Curso bíblico de missões em atos–Capitulo 03–Horario: Quintas feiras na Igreja do Betel Brasileiro Geisel

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1. Certo dia de tarde, Pedro e João estavam indo ao Templo para a oração das três horas.

Esboço de 3:1-11:

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Os judeus acostumavam orar três vezes ao dia: na manhã (às nove), na tarde (às três) e na noite (à posta do sol). Nestes horários os judeus devotos e os gentis temerosos de Deus freqüentemente foram ao templo a orar. Pedro e João foram ao templo às três da tarde.

A oração era prioridade na vida dos apóstolos. Eles oraram para receber a promessa do Pai (1.14).

Diante da ameaça do Sinédrio, oraram e pediram mais intrepidez para pregar, e o mundo foi abalado (4.31). Hoje é o mundo que abala a igreja.

Os apóstolos tomaram uma importantíssima decisão: Quanto a nós, nos consagraremos à oração e ao ministério da Palavra(6.4).

2. Estava ali um homem que tinha nascido coxo. Todos os dias ele era levado para um dos portões do Templo, chamado “Portão Formoso”, a fim de pedir esmolas às pessoas que entravam no pátio do Templo.

A porta a Formosa era uma entrada ao templo, não à cidade. Esta era uma das entradas favoritas e muitas pessoas passavam por ali quando foram adorar. O coxo mendigava em um lugar em que a maioria podia vê-lo.

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3. Quando o coxo viu Pedro e João entrando, pediu uma esmola.

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4. Eles olharam firmemente para ele, e Pedro disse: —Olhe para nós!

A ordem que chamou a atenção. “E Pedro, com João, fitando os olhos nele, disse: Olha para nós”.

O mendigo tinha de ser despertado da sua letargia. Necessitava preparar a mente e o coração para receber uma bênção espiritual: “E olhou para eles, esperando receber deles alguma coisa” .

As palavras de Pedro despertaram expectativa e receptividade no mendigo. Foi arrancado do seu estado de desespero, e alguma esperança começou a surgir na sua mente. Ninguém havia falado assim com ele antes.

As pessoas geralmente, lançavam-lhe uma moeda quase sem olhar para ele. Aqui, no entanto, estavam dois homens que lhe dedicavam total atenção, como se tivessem verdadeira preocupação com a situação dele. Certamente era este o prelúdio de um presente fora do comum.

Olha para nós(3.4). Ficamos chocados com esse relato. Dizemos: “Isso fere a nossa teologia. Nós costumamos dizer: ‘Não olhe para nós; olhe para Jesus. Não olhe para os crentes, olhe para Jesus’”. Jesus já havia alertado acerca da conduta dos fariseus: Fazei e guardai, pois, tudo quanto eles vos disserem, porém não os imiteis nas suas obras; porque dizem e não fazem (Mt 23.3).

Talvez você argumente: Como Pedro pôde cometer um erro desses? Alguns chegam até a pensar: Ah! Pedro não teve os nossos professores, não passou pelos nossos seminários.

Mas Pedro aprendeu aos pés de Jesus. A Palavra de Deus diz que somos cartas de Cristo (2Co 3.2). O apóstolo Paulo diz: Sede meus imitadores, como também eu sou de Cristo (l Co 11.1).

Pedro e João disseram ao paralítico: Olhe para nós (3.4). Podemos dizer ao mundo: Olhe para nós? Os pais podem dizer aos filhos: Olhem para nós? Os patrões podem dizer a seus empregados: Olhem para nós?

5. O homem olhou para eles, esperando receber alguma coisa.

6. Então Pedro disse: —Não tenho nenhum dinheiro, mas o que tenho eu lhe dou: pelo poder do nome de Jesus Cristo, de Nazaré, levante-se e ande.

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Pedro não tinha prata nem ouro, mas tinha poder; hoje, a igreja tem prata e ouro, mas não tem poder. O poder não estava em Pedro, mas no nome de Jesus, ou seja, em sua suprema autoridade.

