BREVE CURSO DE HOMILETICA–COMO PREPARAR E PREGAR UM SERMÃO

HOMILÉTICA: PRINCÍPIOS BÁSICOS

PARA A ELABORAÇÃO E COMUNICAÇÃO DE SERMÕES

Igreja do Betel Brasileiro Geisel – João Pessoa/PB

Professor: Pr. Josias Moura de Menezes

Email: josiasmoura@hotmail.com

Site: josiasmoura.wordpress.com

SUMÁRIO

Conteúdo

PARTE I 4

PRINCÍPIOS PRÁTICOS PARA A ELABORAÇÃO DE SERMÕES. 4

1. Uma recomendação. 4

2. Definindo o que é Homilética. 4

3. A vida íntima do pregador e a eficiência da sua mensagem.. 4

3.1 Verdadeira Aceitação de Cristo como Salvador. 4

3.2 Consagração. 4

3.3 Humildade. 5

3.4 Sabedoria. 5

3.5 Domínio próprio. 5

3.6 Vontade aprender. 5

4. Ferramentas úteis para o pregador. 5

5. Antes de começar a preparação de um sermão. 5

6. Tipos de Sermões. 6

7. O que é sermão temático?. 6

7.1 Um exemplo de sermão temático. 6

7.2 Unidade De Pensamento. 7

7.3 Características do Sermão Temático. 7

7.4 Exemplo 2 de sermão temático. 7

8. O Sermão textual 7

8.1 Exemplo I de sermão textual 7

8.2 Exemplo II de Sermão Textual 8

9. O sermão expositivo. 8

9.1 Diferenças entre Textual e o Expositivo. 8

9.2 Princípios básicos para elaboração de sermões expositivos: 9

9.3 Exemplo de sermão Expositivo. 9

PARTE II 9

A ESTRUTURA OU ESBOÇO DE UM SERMÃO.. 9

1. O esboço ou estrutura de um sermão. 9

2. Partes da Estrutura de um Sermão. 10

2.1 Exemplo de um sermão com esta estrutura. 10

3. O título de um sermão. 10

3.1 Exemplo de título. 11

3.2 Exemplo II de Título. 11

3.3 Características de um título. 11

3.4 Exercícios relacionados a Títulos. 11

4. A introdução de um sermão. 11

4.1 Objetivos de uma introdução. 12

5. Vamos relembrar as partes de um sermão. 12

6. A Proposição de um sermão. 12

6.1 Exemplos de proposição. 12

7. O que é uma sentença de transição?. 13

7.1 Exemplo de sermão com proposição e sentença de transição. 13

8. Vamos relembrar as partes de um sermão. 14

9. Vejamos agora as divisões de um sermão. 14

9.1 Características das divisões. 15

9.2 Exemplo de sermão com divisões. 15

9.3 Exercício. 15

9.4 Como desenvolver o conteúdo das divisões?. 15

10. Revendo a estrutura do sermão. 16

11. Vamos agora estudar a conclusão de um sermão. 16

11.1 Formas de realizar uma conclusão. 16

12. Palavra final 16

13. Bibliografia consultada e sugerida. 17

14. Informações acerca do professor. 17

15. Dias de culto da Igreja Betel Brasileiro Geisel 17

PARTE I

PRINCÍPIOS PRÁTICOS PARA A ELABORAÇÃO DE SERMÕES

1. Uma recomendação

"Conjuro-te, pois, diante de Deus e de Cristo Jesus, que há de julgar os vivos e os mortos, na sua vinda e no seu reino; prega a palavra, insta a tempo e fora de tempo, admoesta, repreende, exorta, com toda a longanimidade e ensino. Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas tendo coceira nos ouvidos, cercar-se-ão de mestres, segundo as suas próprias cobiças; e se recusarão a dar ouvidos à verdade, voltando às fábulas. Tu, porém, sê sóbrio em tudo, sofre as aflições, faze a obra de um evangelista, cumpre bem o teu ministério" (2 Timóteo 4.1-5).

2. Definindo o que é Homilética

• Homilética é o ramo do conhecimento cristão que ensina os processos da construção e da comunicação de sermões bíblicos.

