BREVE CURSO DE METODOS DE ESTUDO. APOSTILA PARA O CURSO DE HOJE MINISTRADO NA IGREJA DO BETEL BRASILEIRO GEISEL , AS 19.30HS

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ÍNDICE

I. INTRODUÇÃO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3

1. Por que estudar a Bíblia?

2. Métodos de estudo bíblico.

II. MATERIAIS DE ESTUDO BÍBLICO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5 1. Alguns tipos de Bíblia.

2. Materiais essenciais para estudo.

3. Materiais complementares.

Exercícios.

III. MÉTODO DE ESTUDO TEMÁTICO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 8 1. Estudo de personagens ou biográfico. Exercício 1.

2. Estudo de lugares ou geográfico. Exercício 2.

3. Estudo de palavras ou tópico.

Exercício 3.

IV. MÉTODO DE ESTUDO EXPOSITIVO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 24 Método de estudo expositivo ou analítico.

Exercício.

V. MÉTODO DE ESTUDO DAS DIFICULDADES BÍBLICAS . . . . . . . . . . . . . . . . 29

I. INTRODUÇÃO

1. Por que estudar a Bíblia?

O estudo da Bíblia, por excelência, torna o cristão mais capacitado a utilizá-la com eficácia. Partindo de vários exemplos bíblicos, vemos que muitos personagens não só liam como meditavam na Lei do Senhor, dia e noite. Jesus utilizou-se dela contra as investidas de Satanás durante o seu retiro no deserto (Mt 4), demonstrando profundo conhecimento sobre a Palavra e suas implicações. Lucas, em At 17, refere-se aos moradores de Beréia como mais nobres que os de Tessalônica, porque examinavam avidamente as Escrituras para saberem se as coisas eram, de fato, como Paulo as falava.

O estudo pessoal da Bíblia traz benefícios próprios. Ao estudar, você é, com toda a certeza, o mais beneficiado, pois fortalece o coração e o entendimento, ganhando assim forças para lutar contra as artimanhas do diabo. Não devemos apenas ter a Espada do Espírito (Ef 6), mas aprender a manejá-la bem (2 Tm 2:15); pode ajudar com mais sabedoria aos irmãos que necessitam de esclarecimento; protege-se contra as heresias e erros teológicos. Quando o apóstolo Paulo escreve para Timóteo, ele pede que lhe traga livros e pergaminhos para que estudasse as Escrituras. Apesar de alguns dizerem que estudar a Bíblia é pecado, pois precisamos depender do Espírito, não estudar a Bíblia é que é pecado.

O estudo pessoa da Bíblia também trás muitos benefícios comunitários. Você, quando se aprofunda na Palavra de Deus, passa a ter um conhecimento precioso para esclarecer aos que precisam de ajuda bíblica; tem condições de defender a Igreja das heresias e pode ser que, além disso tudo, seja usado por Deus para ensinar o que tem aprendido aos outros.

Este conhecimento, entretanto, é conseguido com esforço e dedicação, tempo para ler e escrever. As recompensas são muitas como vimos. Então não esmoreça e não estudo a Palavra somente durante o curso, mas crie na sua vida o hábito de “garimpar” a Palavra de Deus.

2. Métodos de estudo bíblico.

Existem vários métodos e formas de se estudar a Bíblia. Neste curso apresentaremos três deles que são dos mais importantes:

a. Método de estudo temático, que busca compreender a Palavra por meio da análise de personagens, palavras, locais, simbologias, etc. Dividiremos esta parte em estudo de personagens ou como alguns chamam de “estudo biográfico” (Jô, Débora, Moisés, etc.); estudo de lugares ou “estudo geográfico”

(Monte Sinai, Babilônia, Samaria, etc.); e o estudo de palavras ou “estudo tópico”, que pode envolver um grande número de palavras como “cruz”, “igreja”, “paz”, “esperança”, etc.

b. Método de estudo expositivo ou “estudo analítico”, que é mais complexo, profundo e, por isso mesmo, mais completo. No método expositivo, pesquisamos questões como “tipo literário”, “contexto”, “autoria”, “destinatários”,

“pano-de-fundo”, etc.

A escolha do método utilizado pelo estudante depende do seu objetivo. Muitas vezes, um bom estudo torna-se um bom sermão, mas vale lembrar que este curso apresenta apenas uma ferramenta. Estamos dando a “vara para pescar” com o objetivo de que o estudante possa dar seus próprios passos no seu aprofundamento nas Escrituras.

Isto, claro, depende de dois fatores essências:

Aquele que deseja estudar e se aprofundar nas Escrituras precisa ter um investimento de tempo. Não se cava um poço de uma hora para outra, e nem se perfura um poço de petróleo sem uma grande disponibilidade de tempo. O sacrifício do tempo é essencial para o bom estudante.

É preciso também ser insistente e perseverante. Em alguns momentos parecerá que as coisas não estão caminhando. Alguns textos são difíceis e é preciso “quebrar a cabeça” para compreendê-los. Não devemos desanimar perante as dificuldades encontradas. Lembre-se: a promessa para quem cava a mina é encontrar ouro. Seja perseverante como quem busca o seu tesouro.

E, por fim, faz-se necessário um investimento financeiro. Um bom estudo depende de bons livros à disposição, e estes custam algum dinheiro. Bons dicionários, comentários, manuais e outros materiais são ferramentas essenciais e indispensáveis para o estudante. Abrir mão de algo para adquirir um livro deve ser algo presente na vida daquele que deseja aprofundamento bíblico.

II. MATERIAIS DE ESTUDO BÍBLICO

Alguns materiais são essenciais para o estudo bíblico, outros são opci-

onais.

1. Alguns tipos de Bíblia.

Algumas Bíblias possuem ferramentas especiais para o estudo. Conheça algumas:

a. Bíblia Vida Nova: possui pequenos comentários de rodapé e versículos em cadeia temática;

b. Bíblia Shedd: Possui os mesmo comentários de rodapé da Bíblia Vida

Nova e uma pequena chave bíblica no final;

c. Bíblia Apologética: Apresenta os textos mais comuns usados pelas seitas para defenderem suas heresias com o respectivo esclarecimento;

d. Bíblia Thompson: Considerada uma das mais completas, possui: versículos em cadeia temática; estudo esboçado dos livros; estudo de diversos personagens; harmonia bíblica; suplemento arqueológico; concordância bíblica e mapas;

e. Bíblia de estudo pentecostal: Possui muitos recursos, como a Thompson, com comentários baseados na doutrina pentecostal.

Precisamos lembrar que um estudo começa pela definição do tipo de linguagem que você utilizará. Leve em conta a clareza da linguagem e a utilização dela pelas pessoas a quem o estudo de dirige. A Nova Tradução na Linguagem de Hoje é melhor do que a Linguagem de Hoje. A Revista e Atualizada é melhor que a Revista e Corrigida ou Revista e Fiel. Isto é de extrema importância, principalmente no que diz respeito às palavras que vocês estudará (amor ou caridade?) e quem acompanhará seu estudo.

Lembre-se também que algumas Bíblias possuem tendências doutrinárias em seus comentários. Isto ocorre, por exemplo, com a Thompson (que espiritualiza alguns assuntos) e a Pentecostal (que possui comentários baseados na doutrina pentecostal).

Estabeleça, então, qual será a Bíblia que você utilizará em seu estudo.

2. Materiais essenciais para o estudo.

a. Chave Bíblica ou Concordância: Possui uma lista de todos os versículos divididos pelas palavras e em ordem alfabética. Existem concordâncias em grego, hebraico e português. Também existem concordâncias sobre o Novo e o Velho Testamentos separados e de toda a Bíblia. As mais completas concordâncias são as chamadas “exaustivas”. Quando for utilizar uma concordância bíblica é importante saber sobre versão ela utiliza (LH, RA, RC, NTLH, NVI), pois algumas palavras são diferentes de acordo com as traduções. Um exemplo é 1 Co 13, que na RA é “amor” e na RC é “caridade”. O ideal é ter disponível uma bíblia na linguagem da concordância.

b. Dicionário: O dicionário traz as explicações sobre lugares, pessoas, palavras e outras questões bíblicas. Dê preferências aos dicionários em que os verbetes são mais explicados. Neste caso, o tamanho do dicionário é importante.

c. Manual bíblico: É semelhante ao dicionário, trazendo alguns outros recursos que não apenas as explicações das palavras. Alguns trazem questões de autoria bíblica, arqueologia, esboços de livros, história, etc. Um dos mais utilizados é o “Manual Bíblico Harley” da editora Vida Nova.

d. Comentário bíblico: Os comentários são recursos importantes na elaboração de um estudo bíblico. Eles analisam o texto procurando esclarecer seu significado para o leito. Alguns são simples e outros se aprofundam nos textos gregos e hebraicos.

