ESTUDO PARA EBD DIA 11.05.2014 TEMA: PRONTOS PARA CONTINUAR

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PRONTOS PARA CONTINUAR

Texto da lição: Atos 1:21-26; 1 Cor 15:8-10; 1 Timóteo 1:15-16

Leitura devocional: Passagem de testemunho – Números 27:12-23

Texto áureo: “Depois disto ouvi a voz do Senhor, que dizia: A quem enviarei, e quem há de ir por nós? Então disse eu: Eis-me aqui, envia-me a mim.” (Isaías 6:8)

INTRODUÇÃO: A obra do Senhor tem continuado, de geração em geração, realizada por obreiros dedicados que Deus vai chamando. As tarefas que hoje desempenhamos hão de ser executadas por alguém que, na hora própria, Deus há de chamar para nos substituir. A obra de Deus é uma obra de continuidade.

A Bíblia regista o processo usado na igreja primitiva para a escolha de um homem que ocupasse o lugar deixado vago por Judas Iscariotes. Na verdade, Deus não só providenciou alguém para continuar essa função, como também chamou um outro homem para ser enviado como apóstolo aos gentios. Assim, o evangelho seria pregado em muitos outros lugares do mundo que não teriam sido atingidos se a tarefa fosse deixada somente à responsabilidade dos onze apóstolos.

A forma como Deus vai agindo é, por vezes, admirável. Tem sempre em vista a Sua glória e o melhor para Seus filhos e filhas. Embora o mal prevaleça neste mundo, Deus continua sendo o Senhor da História. Ele é capaz de transformar circunstâncias, mesmo as que nos parecem menos boas ou inexplicáveis, para que os Seus propósitos soberanos se cumpram. Nesse projeto, o Senhor continua usando crentes fiéis, que se apresentem disponíveis para O servir.

 

I – DISPONÍVEL QUANDO ESCOLHIDO (1:21-26)

A igreja de Jerusalém definiu as qualificações específicas dos candidatos de entre os quais seria escolhido o substituto de Judas Iscariotes. Tais cuidados mostram-nos que os primeiros cristãos sabiam quais deviam ser as qualificações de um apóstolo: “É necessário, pois, que, dos homens que conviveram conosco todo o tempo em que o Senhor Jesus entrou e saiu dentre nós, começando desde o baptismo de João até ao dia em que de entre nós foi recebido em cima, um deles se faça conosco testemunha da sua ressurreição” (vs. 21-22).

O primeiro requisito para o apostolado era ter convivido com Jesus e ser testemunha ocular da Sua ressurreição. Depois, era necessário ser escolhido pelo próprio Cristo, ou seja, sob a presença e a orientação do Espírito Santo.

Apenas dois homens foram considerados como candidatos: “José, chamado Barsabás, que tinha por sobrenome o Justo, e Matias” (v. 23). Tal facto, não significa, necessariamente, que não houvesse na igreja outras pessoas qualificadas. A escolha foi feita em espírito de oração e dependência de Deus, invocando a presença do Senhor e a Sua orientação: “Tu, Senhor, conhecedor dos corações de todos, mostra qual destes dois tens escolhido…” (v. 24). Depois, “por voto comum”, Matias foi o eleito.

Após a sua escolha, Matias “foi contado com os onze apóstolos” (v. 26) que, assim, passaram a ser os doze responsáveis pela igreja de Jerusalém (Atos 6:2). Matias seria, depois, também, um dos “onze” que se levantaram com o apóstolo Pedro quando este pregou o seu célebre sermão no Dia de Pentecostes (Atos 2:14).

A tradição atribui a Matias o ministério de um verdadeiro apóstolo de Jesus. Juntamente com André, ele terá ministrado na região da Arménia, uma das zonas geográficas onde a perseguição aos cristãos se tornou mais feroz. Se assim foi, Matias ministrou o evangelho no meio de grandes perigos, juntamente com Judas (Tadeu), Natanael, Simão (o Zelote) e André. Todos estes apóstolos são creditados pelos cristãos arménios como aqueles que evangelizaram o País. Crê-se que, sem exceção, terminaram as suas vidas sofrendo o martírio, em nome de Jesus.