• Homilética também pode ser vista como a arte da elaboração e transmissão da mensagem de Deus para seu povo.

3. A vida íntima do pregador e a eficiência da sua mensagem

Existem algumas características muito importantes que devem predominar na vida íntima do pregador. Elas são indispensáveis.

Vejamos:

3.1 Verdadeira Aceitação de Cristo como Salvador.

Todo pregador deve examinar-se com a ajuda de Deus, para estar seguro de que realmente aceitou Cristo como seu Salvador pessoal, e não somente aceitou como verdade o fato de que ele é o único Salvador.

3.2 Consagração

A conservação da consagração se consegue à custa de vigilância, oração e relacionamento pessoal com Deus.

“Um pregador sem consagração soa como uma lata vazia”

3.3 Humildade

Ele tem que lutar também contra a tendência de sentir-se superior aos outros. João 3:30: “Convém que ele cresça e que eu diminua.”

3.4 Sabedoria

O pregador precisa buscar de Deus sabedoria para falar e agir.

Lembre-se que “conhecimento informa, a sabedoria transforma”.

3.5 Domínio próprio

É necessário para vencer o temor, que é mais ou menos natural quando se tem que falar em público. Também é necessário para corrigir alguma falha especial que se tenha, como o gaguejar. Ainda é necessário dominar a voz e falar de tal maneira que todos compreendam cada palavra e que as palavras expressem seus sentimentos.

“Lembre-se que o domínio próprio é um fruto do Espírito que nos ajuda a vencer nossos medos”.

3.6 Vontade aprender

Um pregador precisa desenvolver o gosto pela leitura da palavra, e de bons livros cristãos.

Josué 1:8: Não cesses de falar deste Livro da Lei; antes, medita nele dia e noite, para que tenhas cuidado de fazer segundo tudo quanto nele está escrito; então, farás prosperar o teu caminho e serás bem-sucedido.

4. Ferramentas úteis para o pregador

• Uma boa Bíblia: Com boa tradução, e recursos como chave Bíblica e referências cruzadas. Uma sugestão é que o pregador tenha várias traduções da Bíblia.

• Um bom dicionário Bíblico e teológico.

• Livros doutrinários e devocionais. É importante que você procure ler para adquirir

5. Antes de começar a preparação de um sermão

• Comece orando.

• Procure pedir a Deus orientação para descobrir qual a necessidade espiritual das pessoas a quem você levará a pregação.

• Ao escolher o texto, leia-o várias vezes para adquirir familiaridade com o texto.

• Estude este texto. Procure compreender as palavras que estão neste texto, usando dicionários.

6. Tipos de Sermões

Há muitos tipos de sermões e vários meios de classificá-los. Provavelmente a forma menos complicada seja a classificação em TEMÁTICOS, TEXTUAIS e EXPOSITIVOS. Estudaremos a preparação de mensagens bíblicas examinando estes três tipos principais, priorizando o sermão EXPOSITIVO.

Assim veremos:

• O Sermão Temático

• O Sermão Textual

• O Sermão Expositivo

7. O que é sermão temático?

• Sermão Temático é aquele cujas divisões principais derivam do tema, independente do texto.

7.1 Um exemplo de sermão temático

A fim de compreendermos com maior clareza a definição trabalharemos juntos num esboço simples. Escolheremos como tema, “Razões Para A Oração Não Respondida”. Note que não estamos usando um texto, mas um tema bíblico.

Meditando em várias partes das Escrituras referentes ao nosso tema e trazendo-as à mente, encontramos textos como os seguintes, os quais indicam por que, com frequência, a oração fica sem resposta: Tg 4:3, Sl 66:18, Tg 1:6-7, Mt 6:7, Pv 28:9 e I Pd 3:7. É neste ponto que uma boa Bíblia de referência e uma concordância bíblica completa, ou uma Bíblia dividida em tópicos, são de valor inestimável.

Com a ajuda destas referências bíblicas descobrimos as seguintes causas para a oração não respondida.

Titulo: Orações não respondidas.