3. Materiais complementares.

a. Estudo de personagens: Estes livros trazem biografias de personagens bíblicos. Podem fazer análises puramente históricas ou acrescentar comentários devocionais.

b. Geografia bíblica: Todos os eventos históricos contidos nas Escrituras ocorrem em determinados espaços físicos – desertos, mar, casa, templo, monte, etc. O conhecimento destes locais não só enriquece o estudo como pode levar à uma compreensão maior do que relata a

Bíblia.

c. Manual de costumes bíblicos: A Bíblia foi escrita dentro de uma cultura específica. Compreender esta cultura enriquece e esclarece o estudo. Muitos eventos encontrados nas Escrituras fazem referências a hábitos, costumes e práticas presentes nos povos relatados.

d. Manual de história bíblica: Alguns livros contam as narrativas bíblicas de forma histórica e cronológica. Apresentam a história de reis, profe-

tas e até do desenvolvimento da igreja cristã a partir de Atos. Uma contextualização histórica também é importante no estudo bíblico.

e. Manual de doutrina: Explicam as doutrinas com a citação de versículos. Dúvidas são retiradas com a consulta e pesquisa das doutrinas cristãs. Erros podem ser evitados se estudarmos com atenção a teologia.

f. Estudo de palavras: Se você desejar aprofundar mais seu estudo, uma consulta ao original grego ou hebraico pode ser feita mediante um estudo da palavra. Saber seu significado ou tempo verbal torna mais claro o estudo. Existem livros especializados em explicar o significado das palavras, como os dicionários de grego e hebraico e os léxicos.

g. Bíblia digitais: Para quem tem acesso a computadores, este recurso prático e eficiente. Normalmente, você tem em uma Bíblia digital o recurso de busca de palavras, o que a torna uma chave bíblica. Uma das Bíblia digitais mais poderosas em português é a “Bíblia On-Line” da Sociedade Bíblica do Brasil, que possui várias versões portuguesas, a Vulgata, Septuaginta, Velho Testamento em hebraico e o Novo Testamento em grego. Possui léxico, mapas, dicionário e muito mais.

Se você ainda não possui livros à sua disposição, será interessante que

inicie a criação de uma biblioteca básica com alguns materiais citados acima.

Exercícios:

1. Quais razões você poderia apontar para o estudo da Bíblia?

2. O que devemos levar em conta quando vamos escolher uma linguagem da Bíblia para estudar?

3. Qual o objetivo da consulta de materiais no estudo bíblico?

III. MÉTODO DE ESTUDO TEMÁTICO

1. Estudo de personagens ou biográfico.

Esta espécie de estudo bíblico tem importância pelo fato de sondar a história e o caráter de personagens. Ele pode ser básico ou avançado.

Vamos iniciar com o estudo básico:

Passo 1. Escolha o personagem bíblico que você irá estudar e estabeleça os limites de seu estudo. Se for um personagem que apareça em muitos textos, será interessante você limitar o estudo a determinado período de tempo, livro ou assunto. Se for estudar sobre Davi, por exemplo: Davi antes do adultério; Davi antes de tornar-se rei, etc. Entretanto, pode ser sobre toda a vida do personagem. Tendo escolhido o personagem e estabelecido o os limites de seu estudo, procure numa concordância bíblica os quais textos nos quais ele aparece e anote em uma folha separada fazendo também alguma observação. Como exemplo, usaremos a figura de Raabe.

Raabe – Referências

Josué 2:1 – Ela era uma prostituta residente em Jericó;

Josué 2:3 Josué 2:4 – O rei de Jericó manda tomar informações sobre os espias;Raabe esconde os espias e mente ao rei;

Josué 2:5 – Ela, de propósito, desvia dali os homens da cidade;

Josué 2:6 – Raabe esconde os espias sob as canas de linho;

Josué 2:8, 9 – Raabe reconhece que o Senhor tomará posse de Jericó;

Josué 2:10 – Raabe relata os rumores do êxodo e da vitória sobre os amorreus;

Josué 2:11 – Ela relata o medo do povo e o fato de que o Senhor é Deus de todos e de tudo;

Josué 2:12, 13 Josué 2:14 Os espias fazem a promessa a Raabe;– Raabe roga segurança para si e para a sua família;

Josué 2:15 – Raabe lhes providencia um meio de fuga;

Josué 2:16 – Raabe lhes dá um plano de segurança;

Josué 2:17-20 – Os espias planejam a segurança de Raabe;

Josué 2:21 – O sinal do compromisso de Raabe;

Josué 6:22, 23 – O salvamento de Raabe e de sua família;

Mateus 1:5 Hebreus 11:31 – Raabe tem lugar na Raabe é citada como uma heroína da fé;genealogia de Jesus Cristo;

Tiago 2:25 – Ela foi justificada por sua ação de fazer partir em paz os espias.

Passo 2. Tome uma folha de papel e anote OBSERVAÇÕES no alto. Use esta folha durante o estudo todo. Nesta folha você anotará:

a. Observações: Anote tudo e qualquer pormenor que notar sobre essa pessoa. Quem era? Onde morava? Quando viveu? Por que fez o que fez? Como o levou a efeito? Anote todos os detalhes que você perceber sobre ela e seu caráter.

b. Dificuldades: Escreva o que você não entendeu ou não ficou claro acerca dessa pessoa e de acontecimentos em sua vida.

c. Aplicações possível: Anote várias destas aplicações durante o transcurso do seu estudo. Na conclusão você voltará a estas aplicações possíveis. Deus pode falar muito com você neste momento.

OBSERVAÇÕES

Raabe era uma prostituta que morava em Jericó.

Por temor, escondeu os espias e mentiu para o rei de Jericó. Sua atitude demonstra que ela tinha conhecimento do que Deus tinha feito com Israel. Era esperta e decidida.

Não entendi o que são as “canas de linho” descritas no texto. Não compreendi, também, como a mentira de Raabe é cham ada de fé em Hebreus.

Aplicações possíveis:

A fé de Raabe foi baseada em rumores. No que está baseada a minha fé?

Raabe aproveitou a oportunidade de salvação ao proteger os espias. Como estou aprove itando as oportunidades que o Senhor me tem dado?

Passo 3. Com divisão em parágrafos, escreva um breve esboço da vida do personagem que você está estudando. Inclua os acontecimentos, fatos importantes, atitudes dignas de nota e outras características que são essências e que descrevem bem a pessoa. Procure escrever, o quanto for possível, em ordem cronológica. Acrescente, também, algumas conclusões, principalmente se houver ocorrências de personagens do Velho Testamento no Novo Testamento, como acontece com: Jonas, Abraão, Isaías, Moisés e outros heróis da fé. Se eles estão sendo citados no Novo Testamento, deve haver algum motivo importante. Não esqueça, então, de acrescentar a este esboço.

Raabe – Esboço da sua vida

Raabe era uma prostituta da cidade de Jericó, situada além do Rio Jordão na terra de Canaã. Ela e outros membros da sua comunidade tinham ouvido como Deus tinha permitido que os israelitas atravessassem o Mar Vermelho em terra seca, e também como tinham derrotado os dois reis amorreus.

Quando os espias chegaram à sua porta, ela os acolheu em paz e os escondeu do rei de Jericó, que buscava suas vidas. Ela mentiu ao rei dizendo que não estavam ali, e mandou os homens da cidade com falsa pista atrás deles.

Raabe solicitou segurança aos espias, para si e para a sua família, dando-lhes testemunho de que cria que o Deus de Israel era o Deus do céu e da terra, baseada no que tinha o uvido dos Seus atos.

Os espias lhe prometeram salvamento se ela não revelasse o paradeiro deles, e que teria a sua família em casa quando tomassem Jericó. A prova do compromisso mútuo era um cordão vermelho pendente em sua janela.

