Estudo EBD. Tema: Renovando o amor Cristão. Para o dia 29.12.2013

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Renovando o amor Cristão

(Estudo Adaptado do livro a Isca de Satanás)

Neste tempo, muitos hão de se escandalizar, trair e odiar uns aos outros; levantar-se-ão muitos falsos profetas e enganarão a muitos. E, por se multiplicar a iniqüidade, o amor se esfriará de quase todos. Aquele, porém, que perseverar até o fim, esse será salvo (Mt 24:1a13).

Neste capítulo de Mateus, Jesus dá sinais do final dos tempos. Seus discípulos lhe perguntaram: "Qual será o sinal de tua vinda?".

Muitos concordam que estamos nos aproximando do tempo da vinda de Jesus. É inútil tentar saber o dia exato de sua volta. Apenas o Pai sabe. Mas Jesus diz que saberíamos o tempo, e é exatamente agora. Nunca antes vimos tantas profecias sendo cumpridas na Igreja, em Israel e na natureza. Dessa forma, podemos dizer, com segurança, que estamos vivendo o tempo a que Jesus se refere em Mateus 24.

O Grande sinal da vinda de Cristo – A frieza do amor

Note um dos sinais de sua volta: "Muitos serão escandalizados" não poucos, mas muitos. Primeiro, devemos perguntar: "Quem são estes muitos?” São os crentes ou a sociedade em geral? Encontramos a resposta conforme continuamos a leitura: "E, por se multiplicar a iniqüidade, o amor se esfriará de quase todos". A palavra grega para amor neste versículo é ágape. Há várias palavras gregas para amor no Novo Testamento, mas as duas mais comuns são ágape e phileo.

Phileo define o amor que existe entre amigos. É um amor afetuoso que é condicional. Phileo diz: "Você coça minhas costas e eu as suas" ou: "Você me trata bem e eu a você".

Por outro lado, ágape é o amor que Deus derrama no coração de seus filhos. É o amor que Jesus nos dá livremente. Ele é incondicional. Não é baseado em desempenho e não é dado em troca de algo. É um amor dadivoso, mesmo quando rejeitado.

Sem Deus só podemos amar com amor egoísta – o que não pode ser dado se não for recebido ou retribuído. O amor ágape, porém, independe de resposta. Esse ágape é o amor que Jesus derramou quando perdoou na cruz. Dessa forma, os "muitos" a quem Jesus se refere são os crentes cujo ágape esfriou.

Houve um tempo em que eu fazia de tudo para demonstrar amor por uma certa pessoa. Mas me parecia que, a cada vez que tentava demonstrar, ela retribuía com críticas e aspereza. Por meses essa situação se prolongou. Um dia fiquei saturado.

Reclamei com Deus: "Já basta. Agora o Senhor precisa conversar comigo sobre isso. Toda vez que demonstro seu amor por esta pessoa ela me devolve ódio!" O Senhor começou a falar comigo. “Você precisa desenvolver a fé no amor de Deus!" "Que o Senhor quer dizer?" – perguntei. "O que semeia para a sua própria carne da carne colherá corrupção". Ele explicou: "Mas o que semeia para o Espírito do Espírito colherá vida eterna. E não nos cansemos de fazer o bem, porque a seu tempo ceifaremos, se não desfalecermos" (veja Gl 6:8, 9).

Você precisa perceber que quando semeia o amor de Deus colherá o amor de Deus. Você tem de desenvolver a fé nesta lei espiritual – mesmo que não colha do solo onde semeou.

Porque, se amardes os que vos amam, que recompensas tendes? Não fazem os publicanos também o mesmo? E, se saudardes somente os vossos irmãos, que fazeis de mais? Não fazem os gentios também o mesmo?"’ (Mt 5:44-47)

Muros de proteção?

O irmão ofendido resiste mais que uma fortaleza; suas contendas são ferrolhos de um castelo (Pv 18:19).