Tema: Causas para a oração não respondida

I- Pedir Mal, Tiago 4:3

II- Pecado no coração, Salmo 66:18

III- Duvidar da Palavra de Deus, Tiago, 1:6-7

IV- Vãs repetições, Mateus 6:7

V- Desobediência a Palavra, Provérbios 28:9

VI- Procedimento irrefletido nas relações conjugais, I Pedro 3:7

7.2 Unidade De Pensamento

É preciso observar que, segundo o exemplo acima, o sermão temático contém uma ideia central, a saber, “Razões Para a Oração Não Respondida”.

Podemos pensar muito em outros fatores importantes referentes à oração, tais como o seu significado, sua importância, seu poder, seus métodos e os seus resultados obtidos.

Contudo, a fim de nos mantermos fiéis à definição do sermão temático, devemos basear no tema as partes principais do esboço, isto é, devemos limitá-lo à ideia contida no tema.

7.3 Características do Sermão Temático

• O sermão temático contém uma ideia central.

• As divisões do sermão temático podem vir de várias partes diferentes da Bíblia.

• As divisões do sermão temático devem ser limitadas ao tema. Assim, se o tema é “Qualidades do autêntico cristão”, cada divisão deve corresponder a uma qualidade do cristão.

7.4 Exemplo 2 de sermão temático

Tema: “VERDADES ABSOLUTAS REFERENTES A CRISTO”

Quais são estas verdades:

1. Ele é Deus manifesto na carne – Mt 1:23

2. Ele é o Salvador dos homens – I Tm 1:15

3. Ele é o Rei vindouro – Ap 11:15

Observe que este esboço está em ordem cronológica. Jesus Cristo, Filho de Deus, primeiramente se encarnou, depois foi à cruz e deu a vida para tornar-se nosso Salvador, e algum dia virá para reinar como Rei dos reis e Senhor dos senhores.

8. O Sermão textual

• Definição: É aquele em que as divisões principais são derivadas de um texto constituído de uma pequena porção da Bíblia.

• Da definição acima, notamos que as divisões principais do sermão textual são tiradas do próprio texto. Desta maneira, o esboço principal mantêm-se estritamente dentro dos limites do texto.

8.1 Exemplo I de sermão textual

Como primeiro exemplo, tomemos Esdras 7:10, que diz: “Porque Esdras tinha disposto o coração para buscar a lei do Senhor e para a cumprir e para ensinar em Israel os seus estatutos e os seus juízos”. Muitas vezes é útil consultar uma tradução moderna a fim de se obter um significado mais claro da passagem.

Examinando com cuidado o texto, observamos que o versículo todo tem como centro “O Propósito Do Coração De Esdras”, e assim traçamos as seguintes divisões do versículo:

TITULO: OS PROPÓSITOS NO CORAÇÃO DE ESDRAS

Texto Base: Esdras 7:10

I- Estava disposto a conhecer a Palavra de Deus, “Esdras tinha disposto o coração para buscar a lei do Senhor”.

II- Estava disposto a obedecer a Palavra de Deus, “…Para a cumprir”.

III- Estava disposto a ensinar a Palavra de Deus, “…e para ensinar em Israel os seus estatutos e os seus juízos”.

8.2 Exemplo II de Sermão Textual

TITULO: UMA GRANDE ATO DE AMOR

Texto: João 3:16

Tema: O amor de Deus é marcado:

I- Por um intenso sentimento, “amou o mundo de tal maneira”

II- Por um ato sacrificial, “..Deu seu filho unigênito”

III- Por uma dádiva eterna, “não pereça, mas tenha a vida eterna”

IV- Por um desejo universal de salvação, “todo o ..”

V- Por uma condição, “que crê”

9. O sermão expositivo

É aquele em que uma porção mais ou menos extensa das escrituras é interpretada em relação a um tema ou assunto. A maior parte do material deste tipo de sermão provém diretamente da passagem, e o esboço consiste em uma série de idéias progressivas que giram em torno de uma idéia principal.

9.1 Diferenças entre Textual e o Expositivo

TEXTUAL

1. É retirado de uma pequena porção das escrituras: Um versículo, no máximo dois.

2. É um sermão mais simples, por não exigir do pregador grandes conhecimentos bíblicos e teológicos.