A vida de Raabe foi poupada na queda de Jericó e mais tarde a vemos como trisavô do

rei Davi e, assim, na linhagem de Jesus.

O Novo Testamento registra ainda a sua fé e justificação por seu ato de acolhida aos espias.

Passo 4. Registre as virtudes e as fraquezas da pessoa. Por que Deus

a considerou grande? Quando ela falhou?

Raabe – Virtudes e fraquezas

Virtudes: Baseada em bem pequeno conhecimento (rumores), Raabe apostou toda a sua vida e a vid a da sua família no que ouviu. Aplicou o que sabia. Deus considera grandeza isto – crer nEle e agir com o que você tem. O povo de Raabe recebera a mesma informação e, contudo, não creu.

Fraquezas: Raabe foi prostituta, mentirosa e traidora da pátria.

Passo 5. Escolha o versículo-chave para a vida do personagem. Tratase do versículo que, mais que qualquer outro, sintetiza a orientação da vida daquela pessoa. Exponha a realização ou contribuição que coroa aquela vida. Escolher esse versículo pode ser algo bem pessoal, isto é, varia de estudante para estudante. Concentre-se naquele que melhor fala do motivo deste personagem ser citado nas Escrituras.

Raabe – Versículo-chave

“Pela fé Raabe, a meretriz, não foi destruída com os desobedientes, porque acolheu com paz os espias” (Hebreus 11:31).

Sua fé foi exercida enquanto ela era meretriz, e Deus a considera grande naquele estágio da sua vida, não somente d epois de ser aceita na comunidade judaica. Com base no escasso conhecimento que tinha, ela agiu ocultando os espias e creu que Jeová era o verdade iro Deus.

Passo 6. Das aplicações possíveis registradas em suas observações,

escolha aquela que Deus quer que você ponha em ação.

Raabe – Aplicação

É fácil cair no hábito de ler a Bíblia para obter novas compreensões, e omitir os aspectos da aplicação que transformam a vida. Sou culpado disto.

Desde que o segredo de uma vida transformada está em aplicar a Palavra de Deus à minha vida, e não somente em aumentar o meu conhecimento, vou orar e me comprometo a aplicar a verdade da Escritura toda vez que eu A ler.

O estudo avançado:

Os seguintes passos podem ser acrescentados se e quando você achar que o ajudarão em seus estudos biográficos. São facultativos e só devem ser incluídos progressivamente, à medida que você ganha confiança e prática.

Passo 7. Trace o fundo histórico da pessoa. Use um dicionário bíblico para ampliar este passo quando for necessário. As seguintes perguntas ajudarão a estimular seu pensamento:

a. Quando viveu o personagem? Quais eram as condições políticas, sociais, religiosas e econômicas de sua época?

b. Onde a pessoa nasceu? Quem foram seus pais? Houve alguma coisa incomum em torno do seu nascimento e da sua infância?

c. Qual sua vocação? Era mestre, agricultor, ou tinha alguma outra ocupação? Isto influenciou sua vida de alguma maneira? Como?

d. Quem foi seu esposo ou esposa? Tiveram filhos? Como eram eles? Este cônjuge ou filhos ajudou ou atrapalharam a vida e o ministério da pessoa?

e. Como morreu? Houve alguma coisa extraordinária em sua vida?

Obviamente, nem todas as perguntas acima serão respondidas com todos os personagens, mas procure encontrar respostas para todas as perguntas acima.

Raabe – Fundo histórico

Jericó, a Cidade das Palmeiras, ficava na terra de Canaã. Ficava na rota das caravanas do deserto entre o Egito, ao sul, e a Babilônia, ao norte. Canaã consistia de pequenos reinos, cada um com cidad es fortificadas e um rei (ver Josué 9:1, 2). Jericó era fortificada por uma muralha dupla, e a casa de Raabe era sobre essa muralha.

Os cananeus eram descendentes de Cão (ver Gênesis 19:18-25), e seu culto consistia de idolatria, ritos celebrando a fertili dade e sacrifícios humanos a Baal.

Desde a hora em que os residentes em Jericó ouviram falar do Êxodo, viviam com medo. O coração dos homens da cidade “desmaiou” dentro deles.

De acordo com o relato bíblico, o linho tinha sido colhido recentemente, visto que estava no teto para secar, o que coloca o início da história no fim de março ou princípio de abril.

Mais tarde Raabe casou-se com Salmon e teve um filho, Boaz. Boaz casou-se com a gentia Rute, que dá nome ao conhecido livro do Velho Testamento. O filho deles, Obede, gerou a Jessé, que foi o pai do maior rei de Israel, Davi.

Exercício 1:

Seguindo todos os passos descritos no “método de estudo de personagens”, pesquise sobre a vida de alguém na Bíblia. Não esqueça de limitar sua pesquisa.

2. Estudo de lugares ou geográfico.

Alguns podem pensar que o estudo geográfico seja sem tanta importância. Ao contrário disso, saber o local em que as histórias bíblicas se passam e quais as características do lugar tem se mostrado bastante relevante para uma compreensão maior. A pergunta “Onde ocorreu determinado evento?“, pode levar a conclusões mais claras sobre o texto em si e, um aprofundamento com a pergunta “Como era este lugar?”, pode trazer uma incrível compreensão ao estudante.

Este estudo é mais simples, mas que necessita de mais pesquisa em

maior quantidade de materiais.

Passo 1. A primeira coisa a fazer é determinar o lugar bíblico que você irá estudar. Da mesma forma que o estudo biográfico abordado anteriormente, poderá ser limitado em um livro, em determinado período de tempo ou ocasião para facilitar, mas, por algumas vezes, talvez seja necessário o estudo mais completo.

Veja alguns exemplos de locais para estudar: O Egito na época da escravidão dos israelitas; Jerusalém na época do rei Davi e A cidade de Jericó no Novo Testamento.

Tendo escolhido o tema e delimitado o estudo, relacione todos os versículos e faça ao lado de cada um deles um breve comentário. Como exemplo nós estudaremos “O Monte das Oliveiras no Novo Testamento”. Preste atenção a referências quanto à localização e história. Como no estudo de personagens, utilize uma folha separada.

O Monte das Oliveiras – Referências

Mt 21:1 Mt 24:3 –– Daqui Jesus entra em Jerusalém montado em um jumento (Mc 11:1, Lc 29:29);Neste lugar, Jesus fala sobre os acontecimentos futuros e sua vinda (Mc 13:3);

Mt 26:30 – Jesus e seus discípulos vieram para cá após a última ceia (Mc 14:26);

Lc 9:37 – O povo recebe a Jesus com alegria ao entrar em Jerusalém;

Lc 21:37 – Para ali, Jesus se retirava após ensinar em Jerusalém;

Lc 22:39 – Era costume de Jesus se retirar a este lugar para a oração (v. 40);

Jo 8:1 – Enquanto os outros vão para casa, Jesus vai para lá;

At 1:12 – Foi deste monte que Jesus subiu aos céus após a ressurreição (v. 9).

Perceba que no caso do Novo Testamento há a presente de muitos textos parecidos nos evangelhos. Não é necessário citar todos, mas apenas aqueles que apresentam eventos diferentes. Faça a citação no final e entre parênteses.

Passo 2. Faça a análise geográfica e histórica. Neste passo você precisará de um dicionário bíblico para responder as seguintes questões (você pode criar outras se achar relevante):

a. Que tipo de lugar era?

b. Onde se localizava?

c. O que significa seu nome? ou Por que foi chamado assim?

d. Alguma outra característica ou fato importante (do passado ou futuro) está ligado a este lugar? Há alguma profecia que se cumpriu ou irá se cumprir nele?

O Monte das Oliveiras – Análise geográfica e histórica

a. Que tipo de lugar era?

O local é uma pequena elevação com quatro cumes. O mais alto atinge a altura de 830 m etros. É cerca de 90 metros mais alto que o monte do templo.

b. Onde se localizava?

Estava de frente para Jerusalém e para o cômodo do t emplo do outro lado do vale de Cedrom e do poço de Siloé, para o lado leste.

c. O que significa seu nome? Por que foi chamado assim?