 

II – PRONTO QUANDO CHAMADO (15:8-10; 1 Tm 1:15-16)

Embora Paulo não cumprisse todas as qualificações para ser apóstolo, tal como foram estabelecidas pela igreja de Jerusalém, o Senhor qualificou-o de uma forma especial. Quando viajava para Damasco, com a intenção de perseguir e prender cristãos a fim de os conduzir a Jerusalém para serem julgados e condenados, Jesus Cristo ressuscitado apareceu-lhe e confrontou-Se com ele.

A primeira reação de Paulo é reveladora da sua ignorância em relação a Cristo: “Quem és, Senhor?” (Atos 9:5). Quando o Senhor Jesus Se lhe revelou, Paulo logo se rendeu, de todo o seu coração, ao senhorio de Cristo e, atônito, perguntou: “Senhor, que queres que eu faça?” (Atos 9:6).

Esse encontro com Jesus, juntamente com outras “visões e revelações do Senhor” (2 Coríntios 12:1), foi o fundamento da vocação de Paulo para ser o apóstolo dos gentios. Na sequência do encontro a caminho de Damasco, o Senhor disse a Ananias: “…Este é para mim um vaso escolhido, para levar o meu nome diante dos gentios, e dos reis e dos filhos de Israel. E eu lhe mostrarei quanto deve padecer pelo meu nome” (Atos 9:15-16). Portanto, apesar da tardia chegada de Paulo ao apostolado (1 Coríntios 15:1-8) e da perseguição que ele moveu contra a Igreja (1 Coríntios 15:9-11; 1 Timóteo 1:12-13), o Senhor escolheu-o para mostrar aquilo que a graça de Deus pode fazer através de uma vida transformada pelo poder de Deus. Belo e tocante é o testemunho do Apóstolo:” Esta é uma palavra fiel, e digna de toda a aceitação, que Cristo Jesus veio ao mundo, para salvar os pecadores, dos quais eu sou o principal. Mas por isso alcancei misericórdia, para que em mim, que sou o principal, Jesus Cristo mostrasse toda a sua longanimidade, para exemplo dos que haviam de crer nele para a vida eterna” (1 Timóteo 1:15-16).

Assim, Matias foi o escolhido para substituir Judas e Paulo foi chamado pelo Senhor para a especial tarefa de evangelizar os gentios. Repetidamente e sob a inspiração do Espírito Santo ele apresentava-se como sendo “Paulo, chamado pela vontade de Deus, para ser apóstolo de Jesus Cristo” (1 Coríntios 1:1). É importante sublinhar que a obra de Deus foi continuada e reforçada porque ambos estes “servos de Jesus Cristo” (e muitos outros) se mostraram disponíveis quando Deus os chamou para a Sua obra. Tal como Isaías, muitos séculos antes, também eles ouviram a voz do Senhor dizendo: “A quem enviarei, e quem há de ir por nós?” e, da mesma forma, ambos responderam: “Eis-me aqui, envia-me a mim” (Isaías 6:8). E nós, ouvimos?

 

CONCLUSÃO

O Senhor transformou Paulo, de perseguidor dos cristãos num dos maiores promotores do evangelho. Matias, de discípulo silencioso foi transformado em alguém capaz de trabalhar, sob duras condições, sem nunca desistir, para glória do seu Senhor. Através deles, Deus mostra-nos como é importante estarmos disponíveis para preencher as “vagas” na Sua obra. Hoje é o nosso tempo. Que o Senhor permita que estejamos sempre disponíveis para dar continuidade à difícil mas gloriosa tarefa de ganhar almas para Cristo.

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