Estudo EBD. Tema: A REMISSÃO DE PECADOS. (Para o dia 10.11.2013)

A REMISSÃO DOS PECADOS

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Creio "na remissão dos pecados. ” Hebreus 10.2-18

Para se compreender melhor a expres­são “creio na remissão dos pecados”, con­tida no Credo Apostólico, é necessário que, antes de mais nada, seja feita uma definição dos termos “pecado” e "remis­são”. 0 que se percebe, muitas vezes, é que a recitação do Credo é feita sem a devida reflexão e compreensão das ver­dades declaradas. Daí, a importância da definição dos termos.

“Pecado”, segundo o Catecismo maior, da Igreja Presbiteriana, é “qualquer falta de conformidade com a lei de Deus, ou a transgressão de qualquer lei por Ele dada como regra à criatura racional”. As­sim, com o pecado de Adão e Eva, todos os seres humanos foram atingidos e são propensos ao mal, tornando-se indispos­tos, incapazes e sempre opostos ao bem. “Além de herdarmos a culpa do pecado de Adão, herdamos também a corrupção moral. Por isto, temos uma inerente dis­posição para o pecado.”

“Remir” significa readquirir median­te compra, resgatar uma dívida, libertar de um ônus pagando a sua importância. Assim, remissão significa libertação.

Afirmar que se crê na remissão dos pecados significa, portanto, declarar-se culpado diante de Deus e reconhecer a ne­cessidade do livramento.

Sobre esta grande e maravilhosa ver­dade bíblica, ensinada no Credo Apostólico, podem-se destacar algumas lições práticas.

CRER NA REMISSÃO DOS PECADOS SIGNIFICA RECONHECER A PRÓPRIA PECAMINOSIDADE

São vários os textos bíblicos que ensi­nam a respeito da pecaminosidade do ser humano. Entre eles destacam-se; “Eu nas­ci em iniqüidade e em pecado me conce­beu minha mãe “ (SI 51.5 ). “ Como está escrito: não há justo; não há um sequer” (Rm 3.10) “ Portanto, assim como por meio de um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os ho­mens, porque todos pecaram” (Rm 5.12).

Por maiores que sejam as qualidades observadas na vida do ser humano, não há como negar a presença do pecado. Virtu­des como honestidade, integridade, verda­de, caridade etc., não isentam as pessoas do pecado. Não resta dúvida de que há aqueles cuja vida moral deixa transparecer muito mais a sua pecaminosidade, enquan­to outros se preocupam e cuidam mais des­sa área. Porém, o fato é que todos são pe­cadores (Rm 3.23).

Em seus estudos sobre as Doutrinas Básicas da Fé Cristã, o Rev. Américo J. Ribeiro afirma: “0 pecado está presente no ser humano desde a concepção. É signifi­cativo 0 fato de que, não obstante todas as suas altas qualidades, os homens que mais se aproximam de Deus são também os que mais vivamente sentem seu estado de pe­cado, como por exemplo, Paulo; ‘Eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não ha­bita bem algum: pois o querer o bem está em mim; não porém o efetuá-lo. Porque não faço o bem que prefiro, mas o mal que não quero, esse faço’ (Rm 7.18,19).

Embora alguns grupos preguem que é possível atingir um alto nível de espiritualidade, ao ponto de se viver sem pecado neste mundo, sabe-se, pela Pala­vra de Deus, que isto é impossível.

0 cristão, embora salvo, continua sen­do um pecador. Entretanto, ele está livre da condenação que o pecado traz. Como pecador salvo, ele tem conhecimento do pe­cado e manifesta tristeza quando o come­te, sendo levado à confissão e ao pedido de perdão (I Jo 1.5-10).

Reconhecer a própria pecaminosidade é 0 primeiro passo para se obter a remissão dos pecados. Aquele que diz não ter pecado coloca Deus como mentiroso, e a Palavra não está nele (I Jo 1.10). Tal reconhecimen­to é sinal de humilhação e quebrantamento diante de Deus. É uma demonstração de to­tal dependência do Criador e Senhor.

CRER NA REMISSÃO DOS PECADOS E COMPREENDER O GRANDE AMOR DE DEUS

De forma categórica e clara, a Bíblia en­sina que 0 homem não pode salvar-se a si mesmo. É impossível que ele consiga, por méritos próprios, a remissão de seus pe­cados. Não são poucos aqueles que lutam desesperadamente, com suas próprias for­ças, na tentativa de conseguirem libertar- se de seus pecados. A prática de boas obras, penitências, disposição para o so­frimento, a crença na reencarnação etc., são algumas das várias demonstrações de con­fiança na auto-remissão. O apóstolo Paulo afirma: “Sabendo, contudo, que o homem não é justificado por obras da lei e sim mediante a fé em Cristo Jesus, também temos crido em Cristo Jesus, para que fôssemos justificados pela fé em Cristo e não por obras da lei, pois por obras da lei ninguém será justificado” (Gl 2.16).

A remissão dos pecados é um ato ex­clusivo de Deus, na pessoa de Jesus. 0 grande amor de Deus pela humanidade fez com que ele enviasse o seu único Filho ao mundo, para que os que vierem a crer nele experimentem a remissão dos pecados (Jo 3.16). Todo ato salvífico de Deus é resulta­do de seu amor pela humanidade.

Jesus é o nosso substituto perante a justiça de Deus. Ele padeceu, morreu cru­cificado e ressuscitou por nós. Foi por amor que tudo isso aconteceu. Em Romanos 5.8 encontra-se esta expressão do amor de Deus: “Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda peca­dores”. As palavras do próprio Jesus con­firmam 0 seu indizível amor: “Ninguém tem maior amor do que esse: de dar al­guém a própria vida em favor dos seus servirmos neste mundo onde ele nos colo­ca como igreja. 0 trabalho ou serviço que se presta a Deus não é vão (I Co 15.58). As obras do cristão, que são uma conseqüência de sua fé, permanecem, têm caráter eterno: “ Bem-aventurados os mor­tos que, desde agora, morrem no Senhor. Sim, diz 0 Espírito, para que descansem de suas fadigas, pois as suas obras os acompanham” (Ap 14.13).

A prática cristã é resultado da remis­são dos pecados. Portanto, o povo de Deus que sabe e afirma esta verdade, precisa de­monstrar no cotidiano que, de fato, a sua vida foi resgatada por Cristo. Os resulta­dos são evidenciados aqui e agora, pois Jesus veio nos preparar para esta vida e, consequentemente, para a eternidade. 0 fruto do Espírito, descrito em Gálatas ‘5.22,23, é produto da remissão dos peca­dos, efetuada pelo sangue de Jesus. Por­tanto, 0 grande desafio da igreja, a partir deste estudo, é denunciar o pecado, cum­prindo a sua missão profética, sustentar os padrões da ética cristã e proclamar a dou­trina da Redenção.

DISCUSSÃO

Crer na remissão dos pecados é o mesmo que ter certeza da salvação? Por quê?

0 sacrifício de Cristo foi, também, para remir pecados sociais? Explique.

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