ESTUDO EBD. TEMA: A RESSURREIÇÃO DO CORPO. DATA: 17.11.2013

A RESSURREIÇÃO DO CORPO

Creio “na ressurreição do corpo."

COPIA DO ARQUIVO: A RESSUREIÇÃO DO CORPO

I Coríntios 15.50-58

A doutrina cristã da ressurreição do corpo é, com certeza, uma das mais belas e consoladoras. A esperança da ressurreição produz alento e torna ple­na de sentido a existência humana. A crença nessa doutrina faz uma grande diferença na vida do crente. Ela ensina a valorização do corpo, o qual não é descartável, e produz uma saudável expectativa quanto à vida futura.

0 conceito de que o corpo é mau e inferior ao espírito, é rechaçado atra­vés desta importante afirmação de fé: “Creio na ressurreição do corpo”.

Já nos dias do Novo Testamento havia um grupo – os saduceus – que não acreditava na ressurreição (Mt 22.23). Hoje também há muitos que não aceitam esta doutrina. Por exem­plo, os materialistas acreditam que com a morte tudo acaba, não haven­do nenhuma possibilidade de ressur­reição. Também os adeptos da reencarnação – doutrina espírita – não aceitam o ensino bíblico da ressurrei­ção.

A abordagem do tema neste estu­do tem por objetivo: a) o fortalecimen­to da convicção quanto à fundamenta­ção bíblica da doutrina; b) a valoriza­ção do corpo; c) a compreensão da integralidade que caracteriza a vida ressurreta.

1. A RESSURREIÇÃO DO CORPO TEM POR BASE A RESSURREIÇÃO DE CRISTO

Em Corinto havia pessoas que es- tavam negando a ressurreição. Influ­enciadas pelo pensamento grego que considerava a matéria e o corpo como inferiores e maus, tais pessoas estavam desmerecendo a ressurreição. A partir daí, Paulo argumenta com base na ressurreição de Cristo – fato histó­rico irrefutável (15.1-11) – a garantia da nossa ressurreição. Aquelas pesso­as não tinham como negar a ressurrei­ção de Cristo. Então, Paulo, ironica­mente, argumenta dizendo que se não há ressurreição de mortos, então Cris­to não ressuscitou e, se Cristo não res­suscitou, a fé não tem nenhum senti­do (I Co 15.12-19). Mas, logo em se­guida, 0 apóstolo retoma o tom solene de sua pregação e declara: “Mas, de fato, Cristo ressuscitou dentre os mortos, sendo ele as primícias dos que dormem” (15.20). Sobre esta afir­mação, 0 teólogo Leon Morris declara: “As primícias compreendiam o primei­ro feixe da colheita, que era trazido ao templo e oferecido ao Senhor (Lv 23.10,11). Num sentido, ele consagra­va toda a colheita. Além disso, primícias implica na existência de fru­tos posteriores. Ambas as idéias vão ao ponto aqui. Cristo não foi o primei­ro a ressuscitar dos mortos. Na verda­de, Ele próprio ressuscitara a alguns. Mas eles tinham que tornar a morrer. A ressurreição de Cristo foi para uma vida que não conhece a morte, e, nes­te sentido, Ele foi o primeiro, o precur­sor de todos os que haveriam de estar nele” (/ Coríntios – Introdução e Co­mentário, Mundo Cristão/Vida Nova).

A ressurreição de Cristo é, portan­to, a base e a garantia da nossa res­surreição. Isso porque a ressurreição de Cristo representa a vitória definitiva da vida sobre a morte (I Co 15.21-26,

54-57). Em virtude disso, a nossa res­surreição está garantida. Uma vez res­suscitados, jamais morreremos. E o Cristo ressurreto nos assegura: “De fato, a vontade de meu Pai é que todo homem que vir o Filho e nele crer te­nha a vida eterna; e eu o ressuscita­rei no último dia” (Jo 5.40).

2. A RESSURREIÇÃO DO CORPO CONFIRMA O VALOR QUE O MESMO POSSUI

A influência da filosofia grega foi muito forte no sentido de menospre­zar O corpo e exaltar o espírito. Porém, a declaração de fé apostólica sobre a ressurreição do corpo, corrige o equí­voco do pensamento grego e resgata 0 valor e a dignidade do corpo criado por Deus, cujo valor é tão elevado quanto o da alma. 0 corpo não é descartável.

Na perspectiva da ressurreição, a morte do corpo é comparada ao pro­cesso da semente que é lançada na ter­ra e, temporariamente parece estar morta, mas depois brota cheia de vida (I Co 15.36,37).

Através da ressurreição comprova- se, portanto, o valor e a sublimidade do corpo. Sendo assim, devemos dis­pensar ao corpo um tratamento hon­roso. Um dos equívocos da tradição protestante é a excessiva repressão a tudo quanto diz respeito ao corpo. Mas o corpo é tão sublime e espiritual quanto a alma. É por isso que Paulo orien­ta: “Glorificai a Deus no vosso cor­po” (I Co 6.20).

Todas as humilhações que o corpo sofre hoje (incluindo a própria morte), serão revertidas pela ressurreição: “Se­meia-se O corpo na corrupção, res­suscita na incorrupção. Semeia-se em desonra, ressuscita em glória. Semeia-se em fraqueza, ressuscita em poder. Semeia-se corpo natural, ressuscita corpo espiritual” (I Co 18.42-44).

3. A RESSURREIÇÃO DO CORPO ELEVA-NOS A UMA CONDIÇÃO SUPERIOR

Em Filipenses 3.21, Paulo afirma que 0 Senhor “transformará o nosso corpo de humilhação, para ser igual ao corpo da sua glória”.

Em I Coríntios 15, o apóstolo apre­senta 0 mesmo ensino, ao afirmar que os mortos ressuscitarão incorruptíveis e seus corpos serão revestidos de imortalidade (15.50-58). Segundo no­tas da Bíblia Sagrada Edição Pastoral, “não se pode imaginar a ressurreição como simples reviver, ou simples vol­ta às condições da vida terrestre. 0 ser humano passará para uma condição inteiramente nova: este corpo ‘animal’, mortal, que nos foi transmitido pelos nossos pais, torna-se ‘espiritual’, isto é, recebe vida nova do Espírito que Cristo nos dá”. 0 apóstolo João refe­re-se a esse privilégio indescritível, di­zendo que quando o Senhor se mani­festar “seremos semelhantes a ele, porque haveremos de vê-lo como ele é” (I Jo 3.2).

Na eternidade teremos, portanto, um corpo perfeito, glorificado e imor­tal. Um corpo, em todos os aspectos, superior a esse corpo terreno sujeito à corrupção. Em seu livro Reencarnação ou Ressurreição? (Vida Nova), John Snyder escreve: “Assim como a flor é mais do que a sua semente, e a borbo­leta mais do que sua larva, assim a pessoa ressurreta é mais substancial e gloriosa do que quando estava em seu estado anterior”. 0 ser humano é integral: corpo (matéria) e alma (espí­rito). Na eternidade esta integralidade será preservada graças à ressurreição e transformação do corpo.

DISCUSSÃO

1. Que diferença faz para nós, hoje, a crença na doutrina da ressurreição?

2. Frente às diversas doutrinas cor­rentes, de que argumentos bíblicos dis­pomos para sustentar a doutrina da ressurreição?

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