05.07.2015 – ESTUDO PARA A EBD – II TESSALONICENSES CAPITULO 1

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ESTUDO PARA A EBD  – II TESSALONICENSES CAPITULO 1

A igreja sofria perseguição (1:4-7), e alguns crentes pensaram que já esti­vessem no Dia do Senhor, o tempo de tribulação em que todo mundo será julgado. É possível que a igre­ja tenha recebido uma carta (2:1 -2), supostamente de Paulo, ou que um dos profetas da igreja tenha transmi­tido essa mensagem falsa em uma reunião pública. De qualquer modo, Paulo escreve com a finalidade de encorajar esses cristãos sofredores para que permaneçam confiantes no Senhor. Ele aponta três objetivos para o sofrimento deles.

I.             O sofrimento ajuda-nos a crescer (1:3-5)

Tertuliano, pai da igreja latina, es­creveu: “O sangue dos mártires é a semente da igreja”, e a história pro­va que isso é verdade. Um cristão chinês devotado disse: “Na China, o sofrimento multiplicou as bênçãos, porque purificou a igreja”. Os cris­tãos tessalonicenses tinham a fama de terem crescido em fé, de ter es­perança abundante e um amor ra­diante (1 Ts 1:3), e as experiências difíceis por que passavam fazia com que a fé, a esperança e o amor deles crescessem.

Além disso, o testemunho deles também crescera, pois todas as igre­jas souberam da permanência deles no Senhor. Paulo podia gloriar-se neles em todas as igrejas. A persis­tência firme deles era um encoraja­mento para os outros crentes.

Observe que eles também cres­ciam em perseverança (v. 4). “A tri­bulação produz perseverança” (Rm 5:3). Claro, no Novo Testamento, “perseverança” não quer dizer ape­nas “esperar”, mas sim a perseve­rança firme no Senhor, o continuar a andar quando tudo fica difícil. O cristão que pede mais perseverança deve esperar por mais tribulação, pois esta é a arma espiritual que Deus usa para tornar-nos perseve­rantes.

O sofrimento edifica-nos ou quebra-nos. O sofrimento nos faz crescer quando o aceitamos, nos entregamos à vontade de Deus e, pela fé, permanecemos confiantes. O sofrimento quebra-nos e enfra­quece nosso testemunho quando resistimos a ele, reclamamos a Deus e, em descrença, desistimos. Veja Pedro 4:12-19.

II.            O sofrimento prepara-nos para a glória (1:6-10)

Paulo vê o sofrimento pela causa de Cristo como uma bênção, um privilégio, não como fardo. Padecer por Cristo é uma gra­ça (Fp 1:29). Paulo não sugere que eles podem ganhar um lugar no céu por mérito próprio quando diz que devem ser considerados “dignos do reino” (v. 5). A palavra “digno” refere-se à adequação, não ao mé­rito. Por meio do sofrimento, Deus nos ajusta para a glória que temos à frente. Não se pode separar a gló­ria e o sofrimento (Mt 5:10-12; 1 Pe 4:12-14; 5:1). Nosso sofrimento de hoje é apenas uma preparação para a glória ainda a ser revelada (Rm 8:18; 2 Co 4:16-18).

Todavia, a firmeza no sofri­mento também é um testemunho para o mundo perdido. Não é ver­dade que Deus, mesmo que assim pareça, não está julgando os peca­dos do mundo. Ficamos desenco­rajados e pensamos que Deus não justifica os seus quando andamos em descrença (veja SI 73 e Hc); no entanto, ele prepara o julgamento do perverso. Podemos descansar em segurança com o conhecimen­to dessa verdade.

O julgamento de Deus é “retribuidor”, isto é, ele me­dirá o perverso com a mesma me­dida e da mesma maneira que este fez com o cristão. O faraó afogou os bebês israelitas, e Deus afogou o exército egípcio no mar Verme­lho. Judas traiu Jesus para que fos­se pendurado no madeiro, mas ele enforcou-se. Saul tentou matar Davi com uma espada, e acabou ele mesmo morto pela espada. Os pecadores colhem o que semeiam.

