02.08.2015.Expondo o evangelho de Marcos – Capitulo 02

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Expondo o evangelho de Marcos – Capitulo 02

Jesus tornou-se uma pessoa “popu­lar”, pois as pessoas queriam estar com ele e assistir a seus milagres. Infelizmente, a maioria delas ficava tão encantada com seus milagres que ignorava sua mensagem.

Mar­cos menciona muitas vezes as gran­des multidões que seguiam Jesus (2:2,13; 3:7-9,20,32; 4:1,36; 5:31; 7:33; 8:1-2; 9:14,17).

Algumas ve­zes, a popularidade de nosso Senhor atraiu a atenção dos líderes religio­sosjudeus, e isso trouxe discórdias e discussões. Marcos descreve quatro dessas divergências.

I.             Discórdia sobre o perdão (leia 2:1-12)

A “casa” podia muito bem ser a de Pedro, pois toda a cidade sa­bia onde ficava (1:29-32). Foi fá­cil para os quatro amigos fazerem um buraco no telhado, pois esse era feito de sarrafo, telha e grama, e os homens teriam acesso ao te­lhado pondo uma escada do lado de fora. Temos de elogiá-los pelo amor ao amigo, pela preocupa­ção em levá-lo até Jesus e pela fé que tinham de que o Senhor curaria o amigo (v. 5). É provável que os escribas tivessem chegado mais cedo, pois estão perto de Je­sus o suficiente para ver tudo que acontecia e ouvir o que disse (v. 6).

Claro, era muito fácil para Je­sus dizer: “Os teus pecados estão perdoados”, pois ninguém podia provar se, na verdade, os pecados do homem estavam perdoados ou não. Assim, Cristo endossou sua palavra de perdão com uma de cura, e o homem voltou inteiro para casa.

Os escribas sabiam que Jesus estava afirmando ser Deus, e isso deu início à oposição deles à mensagem e ao ministério dele, oposição essa que, no final, levou à prisão e crucificação de Cristo.

II.            Discórdia sobre as amizades (leia 2:13-17)

O chamado de Levi (Mateus signi­fica “o dom de Deus”) chocou os líderes religiosos oficiais, pois que rabi querería um coletor de impos­tos como discípulo? Os judeus que trabalhavam para os romanos eram vistos como traidores de Deus e de Israel, contudo Jesus acolhia-os e dava-lhes vida nova (Lc 15:1-2). Todavia, Cristo ia mais longe ainda e se confraternizava com Mateus e seus amigos “pecadores”! (No ver­sículo 15, os “pecadores” são os ju­deus que não guardam a Lei e vivem como os gentios. Para os judeus re­ligiosos, eles eram proscritos.) Jesus vê os pecadores como pessoas do­entes que precisam de médico, e ele é o Médico (SI 107:20).

III.           Discórdia sobre o jejum (leia 2:18-22)

Jesus responde às perguntas a res­peito de seus convidados e, agora, tem de defender a refeição! Naque­la época, fazer uma refeição com uma pessoa na Páscoa significava selar laços solenes de amizade. Como Jesus e seus discípulos po­diam desfrutar uma refeição quan­do outros religiosos jejuavam? (Na verdade, o único jejum obrigatório para os judeus era no Dia da Expiação; veja Lv 1 6.) Jesus comparara- se a um médico; agora, ele se re­trata como um Noivo (Jo 3:29; Ef 5:32). A vida cristã é uma celebra­ção, não um funeral!

Agora que Jesus não está mais na terra, seu povo pode jejuar se quiser (Mt 6:16-18; At 13:2-3; 2 Co 6:5; 11:27). No versículo 20, a expressão “será tirado” é uma alusão à sua morte futura (Is 53:7). Os líderes religiosos queriam que Cristo fizesse concessões e “mistu­rasse” sua mensagem e ministério com o deles, todavia ele recusou- se a fazer isso. Ele não veio para remendar o antigo, mas para trazer o novo.

IV.          Discórdia sobre liberdade (leia 2:23-28)

A essa altura, os líderes religiosos vigiavam tudo que Jesus fazia. Eles juntavam evidências que pudessem usar para desacreditá-lo diante do povo e, possivelmente, acusá-lo diante das autoridades.

A tradição judaica dizia que havia 39 atos que não deviam ser praticados aos sába­dos, entre eles colher grão. Era per­mitido pegar grão do campo alheio para comer (Dt 23:25), mas não no sábado. Jesus defendeu a si mesmo e aos discípulos referindo-se à ex­periência de Davi (1Sm 21:1-6) e afirmando que ele era o Senhor do sábado. Isso é o mesmo que afirmar ser Deus!

Mateus, em seu relato (12:1 -8), registra três argumentos apresen­tados por Jesus: o que Davi fez, o que os sacerdotes têm de fazer e o que o profeta disse (Os 6:6). Como Marcos visava ao leitor gentio, dei­xou de fora o material a respeito dos sacerdotes e do profeta e focou o que interessaria a seu público alvo — um rei. O pão da proposição era apenas para os sacerdotes (Lv 24:5-9), portanto Davi “quebrou a lei” ao comê-lo e dividi-lo com seus homens. No entanto, a satis­fação de uma necessidade huma­na (fome) é mais importante que a proteção de uma prática religiosa, mesmo uma ordenada por Deus. Mais tarde, Jesus usa essa mesma defesa (3:1-1 5).

Marcos identifica Abiatar como o sumo sacerdote (v. 26), enquan­to 1 Samuel 21:1 aponta Aimeleque como sumo sacerdote. Ele era o pai de Abiatar (1Sm 22:20). É possível que pai e filho tivessem o mesmo nome. (Veja 1 Cr 1 8:1 6 e 24:6.) Com certeza, o Filho de Deus não come­teu um erro a respeito de um fato registrado nas Sagradas Escrituras.

Na próxima semana continuaremos.

Fonte: www.josiasmoura.wordpress.com

 

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