28.06.2015 – ESTUDO PARA A EBD GEISEL – TEMA: I TESSALONICESSENCES 5

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1 Tessalonicenses 5  – Estudo para EBD

Este capítulo final apresenta uma série de conselhos que ensinam como vi­ver à luz da vinda de Cristo. Perce­bemos que, definitivamente, havia alguns problemas na nova igreja à medida que lemos essas exortações do apóstolo. Os cristãos viviam de forma descuidada, alguns não res­peitavam os líderes religiosos, ou­tros prejudicavam o culto coletivo, e havia a necessidade geral de amor e harmonia entre os santos. Essas admoestações mostram como a igreja local pode viver em harmonia e pureza.

I.             Estejam alertas (5:1-11).

Aqui, o apóstolo Paulo apresenta uma série de contrastes entre o per­dido e o crente.

A.           Luz/trevas

No que diz respeito ao mundo, a vinda de Cristo acontecerá de re­pente e de forma inesperada, como um ladrão na noite; porém, não para o crente. Nós estamos aguardando a vinda dele! O incrédulo está nas tre­vas, tem o entendimento obscurecido (Ef 4:18; 5:8), ama as trevas (jo 3:19-21; Ef 5:11), é controlado pe­las forças das trevas (Ef 6:12) e ruma para as trevas eternas (Mt 8:12). No entanto, associa-se o cristão à luz, pois Deus é luz, e Cristo é a Luz do mundo (Jo 8:12). O cristão é filho da luz (Ef 5:8-14), embora, antes de sua conversão, estivesse nas trevas. A mudança que acontece no cris­tão é descrita em 2 Coríntios 4:1-6, Colossenses 1:13 e 1 Pedro 2:9. Os crentes devem viver na luz, já que pertencem ao dia, e estar prontos para o retorno de Cristo.

B.            Conhecimento/ignorância

Satanás gosta de manter as pessoas nas trevas (At 26:18). Judas estava nas trevas (Jo 13:27-30) e também Safira e Ananias (At 5). O mundo re­jeitou Cristo e a Bíblia, por isso não conhece os planos de Deus. Leia Isaías 8:20 para entender por que até mesmo os líderes mundiais inteli­gentes estão no escuro em relação ao que acontece no mundo. Eles andam pela aparência e dizem: “Onde está a promessa da sua vinda?” (veja 2 Pe 3). Todavia, o cristão que lê a Bíblia e mantém os olhos abertos sabe como Deus opera no mundo; e, portanto, ele não é ignorante.

C.            Expectativa/surpresa

O mundo não-salvo vive em uma falsa segurança, como as pessoas antes do dilúvio (Gn 6), ou os habi­tantes de Sodoma e Gomorra antes da destruição dessas cidades (Gn 18—19). Paulo usa duas compara­ções para a vinda de Cristo: (1) o la­drão, e essa figura de linguagem re­trata a surpresa e o despreparo dos afetados por ela; (2) a mulher que dá à luz, e a figura de linguagem aqui simboliza a subitaneidade e o sofri­mento que ela envolve para os não- salvos. Iniciar-se-á o Dia do Senhor, os sete anos de tribulação e de sofri­mento para o mundo quando Cristo arrebatar a igreja, tirá-la do mundo. Por isso, o Dia do Senhor virá para o mundo como um ladrão na noite, mas não para o crente.

II.            Sobríedade/embríaguez

Os cristãos que esperam a vinda de Cristo permanecem acordados e vi­gilantes, não se embriagam como as pessoas do mundo. Nessa passa­gem, ao contrário do que ocorre em 4:13-18, os verbos “vigiar” e “dor­mir” não significam “vivo” e “mor­to”, e sim “alerta” e “descuidado”, respectivamente. Os cristãos, quan­do Jesus vier, devem estar vivendo de forma pura e dedicada.

