EDB dia 24.08.2014– Tema: Perigos em relação ao culto

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Lição 03:

Perigos em relação ao culto

(Ml 1.6-14)

Texto base Malaquias 1:6ª: "O filho honra seu pai, e o servo o seu senhor. Se eu sou pai, onde está a honra que me é devida? Se eu sou senhor, onde está o temor que me devem?…”

MALAQUIAS INICIA essa mensagem fazendo uma declaração indiscutível: “O filho honra o pai e o servo ao seu Senhor” (1.6). Assim, ele conquista a atenção dos sacerdotes antes de acusá-los.51 A primeira relação envolve afeição e a segunda respeito. Mas os sacerdotes não demonstraram amor nem respeito a Deus. Desde o início, Deus tratou Israel como um filho amado, tirando-o do Egito, dando-lhe uma herança, proteção, revelação sobrenatural e missão especial. Não obstante Israel ser o filho primogênito de Deus (Êx 4.22), ele tornou-se um filho ingrato (Os 11.1) e rebelde (Is 1.2).

Malaquias, também, acusa Israel de uma ingratidão inegável. Como foi que Israel retribuiu ao Senhor Seu amor gracioso? Do amor de Deus, o profeta volta-se para a ingratidão do povo. Deus o tratou como filho, mas Israel não o honrou como pai. Não houve honra nem respeito a Deus.

Malaquias ainda fala sobre uma profanação abominável. O objetivo principal do homem é glorificar a Deus. Por isso, o culto é a essência da vida cristã. Adoração vem antes de missão, pois Deus vem antes do homem. Exatamente o culto foi deturpado e Deus desonrado.

Vejamos quais foram os sinais da decadência do culto.

O perigo de uma liderança decadente (1.6,7)

1) Em primeiro lugar, o perigo de fazer a obra de Deus sem andar com Deus.

Os sacerdotes tinham perdido o relacionamento pessoal com Deus. Eles eram profissionais da religião sem fidelidade à Palavra de Deus e sem vida com Deus. Eles tinham se corrompido doutrinária e moralmente. Eles faziam o contrário do que a Bíblia ensinava. A teologia estava divorciada da vida: chamavam Deus de Pai e Senhor, mas não O honravam nem O respeitavam como tal.

2) O perigo da impureza na vida do adorador (1.8b,9,10)

Ora, apresenta-o ao teu governador; acaso, terá ele agrado em ti e te será favorável? – diz o Senhor dos Exércitos. Agora, pois, suplicai o favor de Deus, que nos conceda a sua graça; mas, com tais ofertas nas vossas mãos, aceitará ele a vossa pessoa? – diz o Senhor dos Exércitos.

Tomara houvesse entre vós quem feche as portas, para que não acendêsseis, debalde, o fogo do meu altar. Eu não tenho prazer em vós, diz o Senhor dos Exércitos, nem aceitarei da vossa mão a vossa oferta (1.8b,9,10).

Duas verdades exponenciais são enfatizadas por Malaquias.

A primeira delas é que a vida do adorador precisa vir antes da oferta. Ageu e Zacarias tinham conseguido motivar o povo a reconstruir o templo, mas é mais fácil reconstruir a Casa de Deus do que viver nela para a glória de Deus.53 Os sacerdotes estavam oferecendo pão imundo na Casa de Deus. Eles estavam profanando o santuário do Senhor. A oferta deles era um reflexo da vida errada que levavam. Deus não busca adoração, mas adoradores que o adorem em Espírito e em verdade. Se Deus não aceitar nossa vida, Ele também não aceitará nossa oferta. A oferta, muitas vezes, revela a vida do ofertante. Pecamos contra Deus pela maneira como O cultuamos: irreverência, superficialidade e leviandade. Deus diz: “Eu não tenho prazer em vós, diz o Senhor dos Exércitos, nem aceitarei da vossa mão a vossa oferta” (1.10).

