Estudo bíblico para EBD Geisel. Tema: AS PERGUNTAS DE JÓ– Estudo para dia 26.05.2013

Site: www.josiasmoura.com Escola bíblica dominical da Igreja Betel Brasileiro Geisel

Texto da Lição: Jó 3.1-26; 28.12-28 Texto Básico: Pv 3.13-26; 8.1-36; Jr 20.14-18; Ef 2.8-10;

Cl 2.1-3; Tg 1.2-12; 1 Pe 4.1-19

As Perguntas de Jó

 

Para Decorar: “Meus irmãos, tende por motivo de toda a alegria o passardes por várias provações, sabendo que a provação da vossa fé, uma vez confirmada, produz perseverança” (Tg 1.2,3).

INTRODUÇÃO

Todos nós temos a tendência de nos queixarmos de nossas aflições, a ponto de esquecermos que Deus pode ter um propósito para elas.

O sofrimento de Jó levou-o ao ponto de esquecer a alegria de conhecer e servir ao Senhor. Seus amigos talvez não tivessem tido a oportunidade de proclamar suas heresias e afligir ainda mais a Jó, se ele tivesse mostrado a atitude certa em relação ao seu sofrimento.

POR QUE NASCI? (Jó 3.1-19.)

A dor fez com que Jó fizesse uma auto-análise, sondando o seu coração. Sua miséria tinha apagado a memória das vitórias e alegrias do passado. Chegara ao ponto de amaldiçoar o dia de seu nascimento e desejar que sua vida tivesse terminado antes de começar. (Jó 10.19.)

O fato de Jó amaldiçoar o dia de seu nascimento era um modo indireto de culpar o Criador pelo erro de permitir que ele nascesse. Mesmo que se tivesse recusado a maldizer a Deus diretamente (Jó 2.9), estava fazendo isso indiretamente (Jó 3.1-3).

Jó desejava que o dia de seu aniversário fosse caracterizado pelas trevas – totais e completas. Nas Escrituras, as trevas representam desolação, morte e separação de Deus. (Is 24.11; Lm 3.6; Mt 8.12; 2 Pe 2.17; Jd 13.)

Como se a escuridão no dia de seu nascimento não fosse suficiente, Jó também pediu que ele fosse apagado do calendário (v. 6). Uma vez que ele mesmo não tinha alegria, procurou remover a alegria dos que o rodeavam. Ele estava manifestando egoísmo. (Veja Jr 20.15.)

No que dizia respeito a Jó, o sol não deveria brilhar (v. 8), as estrelas não piscariam (v. 9), e a madrugada não viria (v. 9) no dia do seu nascimento. A queixa de Jó não era na verdade dirigida a esse dia, mas ao Criador do sol e das estrelas que brilharam nesse dia. Jó estava evidenciando o começo de uma atitude errada em relação ao seu sofrimento, pela maneira como perguntou: “Por que nasci?”

O desejo de Jó quanto ao seu nascimento era que tivesse morrido em vez de viver. Seu primeiro pensamento foi de que devia ter morrido imediata­mente após o nascimento (v. 11).

A dor o isolava das pessoas, porque sentia que ninguém o compreendia nem simpatizava com ele inteiramente. Se pelo menos pudesse morrer, teria então companhia adequada. Reis, conselheiros, e príncipes estavam no mundo dos mortos (vv. 13-15). A morte os identificaria com Jó. A posição terrena do homem não afeta a sua condição na eternidade. Somente a crença na revelação de Deus com respeito ao Salvador fará diferença.

O pensamento seguinte de Jó foi que jamais deveria ter saído vivo do ventre da mãe (v. 16). O ponto interessante deste conceito é que a criança abortada se encontra no mesmo lugar que todos os demais mortos (vv. 13-19).

O mundo dos mortos foi descrito por Jó como sendo um lugar de descanso para os cansados (indivíduos justos, crentes), mas onde os ímpios não têm repouso (v. 17).

POR QUE DEVO SOFRER? (Jó 3.20-26)

A meditação de Jó voltou-se do dia do seu nascimento e sua vida de miséria para a própria miséria em si. Por que Deus não poderia ter misericordiosamente permitido que Jó morresse? Ele estava obcecado com a idéia de escapar da dor desta vida, através da morte (Jó 3.20, 21). Não podia resolver a questão do seu sofrimento. Ficaria muito feliz em descansar na morte, fugindo a uma vida de tormento (v. 22).

Jó sentia como se tudo tivesse desmoronado à sua volta e não houvesse possibilidade de fuga (v. 23). O que ele temia era o próprio medo (v. 25). Sua atitude pessimista levou-o a esperar o pior, enquanto uma atitude de fé lhe teria dado compreensão do mistério do seu sofrimento.