D.           Sejam respeitosos com seus líderes (5:12-13)

A família da igreja tem de ter lide­rança espiritual, e o(s) pastor(es) e os diáconos estão investidos dessa liderança. A igreja pode estabele­cer qualquer tipo de organização que lhe aprouver (desde que esses grupos sejam organizados de acor­do com as diretrizes bíblicas). No entanto, o pastor deve liderar o re­banho de acordo com a orientação de Deus. Sem dúvida, ele precisa, e quer, as orações e os conselhos das pessoas, em especial dos líderes elei­tos. Todavia, todos da igreja têm de respeitar a liderança que Deus lhes deu. Os cristãos devem: (1) aceitar seus líderes (Ef 4:7-11; 1 Pe 5:1-5); (2) honrar seus líderes e reconhecer o trabalho que fazem; (3) amar seus líderes; (4) e segui-los (Hb 13:7-9- ,17,24). Muitas vezes, a desunião na igreja deve-se ao fato de o pastor não assumir a responsabilidade de liderar ou de os membros não per­mitirem que ele o faça. Lembre-se, liderança não é ditadura. O líder dá o exemplo, paga o preço e tenta ajudar os outros em amor cristão. O ditador usa a lei, não o amor. Este não lidera nem guia, além de ter os motivos egoístas, mesmo que pense que trabalha para o bem da igreja.

E.            Sejam cuidadosos uns com os outros (5:14-15)

Também é preciso haver parceria na igreja, além da liderança, com cada membro fazendo sua parte no traba­lho. Em 1 Pedro 4:7-11, somos lem­brados de que cada cristão é o “despenseiro” de um dom espiritual que deve ser usado para o bem dos ou­tros e para a glória do Senhor. Paulo especifica alguns tipos de cristãos que precisam de ajuda especial: (1) os insubmissos — deve-se advertir os negligentes que não são contro­láveis, que andam fora da linha; (2) os desanimados — os amedrontados precisam de encorajamento; (3) os fracos — os imaturos no Senhor (Rm 14:1-5) devem receber apoio até que possam andar no Senhor. Te­mos de ser longânimos e amorosos com todas as pessoas e não retribuir “mal por mal” (Rm 12:17-21).

III.           Sejam agradecidos (5:16-18)

“Regozijai-vos […]. Orai […]. Dai graças”; esses imperativos soam como admoestações comuns; no entanto, quando acrescentamos os complementos, temos um verda­deiro desafio: “Regozijai-vos sem­pre. Orai sem cessar. Em tudo, dai graças”. O cristão que anda com o Senhor e tem comunhão constante com ele tem muitos motivos para regozijar-se e dar graças ao longo do dia.

“Orar sem cessar” não é a repe­tição constante de orações (veja Mt 6:7). A verdadeira oração é a atitu­de e o desejo do coração (SI 10:17; 21:2; 37:4; 145:19). Oramos o dia inteiro à medida que o Espírito in­tercede por nós e em nós quando nosso coração deseja o que Deus quer (Rm 8:26-27).

IV.          Sejam cuidadosos na adoração (5:19-21)

Na igreja primitiva, “profetizar” era a obra imediata do Espírito: o profeta transmite a mensagem de Deus. Mas é necessário testar as mensagens, pois Satanás é um impostor (veja 1 Co 12:10; 14:29-33). O perigo resi­de no fato de os crentes “extrapola­rem” nos excessos emocionais, ou partirem para o outro extremo, sufo­cando o Espírito ao rejeitar as reve­lações dele. Sempre que ouvimos, ou lemos, a mensagem da Palavra, devemos prestar atenção a esta admoestação: “Julgai todas as coisas, retende o que é bom” (v. 21).

V.            Sejam fiéis na conduta diária (5:22-28)

“Toda aparência do mal” (ARC) sig­nifica “toda forma de mal”. Sem dú­vida, os santos não podem ter nada em sua vida que possa ser mal inter­pretado ou criticado pelos outros. Se nos entregamos a Deus, ele é fiel em edificar-nos em santidade. A oração, o amor fraternal e a atenção à Palavra do Senhor santificam-nos e mantêm-nos prontos para o retorno de Cristo.

 

 

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