Na época de Jesus este monte era densamente arborizado, rico em oliveiras (tal fato deu nome ao lugar). As oliveiras no tempo do imperador Tito foram retiradas. O monte tem quatro cimos: (1) O Galileu ou Viri Galilae (Homens da Galiléia), o tradicional lugar sobre o qual os anjos falaram “Varões galileus” (At 1:11); (2) o tradicional “Monte da Ascensão”;

(3) os “Profetas”, no me derivado duma singular gruta, chamada “os túmulos dos profetas”;

(4) “O Monte da Ofensa”, por ser ali que Salomão edificou um alto (1 Rs 11:7 e 2 Rs

23:13).

d. Alguma outra característica ou fato importante (do passado ou futuro) está ligado a este lugar? Há alguma profecia a se cumprir nele?

Existem referências no Velho Testamento sobre o Monte das Oliveiras em 2 Sm 15:30, Ne 8:15 , Ez 11:23, mas são superficiais. Pelo Monte das Oliveiras subiu Davi para fugir de Absalão (2 Sm 15:30 e 16: 1, 13). Em 1 R s 11:7 e 2 Rs 23:13, se referem à idolatria de Salomão, à ereção de lugares altos dedicados a Camos e Moloque, o que provavelmente fez que um dos cumes fosse cognominado de Monte das Ofensas. No futuro (profecia), Deus dividirá o Monte das Oliveiras em duas partes, ao vir pôr-se de pé sobre o mesmo (Zc 14:4).

Referências:

O Novo Dicionário da Bíblia. Editora Vida Nova, 2ª ed. pg. 1143 -1144. Dicionário Bíblico Universal. Editora Vida, 1992. pg. 311.

Como você pôde perceber, é importante anotar o nome dos livros que

você utilizou para a sua pesquisa.

Passo 3. É o resumo. Relacione agora, de forma textual, os fatos relacionados ao lugar em questão. Procure manter certa ordem cronológica. Faça uma explanação de todos os ventos, fatos e registros bíblicos sobre o local que você escolheu estudar. Veja o nosso exemplo do passo 3.

O Monte das Oliveiras – Resumo

O Monte das Oliveiras faz parte da história de Jesus, pois ele tinha o hábito de estar lá

constantemente para a oração quando estava na região de Jerusalém. Estando neste monte,

Jesus entrou triunfante em Jerusalém. Neste mesmo monte Ele pregou sobre o futuro, a destruição de Jeru salém e seu retorno. O Getsêmane ficava no Monte das Oliveiras, e foi ali que Jesus orou após a última ceia, chorou e foi entregue por Jesus. Deste monte Ele subiu aos céus. Existem profecias que indicam ser este monte o local de seu retorno.

Um outro exemplo de estudo geográfico é o estudo de povos, cidades, nações e regiões. Este estudo é um pouco diferente do estudo de lugares. Siga os passos.

Passo 1. Primeiramente, como em todos os casos anteriores, inicie escolhendo o que irá estudar e fazendo a delimitação. Exemplos: O povo de Israel no Egito; Os samaritanos no Novo Testamento; A pregação do evangelho na região da Macedônia, etc.

Como exemplo utilizaremos “Os filipenses para quem Paulo escreveu

sua epístola”.

Passo 2. Relacione todos os versículos em que aparece a referência e faça um comentário sobre cada versículo. No caso de “filipenses”, precisamos acrescentar em nossa busca o termo “Filipos”. Caso fizéssemos sobre os “assírios”, deveremos incluir “Assíria” na busca. Escreva os resultados em uma folha.

Filipenses – Referências

Fp 4:14 – Quando estava na região da Macedônia, Paulo foi ajudado somente pelos irmãos filipenses.

Filipos – Referências

At 16:12 – Primeira cidade da Macedônia e colônia romana. Paulo passou alguns dias nesta cidade;

At 20:6 – Depois dos dias dos pães asmos, partiram desta cidade para Trôade;

Fp 1:1 – Paulo endereça uma carta aos cristãos desta cidade;

1 Ts 2:2 – Paulo revela aos tessalonicenses que foi maltratado em Filipos;

Passo 3. Com a ajuda de um dicionário bíblico, responda as seguintes questões:

a. Onde vivia este povo? (Onde ficava esta região?)

b. Quais os fatos mais importantes em sua história?

c. Quais seus hábitos e costumes (religião, festas, cultura, etc.)?

d. Quais fatos revelados por este povo são importantes para a nossa compreensão da Bíblia?

Proceda pesquisando as respostas e fazendo as anotações

Filipenses – Análise histórica e geográfica

a. Onde vivia esse povo?

Este povo vivia na cidade de Filipos, que tem seu nome em homenagem a Filipe, rei da M acedônia e pai de Alexandre Magno, que a reedificou e embelezou. Era rica em ouro e nela foram cunhadas moedas com o nome de Filipe. Hoje não passa de ruínas.

b. Quais foram os fatos importantes em sua história?

Filipe da Macedônia a conquistou dos tásios cerca de 300 a.C. Em 168 a.C., depois da bat alha de Pidna, a cidade foi anexada pelos romanos e dividida em quatro porções administr ativas (distritos). Em 42 a.C. , a batalha de Filipos teve lugar entre Antônio e Otaviano por uma lado e Bruto e Cesário por outro. Depois disso a cidade foi anexada com a vinda de colonos. A cidade cresceu ainda mais quando em 31 a.C., depois da batalha de Áctio, na qual Otaviano derro tou as forças conjuntas de Antônio e Cleópatra. Após isto os colonos romanos continuaram a ter os seus direitos, até mesmo o de votar nas assembléias romanas.

c. Quais seus hábitos e costumes (religião, festas, cultura, etc.)?

Eram muito orgulhosos de sua história. Como colônia romana, tinham práticas idólatras.

d. Quais fatos revelados por este povo são importantes para a nossa compreensão da Bíblia?Paulo, cidadão romano, não cita sua cidadania na epístola, apesar de isto parecer importante para os fili penses. Em Fp 1:27, é ressaltada a importância da cidadania celestial sobre a cidadania romana.

Estas informações anteriores podem ser colhidas em dicionários ou ma-

nuais bíblicos. Anote as referências dos livros em que você pesquisou.

Passo 4. Agora, procure na Bíblia as histórias que ocorrem com determinado povo ou nação. No caso dos filipenses, podemos ler os textos que falam da criação da igreja em Atos 16 e a própria epístola escrita.

Filipenses

– Fatos e narrativas bíblicas

At 16:12 – Paulo e Silas passam alguns dias na colônia de Filipos;

At 16:13 – Num sábado, Paulo prega para algumas mulheres à beira de um rio;

At 16:14 – Entre estas mulheres estava Lídia, vendedora de púrpura da cidade de Tiatira;

At 16:15 – Lídia creu e foi batizada. Ela fez com que Paulo ficasse em sua casa;

At 16:16-18 – Paulo expulsa o espírito de advinha de uma mulher;

At 16:19 -21 – Paulo e Silas são levados perante os magistrados;

At 16:22, 23 – Paulo e Silas são açoitados e presos;

At 16:25, 26 – Durante a noite, enquanto cantavam, são libertos de forma milagrosa;

At 16:27 – 34 – O carcereiro e toda a sua família se convertem;

At 16:35, 36 – Os magistrados libertam Paulo e Silas;

At 16:37, 39 – Os magistrados pedem a Paulo e Silas que partam, pois são cidadãos romanos. A cidadania romana era importante; At 16:40 – Paulo e Silas partem de Filipos;

At 20:6 – Paulo volta a Filipos e passa cinco dias;

Fp 1:1 – Paulo escreve uma epístola para os irmãos daquela cidade;

Fp 1:5 – Os filipenses cooperavam com Paulo para a propagação do evangelho;

Fp 1:7 – Eles ajudaram Paulo no momento em que ele fora preso;

Fp 1:27 – A superioridade da cidadania celestial que os filipenses receberam;

Fp 1:29, 30 – Os filipenses estavam passando por dificuldades, assim como Paulo;

Fp 2:3 – Parece haver algumas brigas na igreja em Filipos;

Fp 2:19 – Paulo quer mandar Timóteo para saber como eles estão;

Fp 2:24 – Paulo desejava voltar a Filipos e vê-los pessoalmente;

Fp 2:25 – Epafrodito é enviado á Filipos levando esta carta;

Fp 2:26 – Epafrodito estava, literalmente, morrendo de saudades dos filipenses;

Fp 3:2 – Parece que os filipenses estavam recebendo falsos obreiros (cf. 1:14-19); Fp 3:3 – Estes falsos obreiros estavam exigindo que eles fossem circuncidados;

Fp 3:20 – A nacionalidade do Reino de Deus é maior;

Fp 4:2 – Duas mulheres estava causando desunião na igreja. Evódia e Síntique;

Fp 4 :15 – Paulo relembra o fato dos filipenses terem sido os únicos a prestarem auxílio financeiro na Macedônia;

Fp 4:18 – Mesmo não estando em Filipos, os cristãos de lá enviaram suas ofertas.

