ESTUDO EBD BETEL. TEMA: EZEQUIAS: O SENHOR É A MINHA FORCA!

EZEQUIAS:

O SENHOR É A MINHA FORCA!

ISAIAS 38:9-22

1 Introdução

O capítulo 11 da epístola aos Hebreus é conhecido pelos estudiosos da Bíblia pela im­pressionante lista que contém de pessoas que realizaram atos admiráveis pela fé em Deus. Uma frase que aparece no verso 34 resume o segredo dos heróis de Deus: “da fraqueza tiraram força”. De fato, por si só o ser humano é incapaz de fazer o que quer que seja para Deus. Mas com a força que vem do Senhor, é possível realizar muitas coisas boas, para a glória de Deus e o bem-estar do próximo.

O ensino bíblico que apresenta o Senhor dando força ao seu povo é muito bem ilustrado na vida do rei de Judá chamado Ezequias; curiosamente seu nome significa “Javé fortalece” ou “O Senhor é a minha força”.

2 AMBIENTE HISTÓRICO

Ezequias viveu aproximadamente entre 716 e 687 a.C. Era filho de Acaz, que tinha sido um péssimo rei. O rei Ezequias assume o governo de uma nação que fora paganizada por seu pai; isto porque Acaz, com medo de ser destronado pelos assírios, começou a adorar os seus deuses, criando assim uma situação de decadência moral e espiritual entre o povo. Além disso, Acaz transformara Judá em um vassalo do reino da Assíria, o que demonstra a fraqueza de sua administração.

Este é o quadro do reino que Ezequias assume: uma nação distante dos regulamen­tos e exigências da aliança com o Senhor, e sujeita às vontades de uma potência estran­geira. Esta situação requeria um líder que fosse forte, mas que não chegasse ao extremo de ser um tirano. Certamente, Ezequias foi esse líder. Os relatos bíblicos a seu respeito focalizam sua fidelidade a Javé e à aliança, a ponto de em II Reis 18.5,6 ser elogiado mais que qualquer outro rei de Judá. Comentando sobre seu reinado, o Dr. H. Fernhout diz que “o relato do escritor ( de I Reis ) não é biográfico ou cronológico. Antes, realça topicamente certos acontecimentos que ilustram o espírito motivador de Ezequias e seus resultados”.

Sempre na Bíblia dá-se nome às pessoas com um significado especial. Foi assim com Ezequias – “o Senhor é a minha força”. Com base nos textos bíblicos a seu respeito e no belo e inspirativo significado de seu nome, pode-se aprender o seguinte;

3 RESTAURAÇÕES EFETUADAS CORAJOSAMENTE

Já se fez referência neste estudo ao fato de que nos tempos do rei Acaz, antecessor de Ezequias, o nível espiritual e moral de Judá estava baixíssimo. A decadência espiritual era tanta que o templo do Senhor em Jerusalém não estava mais sendo utilizado e a idolatria era livremente praticada (II Cr 28.24,25).

Ezequias não se conformou com esta situação, e liderou uma ampla reforma espiritual, religiosa e moral para que o povo retornasse à fidelidade exigida pela aliança com Javé.

As reformas realizadas por Ezequias são citadas nos capítulos 29 a 31 de II Crônicas. De maneira resumida, pode-se apresentar a seqüência das reformas lideradas pelo fiel rei Ezequias, conforme os registro de II Crônicas.

· Explicação da necessidade das reformas (29.1-11);

· Limpeza do templo (29.12-19);

· Realização de sacrifícios e ofertas pelo pecado (29.20-24);

· Reorganização do culto (29.25-30);

· Oferecimento de holocaustos (29.31-36);

· Celebração da festa da Páscoa e dos Pães Asmos (30.1-27);

· Destruição dos objetos de culto idólatra (3L1; II Rs 18.4);

· Reorganização das ofertas ao Senhor (31.2-21).

Ezequias necessitou de coragem e força vindas do Senhor para realizar estas restaura­ções exigidas pela aliança com Deus. Da mesma forma, em nossas vidas algumas vezes é necessário renovar a aliança com o Senhor; para que isso aconteça, é preciso que se tenha coragem para fazer confissão e renúncia do pecado, restituir a quem sofreu algum prejuízo (quando possível), restaurar o culto a Deus etc. Qualquer pessoa cristã pode e deve realizar em sua vida as reformas exigidas pela aliança, desde que se humilhe diante de Deus para receber a força que Ele concede aos Seus.

