26.10.2014 ESTUDO PARA EBD. TEMA: Gálatas: O direito a liberdade

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Gálatas: O direito a liberdade

Gálatas 4:1-31

A Declaração Universal dos Direitos Humanos adotada pela ONU, em 1948, declara no artigo XVIII: “Toda pessoa tem direito à liberdade de pensamento, consciência e religião; este direito inclui a liberdade de mudar de religião ou crença e a liberdade de manifestar essa religião ou crença, pelo ensino, pela prática, pelo culto e pela observância, isolada ou coletivamente, em público ou em particular”. Toda pessoa tem o direito à liberdade de religião, que inclui também o direito de mudar de uma religião para outra.

A luta de Paulo com os irmãos da Galácia é para que os mesmos não trocassem o evangelho da graça pelo legalismo dos judaizantes. Na visão de Paulo, tal mudança era para pior, um retrocesso, um suicídio espiritual. Os judaizantes fizeram a cabeça daqueles novos crentes levando-os a pensar que a observância da lei os transformaria em cristãos melhores. Paulo esbraveja, argumenta e apela até para o lado afetivo. Ele usa todas as armas da persuasão com o fim de demovê-los da ideia de abandonar o evangelho da graça. Vejamos no capítulo quatro os argumentos de Paulo.

 

1. O Argumento Legal:

Somos Filhos de Deus – Gl 4.1-7

Paulo argumenta que sob a lei, os judeus eram como crianças ou escravos, herdeiros menores que não podiam desfrutar da herança (Gl 4.1-3). Paulo declara que sob a graça, os crentes são filhos de Deus. Vindo, porém, a plenitude do tempo, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei, para resgatar os que estavam sob a lei, a fim de que recebéssemos a adoção de filhos. E, porque vós sois filhos, enviou Deus ao nosso coração o Espírito de seu Filho, que clama: Aba, (Aba; no original, Pai) Pai!

De sorte que já não és escravo, porém filho; e, sendo filho, também herdeiro por Deus (Gl 4.4-7). Seis lições sobre a doutrina da adoção: (1) O conceito de adoção: adoção significa “colocar na posição de filho adulto”. Somos filhos de Deus pela fé em Cristo e participamos da família de Deus, por meio da regeneração ou novo nascimento (Jo 3.3). Trata-se de uma posição, um status espiritual (Ef 1.5; Rm 8.17). (2) O autor da adoção: A Trindade. Deus o Pai enviou o Filho para morrer por nós, e Deus o Filho enviou o Espírito Santo para habitar em nós. (3) O tempo da adoção: na plenitude do tempo ou no tempo certo de Deus. Ele preparou o mundo para a chegada de seu Filho. (4) O preço da adoção: Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei, para resgatar os que estavam sob a lei, isto é, Cristo nos libertou mediante o pagamento de um preço, o seu sacrifício. (5) Os resultados da adoção: ser filho e herdeiro de Deus. Se somos filhos, somos também herdeiros (Rm 8.17). Herdeiros de tudo (1Co 3.21), da salvação (Hb 1.14), da vida eterna (Tt 3.7), da promessa (Hb 6.17), da justiça (Hb 11.7), do reino (Tg 2.5), co-herdeiros com Cristo (Rm 8.17). (6) O privilégio da adoção: comunhão e intimidade com o Pai, por intermédio do Espírito Santo.

No contexto bíblico, há alguns contrastes entre os filhos e os servos. O filho tem a mesma natureza do pai; o servo não. O filho tem um pai, o servo tem um senhor. O filho obedece por amor; o servo obedece por medo. O filho é rico, é o herdeiro; o servo é pobre. O filho tem direitos, privilégios e deveres; o servo só obrigações. O filho tem futuro e provisão garantida; o servo não tem perspectiva de amparo no futuro.

Em síntese, a vida cristã é vida de filhos e não de escravos. O que nós somos determinará o nosso estilo de vida hoje e no futuro.

 

2. O Argumento da Experiência:

Vocês Conhecem a Deus – Gl 4.8-11 O segundo argumento de Paulo contrasta o que éramos antes com o que nos tornamos agora (Gl 4.8-10). Observe que Paulo usa dois advérbios de tempo: outrora e agora. O seu objetivo é contrastar a religião deles antes de conhecer a Cristo e a sua vida depois. Se agora vocês são filhos, por que voltar à vida de escravos?

