Estudo EBD – 21.09.2014 – Tema: A diferença entre o perverso e o justo

A diferença entre o perverso e o justo

(Ml 3.13-18)

O joio parece com o trigo, mas não é trigo. Um é alimento, o outro é veneno. No final, um irá para o celeiro de Deus, o outro para a fornalha. Malaquias, na introdução desse solene tema, chama-nos a atenção para alguns fatos importantes.

Primeiro, as aparências enganam: as coisas não são o que parecem ser. Do lado de cá da sepultura, muitos perversos parecem felizes e prósperos e muitos justos parecem afligidos e oprimidos financeiramente. Será esta a realidade final e eterna? Lucas 16.19-31 nos informa que do outro lado da sepultura, na eternidade, esse quadro é alterado. O mendigo é consolado e o rico, que vivera regaladamente, atormentado.

Segundo, as reações diferem: uns obedecem, outros escarnecem. Em Malaquias 3.10-12, Deus desafia o povo a entregar os dízimos e faz promessas de abrir-lhes as janelas do céu. Os justos obedeceram, os perversos escarneceram. A Palavra de Deus é espada de dois gumes: propõe o caminho da vida ou da morte; oferece bênção ou maldição.

Terceiro, as sentenças finais separarão os perversos dos justos. Agora o perverso pode prosperar, escapar e parecer feliz. Mas como ele ficará no dia do juízo? Onde estará seu dinheiro? Onde estará sua aparente felicidade? Onde estará sua segurança? Agora o justo pode ser afligido, mas no dia final ele será recompensado por Deus eternamente. Vejamos quais são as diferenças entre o perverso e o justo, agora e na eternidade.

O perverso afronta a pessoa de Deus (3.13)

As vossas palavras foram duras para mim, diz o Senhor; mas vós dizeis: Que temos falado contra ti? (3.13).

Malaquias destaca dois aspectos da vida desses perversos que afrontam a Deus.

Em primeiro lugar, seu atrevimento espiritual. “As vossas palavras foram duras para mim, diz o Senhor” (3.13a). Algumas pessoas reagiram ao desafio e às promessas de Deus com insolência, atrevimento e palavras pesadas (3.10-12). Esse grupo negou que era verdade o que Deus disse. Eles insultaram a Deus. Tentaram colocar Deus contra a parede. Eles falaram mal de Deus. As conversas irrefletidas tinham minado a moral, diz Baldwin.110 A boca fala aquilo de que o coração está cheio. O homem sempre se insurge contra Deus. No século 18, na Inglaterra, o pai do agnosticismo, David Hume, disse que quem queimasse um livro de teologia estaria prestando um serviço à humanidade. O filósofo alemão Nietzsche disse que Deus morreu. O livro Código Da Vinci, blasfemo em sua abordagem, escarnecedor da fé cristã, com afirmações inverossímeis e fantasiosas, é um dos mais vendidos no mundo na atualidade. Os homens, na sua loucura, insurgem-se contra Deus e desandam a boca para proferir palavras pesadas contra o Altíssimo.

Em segundo lugar, seu anestesiamento espiritual. “[…] mas vós dizeis: Que temos falado contra ti?”(3.13b). Pior do que falar contra Deus, é fazê-lo e não se dar conta da gravidade do fato. A cauterização da consciência é um estágio ainda mais avançado da corrupção do pecado. Os que menos se afligem com seus pecados são aqueles que mais chafurdados neles estão. Quanto mais longe de Deus uma pessoa está, menos consciência de pecado ela tem. De outro lado, os homens que mais andaram com Deus foram aqueles que mais choraram pelos seus pecados.

O perverso se equivoca sobre a providência de Deus (3.14,15)

“Vós dizeis: Inútil é servir a Deus; que nos aproveitou termos cuidado em guardar os seus preceitos e em andar de luto diante do Senhor dos Exércitos?” (3.14). A palavra proveito normalmente já traz em si uma forte conotação de mal, mostrando que não eram sinceros no culto que prestavam ao Senhor. A sua glória e não a de Deus era o que buscavam. Eles buscavam os favores de Deus e não a Deus. A religião deles era apenas um negócio, uma barganha. Eles queriam vantagens pessoais, não Deus. Os perversos estavam enganados quanto a eles mesmos e quanto a Deus. Na verdade, eles não guardavam os preceitos de Deus nem se quebrantavam diante de Deus. Ao contrário, estavam enganando seus próprios corações. Eles não amavam a Deus, mas a si mesmos; não buscavam piedade, mas o lucro; não adoravam a Deus, mas o dinheiro.

O justo tem uma relação certa com Deus mesmo na adversidade (3.16)

Então, os que temiam ao Senhor falavam uns aos outros; o Senhor atentava e ouvia; havia um memorial escrito diante dele para os que temem ao Senhor e para os que se lembram do seu nome (3.16).

O profeta Malaquias destaca três importantes verdades sobre o justo.

Em primeiro lugar, o justo é intimamente piedoso. “[…]e para os que se lembram do seu nome” (3.16c). O perverso só se lembra do Senhor para falar-lhe palavras pesadas, mas o justo lembra-se de Deus para deleitar-se Nele, refugiar-se Nele e viver para o Seu agrado. A meditação do justo o leva para a intimidade de Deus, enquanto os pensamentos do perverso o afastam de Deus.

Em segundo lugar, o justo é pessoalmente sincero. “Então, os que temiam ao Senhor […] havia um memorial escrito diante dele para os que temem ao Senhor” (3.16a). O justo tem reverência por Deus. Eles são leais e verdadeiros em sua fé. O temor a Deus é a fonte secreta, o poder íntimo da vida santa. O temor do Senhor é o princípio da sabedoria. O temor do Senhor é o grande freio que segura o homem de cair nas malhas do pecado. O temor do Senhor é o grande antídoto contra o mal. Aqueles que temem a Deus não temem aos homens, não se rendem ao pecado, não põem o pescoço na coleira do diabo.

Em terceiro lugar, o justo é abertamente encorajador do próximo. “[…]falavam uns aos outros…” (3.16b). O justo não apenas anda com Deus, mas encoraja outros também a andar. Ele não é apenas receptáculo, mas canal. Ele não é apenas abençoado, mas abençoador.

Precisamos fortalecer uns aos outros em tempos de crise e apostasia. Quando os ímpios estão falando contra Deus, os justos devem falar de Deus uns aos outros. Quando o fogo está se apagando, as brasas acesas precisam estar mais próximas umas das outras. Quando as brasas parecem todas apagadas, os filhos de Deus precisam clamar para que o vento impetuoso do Espírito venha e acenda novamente as brasas.

Conclusão

O verdadeiro vencedor é aquele que encoraja outros a vencerem com ele. Davi encontrou o exército de Saul completamente desencorajado na batalha contra os filisteus. Os soldados de Saul já haviam fugido oitenta vezes do insolente gigante Golias. Quando Davi enfrentou o gigante e o venceu, os soldados abatidos foram encorajados a se levantar. Davi os reanimou e eles se ergueram para a peleja (1Sm 17.52). A melhor vitória é aquela que compartilhamos com outros.

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