30.11.2014 lição EBD. Tema: Não faça acepção de pessoas – Texto: Tiago 2.1-13

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Não faça acepção de pessoas – Texto: Tiago 2.1-13

Um dos grandes problemas do relacionamento entre as pessoas é o preconceito. Como a própria palavra indica, preconceito é ter uma opiniáo formada sobre outra pessoa, antes de conhecer esta pessoa. Trata-se de um julgamento prévio sem as devidas informações. Os principais tipos de preconceitos são:

Preconceito racial: é aquele que se manifesta por causa da cor da pele. Pode ser chamado também de racismo. No Brasil, predomina o racismo entre brancos e negros. Preconceito sexual: é aquele que é praticado pelos homens contra as mulheres. Também chamado de machismo, olha para o sexo femi­nino como inferior. Há também o feminismo que comete o mesmo erro do machismo. Preconceito religioso: é aquele que é praticado contra uma pessoa só porque ela faz parte de uma outra religião. Preconceito social: é aquele que é praticado contra uma pessoa por causa da sua condição financeira ou intelectual. Acontece muito entre e ricos e pobres.

O preconceito determina como as pessoas se ” tratam, gerando aquilo que a Bíblia chama de acep­ção de pessoas. Tiago observou que havia na igreja primitiva preconceito e acepção entre ricos e pobres. Havia um favoritismo por pessoas ricas na igreja. Ele, então, enfrenta o problema de frente.

1. O Mandamento: Não Faça Acepção de Pessoas – Tg 2.1-4 Meus irmãos, não tenhais a fé em nosso Senhor Jesus Cristo, Senhor da glória, em acepção de pes­soas (Tg 2.1). Três lições neste verso:

Um público alvo: meus irmãos. O favoritismo ou o tratamento parcial era algo que estava acontecendo entre irmãos, dentro da igreja. Qual era a condição social daqueles irmãos? Com certeza a maioria dos primeiros cristãos era pobre. A maior parte da igreja era de pessoas comuns, iletradas e sem condição financeira (1 Co 1.26-29). Mas, pessoas ricas também eram salvas: mulheres ricas (Lc 8.1-3), Zaqueu (Lc 19.2), José de Arimateia (Lc 23.50-52), muitos sacerdotes (At 6.7), Eunuco, alto oficial de Candace (At 8.27), Cornélio (At 10.1-2), procônsul Sérgio Paulo (At 13.12), muitas distintas mulheres (At 17.4) e alguns outros (At 17.34). Leia: 1Tm 6.17-19. A igreja, portanto, é uma comunidade de pessoas de todas as classes sociais (Gl 3.28; Cl 3.11).

Um mandamento: Não façam acepção de pessoas. Não olhe com favoritismo as pessoas, por causa da sua aparência – roupas, riquezas ou posição social. Não seja parcial! Se vocês têm a mesma fé em Cristo, não devem praticar o favoritismo.

Um dos atributos de Deus é a imparcialidade: Agora, pois, seja o temor do SENHOR convosco; tomai cuidado e fazei-o, porque não há no SENHOR, nosso Deus, injustiça, nem parcialidade, nem aceita ele suborno (2Cr 19.7). Pois o SENHOR, vosso Deus, é o Deus dos deuses e o Senhor dos senhores, o Deus grande, poderoso e temível, que não faz acepção de pessoas, nem aceita suborno; que faz justiça ao órfão e à viúva e ama o estrangeiro, dando-lhe pão e vestes (Dt 10.17,18). Deus abomina a parcialidade (Ml 2.9; At 10.35) e estabeleceu leis proibindo tal prática, principalmente, contra os pobres (Lv 19.15; Dt 15.7-11). Je­sus também não fazia acepção de pessoas (Mt 22.16).

