ESTUDO EBD. TEMA: ACABE, A INFELIZ TRAJETORIA DE UM HOMEM SEM REFERENCIAS

Escola Biblica dominical da Igreja do Betel Brasileiro Geisel. Site: www.josiasmoura.com

ACABE

A INFELIZ TRAJETÓRIA DE UM HOMEM SEM REFERENCIAIS!

I REIS 16.29-34

Inspirados em Provérbios 14.12, os compositores evangélicos Paulo Cézar e Jayro T. Gon­çalves escreveram uma música intitulada “Caminhos”, e num trecho da canção declaram: “Pos­so andar em caminhos que eu mesmo quis construir/ Posso fazer o que quero, agradando só a mim/ Mas plena paz não posso alcançar/ Há caminho, que ao homem, parece ser bom/ Mas seu fim não é o melhor.”

Infelizmente, esta não foi a compreensão do personagem a ser estudado: o rei Acabe. Ele figura na lista dos reis de Israel como um dos mais infiéis. Não observou os caminhos do Se­nhor: viveu uma vida completamente sem referenciais, fazendo somente o que era mau.

Em nossos dias também, muitos são os que têm escolhido caminhos errados, seguindo sem direção.

AMBIENTE HISTÓRICO

Acabe, filho e sucessor de Onri, foi o sétimo rei de Israel e reinou durante 22 anos, sendo sucedido por seu filho Acazias. Segundo o relato bíblico, Acabe fez “o que era mau perante o Senhor, mais do que todos os que foram antes dele”. O seu reinado foi marcado por idolatria, apoio ao paganismo, perseguição aos profetas do Senhor e constantes guerras contra a Síria.

A história do rei Acabe põe em cena outros nomes importantes da época, a saber: Jezabel, a impiedosa mulher a quem Acabe tomou por esposa e que exerceu tremenda influência em sua vida, pois o instigava a fazer o que era mau (21.25); Elias, o ousado profeta do Senhor, que confrontava Acabe por causa de seus pecados, sendo por isso perseguido (21.20); Nabote, símbolo das vítimas do abuso de poder do rei e da rainha, o qual foi apedrejado por se recusar a vender ao rei uma propriedade que lhe pertencia (21.1-16).

A história do reinado de Acabe está registrada em I Reis 16.29 a 22.40. A vida desse rei pode ser tomada como exemplo da infeliz trajetória de um homem sem referenciais para a vida.Como aconteceu nos dias de Acabe, hoje também o Senhor e a Sua Palavra têm sido despreza­dos por muitos. E o misticismo e a atenção aos falsos profetas têm sido a opção de inúmeras pessoas. Destacamos a seguir, alguns dos perigos e as trágicas conseqüências da ausência de referenciais corretos para a vida.

1. O PECADO DA IDOLATRIA

Acerca da idolatria a que Acabe se entregou, o texto aponta duas questões agravantes: seguiu os pecados de Jeroboão e casou-se com Jezabel (16.30-33).

O rei Jeroboão havia edificado em Dã e Betel santuários para concorrer com o templo de Jerusalém (motivos políticos). Também incentivou o sincretismo religioso, misturando o culto do Senhor com o de Baal. Além disso, profanou o sacerdócio, pois, a quem queria constituía e consagra como sacerdote (12.25-31; 13.33-34). Acabe, não apenas preservou esse padrão de culto; como se não bastasse, foi mais longe ao tomar por esposa a Jezabel. O deus de Jezabel era Baal e com o casamento esse culto pagão foi mais e mais fortalecido em Israel. Cerca de 850 profetas estavam a serviço do culto pagão em Israel. Baal era servido por 450 profetas e a deusa Aserápor400 (18.19). Jezabel exerceu grande influência para que Acabe perdesse os referenciais bíblicos, desviando-se completamente do Senhor e trilhasse os caminhos da idolatria.

Quando o ser humano perde os referenciais e ignora o alvo a seguir, abandonando a Palavra de Deus e deixando de olhar firmemente para o Autor e Consumador da Fé – Jesus – torna-se suscetível para entregar-se à idolatria. Por causa das vantagens políticas, Acabe abandonou o Deus de Israel e entregou-se à idolatria. O relato de I Reis 21.25-26 diz que ele “se vendeu paru fazer o que era mau…” Hoje também há muitos que se vendem, abandonam a Deus, perdem os referenciais e seguem a outros “deuses” por causa de supostas vantagens.

2. A ATENÇÃO AOS FALSOS PROFETAS

Quando Josafá, rei de Judá, se juntou a Acabe para guerrearem contra a Síria, sugeriu a Acabc que consultasse primeiro a palavra do Senhor, acerca da viabilidade desse projeto. Então o rei ajuntou cerca de 400 falsos profetas (provavelmente serviam à deusa Aserá, pois os de Baal já estavam mortos) e se pôs a ouvi-los. Acabe tinha prazer em ouvir estes profetas, pois eles profetizavam o que lhe interessava (22.5-6,12). Inconformado, Josafá perguntou: “Não há aqui algum profeta do Se­nhor para o consultarmos?” (22.7). Acabe respondeu: “Há um ainda, por quem consultar ao Senhor, porém eu o aborreço, porque nunca profetiza de mim o que é bom, mas somente o que é mau. Este é Micaías…” (22.8). O texto não esclarece, mas parece que Elias havia se afastado de Samaria, pois só reaparece quando Acazias, sucessor de Acabe está reinando (II Rs 1). Ao ser convocado, Micaías disse que falaria somente o que o Senhor lhe dissesse, mas, como era de se esperar, o rei não gostou da mensagem (22.17-18). Por isso ordenou que Micaías fosse lançado na prisão e castigado com escassez de pão e água até que ele retornasse da guerra vitorioso e em paz (22.26-27).

