Estudo para EBD dia 05.10.2013. Parte II. Tema: DEUS, PAI E CRIADOR

DEUS: PAI E CRIADOR – Parte II

“Creio em Deus pai, todo poderoso e criador dos céus e da terra”.

Genesis 1

O Universo não é explicado satisfatoriamente sem Deus". Este registro foi encontrado no Diário do grande cientis­ta Albert Eistein, o criador da polêmica teo­ria da relatividade. Há séculos, as pessoas levantam teorias várias para explicar a ori­gem do Universo. Eis um assunto essenci­almente complexo que continua a desafiar diferentes áreas do conhecimento humano. Não nos importa, aqui, discutir as várias correntes e teorias que pretendem desven­dar os mistérios do Universo. Porém, no estudo de hoje, partimos de um princípio fundamental para quaisquer postulados re­ferentes à criação: DEUS é o Criador do Universo. Em outras palavras: por trás de toda a grande obra criada há um Ser sobe­rano, “Criador dos céus da terra”.

Mesmo sabendo dos riscos que corre­mos ao analisar este assunto, precisamos repetir, com convicção e com toda a força de nossa voz: “Creio em Deus Pai, Todo- Poderoso, criador do céu e da terra”,

Qual o significado ou valor desta de­claração de fé? Que implicações ou conseqüências se encontram nesta afirma­ção?

O estudo de hoje focaliza esta declara­ção e aprofunda a nossa compreensão nesta matéria de fé. Vamos considerá-la?

A partir daí, somos desafiados a reafir­mar a nossa fé no Deus Pai Criador. Nesta declaração de fé, fazemos as seguintes afir­mações:

1 CREMOS EM DEUS PAI… O CRIADOR DE TODAS AS COISAS

O primeiro e principal princípio da dou­trina da Criação é que Deus criou todas as coisas. Esta é uma página bastante movimen­tada da Bíblia. Somente neste capítulo de Gênesis há 53 afirmações a respeito da ação do Deus Criador. Os diferentes verbos indi­cam a produção de uma obra realizada por um único autor.

Diz o texto básico que Deus criou o mun­do em sete dias. É lógico que os dias menci­onados não são de 24 horas, mas sim, perí­odos de tempos (longos) em que o Criador realiza as suas maravilhas. Aqui, a obra da criação é descrita a partir de um calendário ou de uma cronologia conhecida dos leito­res que já estavam acostumados a marcar horas, dias e semanas. Não é, portanto, um relato histórico. Mas, sim, uma exposição com finalidade didática, pretendendo ensinar que Deus é o Criador de todas as coisas; e nós, criaturas feitas à sua imagem e seme­lhança.

Dentre outras considerações, podemos concluir que:

  • Deus existe antes de todas as coi­sas – Deus é eterno. Ele não se originou de nada, nem de ninguém, pois existiu sempre. Ele é o princípio e o fim de todas as coisas. Como preservou a profecia de Isaías: “Eu sou o primeiro e eu sou o último, e além de mim não há Deus” (Is 44.6. Compare com Is 41.4; 48.12). Â iniciativa da criação do mundo nas­ce no coração de Deus e tudo foi feito por Ele e para Ele.
  • Deus cria e age de forma indepen­dente – Não houve ninguém, nem no mundo visível, nem no mundo invisível, que tenha sequer opinado quanto à ação criadora de Deus. Ele agiu livre e soberanamente; ele basta-se a si mesmo, e age de acordo com os seus próprios planos e propósitos. Per­gunta o apóstolo: "Quem, pois, conheceu a mente do Senhor? ou quem foi o seu con­selheiro? Ou quem primeiro deu a ele para que lhe venha a serrestituido. Porque dele e por meio dele e para ele são todas as cousas. A ele, pois, a glória eternamente. Amém” (Rm 11.34-36).
  • Deus faz do nada todas as coisas – Deus é o único capaz de criar do nada. Ele não depende de matéria pré-existente para criar. Ele faz o visível do invisível. Diz a epís­tola aos hebreus: “Pela fé, entendemos que o universo foi criado pela Palavra de Deus, de maneira que o visível veio a existir das cousas que não apareceram” (Hb 11.3). Ele determina e, pela sua Palavra, tudo aconte­ce. E de algo criado, Ele estabelece normas para que a criação continue a acontecer.

Portanto, compreendemos que por trás de toda a obra da criação, há alguém, ou seja, DEUS, o autor de todas as coisas.

2 CREMOS EM DEUS PAI… O CRIADOR E PRESERVADOR DO UNIVERSO

Ao afirmar a crença no Deus Criador, so­mos inclinados a enfatizar que este é um ato contínuo, isto é, Deus continua a criar a sua obra, preservando-a continuamente. Há pes­soas equivocadas quanto à atuação do Cria­dor, concebendo Deus como alguém que criou o mundo, deu corda (como se fosse um relógio), e assiste de longe o curso dos acontecimentos.