A legendária história de Tomás de Aquino e o papa Inocêncio IV nos vem à mente em conexão com esta passagem. Aquino surpreendeu o papa ao visitá-lo no momento em que este estava contando uma grande quantidade de moedas de ouro e prata. Ao vê-lo, o papa disse: “Irmão, como você pode perceber, não posso dizer mais como Pedro disse ao paralítico: Não tenho ouro nem prata”.

Aquino, então, lhe respondeu: “Isso é verdade, mas também o senhor não pode mais dizer ao paralítico: Levanta e anda!” .

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Foi em nome de Jesus Cristo. A palavra “nome”, conforme o emprego bíblico, está vinculada à personalidade e influência da pessoa.

Quando o Antigo Testamento fala acerca do “nome de Deus”, está tratando da manifestação daquilo que Deus realmente é. E, quando Pedro levantou o coxo em nome de Jesus, estava invocando o poder e a virtude que estão contidos na personalidade de Jesus.

O nome de Jesus é um nome salvador porque representa a pessoa do Salvador. Este nome só pode ser invocado por aqueles que têm verdadeira fé nele (cf. At 19.13-16). “E estes sinais seguirão aos que crerem: Em meu nome… e porão as mãos sobre os enfermos, e os curarão ” (Mc. 16.17,18).

A cura foi realizada mediante a fé. “E pela fé no seu nome fez o seu nome fortalecer a este que vedes e conheceis; e a fé que é por ele deu a este, na presença de todos vós, esta perfeita saúde” (At 3.16). O coxo exerceu um pouco de fé, ou foi Pedro que exerceu toda a fé? O Senhor sempre requer fé, quando possível, da parte daqueles a quem cura. Portanto, temos a certeza de que este homem deu alguma resposta de fé (cf. At 14.8-10).

Será que o coxo ouvira o Evangelho, de forma que sua fé pôde ser despertada mediante a Palavra de Deus? (Rm 10.17). É provável que o homem já tivesse visto Jesus passar por aquela porta, e que tivesse ouvido acerca dos seus ensinos, crucificação e ressurreição. As pessoas, certamente, tinham comentado perto dele os eventos do Pentecoste e o poder de Jesus para salvar os pecadores.

Pedro e João pararam e discerniram a semente de fé no coração do homem. Falaram palavras que ajudaram à fé expressar-se mais plenamente. Imediatamente à fé frutificou de tal maneira que a folha, a espiga e o grão maduro cresceram de uma só vez.

Por outro lado, pode ser que a autoridade da ordem dada por Pedro, em nome de Jesus, tivesse bastante influência para produzir a fé salvadora. O mendigo pode ter sido suficientemente singelo para crer em tudo quanto Pedro disse.

7. Em seguida Pedro pegou a mão direita do homem e o ajudou a se levantar. No mesmo instante os pés e os tornozelos dele ficaram firmes.

8. Então ele deu um pulo, ficou de pé e começou a andar. Depois entrou no pátio do Templo com eles, andando, pulando e agradecendo a Deus.

9. Toda a multidão viu o homem pulando e louvando a Deus.

10. Quando perceberam que aquele era o mendigo que ficava sentado perto do Portão Formoso do Templo, ficaram admirados e espantados com o que havia acontecido.

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A cura foi levada a efeito mediante poder sobrenatural. “E logo os seus pés e artelhos se firmaram”. Este homem não foi curado pelas sugestões da sua própria mente, vivificando suas energias. Foi, no entanto, pelo poder sobrenatural da parte de Deus que lhe sobreveio de cima e de fora dele.

Jesus prometeu à igreja poder (Lc 24.49). Esse poder viria por intermédio do derramamento do Espírito Santo (1.8). A igreja orou pedindo mais desse poder (4.31). O reino de Deus não consiste em palavras, mas em poder (l Co. 4.20).

O evangelho é demonstração do Espírito Santo e de poder (l Co 2.4; lTs 1.5). O próprio Jesus não abriu mão desse poder: ao ser batizado no rio Jordão, enquanto orava, os céus se abriram e o Espírito Santo desceu sobre ele (Lc 3.21,22). Jesus, cheio do Espírito Santo, voltou do Jordão e foi, pelo mesmo Espírito, conduzido ao deserto (Lc 4.1). No poder do Espírito, regressou à Galileia (Lc 4.14).

