfêmia, e eles o teriam prendido na mesma hora se não te­messem o povo.

2)  Hipocrisia (Leia 12:13-17)

Os fariseus opunham-se a Roma, e os herodianos (uma facção política) cooperavam com Roma. A única coisa que tinham em comum era o inimigo, Jesus Cristo (veja Lc 23:12).

No versículo 13, a palavra gre­ga para “apanhassem” transmite a imagem de uma armadilha em um jogo de caça. A delegação de fari­seus e de herodianos pensou que podia pegar Jesus em uma cilada com uma pergunta que tivesse co­notação política e religiosa.

Os judeus ortodoxos não gosta­vam de pagar impostos a Roma, pois sabiam que eram o povo escolhido de Deus. Pagar impostos significava reconhecer o poder de Roma sobre a nação — algo que não podiam admitir por serem muito orgulhosos (Jo 8:33) —, como também ajudar a idolatria pagã. Se Jesus aprovasse o pagamento de impostos a Roma, teria problemas com seu próprio povo, mas, se se opusesse a isso, te­ria problema com Roma.

Nosso Senhor, que conhecia a hipocrisia deles, respondeu de uma maneira que não apenas evi­tava o perigo do dilema, como tam­bém devolveu aos questionadores a responsabilidade pela afirmação. Como eles usavam a moeda de Cé­sar, admitiam a autoridade de Cé­sar sobre eles; assim, eles apenas devolviam a César o que este antes dera a eles. Os impostos não são presentes para o governo, mas o va­lor que pagamos em troca dos ser­viços prestados (política e proteção contra incêndio, agências sociais, defesa, etc.). E como a imagem de Deus também está estampada em cada ser humano, temos de devol­ver a Deus as coisas que são dele. Já que Deus instituiu o governo huma­no para o nosso bem, estamos obri­gados a respeitar os governantes e a obedecerás leis (Rm 13; 1 Tm2:1-6; 1 Pe 2:13-17). Daniel Webster dis­se: “Tudo que torna os homens bons cristãos torna-os bons cidadãos”.

3)  Ignorância (Leia 12:18-27)

Essa é a única passagem em que Marcos cita os saduceus em seu evangelho. Eles aceitavam a auto­ridade de apenas cinco livros de Moisés e não criam na ressurreição do corpo nem na existência de an­jos (At 23:8). A pergunta hipotética deles, fundamentada em Deutero- nômio 25:7-10, tinha o propósito único de tentar pegar Jesus por sua fala. No entanto, a pergunta, em vez de revelar a ignorância de Jesus, re­velava o desconhecimento deles da Palavra e do poder de Deus.

Para Jesus, a resposta a todas as perguntas estava nas Escrituras, não no pensamento do próprio homem (Is 8:20; veja Mc 10:19; 12:10).

Ele reporta-os a Êxodo 3:1-12 e apresenta a conclusão lógica de que, uma vez que Jeová é o Deus da vida, Abraão, Isaque e Jacó es­tão vivos. Há vida após a morte e, portanto, esperança de ressurreição futura. Todavia, a ressurreição não é a reconstrução e a continuação da vida como ela é neste mundo. Os filhos de Deus não se tornarão an­jos, pois devemos ser iguais a Cris­to (1 Jo 3:1-3), no entanto seremos como anjos no que se refere a não casar ou ter família. Será um tipo de vida total mente novo.

4)  Superficialidade (Leia 12:28-40)

Os fariseus fizeram mais uma per­gunta a respeito da qual os rabis ti­nham discutido muito tempo. Das 613 determinações encontradas na Lei (365 negativas, 248 positi­vas), qual era a mais importante? Jesus respondeu com a “afirmação de fé” (o shemá) tradicional judai­ca que encontramos em Deutero- nômio 6:4. Os judeus devotos a recitavam de manhã e à noite. Ele também acrescentou Levítico 19:18 a isso, pois, se amamos a Deus, temos de demonstrar amor por nosso próximo (Lc 10:25-37). Um dos es- cribas apreendeu a mensagem com clareza e, corajosamente, concor­dou com Cristo, porém os outros não entenderam a noção de modo algum. Eles tinham uma visão su­perficial do significado da Lei e não entendiam a importância de obede­cer de coração.

Jesus fez a pergunta final — e mais importante — e calou-os (Mt. 22:46; Rm 3:19). Em sua chegada a Jerusalém, Jesus foi chamado de “Filho de Davi” (Mt 21:9) pelas multidões, e as crianças repeti­ram essa saudação no templo (Mt 21:15). Claro, esse era um título messiânico, o que explica por que os fariseus queriam calar o povo (Lc 19:39-40). Jesus cita Salmos 110 ao pedir-lhes que expliquem como o Senhor de Davi também podia ser o Filho de Davi, e eles não respon­deram à pergunta. A resposta é que o Senhor de Davi teve de se tornar homem, mas os “teólogos” nega­vam-se a encarar as implicações tanto da pergunta como da respos­ta. Tinham um conhecimento su­perficial da Palavra, e a submissão deles a ela era muito insincera.

Jesus encerra esse “debate” com uma advertência (vv. 38-40) e um exemplo (vv. 41-44), os quais expõem a hipocrisia dos lí­deres religiosos. Quando vemos o contraste entre a atitude dos escribas e a da viúva constatamos o que Deus valoriza mais. Leia Ma­teus 23 para uma exposição mais detalhada dos fariseus.

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