A pergunta de Jó não parece ser respondida no capítulo 3. O Novo Testamento, porém, explica por que o crente deve sofrer. O sofrimento faz parte da vida do crente. É um privilégio. O sofrimento do cristão é por Cristo, e glorifica a Deus, quando aceito com a atitude certa. Jó estava confiante em que não pecara contra Deus, para que pudesse ser punido por isso. Todavia, ele permitiu que a sua situação o fizesse esquecer a bondade de Deus e o Seu propósito em meio à tribulação. Como resultado, Jó começou a pecar pela sua atitude. Entretanto, de modo geral, ele demonstrou uma aceitação paciente da vontade de um Deus perfeitamente sábio.

ONDE ESTÁ A SABEDORIA? (Jó 28.12-28)

A sabedoria de que o homem necessita quase sempre falta, quando surgem as provações. Tiago associou a tribulação e a sabedoria no primeiro capítulo de sua epístola. A resposta da pergunta: “Onde está a sabedoria?” é Jesus Cristo, o Filho de Deus. (Tg 1.2-12; Cl 2.1-3.)

Toda a sabedoria e riqueza do homem são insuficientes para a obtenção da sabedoria celestial, que tem origem em Deus. O valor da sabedoria santa está muito acima de qualquer tesouro terreno que o homem possa acumular (Jó 28.12,13).

O preço da sabedoria é muito mais alto do que o do ouro, da prata, de jóias ou pérolas (w. 15-19). Jó ficaria mais sábio com a experiência do sofrimento, mas essa sabedoria seria obtida na pobreza, pois ele já havia perdido todos os seus bens.

A sabedoria não é um objeto material que possa ser visto (vv. 20,21). Mesmo no reino dos mortos, eles não têm uma compreensão clara da mesma. Somente Deus compreende a sabedoria e sabe onde ela habita (v. 23).

A sabedoria que o homem procura é mantida pelo Deus todo-poderoso cujos caminhos e pensamentos estão muito acima dos do homem. Quem quiser encontrar a sabedoria deve procurá-la em Deus (w. 23,24). Ela está por trás da criação de todas as coisas (vv. 25,26). Ela está com Deus e tem estado com Ele desde o princípio. (Is 55.8,9; Tg 1.5.)

A sabedoria existia desde antes da criação do mundo (Jó 28.26,27). Ela fez parte da criação (vv. 25,26). Deus “viu”, “manifestou”, “estabeleceu” e “esquadrinhou” a sabedoria (v. 27). Ela está associada ao temor reverente do Senhor (v. 28). A natureza da sabedoria é santa e justa, exigindo que o crente se separe do pecado (v. 28). (Pv 8.22-26; 8.27-31; 8.22,30; 1.7; 8.13; 8.13,36; 2 Tm 2.19; 1 Pe 1.16.)

Esta sabedoria é concreta e não abstrata. Ela é uma pessoa: ela é a Palavra, o Filho de Deus. Esta é a razão pela qual o apóstolo Paulo escreveu aos coríntios que Cristo foi feito pelo Pai, sabedoria para nós (1 Co 1.30). Paulo também escreveu aos crentes da cidade de Colossos a respeito da sabedoria. Ele afirmou que em Jesus Cristo estão ocultos todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento (Cl 2.3). A Palavra viva de Deus, a Sabedoria viva de Deus, faz uso da palavra escrita de Deus para proporcionar a sabedoria necessária, para que se cumpra a vontade de Deus na vida do crente (Cl 3.16; 1.9).

Zofar tinha desejado que Deus mostrasse a Jó “os segredos da sabedoria” (Jó 11.6). As respostas às perguntas de Jó com relação à vida, ao sofrimento, à morte e à sabedoria são encontradas em Deus.

A resposta à pergunta de Jó pode ser estabelecida como o próprio Filho de Deus. Jesus Cristo deve ser glorifkado por todos os homens. O Pai é glorificado pelo Filho. Este é o propósito da existência do homem. O crente sofre por Cristo a fim de poder glorificar a Deus (1 Pe 4.16). Jesus Cristo é a Sabedoria. Jesus Cristo é Vida. Ele é a resposta — a Verdade (Jo 14.6). (Fp 2.10,11; Jo 17.1.)

O crente que entra na escola do sofrimento aprenderá muito mais do que poderia aprender por qualquer outro processo educacional. A fim de diplomar-se em sabedoria, ele deve aprender a resposta às perguntas de Jó, mantendo-se fiel a Deus.

“Meus irmãos, tende por motivo de toda a alegria o passardes por várias provações, sabendo que a provação da vossa fé, uma vez confirmada, produz perseverança. Ora, a perseverança deve ter ação completa, para que sejais perfeitos e íntegros, em nada deficientes. Se, porém, algum de vós necessita de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente, e nada lhes impropera; e ser-lhe-á concedida” (Tg 1.2-5).

EXAMINE SUA VIVA

1. Ê justo alguém lamentar-se pela situação em que se encontra? Você procura o propósito de Deus nas suas circunstâncias? 2.Devemos culpar Deus pelas nossas dificuldades? 3.Você se apega a Deus quando está sofrendo? 4. A sabedoria é uma pessoa. Cristo foi feito sabedoria por nós. Você faz uso dessa sabedoria?

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