Uma razão: Jesus é o Senhor da glória. Na igreja não é a glória das pessoas ricas que deve ser exaltada, mas, a glória de Cristo. Também a glória de Cristo é obscurecida quando tratamos os irmãos com diferença. Quando Jesus se encarnou, a glória de Deus habitava nele (Jo 1.14). Hoje, a glória de Deus habita indi­vidualmente em cada crente (1 Co 6.19,20) e coletivamente na igreja (Ef 2.21,22).

2. Pobres e Ricos na Igreja

Após dar o mandamento, Tiago dá um exemplo ou faz uma denúncia. A palavra sinagoga indica um lugar de reunião ou uma assembléia onde o povo está reunido. Tia­go denuncia que na igreja o visitante rico é recebido com distinção e o visitante pobre é recebido com desdém (Tg 4). Os ricos vão à igreja, com anéis de ouro e vestes de luxo e são tratados bem, e são colocados em lugar de honra. O pobre andrajoso, porém, é maltratado, ou fica em pé ou se assenta no chão.

Na Bíblia há mais de 200 versículos falando sobre o pobre. Deus é chamado por muitos nomes em toda as Escrituras. Muitos dos Seus nomes enfatizam o Seu grande amor para com os pobres: Defensor do órfão e das viúvas (Dt 10.18; SI 10.16-18; 40.17, 68.5; Jr 22.16); Protetor dos pobres (S112.5); Salvador dos pobres (1Sm 2.8, SI 35.10; 72.4,12-14; Is 19.20; Jr 20.13); Provedor dos pobres (SI 68.10; 146.7; Is 41.17); Refúgio dos pobres (SI 14.6; Is 25.4).

Há promessas abençoadoras para aqueles que cui­dam dos pobres (SI 41.1-3; 112; Pv 14.21; 19.17; 22.9; 14.31; 28.27; Is 58.6-10). Mas, Deus promete julgar aqueles que oprimem os pobres (Dt 27.19; Pv 17.5; 21.13; 22.16; 28.27; Is 10.1-4; Ez 18.12,13; 16.49).

3. Motivos Para Não Fazer Acepção de Pessoas – Tg 2.5-13

Tiago, após dar o mandamento e fazer a denúncia da prática de favoritismo dentro da igreja, apresenta alguns motivos pelos quais os irmãos deveríam parar com a acepção de pessoas:

A acepção de pessoas era algo incoerente

Primeiro, ele começa com um apelo carinhoso: Ouvi, meus amados irmãos (Tg 2.5).

Segundo, ele usa dois argumentos para mostrar a inconsistência ou a incoerência do favoritismo: (1) Deus havia escolhido mais pessoas pobres para fazer parte da igreja: Não escolheu Deus os que para o mundo são pobres, para serem ricos em fé e herdeiros do reino que ele prometeu aos que o amam? (Tg 2.5). (2) São os ricos que oprimem os pobres e blasfemam o nome de Deus:  Entretanto, vós outros menosprezastes o pobre. Não são  os ricos que vos oprimem e não são eles que vos arras-  tam para tribunais? Não são eles os que blasfemam o  bom nome que sobre vós foi invocado? (Tg 2.5-7). Tiago  está dizendo o seguinte para aqueles irmãos: Se vocês  desprezam aos pobres, vocês tratam mal aos escolhidos  de Deus. Se vocês tratam com favoritismo ao rico, vocês  estão tratando bem aqueles que blasfemam o nome de  Deus e os opressores dos menos favorecidos. Tal prática,  portanto, é totalmente incoerente.