Passo 5. Faça um resumo utilizando os versículos colhidos. Se surgir alguma dúvida, procure suas respostas em dicionários ou comentários bíblicos.

Procure criar um texto que explique bem o que você pesquisou.

Filipenses – Resumo

Os filipenses ouviram o evangelho por intermédio de Paulo durante a sua primeira viagem pela Europa. Fundada cerca de 40 d.C. no princípio de sua segunda viagem mission ária. Lídia e o carcereiro estavam entre os novos convertidos. O Manual Bíblico Harley cita Lucas como seu primeiro pastor e respons ável pelo desenvolvimento daquela igreja.

Paulo cita a igreja dos filipenses como cooperadores nas suas dificuldades e eles mesmos perseguidos por causa do evangelho, inclusive quando fora preso. Contribuíram financeiramente com Paulo várias vezes para o s eu ministério. Havia um problema de divisão da igreja, o que faz Paulo citar muitas vezes a necessidade de unidade, principalmente de Evódia e Síntique, duas líderes da igreja, mas que estavam causando dissensão pelas di scordâncias que tinham.

Exercício 2:

Utilizando os passos apresentados no método de estudo geográfico, escolha um povo, lugar, nação, cidade ou região e faça a sua pesquisa.

3. Estudo de Palavras ou tópico.

O estudo de palavras ou tópico é um dos mais complexos e trabalhosos, mas que produz bons resultados. Pelo fato de neles estarem envolvidos muitos passos, aconselhamos que o iniciante limite bem o alcance do seu estudo. Exemplos: O pecado em Romanos; A obediência em 1 João; A alegria em Filipenses; O sacerdócio em Hebreus. Um local para fazer bons estudos é no livro de Provérbios. Exemplos: A preguiça em Provérbios; O adultério em Provérbios; A sabedoria em Provérbio.

Para este estudo serão importantes os seguintes materiais:

a. Um léxico, chave-bíblica ou concordância, para encontrar em quais textos estão as palavras que você quer estudar;

b. Um dicionário (de preferência bíblico) para buscar as definições da palavra;

c. Manual de doutrina para tirar dúvidas com, por exemplo, se você estudar sobre a palavra “salvação”;

d. Se tiver acesso, tenha em mãos algum livro que traga explicações das palavras em grego ou hebraico, pois podem ampliar sua compreensão.

Passo 1. Defina a palavra e limite o estudo. Neste estudo você poderá utilizar quaisquer palavras em português, grego ou hebraico. Aconselhamos a limitar o estudo, pois algumas palavras são muito utilizadas nas Escrituras com, por exemplo, a palavra “salvação”. Obviamente o estudante poderá estudar em toda a Bíblia, mas deve estar consciente de que maior será seu trabalho. Como exemplo em nosso estudo vamos usar a palavra “justificação”. A limitação será o livro de Romanos. Então, o título do nosso estudo será “A justificação em Romanos”.

Como você fez anteriormente, procure no livro de Romanos os versículos onde encontramos a palavra “justificação”. Anote a referência e faça uma observação ao lado. Talvez seja importante ler o contexto no qual se encontra o versículo para compreendê-lo totalmente.

A justificação em Romanos

Rm 4:25 – Jesus morreu por nossos pecados e ressuscitou para nossa justificação;

Rm 5:16 – A justificação veio pela graça, apesar de todos os nossos pecados;

Rm 5:18 – A condenação veio por um homem, e a justificação por um homem, também; Rm 9:30 – A justificação dos gentios pela fé;

Passo 2. Procure também pelas palavras relacionadas, como conjugações verbais (ex: salvação – salvar, salvou, salvo). Da mesma forma que no quadro anterior, anote o versículo e a observação ao lado.

A justificação em Romanos – Palavras relacionadas

Justificou:Rm 8:30 Foi Deus quem nos predestinou, chamou, justificou e glorificou;

Justificará:

Rm 3:30 – É Deus quem justificará tanto o judeu como o não-judeu; Justifica:

Rm 4:5 – A justiça vem pela fé, e não pelas obras;

Rm 8:33 – Não há acusação para aquele que é justificado por Deus;

Justificado:Rm 3:20 O homem é justificado pela fé e não pelas obras;

Rm 3:28 – Novamente, o homem é justificado pela fé, independente das obras; Justificador:

Rm 3:26 – Deus é justo e justifica aquele que tem fé em Jesus; Justo:

Rm 3:10 – Não há ninguém justo;

Justificados:Rm 2:13 Será justificado aquele que pratica a lei (?);

Rm 3:24 – A justificação é gratuita, pela graça de Deus;

Rm 5:1 – A justificação é por meio da fé;

Rm 5:9 – Somos justificados pelo sangue de Cristo e seremos salvos da ira; Justiça:

Rm 1:17 – O justo viverá pela fé;

Rm 3:22 Rm 4:3 –– Abraão foi justificado pela fé; A justiça mediante Jesus;

Rm 4: 5 – A justiça vem pela fé;

Rm 4:6 – Deus justifica independente das obras;

Rm 4:11 – Abraão creu antes de ser circuncidado. É o pai da fé;

Rm 4:13 – A justiça vem pela fé;

Rm 5:21 – A graça reina pela justiça para a eternidade;

Rm 6:18 – Ao sermos libertosDevemos nos oferecer para servir à justiça para a santificação; do pecado, somos servos da justiça;

Rm 6:19 –

Rm 10:4 – O fim da lei é Cristo, para justiça de todo o que crê;

Rm 10:10 – Com o coração se crê para a justiça;

Passo 3. Agora que você já selecionou os textos onde aparecem a pa-

lavra “justificação” e as relacionadas, procure as definições em um dicionário bíblico. Procure se ater aos comentários sobre as palavras no Novo Testamento e, se for possível, no próprio limite de seu estudo.

Neste exemplo, vamos procurar a definição para a palavra “justificação” no Dicionário Internacional de Teologia do Novo Testamento, da Ed. Vida Nova. Poderemos anotar trechos, idéias ou fazer pequenos resumos que facilitem nossa compreensão.

A justificação em Romanos – Definição

ga de sentidos. De todos os escritores do NT, é ele quem estabelece a conexão mais estreita É Paulo quem faz o emprego mais freqüente de dikaios, dando-lhe sua gama mais larcom o AT, ao falar da justiça de Deus, e da justificação dos pecadores, d a parte de Deus. A justiça de Deus é essencialmente Seu modo de tratar Seu povo, baseado na Sua aliança, que assim se constitui em uma nova humanidade, um novo Israel, composto de judeus e gentios juntamente. Esta justiça divina se revela pelo fato de que os propósitos de Deus não são frustrados pelo pecado do homem, pelo contrário, Ele continua sendo onipotente, tanto c omo Senhor quanto como Salvador, a despeito da rebeldia do homem.

A transgressão e a incredulidade trouxeram ao mundo a descrença, com o resultado que todos os homens caíram sob a condenação divina. Agora, porém, o ato justo ( dikaioma) de um só homem (Cristo), Sua confiança total nAquele que justifica os ímpios, desafia a maldição do pecado ao trazer para o mundo a possibilidade de uma confia nça em Deus. O resultado, na vinda de Cristo, será a absolvição, o “declarar justo”, de todos aqueles que são membros da nova humanidade (Rm 5:16 -19).