EXPOSITIVO

1. É retirado de uma porção mais extensa das escrituras.

2. É um sermão mais difícil e exige do pregador maior conhecimento bíblico, teológico e hermenêutico.

9.2 Princípios básicos para elaboração de sermões expositivos:

· Escolha o texto

· Leia cuidadosamente o texto (no mínimo 50 vezes)

· Encontre um objetivo

· Faça uma introdução resumida

· Encontre um tema

· Encontre uma Palavra-chave

· Faça as divisões necessárias

· Faça uma lista das ilustrações que lhe chamaram a atenção

· Fixe-se na maneira de aplicar os ensinamentos do sermão

· Observe a natureza do desenvolvimento e faça a conclusão

9.3 Exemplo de sermão Expositivo

TITULO: O BECO SEM SAÍDA

Texto: Êxodo 14:1-14

Tema: Qual o significado do Beco sem saída?

1- Beco sem saída é o lugar a que às vezes, Deus no leva, v.1-4a.

2- Beco sem saída é o lugar em que Deu nos prova, v.4b-9.

3- Beco sem saída é o lugar em que as vezes falhamos com o Senhor, v.10-12.

4- Beco sem saída é o lugar em que Deus nos ajuda, v.13,14.

PARTE II

A ESTRUTURA OU ESBOÇO DE UM SERMÃO

1. O esboço ou estrutura de um sermão

• O sermão precisa ser elaborado de tal forma que os ouvintes entendam qual é a idéia principal, e a forma como as idéias apresentadas estão sendo desenvolvidas.

• Para isso, é importante que haja uma estrutura ou esboço

O que é uma estrutura ou esboço?

• É a forma que organizamos as idéias que serão apresentadas para os ouvintes, de forma que através de uma estrutura ou esboço, estas sejam comunicadas de forma clara.

• Portanto, o esboço é uma ferramenta que ajuda o pregador a ter uma comunicação clara e organizada.

2. Partes da Estrutura de um Sermão

– Titulo

– Texto Base

– Introdução

– Desenvolvimento = (Proposição+Sentença de transição)

• Subdivisão I

• Subdivisão II

• Subdivisão III

– Conclusão

2.1 Exemplo de um sermão com esta estrutura

Titulo: A vida Triunfante

Texto Base: Filipenses 1:12-21

Introdução. (sugestão: Defina o que é uma vida triunfante, de um testemunho acerca de seus triunfos obtidos em Cristo)

Desenvolvimento

Proposição: Os crentes podem ser gloriosamente triunfantes

Sentença de transição: Em que circunstancias podemos triunfar?

I- Em meio a adversidade v. 12-14

II- Em meio a oposição v. 15-19

III- Em face a morte v. 20-21

Conclusão

Em Cristo podemos superar todos os momentos de nossas vidas.

3. O título de um sermão

É uma expressão que anuncia de forma especifica o que será pregado no sermão ao auditório.

O título deve ser bem especifico, não é uma frase, não pode ser longo, precisa chamar atenção do auditório.

3.1 Exemplo de título

Suponha que você irá pregar sobre a graça. Bem, este assunto é muito amplo. Você poderia falar muitas coisas acerca da graça, como por exemplo:

• O que é a graça

• Benefícios da graça

• A fonte da graça etc…

• Temos acima vários exemplos de vários de títulos que poderiam ser utilizados.

3.2 Exemplo II de Título

Suponha que sua pregação seja sobre o assunto vitória. Você poderia ter os seguintes títulos:

• Segredos de uma vida vitoriosa

• Pré requisitos para a vitória

• A vida crista vitoriosa

• Passos para ter vitória

3.3 Características de um título

O título deve ter relação com a passagem bíblica em que se baseia

• Ele deve ser interessante

• Deve ser breve

• Pode vir em forma de interrogação, exclamação, ou ainda, afirmação.

• Pode conter uma citação de um texto bíblico

3.4 Exercícios relacionados a Títulos

• Prepare um título para as seguintes passagens:

• Romanos 15:1 Hebreus 11:1

• I Reis 22:43 Provérbios 18:21

• Salmo 84:11 Gênesis 6:8

• Lucas 6:10 Gênesis 18:24

• Jeremias 15:16a

• João 4:14

• João 3:16

4. A introdução de um sermão

A introdução do sermão é o processo pelo qual o pregador procura preparar os ouvintes e prender-lhes o interesse para a pregação que será realizada.