A Lei de Deus proíbe fazer acepção de pessoas Deus, além de ser imparcial ou o Deus que não age  com favoritismo(Dt 10.17,18), Ele mesmo estabelece  uma lei para o seu povo: Se vós, contudo, observais a lei  régia segundo a Escritura: Amarás o teu próximo como  a ti mesmo, fazeis bem; se, todavia, fazeis acepção de  pessoas, cometeis pecado, sendo arguidos pela lei como  transgressores (Tg 2.8,9). Três destaques aqui: (1) Deus  estabeleceu uma lei régia ou a lei suprema do soberano  Rei, publicada na Bíblia. A expressão lei régia pode ga-  nhar vários sentidos. Pode significar a lei de excelência  suprema ou a parte suprema da lei. Pode ser o grande  mandamento que reina sobre as outras leis. Pode ser  a lei que faz reis e que é apta para os reis. Os cristãos são o sacerdócio real de Deus (Ap 1.6), e a lei do amor  é para a estirpe real. Quando um cristão ama, reflete a sua identidade – 1 Jo 4.7-10. (2) Esta lei régia é: Amarás  o teu próximo como a ti mesmo (Lv 19.18). Esta lei régia  de amor ao próximo é precedida do amor a Deus. Quem  ama a Deus e ao próximo cumpre a lei (Dt 6.5; Mt 22.36-  39). (3) Quem faz acepção de pessoas comete injustiça e  transgride a lei real. E Tiago complementa o seu argumento  dizendo que quem quebra um mandamento quebra toda  a lei: Pois qualquer que guarda toda a lei, mas tropeça  em um só ponto, se torna culpado de todos. Porquanto,  aquele que disse: Não adulterarás também ordenou: Não  matarás. Ora, se não adulteras, porém matas, vens a ser  transgressor da lei (Tg 2.10,11). Há uma unicidade na lei  de Deus, que é impossível você violar um mandamento  sem violar a sua totalidade.

Deus julgará os que fazem acepção de pessoas O cristão não é salvo pelas obras. Mas, depois de salvo, ele deve praticar as boas obras, pelas quais ele será julgado individualmente (Ef 2.10; 2Co 5.9,10; Rm 14.10- 13). Tiago declara que aquele que pratica a acepção de pessoas será julgado por Deus (Tg 2.12,13).

Observe que Tiago faia que seremos julgados dupla­mente: (1) Julgados por aquilo que falamos: Falai de tal maneira. Esta afirmação de Tiago se coaduna com o que Jesus ensinou: Ou fazei a árvore boa e o seu fruto bom ou a árvore má e o seu fruto mau; porque pelo fruto se conhece a árvore. Raça de víboras, como podeis falar coisas boas, sendo maus? Porque a boca fala do que está cheio o cora­ção. O homem bom tira do tesouro bom coisas boas; mas o homem mau do mau tesouro tira coisas más. Digo-vos que de toda palavra frívola que proferirem os homens, dela darào conta no Dia do Juízo; porque, pelas tuas palavras, serás justificado e, pelas tuas palavras, serás condenado (Mt 12.33-37). Devemos tomar cuidado com o nosso falar (Mt 5.21-26,33-37; 7.1-5,21-23). (2) Julgados por nossos atos e atitudes: e de tal maneira procedei como aqueles que hão de ser julgados. A maneira como tratamos e agi­mos com os nossos irmãos será julgada por Deus. Tudo quanto fizerdes, fazei-o de todo o coração, como para o Senhor e não para homens, cientes de que recebereis do Senhor a recompensa da herança. A Cristo, o Senhor, é que estais servindo: pois aquele que faz injustiça receberá em troco a injustiça feita; e nisto não há acepção de pessoas (0&23-25).

 

Tiago afirma que seremos julgados pela lei da tiberdade. O que significa esta lei? A lei da liberdade é a presença do Espirito Santo dentro de nós (Rm &2; Hb 8.10). E onde esta o Espírito do Senhor, ai há liberdade (2Co 3.17). O cristão vive sob a lei da liberdade, sob a direção Interna do Espirito que o impulsiona e o capacita a amar o seu irmão. Se ale se deixar guiar peto Espirito, somente fará o que agrada a Deus (Gl 522-26). Mesto lei, a misericórdia triunfe sobre o juízo (Mt 5.7; 6.14,15; 18.22-35).

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