Na sinagoga de Nazaré, tomou o livro do profeta Isaías e leu: O Espírito do Senhor Deus está sobre mim, pelo que me ungiu p ara evangelizar os pobres; enviou-me p ara proclamar libertação aos cativos e restauração da vista aos cegos, para pôr em liberdade os oprimidos, e apregoar o ano aceitável do Senhor (Lc 4.18,19). O apóstolo Pedro testemunhou em Cesareia como Deus ungiu a Jesus de Nazaré com o Espírito Santo e com poder, o qual andou por toda parte, fazendo o bem e curando a todos os oprimidos do diabo, porque Deus era com ele (10.38).

UMA PREGAÇÃO PODEROSA

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11. O homem que havia sido curado acompanhou Pedro e João. Todas as pessoas estavam admiradas e correram para a parte do pátio do Templo chamada “Alpendre de Salomão”, onde eles estavam.

12. Quando Pedro viu isso, disse ao povo: —Israelitas, por que vocês estão admirados? Por que estão olhando firmemente para nós como se tivéssemos feito este homem andar por causa do nosso próprio poder ou por causa da nossa dedicação a Deus?

O apóstolo aproveitou a oportunidade para pregar. Da mesma forma que o portentoso incidente do Pentecostes serviu de tema para o seu primeiro sermão, a cura do coxo tornou-se o pretexto para o segundo. No primeiro sermão, cerca de três mil pessoas foram convertidas (2.41). Neste segundo sermão, mais duas mil pessoas aceitaram a Palavra (4.4).

O crescimento da igreja está diretamente ligado à pregação fiel da Palavra. A pregação é o principal instrumento a produzir o crescimento saudável da igreja.

Concordo com John Stott quando ele diz que o aspecto mais notável no segundo sermão de Pedro, tal como do primeiro, é o seu fator cristocêntrico. Ele desviou os olhos da multidão do coxo curado e dos apóstolos e os fixou em Cristo, a quem os homens haviam rejeitado, matando-o, mas a quem Deus vindicou, ressuscitando-o dentre os mortos.

Um pregador fiel (3.12). À vista disto, Pedro se dirigiu ao povo, dizendo: Israelitas, por que vos maravilhais disto ou por que fitais os olhos em nós como e pelo nosso próprio poder ou piedade o tivéssemos feito andar?

O povo se reuniu para ver o milagre e estava inclinado a atribuir a Pedro e João os méritos daquele prodígio. Pedro corrigiu a multidão e não aceitou glória para si mesmo. Pedro era um pregador fiel. O poder para curar não estava nele, mas no nome de Jesus, o Nazareno. A glória não pertencia a Pedro e João, mas unicamente ao Senhor Jesus.

13. "O Deus dos nossos antepassados, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó, foi quem deu glória ao seu Servo Jesus. Mas vocês o entregaram às autoridades e o rejeitaram diante de Pilatos; e, quando ele resolveu soltá-lo, vocês não quiseram."

O mesmo Deus dos patriarcas que operou maravilhas no passado é quem está agindo agora, e isso por intermédio de Jesus, seu santo servo. Há profunda conexão entre o passado e o presente.

O Deus que agiu antes é o mesmo que age agora. Ele é o mesmo ontem, hoje e sempre. Concordo com a declaração de Werner de Boor de que o cristianismo não é uma nova religião.

A mensagem dos cristãos trata do Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó, o Deus dos pais. Esse Deus dos pais é quem glorificou a seu Servo Jesus. Logo, a história de Jesus é a obra desse único Deus vivo, que é o Deus dos patriarcas.105 Pedro usou vários nomes e títulos para descrever Jesus, como: Jesus Cristo, o Nazareno (3.6), o Servo de Deus (3.13), o Santo e o Justo (3.14), o Autor da vida (3.15), o profeta prometido por Moisés (3.22), a pedra rejeitada que se tornou a pedra angular (4.11).

