07.05.2015 – Estudo EBD -1 Tessalonicenses 3

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Estudo EBD  -1 Tessalonicenses 3

Nesse capítulo, a palavra-chave é “confirmação” (vv. 2-3,8,13). Os novos crentes passam por momen­tos de provação e de inquietação (vv. 3,5); e, a menos que sejam con­firmados no Senhor, serão desnorte­ados pelo demônio. Paulo não esta­va satisfeito com o fato de que essas pessoas estivessem apenas salvas (cap. 1) e nutridas (cap. 2); ele que­ria vê-las confirmadas na fé (cap. 3) e capazes de andar (cap. 4). Afinal, as criancinhas aprendem a ficar de pé antes de andar. O que Paulo quer dizer com confirmar esses crentes na fé?

I.Ele enviou-lhes um homem (3:1-2)

Que ajuda o jovem Timóteo era para Paulo! Todo Paulo devia ter seu Ti­móteo — a pessoa mais jovem que trabalha com a mais velha. Paulo sa­bia como escolher e treinar líderes cristãos, e Timóteo era um dos me­lhores que ele tinha. Durante mui­tos anos, esse jovem, antes de Paulo recrutá-lo como ajudante, testou-se em sua igreja local (At 16:1-3). O jovem Timóteo (provavelmente um adolescente) não iniciou seu minis­tério ensinando ou pregando, mas sendo o ministro de Paulo, aquele que ajudava o apóstolo nas tarefas da vida diária e das viagens. Na ver­dade, Timóteo substituiu João Mar­cos, que desistira quando as coisas ficaram difíceis. Em Filipenses 2:19- 24 e nas duas epístolas dirigidas a Timóteo, Paulo deixa claro a estima que sente por esse jovem.

Deus usa os crentes dotados para fortalecer a igreja (Ef 4 e veja At 14:21-23 e 15:32,41). Paulo estava disposto a ficar sozinho em Atenas a fim de que Timóteo retornasse a Tessalônica para encorajar os cren­tes e confirmá-los na fé. Haveria menos infortúnios espirituais se os membros da igreja “adotassem” os novos cristãos, os encorajassem, os ensinassem e comungassem com eles. Os santos mais amadurecidos da igreja devem ajudar os cristãos mais jovens a crescer em Cristo.

II.            Ele enviou-lhes uma carta (3:3-4)

A Palavra de Deus edifica o crente (2 Ts 2:15-1 7; Rm 16:25-27; 2 Pe 1:12). Note como Paulo lembra-os da Pa­lavra que já lhes ensinou. Aparente­mente, eles esqueceram que foram advertidos de que haveria tribulações. Nada substitui a Palavra do Se­nhor. O cristão que não conhece a Bíblia é vítima de toda onda de dou­trina e nunca se confirma no Senhor (Ef 4:11-16). Timóteo lembrou-os da Palavra ensinada por Paulo, e isso os encorajou e os confirmou.

Para saber como Paulo minis­trou a Palavra aos tessalonicenses – leia Atos 17:1-4. Ele “arrazoou”, o que sugere debate ou discussão; expôs a Palavra, o que envolve ex­plicar seu sentido (Lc 24:32,45); demonstrou certas verdades, o que quer dizer que deu evidências delas ou mostrou-as de forma ordenada para que todos pudessem percebê-las; e anunciou-a, isto é, proclamou o evangelho. O pastor e os traba­lhadores cristãos devem certificar- se de ter um ministério equilibrado da Palavra. Não é suficiente apenas pregar e anunciar a Palavra; deve-se ensiná-la, prová-la e explicá-la. O verbo traduzido por “demonstrar” (At 17:3) pode significar “arrumar uma mesa”; assim, o trabalhador cristão deve “arrumar o alimento sobre a mesa” para que todo santo, jovem ou velho, tenha acesso a ele e compartilhe-o.

III.           Ele orou por eles (3:5-10)

O que confirma a igreja é o mi­nistério duplo da Palavra de Deus e da oração. Se houver ensino e pregação, mas não oração, as pes­soas terão luz, mas não poder. Se houver oração sem o ensino da Pa­lavra, talvez você tenha um grupo de entusiastas com mais calor que luz! O pastor, o professor de Escola Dominical, o missionário e o traba­lhador cristão que falam com Deus sobre seu povo e, depois, com seu povo a respeito do Senhor têm um ministério equilibrado e confirma­do. O ministério de Cristo consistia na Palavra e na oração (Lc 22:31- 32). Samuel ministrou dessa forma (1 Sm 12:23, e não esqueça da úl­tima afirmação), assim como Pedro e os apóstolos (At 6:4) e o próprio Paulo (At 20:32).

Paulo preocupava-se mais com a fé deles que com a segurança ou felicidade deles. Nesse capítulo, a palavra “fé” aparece cinco vezes. Satanás é o inimigo de nossa fé, pois, se consegue fazer-nos duvidar de Deus e de sua Palavra, tira-nos o usufruto de todas as bênçãos que temos em Cristo. Paulo queria que eles tivessem uma fé madura (per­feita; v. 10). A fé não é uma garan­tia assentada no coração que não muda nunca; ela é como a semente de mostarda que parece pequena, mas tem vida e pode crescer. Paulo queria que essas pessoas abundas­sem em amor, se confirmassem em esperança e crescessem em fé — fé, esperança e amor!

Nada substitui a vida de oração consistente. Os cristãos devem orar uns pelos outros e pelo perdido. Sa­tanás é derrotado, e a igreja se con­firma quando há um mistério que combina a oração e a Palavra.

IV.          Ele lembrou-os do retorno de Cristo (3:11-13)

O tema das duas epístolas aos Tessa­lonicenses, como já mencionamos, é o retorno de Cristo. Essa verdade confirma o crente com mais rapidez e melhor que nenhuma outra. Esses cristãos podiam, em meio a tantas tribulações e provações, sentir-se seguros e encorajados com a pro­messa da vinda de Cristo. Eles con­seguiam manter-se puros quando as tentações atravessavam o caminho deles, como acontecia todos os dias naquelas cidades pagãs, ao lembrar que Cristo poderia retornar naquele mesmo dia. Eles conseguiam novo ânimo e força ao olhar para o retor­no dele quando estavam enfraque­cidos para a labuta e para o teste­munho. Nenhuma outra verdade da Bíblia tem um efeito tão potente no coração, na mente e na vontade do crente como a da segunda vinda de Cristo.

Leia Lucas 12:42-48 e veja o que acontece ao servo que esque­ce a vinda de Cristo. Esse homem não disse nada abertamente, apenas em seu coração: “Meu senhor tarda em vir!”. Ele não amava a perspecti­va do aparecimento de Cristo. E de admirar que esse servo tenha apostatado e não se desse bem com os outros cooperadores?

 

Paulo estava ansioso para que tivessem o coração confirmado e isento de culpa; veja também 5:23. É de esperar que os cristãos sejam irrepreensíveis e inculpáveis (Fp 2:15). A perfeição só será possível após o retorno de Cristo, portanto isso não quer dizer que sejam sem pecado. A criancinha que escreve seu nome na lousa não o faz de for­ma perfeita, porque é apenas uma criança; no entanto, ela é irrepreen­sível se fizer o melhor que consegue. Aos olhos de Deus, temos uma vida irrepreensível se vivemos de acordo com a luz que ele nos deu e se pro­curamos crescer nele. A expectativa diária do retorno de Cristo ajuda o crente a manter sua vida pura (1 Jo 2:28—3:3).

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