Ninguém pode ser justificado pela obediência à lei, pois se isto fosse possível não seria necessária a mo rte de Cristo. O homem só pode ser justificado mediante a fé em Cristo (Rm 3:26), isto é, mediante o confiar total e exclusivamente na graça de deus, a qual, por sua definição, tem que ser um dom gratuito (Rm 3:24). Esta justificação pela fé é tanto para judeus como para gentios. Agora, já que o crente morreu com Cristo no que diz respeito ao pecado, e agora é ju stificado (Rm 6:7), vive somente para deus (Rm 6:11). O cristão deve pertencer somente a Deus.

A justificação do indivíduo, portanto, tem sua origem naquela de todos os homens (Rm 5:19), de tal modo que não somos nós que possuímos a justiça – pelo contrário, é a justiça que nos possui; nós somos servos dela (Rm 6:18). Nossa justificação não somente nos advém da parte do futuro: também se estende para o futuro.

Passo 4. Se ao relacionar os versículos restar alguma dúvida sobre algum significado, você pode procurar em algum comentário bíblico o versículo específico para esclarecer. Um exemplo que podemos usar neste estudo é Rm 2:13. Neste texto, Paulo diz que “… os simples ouvidores da lei não são justos diante de Deus, mas os que praticam a lei hão de ser justificados”. Paulo parece afirmar que o que somente aquele que pratica a lei será justificado, mas isto estaria em contradição com a doutrina de que a salvação não vem pela obediência à lei. Qual seria a resposta? A resposta busquei no Novo Testamento Interpretado Versículo por Versículo, de R. N. Champlim da Ed. Candeia.

A justificação em Romanos – Rm 2:13

A resposta para este texto é de que Paulo fala do resultado da pessoa justificada.

Quem foi justificado procura obedecer a Lei de Deus, como é dito nos vv. 7 e 10. Ele diz

que a obediência à Lei “só pode ser conseguida mediante a redenção que há em Cristo”. “É verdade que os verdadeiros discípulos de Cristo, sendo transformados em Sua imagem m oral e metafísica, eventualmente poderão cumprir as justas exigências da lei… a justificação deles não se dever á ao fato de que cumpriram tão perfeitamente a lei mosaica, e, sim, porque Cristo foi perfeitamente formado neles, e um subproduto disso será o cumprimento da lei”.

Passo 5. Cuidado com palavras iguais e significados diferentes. Algumas palavras são iguais, mas que seu significado é diferente. Um exemplo é a palavra “salvação”, que pode significar salvação da condenação eterna ou a salvação de um castigo iminente ou salvação física. A palavra “dormir” também pode significar “estar dormindo” ou “estar morto”. Dizer “Jesus veio em carne” não quer dizer que Ele veio em pecado, mas que se fez em natureza humana. Então, muito cuidado com a utilização da palavra no texto que você está lendo.

Se você se deparou com alguma palavra que não cabe dentro do seu propósito de estudo, pode retirá-la. Se você pretende falar da salvação eterna, não convém utilizar textos que falam da salvação de uma guerra, de uma doença ou coisa parecida. Incluir estes textos em seu estudo pode provocar muitas distorções, conclusões erradas, erros teológicos e até heresias.

Passo 6. Atenção nas palavras doutrinárias. Outro cuidado que devemos ter é com a doutrina na qual a palavra pode estar inserida. Este é o caso da palavra “justificação”, que é parte essencial da doutrina da salvação. Consultar um bom manual de doutrina é essencial para compreender e evitar erros de interpretação.

Algumas outras palavras não fazem referência à doutrina alguma ou não são essenciais dentro de algum ponto teológico. Estudar sobre animais, plantas, instrumentos musicais, objetos, entre outros, não nos trazem o trabalho da pesquisa mais aprofundada em comentários bíblicos.

Passo 7. Escreva um texto final com suas conclusões. Procure acrescentar neste texto algo prático ou de que forma Deus tem falado com você através deste estudo. Apesar de ser apenas um resumo, exponha suas idéias de forma clara e coerente, de forma que tanto você como outra pessoa possam se utilizar dele.

A justificação em Romanos – Resumo

O apóstolo Paulo escreveu muito sobre a justificação em Romanos.

Abraão foi justificado pela fé, antes de ser circuncidado, tornando Ninguém pode ser justificado pela prática da lei, seja ele judeu ou gentio. O próprio -se o pai da fé, de judeus e gentios. É pela graça de Deus, através da fé em Jesus Cristo, que o homem alcança a justificação. Esta justificação é que garante ao homem que ele é aceito por Deus, e será salva da Sua ira.

Pelo que estudei, apesar de não ser justificado pela lei, preciso obedecer a Deus e à Sua Palavra como resultado da minha salva ção. Paulo diz que sou um servo da justiça, e não posso permitir que eu seja usado para a desobediência. Realmente, preciso ter uma vida

grata a Deus, pois a justificação – perdão e salvação – só se tornaram possíveis mediante o sacrifício espontâneo de Cr isto.

Exercício:

Seguindo os passos que você aprendeu no método de estudo de palavras, escolha uma para exercitar seu aprendizado. Como este estudo é um pouco mais complexo que os demais, procure escolher uma palavra que não envolva teologia ou doutrina e que possa ser bem delimitada. Que tal estudar alguma palavra no livro de Provérbios?

IV. MÉTODO DE ESTUDO EXPOSITIVO

Método de estudo expositivo ou analítico.

O método de estudo expositivo ou analítico é um dos mais difíceis e completos que pode ser feito pelo estudante iniciante. Quando vocês estudar grego e hebraico, descobrirá que existe um outro método que é tido como o mais profundo. É a chamada exegese, que necessita de maior domínio das estruturas lingüísticas do Novo e do Velho Testamento.

Este método de estudo expositivo é utilizado na pesquisa de livros ou versículos. Quando é feito a partir de um versículo ele é denominado de “sintético”, e quando o fazemos a partir de um livro, o chamamos de “analítico”. Nesta apostila estudaremos apenas o método analítico, por tornar o estudante mais hábil na compreensão dos versículos de forma isolada, posto que é feito a partir da totalidade.

Passo 1. A primeira coisa a ser feita é escolher qual livro você irá estudar. Visto que este é um método que preza pela inteireza do texto, não poderá ser delimitado o estudo. Após fazer esta escolha, busque responder as questões abaixo. Como exemplo, estudaremos o livro de Filemom.

a. Qual o estilo do livro? (epístola, profético, poético, histórico, etc…) Os livros possuem características diferentes, e isto você aprenderá em hermenêutica.

b. Quem escreveu o livro? Quem foi o autor do livro em questão.

c. Quando escreveu?

d. Onde e como estava quando escreveu?

e. Para quem escreveu? Como eram os destinatários?

f. Por que escreveu? O que o motivou a escrever? Quais são os problemas ou dificuldades apontados?

g. Há nele alguma informação importante? Algo que é dito sobre o livro que deva ser citado?

Em uma folha separada, responda estas questões. Caso surjam mais

dúvidas, proceda a uma pesquisa mais profunda sobre estas questões.

A Epístola de Paulo a Filemom – Informações

a. Qual o estilo do livro? O livro é uma carta (epístola).

b. Quem escreveu? Foi o apóstolo Paulo.

c. Quando escreveu? Cerca de 62 d.C.

d. Onde e como estava quando escreveu? Paulo estava aprisionado em Roma (1ª prisão).

e. Para quem escreveu? Escreveu para Filemom, cristão de Colossos dos convertidos de Paulo. Era uma pessoa abastada. Em sua casa reunia-se uma igreja. Parece que ele e Paulo eram amigos ínt imos. Paulo nunca visitou Colossos (Cl 2:1), e deve ter conhecido Filemom em outra parte, provavelmente em Éfeso. A mulher de Filemom chamava -se Afia e seu filho, Arqu ipo.

f. Por que escreveu? Filemom possuía um escravo chamado Onésimo que teria roubado ao seu senhor e fug ido para Roma. Lá encontrou Paulo e se converteu. Paulo queria tê-lo em Roma como seu aj udante, mas não sem o consentimento de Filemom e sentiu a necessidade de enviá -lo de volta ao seu senhor. Um escravo fugitivo poderia ser punido como o seu senhor quisesse e quem o retivesse deve ria pagar pelo tempo que ele deixou de trabalhar. O objetivo da ca rta era pedir a Filemom que perdoasse o escravo fugitivo e o recebesse como irmão em Cristo, oferecendo-se Paulo para restituir o dinheiro furtado. A carta tem uma tonalidade muito cortês, c ulminando com um comovente apelo a Filemom para que recebesse a On ésimo como se fosse o próprio apóstolo Paulo.

g. Há alguma outra informação importante? Onésimo foi mandado a Colossos com Tíquico. A Bíblia não dá nenhuma idéia de como esse senhor recebeu o escravo de volta. Há, porém, uma tradição que diz ter sido recebido por Filemom que, compreendendo qual era a inte nção de Paulo, deu-lhe a liberdade. É assim que o Evangelho faz. Cristo, no coração do escravo, fê -lo reconhecer as praxes sociais de sua época e voltar a seu senhor, resolvido a ser um bom escravo como irmão na fé e dar -lhe a liberdade. Há uma tradição de que Onésimo veio a ser bispo da igreja em B eréia.