4.1 Objetivos de uma introdução

• Conquistar a boa vontade dos ouvintes.

• Despertar interesse pela pregação.

• Romper com toda resistência do auditório.

• Características de uma boa introdução

• Sempre comece a introdução fazendo um vocativo. Ex. Senhoras e senhores, Amados irmãos Graça e paz….

• Deve ser breve, interessante e objetiva.

• Deve durar, no máximo 10% de uma apresentação. Portanto, se o sermão dura 20 minutos, a introdução deve ser feita em 2 minutos.

• O que é dito na introdução precisa ter relação com o assunto da pregação.

5. Vamos relembrar as partes de um sermão

– Titulo

– Texto base

– Introdução

– Desenvolvimento = (Proposição+Sentença de transição)

• Subdivisão I

• Subdivisão II

• Subdivisão III

– Conclusão

6. A Proposição de um sermão

É uma declaração simples do assunto que o pregador se propõe a apresentar, desenvolver, provar ou explicar.

Em outras palavras, é uma afirmativa da principal lição espiritual ou da verdade eterna do sermão, reduzida a uma sentença declarativa.

6.1 Exemplos de proposição

“A meditação diária das escrituras é vital para o crente”.

“Quem tem Deus tem tudo o que vale a pena ter”.

“Os que dão a Deus o primeiro lugar jamais terão falta de nada”.

“O Senhor deseja a adoração que procede do íntimo”.

Veja a proposição no esboço do sermão abaixo:

Titulo: Aproveitando as oportunidades

Texto: Romanos 8:28

Introdução

Proposição: O cristão alerta descobre que todas as circunstancias cooperam para o seu bem.

Sentença de transição: Quais são estas situações?

1-Quando a dor atinge seu lar

2-Em épocas de crise

3-Em tempos de enfermidade.

7. O que é uma sentença de transição?

• É um elemento que serve para ligar a proposição as subdivisões do sermão. A sentença de transição une a proposição às subdivisões através de uma palavra chave.

7.1 Exemplo de sermão com proposição e sentença de transição

• Titulo: Um ministério exemplar

• Texto: 1 Tessalonissences 2:1-12

• Introdução (Sugestão: Fale sobre exemplo de Cristo)

• Proposição: O servo de Deus tem um padrão exemplar para o seu ministério.

• Sentença de transição: Quais as características de um ministério exemplar?

• Audácia Santa v. 1-2

• Fidelidade a Deus v.3-6

• Consideração graciosa v.7-9

• Integridade de conduta v10-12

A PALAVRA CHAVE.

Um dos recursos homiléticos mais úteis é a “palavra-chave”. Ela é o coração da sentença de transição.

Se houver unidade num sermão, haverá uma “palavra-chave”, não necessariamente expressa ou reconhecida, que caracteriza um dos principais pontos, e mantém unida a estrutura.

Uma “palavra-chave” é sempre um substantivo, um substantivo verbal ou um adjetivo.

Exemplos:

clip_image001 Substantivo: Atributos, obstáculos, causas, meios.

clip_image001[1] Substantivo Verbal: Princípios, inferências, compromissos, expectativas, descobrimentos.

clip_image001[2] Adjetivo Substantivo: Atualidades, fraquezas.

Obs.: Uma “palavra-chave” é sempre no plural.