A segunda verdade igualmente importante é que o culto precisa ser em espírito e em verdade. Como dissemos, o culto é bíblico ou é anátema. Os princípios que regem o culto precisam ser emanados da Palavra. Deus não aceita fogo estranho no altar. Deus não aceita sacrifícios impuros no altar. Deus não aceita nada menos que o melhor! O culto precisa ser, também, de todo o coração, com sinceridade, com zelo, com amor, com alegria, com deleite.

3) O perigo de oferecer a Deus as sobras e não as primícias (1.8,9,13,14)

Malaquias é enfático ao afirmar que Deus não aceita nada menos que o melhor. Charles Feinberg interpreta o pensamento de Malaquias, dizendo que é melhor não oferecer sacrifícios do que oferecê-los em vão.

Os sacerdotes estavam trazendo para Deus animais cegos, coxos e enfermos (1.8). Eles estavam trazendo o dilacerado (1.13) e o defeituoso (1.14). Eles estavam oferecendo a Deus o pior, o resto, o imprestável. Eles estavam trazendo até mesmo a carniça. Essa prática era contrária à orientação bíblica, que exigia um animal sem defeito (Lv 22.20; Dt 15.21). Esses sacrifícios deviam ser um tipo do sacrifício perfeito de Cristo (Jo 1.29; 1Pe 1.18-21). Contudo, eles pensavam: para Deus qualquer coisa serve. Eles retribuíam o amor de Deus com descaso! Mas a verdade incontroversa é que Deus não aceita nada menos que o melhor (1.9). Malaquias ergue sua voz para dizer que Deus não aceita esse tipo de culto, vazio, formal, hipócrita, fraudulento, com ofertas que procedem de um coração distante.55

Tendo o povo o melhor, trazia o pior para Deus (1.14). Prometiam primícias e traziam o resto, mas Deus não é Deus de resto. Eles estavam roubando a Deus nos dízimos e pensavam que Deus não estava vendo (3.8). Dionísio Pape diz que é possível contribuir com a obra de Deus e ser um enganador.56

De forma semelhante, Ananias e Safira, na Igreja Primitiva, tentaram enganar a Deus. Eles retiveram parte do dinheiro e disseram que estavam dando tudo. Por isso foram sentenciados à morte. Satanás encheu o coração deles para mentirem ao Espírito Santo (At 5.1-11).

4) O perigo de limitar o poder de Deus (1.5,11,14)

Os vossos olhos o verão, e vós direis: Grande é o Senhor também fora dos limites de Israel […]. Mas desde o nascente do sol até ao poente, é grande entre as nações o meu nome; e em todo lugar lhe é queimado incenso e trazidas ofertas puras, porque o meu nome é grande entre as nações, diz o Senhor dos Exércitos […]. Pois maldito seja o enganador, que, tendo um animal sadio no seu rebanho, promete e oferece ao Senhor um defeituoso; porque eu sou grande Rei, diz o Senhor dos Exércitos, o meu nome é terrível entre as nações (1.5,11,14).

Quando deixamos de cumprir os propósitos de Deus, Ele levanta outros para ocupar o nosso lugar. Não há pessoas insubstituíveis na obra de Deus. Ele não precisa de nós; nós é quem precisamos Dele. Deus não precisa do nosso culto, nós é quem precisamos cultuá-Lo. Nosso culto não pode fazer Deus melhor nem pior. Ele é perfeito em si mesmo. Se não cumprirmos nossa missão, Ele remove o nosso candeeiro e chama outro para ocupar o nosso lugar. De uma pedra Deus pode suscitar filhos a Abraão! Deus sem nós, é Deus; nós sem Deus, somos nada. Não podemos perder o tempo da nossa oportunidade!

Concluímos, dizendo que Deus espera ser honrado pelo Seu povo por Sua grandeza. A honra e a glória dizem respeito a Deus, mas nenhum dos dois será aceito por Ele, se não forem temperados com o mel do amor.

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