Cristo, na época de seu retor­no com sua igreja, julgará o per­verso que viver sobre a terra. Eles padecerão para sempre no inferno por dois motivos: não conhecem a Deus (ignorância obstinada; Rm 1:18-32) e não obedecem a ele (de­sobediência obstinada). O Senhor ordena que o pecador se arrepen­da (At 17:30), portanto, rejeitar a Cristo é desobediência. Claro que o mundo não estará pronto para o retorno repentino, em julgamento, de Cristo (Ap 19:11-21); será pego de surpresa. A ordem dos aconteci­mentos é a seguinte: (1) o retorno secreto de Cristo, nos ares, para ar­rebatar a igreja, o que pode aconte­cer a qualquer momento; (2) o Dia do Senhor (1 Ts. 5:1ss); (3) revela­ção e fortalecimento do homem da iniqüidade; (4) o retorno repentino de Cristo à terra com a igreja; (5) o julgamento dos pecadores e o aprisionamento de Satanás por mil anos (Ap. 1 9:11—20:3).

III.           O sofrimento glorifica a Cristo hoje (1:11-12)

Nesse dia, Jesus Cristo será glorifica- do em seus santos (v. 10), todavia os crentes devem glorificá-lo em todos os dias de sua vida. Essa é a preo­cupação de Paulo quando ora pelos crentes: que Deus cumpra seus pro­pósitos na vida deles e que o nome de Cristo seja glorificado por inter­médio deles. O ministério de Paulo era a Palavra de Deus e a oração (veja At 6:4). Ele ensinava as verdades do Senhor e orava para que os crentes vivessem seus ensinamentos.

Os crentes podem sentir-se se­guros em meio ao sofrimento por­que Deus escolheu-os e nunca os abandonará. Deus completará a boa obra que iniciou (Fp 1:6). Po­demos descansar em fé, pois mes­mo que, hoje, pareça que o mundo pecador é o vitorioso nessa bata­lha, ele a perderá amanhã. Nossa obrigação é viver de forma digna desse alto chamado (v. 11) e permi­tir que Deus opere, em poder e em fé, sua vontade perfeita. Nesse ca­pítulo, veja as verdades “casadas”: fé e amor (v. 3); fé e constância (v. 4); fé e poder (v. 11).

O que os cristãos, que estão na vontade do Senhor, fazem quando passam por testes e desafios dolo­rosos? Eles: (1) agradecem a Deus a salvação que o Senhor lhes fornece e por estar com eles em seus mo­mentos difíceis; (2) entregam-se à vontade do Senhor sem reclamar; (3) oram para que ele lhes dê a sa­bedoria necessária para compreen­der sua vontade soberana; (4) pro­curam chances de testemunhar e de glorificar a Deus nas circunstân­cias por que passam; (5) esperam o cumprimento do desígnio do Se­nhor com perseverança. Claro que temos de aceitar as mãos disciplinadoras do Senhor, principalmente quando estamos fora da vontade dele, e problemas surgem (e eles surgirão).

Naqueles dias de provação, esse primeiro capítulo foi um grande en­corajamento para o crente. O mun­do desce em direção ao inferno em uma velocidade muito perigosa. As pessoas não querem ouvir a Palavra do Senhor nem prestar atenção a ela. Cristãos fiéis sofrem, enquanto descrentes ímpios prosperam. Pa­rece que Deus abandonou os seus. Paulo diz que de forma alguma isso aconteceu. O crente sente “alívio” (v. 7) — essa palavra significa “alívio da pressão” — ao saber que Deus está em operação no mundo. Um dia, ele justificará os seus e lançará vingança sobre o perdido.

Fonte: http://www.josiasmoura.wordpress.com

 

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