29.03.2015 – Estudo EBD. Tema: Tiago 4:13-17 – A Precariedade dos Planos Humanos

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Tiago 4:13-17 –  A Precariedade dos Planos Humanos

1.       Nós sabemos que o homem gosta de sonhar e de fazer planos. Isso em si não é ruim ou prejudicial. Foi Deus quem colocou no homem este anseio de sonhar e de planejar. Porém, o grande erro humano está em querer sonhar sozinho, achar que seu plano é infalível e que ninguém pode interferir. Em Provérbios 16:1-3 podemos ver a verdade sobre isso: “Ao homem pertencem os planos do coração, mas do SENHOR vem a resposta da língua. Todos os caminhos do homem lhe parecem puros, mas o SENHOR avalia o espírito. Consagre ao SENHOR tudo o que você faz, e os seus planos serão bem sucedidos.”.

2.       Tiago parece mudar o assunto sem nenhuma conexão, mas esta parte está ligada a tudo que ele já escreveu antes. Ele está a criticar uma postura que deixa Deus de lado e passa a confiar naquilo que possui, que confia muito mais na sabedoria e nos planos humanos e do que no Senhor. Champlin chama esta atitude de ateísmo prático, pois a pessoa está na igreja, diz crer em Deus, mas não permite que Ele guie a vida. Nós nunca podemos nos esquecer que em tudo dependemos de Deus. Quando perdemos de vista isto, então facilmente pecamos contra Deus através da arrogância de nossas atitudes.

3.       No verso 13 Tiago inicia, dizendo: “Ouçam agora, vocês que dizem: ‘Hoje ou amanhã iremos para esta ou aquela cidade, passaremos um ano ali, faremos negócios e ganharemos dinheiro”. Tiago começa fazendo um convite a reflexão quando diz: “Ouçam agora”. É como se ele dissesse: “Prestem atenção no que vocês estão dizendo”. Algumas vezes dizemos coisas e não analisamos as conseqüências do que foi dito. Nós falamos muita coisa sem refletir. As vezes, as nossas palavras expressam as atitudes que temos em nossos corações. Aqui Tiago está procurando mostrar o tipo de pensamento incoerente daquelas pessoas. Eles estavam planejando coisas do e correndo atrás de seus próprios interesses.

4.       O que realmente importa é viver amando, perdoando, com um coração gracioso e livre do lixo emocional. A nossa verdadeira riqueza é Deus e aqueles que Ele nos deu para amar. E quando falo sobre estas coisas, muitos choram nos velórios, porque seus corações estão cheio de remorso e dor. Não adianta nada chegar junto do caixão e pedir perdão. A vida é uma só, e se você quer pedir perdão a alguém, se deseja amar uma pessoa, então o tempo é hoje. Amanhã pode ser tarde.

5.       Por isso a Bíblia insiste em afirmar a brevidade da vida humana. Podemos ler em Jó 7:9 o seguinte: “Tal como a nuvem se desfaz e passa, aquele que desce à sepultura jamais tomará a subir.”. Em Jó 14:1 diz: “O homem, nascido de mulher, vive breve tempo, cheio de inquietação.”. Davi disse: “Com efeito, passa o homem como uma sombra; em vão se inquieta; amontoa tesouros e não sabe quem os levará.” (Salmos 39:6). O salmista da família de Asafe escreveu: “Lembra-se de que eles são carne, vento que passa e já não volta.” (Salmos 78:39). Etã, o ezraíta declarou: “Lembra-te de como é breve a minha existência! Pois criarias em vão todos os filhos dos homens!” (Salmos 89:47). Na oração de Moisés podemos ler: “Pois todos os nossos dias se passam na tua ira; acabam-se os nossos anos como um breve pensamento. Os dias da nossa vida sobem a setenta anos ou, em havendo vigor, a oitenta; neste caso, o melhor deles é canseira e enfado, porque tudo passa rapidamente, e nós voamos.” (Salmos 90:9,10). E Davi declarou assim: “O homem é como um sopro; os seus dias, como a sombra que passa.” (Salmos 144:4). Observando a Bíblia podemos concluir que o tempo mais importante é o agora. Você não pode mudar o passado e tão pouco falar do futuro. Por isso devemos nos apegar as palavras de Jesus: “Portanto, não se preocupem com o amanhã, pois o amanhã trará as suas próprias preocupações. Basta cada dia o seu próprio mal.” (Mt. 6:34). A incerteza da vida deve nos levar a uma dependência total de Deus.

6.       No verso 15, Tiago mostra como deve ser esta dependência de Deus: “Ao invés disso, deveríam dizer: ‘Se o Senhor quiser, viveremos e faremos isto ou aquilo’.”. A atitude confiante do homem deve estar submetida a Deus. Nunca podemos nos esquecer que existem forças que estão além de nossas forças e que podem definir o sucesso ou fracasso de nossos planos. Você pode dizer: “Vou viajar e desfrutar este fim de semana”. Mas há como controlar o tempo? E se no caminho ocorrer um acidente e você acaba ficando preso em um engarrafamento? A sua viagem tão bem planejada passa a ser uma catástrofe. Por isso devemos depender de Deus nas mínimas coisas, desde contas à pagar, até as viagens de férias que iremos desfrutar.