4 VITÓRIAS ALCANÇADAS SOBRE OS INIMIGOS

Ezequias foi, pela graça divina, bem sucedido nas campanhas militares que empreen­deu em defesa de seu reino. Isto aconteceu pelo menos três vezes:

Contra os filisteus (II Rs 18.8) – Os filisteus eram inimigos dos filhos de Israel desde os tempos dos juizes; foram quase exterminados nos dias do rei Davi. Mas em outras ocasi­ões houve conflitos entre os dois povos. Em seu reinado, Ezequias impôs-lhes severa derro­ta. Esta é uma das últimas referências aos filisteus em guerra contra os israelitas no Antigo Testamento, fato que demonstra a importância da vitória conseguida pelo rei Ezequias.

Contra os assírios (II Rs 18.13-19,37) – A Assíria (nação que corresponde ao atual Iraque) dominava toda a região do Oriente Médio nos dias de Ezequias. A situação de Judá ficou muito delicada quando Rabsaqué, general do rei assírio Senaqueribe, fez um cerco a Jerusalém. O rei Ezequias demonstra sua piedade quando consulta o profeta Isaías e ora fervorosamente ao Senhor. Como resultado, o Deus de Israel elimina em uma única noite 185.000 soldados assírios.

O antigo historiador grego Heródoto faz referência a este fato em seus escritos, e diz que isto aconteceu devido a uma peste que repentinamente grassou naquele exército.

Contra sua doença (II Rs 20.1-4; II Cr 32.24-31) – Ezequias ficou seriamente doen­te; quando isto aconteceu, ele não confiou apenas nos médicos, como antes dele fizera o rei Asa (II Cr 16.12) e também não buscou ajuda de deuses pagãos, como o rei Acazias (II Rs 1.2). Pelo contrário, ele confiou no Senhor! É interessante observar que Ezequias utilizou um medicamento para combater sua doença (Is 38.21), o que mostra que a fé em Deus não dispensa os recursos da medicina. Em gratidão a Deus, por ter sido curado, Ezequias com­pôs um belo salmo de louvor ao Senhor (Is 38.9-20).

Ezequias precisou armar-se com a força que vem do Senhor para rebelar-se contra o rei da Assíria (II Rs 18.7) e para enfrentar todos os seus inimigos. Os crentes sinceros também estão em luta: contra o mundo (I Jo 5.4), a carne (G15.16-26) e o diabo (Ef 6.10-20). Para que esta luta seja vencida, é preciso que haja um constante revestimento da força que só Deus pode dar aos que a Ele são fiéis.

5 LIDERANÇA EFICIENTE

Outro fator digno de destaque na vida do rei Ezequias foi sua eficiente e dinâmica administração, que muito beneficiou o povo.

Preparação para a guerra e transmissão de ânimo ao povo (II Cr. 32.2-8) – Ezequias não se desesperou quando soube que o exército assírio queria invadir Jerusalém; pelo contrário, preparou o povo para enfrentar os inimigos e, além disso, incentivou o povo a lutar com confian­ça no Todo Poderoso (II Cr 32.7; cf. I Jo 4.4). O líder eficiente é aquele que diante do perigo prepara-se para enfrentar os problemas e leva seus liderados a ter o ânimo que vem de Deus.

Ampliação do reino (II Cr 32.27-29) – O reino de Judá, nos dias de Ezequias, expe­rimentou um crescimento que não acontecia desde os dias de Salomão. E o que é melhor – não há nos relatos bíblicos registro de que Ezequias tenha conseguido este sucesso às custas da opressão do povo, como Salomão fizera. O líder eficiente é o que tem uma visão de crescimento e ampliação para seus liderados. Nas igrejas, por exemplo, as lideranças de­vem procurar sempre crescer e não apenas conservar o que foi conquistado no passado.

Construção de um aqueduto (D Rs 20.20; II Cr. 32.30) – Assim que Ezequias soube que os assírios pretendiam invadir Jerusalém, mandou que se construísse um aqueduto para suprir a capital de água no caso de um cerco. Sobre isto, o historiador John Bright diz: “…o famoso aqueduto de Siloé… que trouxe as águas da fonte de Giom, por debaixo da colina de Jerusalém, para um reserva­tório na extremidade inferior da cidade… o túnel foi cavado a partir de ambas as extremidades e uma inscrição foi feita na rocha onde se encontraram as duas turmas de trabalhadores.” O líder eficiente é o que constrói não para sua própria grandeza, mas apenas para realmente beneficiar seus liderados.

Apoio às boas tradições (Pv 25.1) – Ezequias mandou que se fizesse uma coletânea dos provérbios que Salomão havia composto. O líder eficiente é o que incentiva e valoriza as boas realizações de seus antecessores, sem desprezar as tradições valiosas do passado.

6. Discussão:

· Se o Senhor é força, por que há tantas pessoas desanimadas nas igrejas?

· O que o grupo acha da força do pensamento positivo?

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