18.01.2015 – Estudo EBD>: Todos são iguais Perante Deus Tiago 2:1-13

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Todos são iguais Perante Deus  Tiago 2:1-13

Tiago a partir do capítulo 2 passa a mostrar que a acepção de pessoas é terminantemente uma agressão aos princípios de Cristo. No verso 1 ele afirma: “Meus irmãos, como crentes em nosso glorioso Senhor Jesus Cris­to, não façam diferença entre as pessoas, tratando-as com parcialidade”.

Queremos destacar a palavra prosôpolêmpsia que sig­nifica “aceitar uma pessoa pela sua aparência, acepção de pessoas, parci­alidade”. Uma tradução mais Literal seria “recepção de face“, indicando que alguém estaria observando muito mais o exterior do que o interior, fazendo julgamentos e estabelecendo diferenças baseadas nestas condições exteriores, tais como aparência física, status social ou raça.

O clamor do apóstolo é que como cristãos jamais façamos estas coisas. Por que? Porque Deus não trata ninguém assim. Em Romanos 2:11 Paulo afirma: “Pois em Deus não há parcialidade. Em Efésios 6:9, advertindo aos senhores como deviam agir com seus empregados, Paulo assegura: “Vocês, senhores, tratem seus escravos da mesma forma. Não os ameacem, uma vez que vocês sabem que o Senhor deles e de vocês está nos céus, e ele não faz diferença entre as pessoas”. O povo de Deus deve agir da mesma forma que o Senhor nesta questão. No Antigo Testamento podemos ler diversas passa­gens que reforçam a idéia de Deus como justo em seu tratamento com os seres humanos. Em Levítico 19:15,18 Deus ordena: “Não cometam injustiça num julgamento; não favoreçam os pobres, nem procurem agradar os grandes, mas julguem o seu próximo com justiça…Não procurem vingança, nem guar­dem rancor contra alguém do seu povo, mas ame cada um o seu próximo como a si mesmo. Eu sou o SENHOR”. Em Deuteronômio 10:17,18 Moisés lembra o caráter de Deus: “Pois o SENHOR, o seu Deus, é o Deus dos deuses e o Soberano dos soberanos, o grande Deus, poderoso e temível, que não age com parcialidade nem aceita suborno. Ele defende a causa do órfão e da viúva e ama o estrangeiro, dando-lhe alimento e roupa”.

Se há algo que não pode existir na igreja é a lisonja insincera, o favo­ritismo político e a acepção dos irmãos. Esta divisão de “castas espirituais” que hoje existe na igreja, formada pelos que julgam-se a si mesmo os“espirituais” do momento e o res­tante do povo, revela uma destas tragédias em que vive a igreja no Brasil hoje.

Infelizmente muitos cristãos no Brasil estão esquecendo de ler a Bíblia que diz:Nessa nova vida já não há diferença entre grego e judeu, circunciso e incircunciso, bárbaro e cita, escravo e livre, mas Cristo é tudo e está em todos.” (Cl. 3:11).

A preocupação do apóstolo é que este comportamento não seja praticado nas reuniões da igreja. Na igreja deve sempre haver um clima de aceitação e amor. Diante de Deus não somos vistos pelos nossos títulos humanos mas pela nossa condição espiritual. Na Sua presença somos todos pecadores que estão debaixo da graça salvadora de Jesus Cristo. E como seguidores de Jesus devemos tratar todos com igual respeito e consideração. Como cris­tãos não podemos agir pela aparência. Esta atitude só mostra que o critério é errado. Na igreja somos todos servos e irmãos.

Dos versos 5 a 7 o apóstolo lembra que observar o exterior é uma visão errada daquilo que Deus realmente vê. Tiago não está condenando a riqueza mas mostrando que a nossa salvação não depende do que material­mente temos. O reino é prometido aqueles que amam a Deus, sejam eles ricos ou pobres (v.5). O que Tiago deseja despertar nos cristãos é a percep­ção de que eles são ricos na fé, pois a nossa verdadeira riqueza está guarda­da nos céus (1 Pe. 1:3,4). Mas por que Tiago parece dar ênfase ao mais pobre? Porque a maioria da igreja era feita de pobres e escravos. Poucos eram intelectuais, ricos e livres. Com isso dá para entendermos o contexto da mensagem do apóstolo.