14. Jesus era bom e dedicado a Deus, mas vocês o rejeitaram. Em vez de pedirem a liberdade para ele, pediram que Pilatos soltasse um criminoso.

15. "Assim vocês mataram o Autor da vida; mas Deus o ressuscitou, e nós somos testemunhas disso."

A mensagem de Pedro foi cortante como uma espada. Ele não pregou diante de um auditório; ele fuzilou seus ouvintes com palavras contundentes. Acusou-os de trair e negar Jesus perante o governador romano. Acusou-os de negar o Santo e o Justo e preferir Barrabás, um homicida, a Jesus, o Filho de Deus. Culpou-os de matar o Autor da vida, a quem Deus ressuscitou dentre os mortos. Werner de Boor diz que o agir de Deus e o agir de Israel se contrapõem, lance por lance: Deus glorifica a Jesus; eles o entregam. Deus coloca o Santo e o Justo no meio deles; eles o negam e em troca pedem a absolvição de um homicida. Deus lhes concede o Autor da vida; eles o matam. Eles matam a Jesus, porém Deus o ressuscita dentre os mortos. Pedro não poupa seus ouvintes; antes, mostra-lhes sua culpa extrema.

Pedro não pregou para agradar a audiência, mas para levá-la ao arrependimento. Pedro não era um arauto da conveniência, mas um embaixador de Deus. Sua intenção não era arrancar aplauso dos homens, mas acicatá-los com o aguilhão da verdade.

Warren Wiersbe salienta que o calvário pode ter sido a última palavra do ser humano, mas o sepulcro vazio foi a última palavra de Deus. Ele glorificou seu Filho, ressuscitando-o dentre os mortos e levando-o de volta ao céu. O Cristo entronizado enviara seu Espírito Santo e operava no mundo por meio da igreja. O mendigo curado era uma prova de que Jesus estava vivo.

16. Foi o poder do nome de Jesus que deu forças a este homem. O que vocês estão vendo e sabendo foi feito pela fé no seu nome, pois foi a fé em Jesus que curou este homem em frente de todos vocês.

Não há homens poderosos; há homens cheios do Espírito, usados pelo Deus Todo-poderoso. O homem não é o agente da ação divina, mas apenas instrumento.

O Jesus exaltado é quem realiza os milagres na vida da igreja, pelo poder do Espírito Santo, por intermédio de seus servos. Warren Wiersbe argumenta que ninguém ousaria negar o milagre, pois o mendigo estava lá, diante de todos, em saúde perfeita (3.16; 4.14). Se aceitassem o milagre, teriam de reconhecer que Jesus Cristo era, verdadeiramente, o Filho de Deus e que seu nome tinha poder.

17. —Agora, meus irmãos, eu sei que o que vocês e os seus líderes fizeram com Jesus foi sem saber o que estavam fazendo.

18. Mas Deus cumpriu assim o que havia anunciado há muito tempo pelos profetas, isto é, que o Messias, que ele escolheu, tinha de sofrer.

19. Portanto, arrependam-se e voltem para Deus, a fim de que ele perdoe os pecados de vocês.

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20. E também para que tempos de nova força espiritual venham do Senhor, e ele mande Jesus, que ele já tinha escolhido para ser o Messias de vocês.

21. Jesus precisa ficar no céu até chegar o tempo em que todas as coisas serão renovadas, como Deus anunciou há muito tempo pelos seus fiéis mensageiros, os profetas.

22. Pois Moisés disse: “Do meio de vocês o Senhor Deus escolherá e enviará para vocês um profeta, assim como ele me enviou. Obedeçam a tudo o que ele lhes disser.

23. Aquele que não obedecer será separado do povo de Deus e destruído. ”

24. Samuel e todos os profetas que vieram depois dele falaram a respeito destes dias.

25. As promessas que Deus fez por meio dos seus profetas são para vocês. E vocês fazem parte da aliança que Deus fez com os seus antepassados, quando disse para Abraão: “Por meio dos seus descendentes, eu abençoarei todas as nações do mundo. ”

26. —Assim Deus escolheu o seu Servo e o mandou primeiro a vocês, para abençoá-los, e para que cada um de vocês abandone os seus pecados.

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