06.09.2015 – EXPONDO O EVANGELHO DE MARCOS CAPITULO 07

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EXPONDO O EVANGELHO DE MARCOS CAPITULO 07

Esse capítulo deve despertar um interesse especial nos leitores de Marcos, já que, nele, Jesus responde a duas questões importantes a respeito dos gentios.

 

I.Os gentios contaminam os judeus? (Leia 7:1-13)

 

E evidente que a visita dos escribas e dos fariseus era uma investigação oficial do Sinédrio, o conselho judeu de administradores religiosos. Jesus violara as tradições do sábado (2:15-28; 3:22-30); agora, eles o vigiavam de perto para ver o que mais ele faria. Nesse caso, era a violação da tradição deles em relação ao cerimonial de lavagem de mãos. Esse ritual não dizia respeito à higiene, pois era puramente um cerimonial a fim de que os judeus se livrassem de qualquer contaminação acidental que contraíssem por parte dos gentios ou samaritanos.

 

A tradição não é necessariamente uma coisa ruim, mas, quando tem mais autoridade que a Palavra de Deus, então ela é ruim. Colossenses 2:8 adverte-nos em relação às tradições instituídas pelos homens; todavia, devemos atentar para as tradições fornecidas e transmitidas por Deus ao seu povo (1 Co 11:2; 2 Ts 2:15; 2 Tm 2:2).

 

Jesus menciona que o maior perigo é a hipocrisia, obedecermos às tradições com palavras e obras, porém fracassarmos em servir a Deus de coração (Is 29:13). Observe os passos descendentes: primeiro, negligenciamos a Palavra de Deus (v. 8), depois rejeitamos a Palavra (v. 9) e, por fim, invalidamos a Palavra em nossa vida (v. 13). A tradição do homem controla nossa vida, não a verdade do Senhor. Os fariseus, escondendo-se em suas tradições, eram capazes de negar ajuda a seus pais! (No versículo 11, “Corbã” significa “oferta para o Senhor” e diz respeito à leis de Números 20.)

 

Jesus, porém, não parou na exposição da hipocrisia dos judeus; ele também expôs o coração deles (vv. 14-23). Os judeus não se contaminavam pelas coisas externas ao ter contato com os gentios, mas com as interiores por causa de seu coração pecaminoso. E não há lavagem externa que remova a contaminação interior (SI 51:6-10). Os discípulos estavam tão no escuro a respeito disso quanto as pessoas comuns, e Jesus teve de explicar a verdade a eles em particular. Como é difícil para as pessoas livrar-se das tradições religiosas que estão tão entranhadas em sua vida! Ao mesmo tempo, Cristo desprezou as leis da dieta judaica (Lv 11), embora os crentes judeus tenham levado muito tempo para se acostumar com sua nova liberdade (At 10—11; Rm. 14—15; Gl 2:11-17; Cl 2:20-22; 1 Tm 4:4-5). A frase “Considerou ele puros todos os alimentos” (v. 19) significa “tornou todos os alimentos limpos”. Essas são palavras de Marcos, e devemos considerá-las como um comentário a respeito dos ensinamentos de nosso Senhor.

 

Os versículos 21-22 apresentam uma lista que convence qualquer pessoa honesta de que o coração humano é “enganoso […] mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto” (Jr 17:9). Veja também a lista de Romanos 1:29-32, Gálatas 5:19-21, 1 Timóteo 1:9-10 e 2 Timóteo 3:2-5. Apenas o sangue de Jesus Cristo pode purificar o coração do pecado e transformar-nos em nova criatura.

 

II.Os gentios são menos importantes que os judeus? (Leia 7:24-37)

 

Jesus visitou duas regiões de predominância gentia, Tiro e Sidom (vv. 24-30), e a região de Decápolis (“dez cidades”, vv. 31-37), onde ministrou a uma mulher e um homem. A lei judaica separava os judeus dos gentios, não porque os judeus fossem melhores, mas porque eram diferentes em seu relacionamento da aliança com Deus. Um muro no templo impedia que os gentios entrassem nos pátios do templo dos judeus, e, se isso acontecesse, era passível de pena de morte. O Senhor queria que os judeus testemunhassem o Deus verdadeiro e vivo para os gentios, porém seu povo fracassou nessa tarefa. Jesus derrubou o muro de separação e acabou com a “distância espiritual”, tornando, assim, os crentes gentios e judeus um em Cristo (Ef 2:11 -22). Observe que Jesus curou a filha da mulher a distância, e o “surdo e gago”, longe da multidão.

 

A mulher, por ser gentia, não tinha o direito concedido pela aliança de chamar Jesus de “Filho de Davi” (Mt 15:22), não obstante ela chamou-o de “Senhor”, e sua súplica foi atendida. Jesus não foi rude com ela; ele apenas testava e fortalecia a fé da mulher. No versículo 27, a palavra “cachorrinhos” refere-se aos filhotes. Jesus não a chamou de “cachorro” da forma que alguns judeus dirigiam-se aos gentios, e ela foi rápida em apreender a palavra dele e argumentar com base nela! As duas ocasiões em que Jesus se maravilhou com uma grande fé envolviam gentios (Mt 8:10 e 15:28).

 

O homem (vv. 31-37) não podia ouvir nem falar, mas as pessoas tinham certeza de que Jesus podia curá-lo (Is 35:6). Já que o homem não podia ouvir a Palavra e, assim, fortalecer sua fé, nem orar verbalmente, o Senhor usou a saliva e o toque para encorajá-lo. O “suspiro” do Senhor (“gemido”; veja 8:12) lembra-nos 2 Coríntios 5:2 e Romanos 8:22. Como sua alma santa deve ter sofrido com as tristes conseqüências do pecado no mundo! Jesus afastou o homem da multidão curiosa e não o transformou em um espetáculo. Jesus não queria que as pessoas o seguissem por causa dos milagres; no entanto, quanto mais ele pedia que guardassem silêncio a respeito dos milagres, mais elas falavam! Por outro lado, ele pede que propaguemos a todos as boas-novas, mas nós nos calamos!

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