¢ Acontecimentos

¢ Evidências

¢ Regras

¢ Abordagens

¢ Exemplos

¢ Reivindicações

¢ Ações

¢ Exigências

¢ Respostas

¢ Advertências

¢ Fardos

¢ Rotas

¢ Afirmações

¢ Fatos

¢ Segredos

¢ Alegrias

¢ Fontes

¢ Sugestões

¢ Alvos

¢ Funções

¢ Tendências

¢ Aplicações

¢ Grupos

¢ Tipos

¢ Argumentos

¢ Garantias

¢ Nomes

¢ Artigos

¢ Ilustrações

¢ Diferenças

¢ Aspectos

¢ Itens

¢ Elementos

¢ Atitudes

¢ Leis

¢ Ensinos

¢ Atributos

¢ Lições

¢ Erros

¢ Benções

¢ Listas

¢ Esperanças

¢ Benefícios

¢ Usos

¢ Empecilhos

¢ Causas

¢ Valores

¢ Objetivos

¢ Chaves

¢ Verdades

¢ Objeções

¢ Crenças

¢ Virtudes

¢ Ocasiões

¢ Critérios

¢ Meios

¢ Provas

¢ Desejos

¢ Reações

¢ Pontos

¢ Expressões

¢ Razões

8. Vamos relembrar as partes de um sermão

– Titulo

– Texto Base

– Introdução

– Desenvolvimento = (Proposição+Sentença de transição)

Divisões

Subdivisão I

• Subdivisão II

• Subdivisão III

– Conclusão

9. Vejamos agora as divisões de um sermão

• As divisões são as seções principais de um sermão ordenado. Um sermão corretamente planejado contribui para a unidade do pensamento que está sendo anunciado ao auditório.

• Um sermão sem divisões torna-se uma mensagem confusa, sem organização, e dificilmente as pessoas se lembrarão do seu conteúdo.

9.1 Características das divisões

• As divisões não devem ser iguais.

• O número de divisões deve ser o menor possível.

• As divisões ampliam a idéia da proposição.

9.2 Exemplo de sermão com divisões

• Titulo: Quando Deus justifica o pecador

• Texto: Romanos 5:1-11

• Introdução

• Proposição: A justificação produz resultados benditos nos que crêem.

• Sentença de transição: Quais resultados?

– Paz com Deus v. 1

– Acesso a Deus v.2

– Alegria em Deus v.2

– Triunfo em Cristo v.3-4

– O testemunho do Espírito Santo v.5

– Segurança perfeita v.6-11

9.3 Exercício

• Elabore um esboço com divisões nos seguintes textos:

– Mateus 5:3-10

– Mateus 4

– Romanos 5:3-5

– Como desenvolver as divisões?

9.4 Como desenvolver o conteúdo das divisões?

• Feito as divisões, precisamos pensar em seus conteúdos. Afinal, o esboço de um sermão é como se fosse um esqueleto sem a carne.

• O conteúdo do sermão corresponde a carne, que preenche a estrutura do sermão.

• Mas, como desenvolver estes as divisões. Onde encontrar o conteúdo das divisões? Onde encontrar o material para as para desenvolver as divisões?

– A Bíblia

– Comentários bíblicos, devocionais, letras de hinos.

– Experiência.

– Observação do mundo que nos cerca.

– Imaginação

– Referencias cruzadas na Bíblia

– Citações

– Ilustrações

10. Revendo a estrutura do sermão

– Titulo

– Texto Base

– Introdução

– Desenvolvimento = (Proposição+Sentença de transição)

• Subdivisão I

• Subdivisão II

• Subdivisão III

– Conclusão

11. Vamos agora estudar a conclusão de um sermão.

• É o clímax do sermão, no qual o pregador atinge o seu objetivo final, deixando uma impressão vigorosa.

• Se a conclusão não for bem executada, ela pode enfraquecer o efeito do sermão, comprometendo a sua eficácia.

11.1 Formas de realizar uma conclusão

• Recapitulação, onde reve-se os pontos da pregação.

• Ilustração, que esteja vinculada a idéia central do sermão.

• Um apelo.

• Uma oração final por pessoas do auditório.

• Mensagem de incentivo

12. Palavra final

Esta apostila é resultado de várias obras pesquisadas que foram sintetizadas com clareza no intuito de auxiliar e preparar aqueles que um dia entenderam que podem contribuir mais com a obra do Senhor através do conhecimento bíblico e o ensino da Palavra.

Aos que querem percorrer o caminho da pregação sugiro que orem e busquem diariamente a Deus, pois a mensagem que toca o coração não é apenas aquela que é preparada de forma técnica, mas sim aquela que vem de uma incessante comunhão com Deus. Portanto, busquem de Deus, mensagens que sejam capazes de tocar o coração do homem.