7.       É interessante notar que Tiago usa aqui uma expressão que não era comum aos judeus: “Se o Senhor quiser. Deus é o Senhor da história e jamais deve ser colocado de lado em nossos planos. Tiago não está aqui incentivando um chavão, uma fórmula mágica, e sim que os cristãos considerassem com sinceridade o controle que Deus tem sobre todas as áreas da nossa vida.

8.       E por fim Tiago termina dizendo: “Agora, porém, vocês se vangloriam das suas pretensões. Toda vanglória como essa é maligna. Pensem nisto, pois: Quem sabe que deve fazer o bem e não o faz, comete pecado.” (v. 16,17). Aqui vemos o que leva o homem a destruição, sua própria ostentação. Este procedimento orgulhoso, a auto-suficiência e demasiada importância pessoal pode levar-nos a perder todo real sentido da vida. Jesus certa vez usou uma parábola para expressar esta verdade. Na parábola do rico insensato Jesus disse que Deus, ao ver o modo arrogante daquele homem, o condenou por causa de seu orgulho: “Insensato! Esta mesma noite a sua vida lhe será exigida. Então, quem ficará com o que você preparou?” (Lc. 12:20). Tiago está a criticar as pretensões humanas, ou seja, no grego aparece a palavra alazoneia, e significa palavras arrogantes, pretensioso. Este vocábulo passa a idéia do orgulho vazio que procura impressionar os homens, alegações extravagantes que uma pessoa faz e não pode manter. O apóstolo João diz que esta atitude vem do mundo, não de Deus: “Pois tudo o que há no mundo – a cobiça da carne, a cobiça dos olhos e a ostentação dos bens – não provém do Pai, mas do mundo.” (1 Jo. 2:16). As pessoas que não somente desprezam Deus em seus planos, mas que também entronizam o “eu”, tomando o lugar de Deus, estão vivendo na vanglória. Esta atitude é maligna porque desconsidera Deus totalmente.

9.       Por isso Tiago termina, quem sabe, fazendo menção de um ditado tradicional que circulava na sua época: “Pensem nisto, pois: Quem sabe que deve fazer o bem e não o faz, comete pecado.” Este versículo aponta para uma grande verdade espiritual. Nossa fé não pode ser guardada dentro de nós. Temos que ter uma profunda experiência com Cristo, por meio do Espírito Santo. Mas esta experiência tem que se materializar em algo prático, generoso e altruísta. As Escrituras apontam claramente que os pecados de omissão são tão reais e sérios quanto os pecados cometidos abertamente.

10.    Na parábola das Dez Minas em Lucas 19:11-27, Jesus fala do servo que deixou de usar o dinheiro que lhe fora dado. Em Mateus 25:31-46, Jesus disse que os “cabritos” serão condenados por aquilo que deixaram de fazer. Como disse Jesus: “Aquele servo que conhece a vontade de seu senhor e não prepara o que ele deseja, nem o realiza, receberá muitos açoites.” (Lc. 12:47). Quanto mais sabemos como cristãos, maior a nossa responsabilidade fica.

11.    Enquanto muitas vezes estamos preocupados conosco mesmo, olhando apenas para o nosso umbigo, as oportunidades de ajudarmos outros passam e nada fazemos. Tiago estava alertando seus ouvintes sobre a necessidade de olhar menos para si mesmos, e procurar se ajustar aos propósitos divinos. A nossa vanglória. insensibilidade e pretensão podem nos afastar de Deus e das pessoas que Ele coloca em nossas vidas para que as ajudemos.

12.    Infelizmente vivemos um tempo em que o cristianismo em alta é aquele que têm muito dinheiro, carros e bens. É o cristianismo orgulhoso, triunfalista, capitalista e insensível. Os miseráveis são vistos como pecadores. amaldiçoados, que precisam de exorcismo e “descarregos” para serem libertos da miséria social e econômica. Este cristianismo falso e torpe não é o de Cristo Jesus. O Senhor não veio libertar apenas o homem do caos social. A pior miséria está na alma. O Reino de Deus não é formado por riquezas humanas, mas por riquezas divinas. Nossa função como cristãos é vivermos como Jesus Cristo. Deixando de olhar para nós mesmos, nossos planos e pretensões, para olharmos para Deus e fazermos a Sua vontade. Depender de Deus sempre deve ser a nossa meta. Nunca é demais perguntarmos para Deus: “Qual é a tua vontade?”. Fazendo assim estaremos sempre fazendo o que agrada ao Senhor, agindo corretamente para com Ele e com as pessoas.

Até a próxima semana. 

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