Ao afirmar: “Creio em Deus Pai Criador do céu e da terra…”, estamos declarando também a nossa fé em Deus, Criador e Preservador. O suíço Francis Schaeffer escreveu uma obra denominada O Deus que está Presente; semelhantemente, Wright es­creveu O Deus que Age. Em ambas, os autores demonstram que o Senhor Deus con­tinua a prestar assistência ao mundo criado.

Daí, podemos dizer que:

  • Deus preserva o mundo através de sua Palavra – Nas Escrituras Sagradas há muitos verbos característicos da ação contí­nua de Deus: Deus funda, constrói, consoli­da, modela, gera, produz. São expressões humanas sim, mas que fundamentam o po­der de Deus. Repete-se na Bíblia inúmeras vezes: “Disse Deus”. Basta uma palavra do Senhor e tudo o que Ele determina acontece. A expressão “criar” (barah) que se repete 52 vezes na Bíblia, em Gênesis, reveste-se de especial significado, pois descreve algo que o homem não consegue repetir – é uma ação restrita à ação exclusiva de Deus.
  • Deus preserva o mundo através de suas leis – Ao criar o mundo, Deus estabele­ceu leis capazes de sustentá-lo. Por exem­plo: os objetos lançados no espaço são atra­ídos para o centro da terra; a lua obedece ciclos determinados; os movimentos de ro­tação e translação acontecem sem qualquer participação humana; os astros cumprem missões definidas sem alterar a sua progra­mação original, dentre outros (S119.1-6).
  • Deus preserva o mundo através das criaturas – Há um dinamismo intenso e com­plementar entre os seres criados. Através da reprodução, e metamorfoses, seja por ins­tinto ou necessidade, Deus conferiu aos se­res criados uma capacidade própria de se preservarem. O equilíbrio ecológico desen­volvido no mundo natural é um dos bons e conhecidos exemplos da potencialidade das criaturas de Deus.

3 CREMOS EM DEUS PAI… O CRIADOR QUE CONTA CONOSCO

Afirmar a fé no Deus Criador envolve dis­posição para sentir-se parceiro ou co-cria- dor com o Deus que conta conosco. Signifi­ca dizer que Deus preserva o mundo, tam­bém, através do homem, o único criado à sua imagem e semelhança. O homem foi dotado de sensibilidade, inteligência, raciocínio, von­tade etc. Estas distinções ou privilégios tra­zem grandes responsabilidades aos seres hu­manos. Ao dizer que “a criatura não existe por acidente” ou “não existe para si mesma”, o teólogo suíço Karl Barth, em sua„ Dogmática, diz que a Criação tem um aspecto interno fundamentado na aliança entre Cria­dor e criatura. E acrescenta: “A criatura é des­tinada e preparada por sua natureza mesma, para essa aliança”.

A primeira grande comissão dada ao ho­mem foi: fecundai, multiplicai, enchei a terra e sujeitai-a; dominai o mundo criado (Gn 1.28-30). Cada um, ao afirmar: “Creio em Deus Pai… Criador do céu e da terra" mani­festa a sua disposição pessoal em assumir a sua missão de “mordomo” (administrador) ou “cooperador” dele. Conforme diz o Dr. Karl Schelkle: “Se Deus é o Senhor, o homem é servo perante ele… Se Deus é o Pai, o ho­mem é seu filho”.

Há pessoas que transferem para Deus a responsabilidade de muitas situações adver­sas do mundo, procurando omitir-se ou isen­tar-se de seu papel como co-criador e preservador do mundo criado. Deus confiou aos seus filhos a missão de administrar o mundo correta e responsavelmente. Não po­demos “culpar” Deus pelos inúmeros proble­mas do mundo que, geralmente, são de nos­sa total responsabilidade. Diz a Escritura que a criação sofre: "… a criação está sujeita à vaidade… a criação a um só tempo geme e suporta angústias até agora” (Rm 8.19- 22). Por exemplo: a má administração da ren­da e dos produtos da terra que gera mortali­dade, fome, guerra etc.; ou o desequilíbrio ecológico que é conseqüência da exploração, da ganância, do “progresso”; ou mesmo a poluição, o lixo, infecções, dentre outros. Estes exemplos nos desafiam a assumir uma fé comprometida com o mundo criado, que aguarda a sua redenção.

Deus criou o mundo e viu que tudo era bom. Compete a cada um preservar este lema, não permitindo que tudo seja mau. Somos parte de um programa estabelecido pelo Senhor e a nossa fé envolve obras ou atos concretos que visam preservar o Uni­verso. Como diz o ditado: “falar é fácil; fazer é difícil”. Afirmar a fé no Deus Criador é tare­fa fácil: difícil é comprometer-se com os de­safios do mundo criado. Que esta declara­ção de fé nos conduza ao exercício de uma fé viva, mas bastante operosa, afinal, somos cristãos responsáveis!

4 DISCUSSÃO

· É possível haver evolução na obra da criação? Justifique.

· Quanto à preservação do Universo, qual deve ser a nossa principal tarefa?

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