13. Bibliografia consultada e sugerida

· W. KOLLER, CHARLES. “Pregação Expositiva Sem Anotações”, São Paulo, Ed. Mundo Cristão, 2a Edição, abril de 1987.

· BRAGA, JAMES. “Como Preparar Mensagens Bíblicas”, Deerfield, Flórida, Ed. Vida, 6a impressão, 1991.

· ROBINSON, HADDON. “A Arte e o ofício da pregação Bíblica”. Shedd Publicações.

· HAWKINS, THOMAS. “Homilética Prática”, Rio de Janeiro, Ed. Juerp, 5a Edição, 1988.

· DR. RICK WARREN- Uma Igreja com Propósitos .

14. Informações acerca do professor

Pr Josias Moura de Menezes foi Professor nas seguintes instituições: STEB(Seminário teológico Batista Mineiro), Faculdade Batista da Lagoinha (BH/Minas Gerais), Seminário Congregacional de Brasília/DF (Extensão), Fater (Faculdade Teológica do Recife), Curso preparatório para Lideres: Igreja Congregacional Central de BH/ MG, STEAD – Seminário teológico Evangélico Assembléia de Deus no Rio Grande do Norte – Extensão Macau/RN. Atualmente leciona no Instituto Bíblico Betel Brasileiro em João Pessoa e no STEC – Seminário Teológico Congregacional.

Lecionou nestes anos as seguintes matérias: Teologia sistemática, Hermenêutica, Homilética, teologia pastoral, administração eclesiástica da igreja, Implantação e desenvolvimento de igrejas, Análise em Romanos e Apocalipse, Liderança cristã, Aconselhamento pastoral, Escatologia, Introdução a filosofia, Teologia Contemporânea, Apologêtica, Filosofia da Religião e Lógica Filosófica.

Na área secular lecionou: Comunicação e postura pública, Marketing pessoal, planejamento estratégico, Relações humanas na empresa, Cursos de informática (Windows,Word, Acess, Excel, Internet, Corew Draw), Música instrumental.

Email para contato: josiasmoura@hotmail.com

Para outras informações acesse o site: josiasmoura.wordpress.com

15. Dias de culto da Igreja Betel Brasileiro Geisel

Terça

Culto Matutino: 07:00hs

Campanhas de oração e libertação Espiritual: 19:30hs

Culto infantil: 19:30hs.

Quarta

Culto Matutino: 07:00hs

Culto dos homens: 19:30hs

Reunião das guerreiras de oração: 19:30hs

Quinta

Culto Matutino: 07:00hs

Culto de doutrina: 19:30hs

Ensaio do conjunto infantil: 20:00hs

Sexta

Culto Matutino: 07:00hs

Culto de Senhoras ou de Casais (Escala Alternada)

Sábado

Culto Matutino: 07:00hs

Visitas Pastorais: 15:00hs

Culto Jovem: 19:30hs

Domingo

Manhã: Escola Bíblica: 10:00hs

Tarde: visitas Pastorais: 15:00hs

Noite: Culto de celebração: 18:30hs

Noite: Culto das crianças: 19:00hs

VENHA NOS VISITAR, SERÁ UM GRANDE PRAZER RECEBE-LO!

3 thoughts on “BREVE CURSO DE HOMILETICA–COMO PREPARAR E PREGAR UM SERMÃO

  1. Olá pastor, seus estudos e mensagens muito me edificam, quero saber do amado irmão, se posso passar este curso para a igreja que pastoreio, com os devidos créditos, é claro.
    Na paz…

    Curtir

  2. Muito obrigado, Pr. Josias Moura e equipe, pelos seus e.mail maravilhosos. Que Deus lhes abenoe grandemente e que seu Ministrio seja prspero e recheado de Paz e Amor.

    Com toda humildade, sou, Presbtero e Seminarista concluinte de 2013- STEN – Natal-RN. Igreja Presbiteriana do Brasil.

    Pode continuar mim enviando estes e.mails. Graa e Paz.

    Date: Thu, 31 Oct 2013 20:41:45 +0000 To: msorui@hotmail.com

    Curtir

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