Paulo fala que voltar à lei é retroagir aos rudimentos fracos e pobres. É voltar a ser escravos de deuses falsos. É trocar a liberdade espiritual por um sistema religioso ultrapassado. Paulo conclui com tristeza: Receio de vós tenha eu trabalhado em vão para convosco (GI 4.11).

•           Será que uma pessoa que conhece verdadeiramente a Cristo, o abandona? Leia: Jo 6.66-71.

•           Qual a importância de lembrarmos daquilo que éramos antes de conhecer a Jesus? Leia: Dt 15.15

•           Qual o futuro dos filhos de Deus? Leia: 1 Jo 3.1-3

 

3. O Argumento da Afeição:

Vocês são Meus Filhos – Gl 4.12-20 Paulo abre o seu coração e revela todo o seu amor pelos crentes gálatas. Ele se coloca como irmão (v.12), primeiro pregador (v 13) e pai espiritual (v 19). Quando Paulo os evangelizou foi recebido por eles como um anjo de Deus e o próprio Cristo (v 14). Agora, porém, os falsos mestres roubaram o coração dos crentes. Eles perderam a alegria da salvação e a consideração por Paulo, que é tratado como inimigo (w 15,16). Ele encerra dizendo que os judaizantes são mentirosos e que o objetivo deles era roubar o amor que os crentes tinham pelo apóstolo (w 17-20).

Uma das marcas dos falsos mestres é que eles tentam atrair convertidos para si, mas jamais trabalham para a conversão de pessoas a Deus.

 

4. O Argumento da História:

Somos Filhos da Livre – Gl 4.21-31

Para encerrar a sua argumentação, Paulo usa a figura histórica de Abraão e sua família, fazendo uma alegoria com ensinamentos espirituais.

Primeiro, Paulo começa com os dois filhos: Pois está escrito que Abraão teve dois filhos, um da mulher escrava e outro da livre. Mas o da escrava nasceu segundo a carne; o da livre, mediante a promessa(GI 4.22,23). Os dois filhos ilustram os nossos dois nascimentos: o nascimento físico e o novo nascimento (Jo 3.6). Isaque ilustra o cristão porque ele nasceu de forma miraculosa, assim como o crente nasce pelo poder do Espírito Santo.

Segundo, Paulo fala das duas mulheres Agar e Sara: Estas coisas são alegóricas; porque estas mulheres são duas alianças; uma, na verdade, se refere ao monte Sinai, que gera para escravidão; esta é Agar. Ora, Agar é o monte Sinai, na Arábia, e corresponde à Jerusalém atual, que está em escravidão com seus filhos. Mas a Jerusalém lá de cima é livre, a qual é nossa mãe; porque está escrito: Alegra-te, ó estéril, que não dás à luz, exulta e clama, tu que não estás de parto; porque são mais numerosos os filhos da abandonada que os da que tem marido (Gl 4.24-27). As duas mulheres ilustram o contraste entre a Lei e a Graça. Elas viviam em conflito, assim como a Lei está em oposição à Graça. Agar era escrava, que gerou um filho escravo, foi expulsa de casa e não se casou mais. Sara era a esposa legítima e mãe do filho, gerado pelo milagre de Deus.

Terceiro, Paulo diz que tal como Isaque, os crentes são filhos da promessa, pela graça. A aliança da graça é ilustrada por Sara, a nossa mãe espiritual. Vós, porém, irmãos, sois filhos da promessa, como Isaque (Gl 4.28). Assim como Isaque foi perseguido por Ismael, os judaizantes perseguiam os crentes da Galácia, que haviam nascido no Espírito Santo: Como, porém, outrora, o que nascera segundo a carne perseguia ao que nasceu segundo o Espírito, assim também agora (Gl 4.29).

 

Quarto, Paulo afirma que com a vinda de Cristo, a Lei precisava ser rejeitada. Jesus é o filho da promessa como Isaque foi. Contudo, que diz a Escritura? Lança fora a escrava e seu filho, porque de modo algum o filho da escrava será herdeiro com o filho da livre (Gl 4.30). Precisamos expulsar do nosso meio todo o legalismo, pois ele significa retorno à servidão. E Paulo encerra: E, assim, irmãos, somos filhos não da escrava, e sim da livre (Gl 4.31).

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