Um irmão ou irmã ofendidos(as) resistem mais que uma fortaleza. As cidades fortificadas possuíam muros ao seu redor. Esses muros eram a segurança de que a cidade estaria protegida. Eles mantinham algumas pessoas e invasores fora. Todos os que entravam eram revistados. Aqueles que deviam impostos não podiam entrar até que pagassem o que deviam. Os que eram considerados uma ameaça à segurança ou saúde da cidade eram mantidos fora.

Construímos muros, quando somos feridos, para salvaguardar nosso coração e prevenir futuras feridas. Tornamo-nos seletivos, barrando a entrada de todos os que nos feriram. Selecionamos todos os que nos devem algo. Negamos-lhes o acesso até que nos paguem tudo o que devem. Abrimos nossa vida só àqueles que acreditamos estarem do nosso lado. Mas, freqüentemente, essas pessoas que estão "do nosso lado" estão ofendidas também. Dessa forma, em vez de ajudar, colocamos pedras adicionais em nossos muros. Sem sabermos exatamente como aconteceu, esses muros se tornam prisões. A essa altura, não apenas tomamos precaução em relação àqueles que entram, mas também, aterrorizados, não nos aventuramos a sair da fortaleza.

O crente ofendido se concentra no seu próprio interior e se torna introspectivo. Guardamos nossos direitos e relacionamentos pessoais cuidadosamente. Nossa energia é consumida enquanto cuidamos de que nenhuma outra ferida futura ocorra. Se não nos arriscamos ser machucados, não podemos também dar amor incondicional. O amor incondicional dá aos outros o direito de nos machucar.

O amor não procura seu próprio interesse, mas as pessoas machucadas se tornam mais e mais introspectivas e retraídas. Nesse ambiente, o amor de Deus se torna frio. Um exemplo natural é os dois mares na Terra Santa. O mar da Galiléia, liberalmente dá e recebe água. Ele tem abundância de vida, alimentando diferentes espécies de peixes e plantas. A água do mar da Galiléia é levada pelas de um Rio Jordão até o Mar Morto. O Mar Morto apenas recebe água e não a doa. Não há vida vegetal ou animal nele. As águas vivas do mar da Galiléia se tornam mortas quando misturadas às do Mar Morto.

A vida não consegue ser sustentada se for retida: ela deve ser dada livremente. Dessa forma o crente ofendido, escandalizado é aquele que recebe vida e por causa do medo, não consegue liberá-la. Conseqüentemente, sua vida fica estagnada entre muros ou prisões da ofensa. O Novo Testamento descreve esses muros como fortalezas: Porque as armas da nossa milícia não são carnais, e sim poderosas em Deus, para destruir fortalezas, anulando nós sofismas e toda altivez que se levante contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo pensamento à obediência de Cristo (2 Co 10:4,5).

Quando filtramos tudo através de feridas passadas, rejeições e experiências ruins, achamos muito difícil acreditar em Deus. Não consegue, acreditar que Ele realmente tenha a intenção de fazer o que disse. Duvidamos de sua bondade e fidelidade, uma vez que o julgamos pelos padrões dos homens em nossa vida. Mas Deus não é um homem! Ele não mente (Nm 23:19). Seus caminhos não são os nossos caminhos, e s pensamentos não são nossos pensamentos (Is 55:8, 9).

Pessoas ofendidas serão capazes de achar trechos bíblicos que apóiem sua posição, mas sem usarem corretamente a Palavra de Deus. O conhecimento da Palavra sem amor é uma força destrutiva porque nos incha de orgulho e legalismo (1 Co 8:193). Isso faz com que nos justifiquemos em vez de nos arrependermos, porque não somos capazes de perdoar. Cria-se, dessa forma, uma atmosfera na qual podemos ser enganados, porque o conhecimento de Deus sem o amor dele, leva ao engano.

Jesus nos alerta sobre os falsos profetas imediatamente após a declaração de que muitos serão escandalizados: "Levantar-se-ão muitos falsos profetas e enganarão a muitos" (Mt 24:10). Quem serão os muitos enganados? Resposta: os escandalizados, ofendidos, que esfriaram seu amor (Mt 24:12).

Perguntas:

· Quais as consequências de magoas e feridas não curadas para a igreja?

· Quais os sinais da frieza do amor no mundo de hoje?

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