Diferente do nosso tempo, em que a igreja está embevecida com a Teologia da Prosperidade, amarrada com o consumismo, em que cada cris­tão é mais um consumidor em potencial, de artistas do cenário evangélico, a pobreza, antes uma virtude, passou a ser maldição. Milhares de pessoas estão à busca de Deus, em templos majestosos e superlotados, com mensagens que parecem mais com formulas de auto ajuda,  Palavras de ordem e reivindicações em nome de Deus para a busca de bens materiais.

Muitos cristãos evangélicos do Brasil perderam a esperança escatológica, não vislumbram mais o Reino dos Céus, não enxergam mais as riquezas celesti­ais, deixaram de ser peregrinos para se fixarem como latifundiários desta terra corrompida. Não querem os novos céus e a nova terra, mas agora to­mara posse de algo que está destinado a destruição.

Por isso Tiago no verso 8 diz: “«Se vocês de fato obedecerem a lei do Reino encontrada na Escritura que diz: ‘Ame o seu próximo como a si mesmo, estarão agindo correta mente.. Esta é a Lei do Reino: Amar o próximo como a si mesmo. E querer o melhor para o outro como queremos para nós mesmos. Este é o princípio poderoso contra a acepção de pessoas. A Bíblia não diz para tratar bem somente os ricos ou os pobres, nem douto­res ou iletrados apenas. A Bíblia diz que devemos agir com justiça para com todos. A parcialidade é pecado, como diz o verso 9: Mas se tratarem os outros com parcialidade, estarão cometendo pecado e serão condenados pela Lei como transgressores.”.

O mandamento do amor mostra a vontade de Deus para cada um de nós. Jesus disse: “Um novo mandamento lhes dou: Amem-se uns aos outros. Como eu os amei, vocês devem amar-se uns aos outros. Com isso todos saberão que vocês são meus discípulos, se vo­cês se amarem uns aos outros.” (Jo. 13:34,35). O padrão deste amor deve ser o de Cristo. Se andarmos de forma contrária a este padrão, então não adiantará nenhuma expressão de espiritualidade, pois como afirmou o pró­prio João: “Nós amamos porque ele nos amou primeiro. Se alguém afir­mar: * Eu amo a Deus \ mas odiar seu irmão, é mentiroso, pois quem não ama seu irmão, a quem vê, não pode amar a Deus, a quem não vê, Ele nos deu este mandamento: Quem ama a Deus, ame também seu irmão.” (I Jo. 4:19-21).

Tiago termina sua explicação sobre o assunto afirmando: Falem e ajam como quem vai ser julgado pela lei da liberdade; porque será exerci­do juízo sem misericórdia sobre quem não for misericordioso. A misericórdia triunfa sobre o juízo” (v. 12,13). O cristianismo deve ter sempre uma postura coerente. Como a acepção de pessoas é pecado, e, como cristãos devemos agir pela lei do amor, então o nosso procedimento deve ser o mes­mo da nossa mensagem. No amor devemos ter uma conduta imparcial para com todos, já que seremos julgados pela lei da liberdade (já tratada em Tg. 1:25). Nunca devemos nos esquecer desse dia onde todos seremos julgados pelas nossas palavras (Mt. 12:36,37) e nossas ações (2 Co. 5:10). O mais interessante desta lei da liberdade é que o Espírito de Deus nos ajuda a fazer a vontade de Deus sem que esta seja um peso ou uma ameaça.

 

Por isso a advertência do verso 13 reforça o versículo anterior. A lei da liberdade deve ser sempre exercida com misericórdia. Em Zacarias 7:9,10 podemos ler o seguinte: “Assim diz o SENHOR dos Exércitos: Administrem a verdadeira justiça, mostrem misericórdia e compaixão uns para com os outros. Não oprimam a viúva e o órfão, nem o estrangeiro e o necessitado. Não tramem maldades uns contra os outros f. A continuidade da acepção de pessoas por parte dos cristãos pode trazer o perigo de enfrentar um julga­mento severo. Da mesma forma que Deus nos trata com misericórdia, deve­mos tratar as pessoas do mesmo jeito.

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