Livros pesquisados:

O Novo Comentário da Bíblia. Ed. Vida Nova, 3 ed. pg. 1339 – 1340.

Bíblia Thompson. Ed. Vida, pg. 1428.

Dicionário Bíblico Universal Buckland. Ed. Vida, 1992, pg. 162.

O Novo Dicionário da Bíblia. Ed. Vida Nova, 2 ed. pg. 620 – 621. Manual Bíblico Harley. Ed. Vida Nova, 4 ed. pg. 569.

Passo 2. Faça um esboço do livro. Muitas Bíblias trazem um pronto. Os comentários e alguns dicionários e manuais o trazem também. Você pode encontrar muitos esboços diferentes. Procure colocar aquele que for mais utilizado ou que for mais claro. O esboço fará você compreender melhor o pensamento do autor e o que ele queria dizer. O esboço também beneficia na subdivisão dos parágrafos e no estabelecimento do contexto.

Para o livro de Filemom, entre muitos esboços pesquisados, utilizamos

o do Novo Comentário da Bíblia.

A Epístola de Paulo a Filemom – Esboço

O Novo Comentário da Bíblia, pg. 1340.

I. Saudação (v 1 a 3);

II. Ação de graças e oração por Filemom (v 4 a 7); III. Justificativa por Onésimo (v. 8 a 21);

IV. Saudações finais e bênçãos (v 22 a 25).

Passo 3. Esboço comentado. Faça observações sobre cada versículo, dentro de cada parte do esboço. Anote até os pequenos detalhes, como formas de tratamento, nomes, sentimentos, etc. Preste muita atenção no que chamamos de “conectivos” (portanto, todavia, por isso, logo, então, a fim de que, visto que, etc.), pois fazem uma profunda relação com o contexto. Veja o exemplo dos vs. 8 e 9.

A Epístola de Paulo a Filemom – Esboço comentado

I. Saudação (v 1 a 3);

v. 1 – Paulo, que está aprisionado por causa de Jesus, juntamente com Timóteo, escrevem para o cooperador Filemom;

v. 2 – Dirigem a epístola a Afia (esposa) e Arquipo (filho), a quem chamam de “camarada”.

Na casa deles se reúne um a igreja;

v. 3 – Os Saúdam com a graça e a paz;

II. Ação de graças e oração por Filemom (v 4 a 7);

v. 4 – Paulo sempre lembra de filemom em suas orações e agradece a Deus por ele;

v. 5 – Filemom se faz notável pelo amor a Deus e pelos seus irmãos e pela grande fé;

v. 6 – Paulo ora para que Filemom possa comunicar o evangelho eficazmente;

v. 7 – Paulo sente alegria e consolo por saber que Filemom socorre aos que precisam;

III. Justificativa de Onésimo (v. 8 a 21);

v. 8 – Por causa deste amor que Filemom tem pelas pessoas (por isso) ele escreve a epístola.

Paulo diz que ele poderia mandar, ordenar a fazer o que deve ser feito;

v. 9 – Entretanto (todavia) ele não age assim. Pede o que pede por amor. Está velho e preso;

v. 10 – Seu pedido é por Onésimo, que foi convertido quando Paulo estava preso;

v. 11 – Paulo cita que Onésimo, apesar de escravo, era inútil (pode querer dizer que era um escravo preguiçoso e relapso). Hoje era útil para Paulo e para Filemom. Paulo enviou On ésimo de volta (quem levou esta epíst ola foi o próprio Onésimo); v. 12 – Onésimo leva consigo o amor de Paulo (coração);

A Epístola de Paulo a Filemom – Esboço comentado

v. 13 – Paulo queria que Onésimo ficasse com ele para que este o servisse no lugar de Filemom;

v. 14 – Paulo quer que Onésimo fique, mas só se Filemom concordar;

v. 15 – Paulo demonstra a soberania de Deus, que permitiu que Onésimo deixasse seu senhor para que ambos pertencessem um ao outro por toda a eternidade;

v. 16 – Não mais como escravo, mas como um querido irmãos em Cristo;

v. 17 – Paulo pede, por consideração a ele, que receba Onésimo como se estivesse recebendo a ele mesmo;

v. 18 – Paulo assume as dívidas de Onésimo. Esse “ponha na conta” pode lembrar a Filemom aquilo que o próprio Paulo já fez por ele;

v. 19 – Paulo escreve do próprio punho que pagará o que Onésimo deve. No entanto ele lembra a Filemom que este lhe deve a própria vida;

v. 20 – Filemom deve receber a Onésimo por amor a Cristo e para alegrar o coração de Pau-

lo;

v. 21 – Paulo diz que tem certeza de que ele obedecerá e que ainda fará mais. Que “mais” será esse?

IV. Saudações finais e bênçãos (v. 22 a 25);

v. 22 – Paulo pede que preparem, pela fé, a sua ida até eles;

v. 23 – Epafras, preso com Paulo, saúda a Filemom;

v. 24 – Saúdam também Marcos, Aristarco, Demas e Lucas;

v. 25 – Paulo encerra desejando que a graça de Cristo esteja com eles.

Passo 4. Anote dúvidas ou observações que precisam ser aprofundadas. Ao fazer o esboço comentado, podem surgir questões que precisam ser esclarecidas. Talvez sejam nomes citados, expressões, promessas, questões de cultura, lugares, eventos históricos ou coisas do tipo. Ao procurar esclarecer estes fatos, o estudo é bastante enriquecido.

Lembre-se que o estudo bíblico é como garimpar ou cavar um poço:

sempre ir mais fundo. É, com toda a certeza, uma investigação.

A Epístola de Paulo a Filemom – Dúvidas

Os nomes “Afia” e “Arquipo ” são citados em outros lugares? Paulo deveria ter quantos anos quando escreveu esta carta?

O que se deveria fazer com um escravo fugitivo?Por que Paulo faz questão de declarar que escreve a epístola de próprio punho?

Paulo visitou Filemom como diz o v. 22? Os nomes citados nos vs. 23 e 24 aparecem em outras ocasiões?

Se este exercício de sondagem for realizado, poderá descobrir que era um hábito comum de Paulo citar as suas epístolas para que um amanuense as escrevesse. Saberia, também, que um senhor poderia até matar o seu escravo se estivesse descontente com ele (esta lei era diferente em Israel, pois um judeu não poderia maltratar um escravo). Dos nomes citados nos versículos 23 e 24, descobrirá que Demas, a certa altura do ministério, abandona a Paulo.

Passo 5. Tire conclusões práticas do seu estudo e faça aplicações pes-

soais.

A Epístola de Paulo a Filemom – Conclusão

A mudança que Cristo trouxe para o coração de Onésimo, que se arrependeu após ter roubado seu dono e fugido. Decidiu fazer o que era certo e vo ltar para ele, assumindo todos os riscos. Devo fazer o que é certo, mesmo sofrendo conseqüências. Preciso assumir meus erros e concertá -los.

mais como escravo, mas como um irm A mudança que Cristo trouxe para o coração de Filemom, que recebeu a Onésimo não ão em Cristo, dando-lhe a liberdade. Preciso amar a todas as pessoas com o si ncero amor de Cristo.

A mudança que Cristo trouxe para a sociedade, pois numa época tão escravista, o amor de Cristo se sobressaiu a ponto de unir duas pessoas tão diferentes como Filemom e Onésimo. Não devo temer ao mundo, pois o amor de Cristo é muito amor.