Optando pelos conselhos dos falsos profetas, subiu para a guerra, mas a batalha terminou no mesmo dia em que começou, pois ele foi ferido e à tarde morreu (22.29-36).

A insensatez e o trágico desfecho da história de Acabe retratam o proceder daqueles que perdem os referenciais para a vida. Dão atenção aos falsos profetas, se embrenham pelos perigosos caminhos da magia, do espiritismo, do esoterismo e das vãs filosofias, e o fim é sempre desastroso. É por isso que Jesus adverte: “Acautelai-vos dos falsos profetas…” (Mt. 7.15; 24.23-25; I Jo 4.16).

3. A CONIVÊNCIA COM A INJUSTIÇA

O relato bíblico dá a entender que a injustiça praticada no reinado de Acabe, cm grande parte foi movida por Jezabel, mulher impetuosa e cruel. Era ela quem exterminava os profetas do Senhor (18.4). Foi ela quem jurou que faria a Elias o mesmo que ele fez com os profetas de

Baal (19.1-3). Foi ainda Jezabel quem tramou a morte injusta de Nabote, sob falsas acusações, porque ele se recusou a vender ao rei a sua plantação de uvas (21.5-16).

Em todos estes episódios, o que se percebe é a conivência de Acabe. Ele era o rei, mas fazia vistas grossas diante desses graves atos de injustiça.

Quando o homem perde os referenciais para a vida, toma-se insensível e vê a injustiça como algo normal, algo que não inquieta, que não incomoda a consciência. Mesmo sabendo de tudo, Acabe desceu para a vinha, a fim de tomá-la por posse, como se nada de errado tivesse acontecido (21.17-19).

A falta de compromisso com Deus e com a sua Palavra, certamente é o que tem levado muitos de nossos governantes, bem como pessoas de entre o povo e até da igreja, à atitude de conivência com a injustiça em suas múltiplas formas de manifestação. Mas a Palavra de Deus adverte contra a injustiça (Pv 22.8; Jr. 22.3).

4. RESISTÊNCIA À PALAVRA DO SENHOR

Quando o indivíduo abandona o Senhor e perde os referenciais para a vida, fica como que vacinado contra a Palavra do Senhor. Isto está evidente na atitude de Acabe diante de Elias (18.15-18). A presença e as palavras de Elias incomodavam, pois ele falava da parte do Senhor. E o que o Senhor tinha para dizer a Acabe através do profeta, naturalmente não eram coisas boas. Ele resistia à Palavra do Senhor e considerava o profeta Elias como “o maior criador de problemas em Israel” e um inimigo (18.17; 21.20, BLH).

Quanto ao outro profeta, Micaías, o rei também não gostava de ouvi-lo, pois a sua palavra era sempre dura (22.7-8).

Quando o indivíduo está longe de Deus, entregue aos desejos do coração e sem direção, a Palavra do Senhor realmente incomoda e torna-se insuportável.

Segundo o apóstolo Paulo, chegará um tempo em que muitos “Não suportarão a sã doutri­na; pelo contrário, cercar-se-ão de mestres, segundo as suas próprias cobiças, como que sentin­do coceira nos ouvidos; e se recusarão a dar ouvidos à verdade, entregando-se às fábulas” (II Tm 4.3,4). Será que já não estamos vivendo esse tempo?

5. O CASTIGO PELA INFIDELIDADE

A palavra de juízo do Senhor veio a Acabe, através do profeta Elias (21.19-24). O futuro reservado a Acabe era trágico. O que lhe aguardava era humilhação, desonra e a destruição das futuras gerações, como conseqüência de todos os seus pecados. Apesar de ter se humilhado pe­rante o Senhor (21.27-29), o fato é que o castigo pela infidelidade apenas foi adiado. O preço da infidelidade é muito elevado. Não adianta se rebelar contra Deus. O salmista Asafe declarou: “Os que se afastam de ti, eis que perecem; tu destróis todos os que são infiéis para contigo” (Sl 73.27).

A experiência de Acabe deixa-nos lições sobre os riscos e as conseqüência de uma vida sem referenciais, ou seja, uma vida que exclui a Bíblia como única regra de fé e prática e que substitui o compromisso com Deus por outras supostas vantagens.

DISCUSSÃO

1. Qual tem sido a atitude do povo hoje, diante dos falsos profetas?

2. Você acha que a Igreja hoje tem confrontado os maus governos, a exemplo do profeta Elias?

3. O que distingue hoje o remanescente fiel, da maioria do povo?

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