Exercício:

Faço o mesmo com um livro da Bíblia. Aconselhamos a iniciar com um livro que tenha um capítulo só ou, no máximo, dois capítulos.

V. MÉTODO DE ESTUDO DAS DIFICULDADES BÍBLICAS

O apóstolo Pedro já dizia: “Por essa razão, pois, amados, esperando estas coisas, empenhai-vos por serdes achados por ele em paz, sem mácula e irrepreensíveis, e tende por salvação a longanimidade de nosso Senhor, como igualmente o nosso amado irmão Paulo vos escreveu, segundo a sabedoria que lhe foi dada, ao falar acerca destes assuntos, como, de fato, costuma fazer em todas as suas epístolas, nas quais há certas coisas difíceis de entender, que os ignorantes e instáveis deturpam, como também deturpam as demais Escrituras, para a própria destruição deles” (2 Pedro 3:14-16).

Perceba que o apóstolo Pedro reconhece que algumas coisas que Paulo escreve são difíceis de entender, principalmente para os “ignorantes”, isto é, os que não tem conhecimento, e para os instáveis, que são as pessoas sem moral cristã, sem espiritualidade. O próprio Pedro reconhece essas dificuldades e, da mesma forma, precisamos tomar muito cuidado ao interpretar certos trechos das Escrituras.

Este método de estudo das dificuldades bíblicas tem o propósito de lhe chamar a atenção para alguns pontos que precisamos ter em mente quando nos deparamos com algum texto mais complicado ou com alguma aparente “contradição” da Bíblia.

A primeira coisa a se fazer é lembrar que, para nós crentes, a Bíblia é a Palavra de Deus, ausente de erros e contradições, infalível e perfeita. A nossa única regra de fé e prática. Mas talvez você questione agora: De onde surgem estas dificuldades? Para isto nós temos algumas respostas.

a. O abismo temporal: querendo ou não, existe um tempo decorrido entre a época em que os livros foram escritos e nossos dias de hoje. Isto implica em conhecer a história pela qual perpassa as narrativas bíblicas. Compreender a história de reis, profetas, povos, pessoas e da própria nação de Israel é essencial para compreendermos melhor as Escrituras;

b. O abismo cultural: A nossa cultura é completamente diferente da cultura dos povos citados na Bíblia. Não vemos em nossa cidade o sacrifício de crianças a Moloque, não temos templos com prostitutas cultuais, não presenciamos apedrejamentos ou crucificações, nossa cidade não tem como lei a Bíblia e outras questões relativas à cultura. Então, algumas coisas nós não compreendemos por causa da distância cultural. Um exemplo é o do casamento que é tanto citado no Novo Testamento. Se não soubermos como acontecia um casamento judaico, não compreenderemos totalmente o que o Senhor Jesus queria dizer;

c. O abismo lingüístico: A Bíblia foi escrita em hebraico, aramaico e grego. Para termos uma idéia de como isso é significativo, devemos pensar em como é diferente o português falado no Brasil do que é falado em Portugal. Existem expressões características da língua hebraica, e por trás dela existe uma forma de comunicar que é particular a eles. A falta de compreensão pode vir por causa da nossa falta de conhecimento destas línguas;

Diante dessas dificuldades, aconselhamos ao estudante um aprofundamento cada vez maior na cultura, língua e história bíblica. De qualquer forma, é importante lembrar que se há alguma contradição na Bíblia é porque você não entendeu direito. Algumas outras coisas nós simplesmente não temos como saber, pois não temos dados suficientes para interpretar certas passagens. O que damos aqui são alguns conselhos na tentativa de ajudá-lo a tirar suas dúvidas por meio do estudo da Bíblia.

Passo 1. Estabeleça qual dificuldade você irá estudar. Ao se deparar com um problema, uma incompreensão ou aparente contradição, anote os versículos e quais são suas dúvidas. Como exemplo, estudaremos dois textos que entram em aparente contradição em Atos.

Estudo de At 9:7 e At 22:9

Em At 9:7 diz que os companheiros de Paulo ouviram a voz e não viram a ninguém. Em At 22:9 diz que os companheiros de Paulo viram a luz, mas nã o ouviram a voz.

Há aqui uma aparente contradição, pois em At 9:7 há a confirmação de que os homens que escoltam Paulo para Damasco ouvem a foz e não vêem ninguém. Já em At 22:9 vemos que estes mesmos homens vêem a luz e não ouvem nenhuma voz. Existe uma contradição neste texto? Afinal, os homens ouviram ou não a voz? Viram ou não a luz?

Passo 2. Defina as questões de autoria. Você precisa fazer uma pergunta: Quem escreveu os textos em questão? Estão em livros diferentes ou no mesmo livro? Esta questão é especial, principalmente no Novo Testamento e nos Evangelhos, pois são fatos narrados por observadores diferentes. Em muitas curas de Jesus vemos um número diferente entre os Evangelhos: uns citam a cura de um cego, outros dois. Erro? Não! A intenção de um autor era mostrar a atitude do cego que intercedeu pela cura dos dois.

No caso do nosso exemplo, a dificuldade permanece, pois os dois tex-

tos se encontram no mesmo livro e foram escritos pelo mesmo autor: Lucas.

Passo 3. Verifique as indicações dadas pelo próprio texto. Procure indícios e direcionamentos que podem estar contidos no texto, principalmente no contexto (versículos anteriores e posteriores). Talvez algo tenha passado desapercebido. Leia várias vezes até perceber cada detalhe. Anote as respostas que podem surgir neste momento. Veja o que podemos descobrir a mais nestes dois textos de Atos.

Estudo de At 9:7 e At 22:9

O texto de At 9:7 é uma narração de Lucas sobre algo que aconteceu com Paulo. Aqui é o fato narrado por Lucas sobre a conversão de Paulo. Em At 22:9 é o fato narrado pelo próprio Paulo. É o seu testemunho pessoal. Paulo está falando da revelação que recebeu de

Jesus.

Talvez, o que Lucas quis mostrar é que algo aconteceu com Paulo que aqueles homens viram e ouviram, mas não conseguiram identificar. Paulo, falando deste acontecimento em At 22:9 e referindo-se ao que lhe tinha sido dito pelo Senhor Jesus, diz que somente ele pode ver ao Senhor e ouvir o que Ele falava.

Passo 4. Procure apoio para sua resposta provisória. Existem alguns comentários voltados para resolver estas questões de aparentes contradições na Bíblia e outros comentários que podem ser úteis para lhe trazer um esclarecimento final.

Olhar o comentário deve sempre ser precedido por uma meditação e busca própria por esclarecimento. O último passo é a utilização do comentário, e isto se for necessário, pois, talvez, nem seja necessário. Além do mais, não é pecado estudar comentário bíblico, pois Deus capacitou alguns homens com sabedoria e inteligência para estudarem e escreverem livros que nos servissem de ajuda a apoio, para que não desviássemos e verdade revela na Palavra.

Passo 5. Escreveu a conclusão de sua pesquisa. Caso não tenha conseguido encontrar a solução e a dúvida permanece, não se preocupe, pois não é pelo fato de não conseguir explicar um texto que a Bíblia deixa de ser a Palavra de Deus e, enfim, o próprio apóstolo Pedro dizia que existem coisas difíceis de entender.

Estudo de At 9:7 e At 22:9

O que conclui com minha pesquisa é que quando Lucas (At 9:7) nos conta que os ho mens que acompanhavam Paulo ouviram uma voz e não viram a ninguém, estava dizendo que eles ouviram algo, mas não compreenderam o que era; apesar de virem algo, não viram ninguém falando.

Esta narrativa não entra em confronto com a de Paulo que, contando seu testemunho

(som não puderam identifica se era alguém que falava ou o que falava. Então, At 22:9), diz que os homens que o acompanhava viram uma luz, mas quando ouviram um eles puderam ver uma luz, mas não viram ao Senhor como Paulo. Ouviram um som, mas não puderam perceber que eram palavras humanas.

Por aqui terminamos o nosso curso de Métodos de Estudo Bíblico. Es-

peramos que este ajude aos irmãos na pesquisa e estudo da Palavra de Deus.

Pr. Handerson Luiz de Souza Xavier

Parnamirim, 3 de Agosto de 2005

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