CURSO DE ROMANOS. (APOSTILA DO CURSO MINISTRADO PELO PR JOSIAS MOURA NA IGREJA DO BETEL BRASILEIRO GEISEL, NO CULTO DE DOUTRINA)

Curso de Analise no Livro de Romanos

Professor Pr. Josias Moura de Menezes

Site: josiasmoura.com

Email para contato: josiasmoura@gmail.com

Conteúdo

1) Idéias e palavras chaves. 3

2) Contexto Histórico. 3

3) Ocasião e Data. 3

4) Propósito. 3

5) Características. 3

6) Conteúdo. 4

7) Argumentação da carta de Romanos. 4

8) Aplicação Pessoal 4

9) Cristo Revelado. 5

10) O Espírito Santo em Ação. 5

11) A autoria de Paulo da carta aos Romanos é universalmente aceita. 5

12) Destinatários. 6

13) A Mensagem aos Romanos. 6

14) Compartilhando o Evangelho (Romanos 1:1-15) 7

15) A Necessidade Universal (Romanos 1:16-32) 8

16) O Justo Juízo de Deus (Romanos 2:1-16) 9

17) A Culpa dos Judeus (Romanos 2:17-29) 10

18) Os Judeus Têm Vantagem? (Romanos 3:1-18) 11

19) Justo e Justificador (Romanos 3:19-31) 12

20) A Justificação de Abraão (Romanos 4:1-25) 13

21) Jesus Vive para Salvar (Romanos 5:1-21) 14

22) Ressuscitados com Cristo (Romanos 6:1-23) 15

23) Libertados da Lei (Romanos 7:1-11) 16

24) O Homem Desventurado (Romanos 7:12-25) 17

25) O Espírito x A Carne (Romanos 8:1-17) 19

26) Sofrimento e Esperança (Romanos 8:18-25) 20

27) Mais Que Vencedores! (Romanos 8:26–39) 21

28) Deus: Fiel e Justo (Romanos 9:1-18) 21

29) Os Vasos de Misericórdia (Romanos 9:19-33) 22

30) Um Povo Rebelde (Romanos 10:1-21) 23

31) A Rejeição de Israel (Romanos 11:1-16) 24

32) Quebrados e Enxertados (Romanos 11:17-36) 25

33) Sacrifícios Agradáveis (Romanos 12:1-21) 26

34) A Dívida do Amor (Romanos 13:1-14) 27

35) Respeito entre Irmãos (Romanos 14:1-23) 28

36) A Prática do Amor (Romanos 15:1-21) 29

37) Cooperando em Cristo (Romanos 15:22 – 16:27) 30

38) Esboço estrutural de Romanos. 32

39) Informações sobre o professor. 43

1)Idéias e palavras chaves

Autor: Paulo Data: Aproximadamente 56 d.C.

Tema: A justiça de Deus no evangelho de Cristo

Palavras-Chave: Justiça, fé, justificação, lei, graça

2) Contexto Histórico

Quando Paulo escreveu Romanos, por volta de 56 d.C, ele ainda não tinha estado em Roma, mas vinha pregando o evangelho desde sua conversão em 35 a.C. Durante os dez anos anteriores, ele tinha fundado igrejas através de todo o mundo mediterrâneo. Agora, estava chegando ao fim de sua terceira viagem missionária. Esta epístola é, portanto, uma declaração madura de sua compreensão do evangelho. Em Roma, a igreja havia sido fundada por outros cristãos (desconheci dos para nós, mas ver "forasteiros romanos" em At 2.10); e Paulo, através de suas viagens, conheceu muito a respeito dos crentes de lá (16.3-15).

3) Ocasião e Data

É mais provável que Paulo tenha escrito Romanos enquanto estava em Corinto, em 56 d.C. fazendo uma coleta para ajudar os cristãos necessitados de Jerusalém (15.25-28,31; 2Co 8—9). Ele planejou ir a Jerusalém com essa coleta, depois visitar a igreja em Roma (1.10-11; 15.22-24). Depois de ser revigorado e apoiado pelos cristãos de Roma, planejou viajar para a Espanha para pregar o evangelho (15.24). Ele escreveu para dizer aos romanos sobre sua visita iminente. A carta, provavelmente tenha sido entregue por Febe (16.1-2). O portador é uma senhora chamada Febe, de Cencréia, subúrbio de Corinto, que estava de saída para Roma (16: 1-2). Como não havia serviço postal particular no Império Romano da época, as cartas eram enviadas por viajantes de confiança.

Estima-se que este texto tenha sido escrito no inverno de 56-58 d.C., estando Paulo em Corinto, na casa de seu amigo Gaio, ao final de sua terceira viagem missionária aos territórios que margeiam o Mar Egeu e às vésperas de partir para Jerusalém, levando a oferta para os crentes pobres (15:22-27).

4)Propósito

Em vista de seus planos pessoais, Paulo escreveu para apresentar-se a uma igreja que nunca tinha visitado. Ao mesmo tempo, ele apresentou uma declaração completa e ordenada dos princípios fundamentais do evangelho que pregava.

5) Características

Romanos é, comumente considerada a maior exposição da doutrina cristã em qualquer parte das Escrituras. Contêm um desenvolvimento ordenado e lógico das profundas verdades teológicas. Está repleto dos grandes temas da redenção: a culpa de toda a humanidade, nossa in­capacidade de merecer favores de Deus, a morte redentora de Cristo e o livre dom da salvação para ser recebido apenas pela fé.

Como Paulo não tinha visitado Roma, a epístola não trata de problemas locais espe­cíficos, mas contém ensinamentos gerais aplicáveis a todos os cristãos de todos os tempos. Através de toda a história da Igreja, as explica­ções de romanos têm animado muitos avivamentos, quando as pes­soas têm se tornado conscientes da magnificência de Deus e de sua graça para conosco.

6)Conteúdo

O tema doutrinário global que Paulo procura demonstrar é que Deus é justo, Apesar de tudo que acontece neste mundo — mesmo que todos os seres humanos sejam pecadores (1.18—3.20); mesmo que Deus não puna, mas perdoe os pecadores culpados (3.21—5.21); mesmo que os crentes possam não viver completa­mente de uma maneira coerente com a justiça de Deus 161—8.17); mesmo que os crentes sofram e a redenção final re­tarde (8.18-39); mesmo que muitos judeus não creiam 19.1—11.36) — ainda assim Deus é perfeitamente justo e nos per­doou através de sua graça. Devido a essa grande misericórdia de um Deus tão justo, devemos seguir um modelo de vida coerente coma própria justiça de Deus (12.1—16.27).

7)Argumentação da carta de Romanos

Os argumentos apresentados por Paulo na carta aos Romanos são complexos. O estudo exige bastante atenção para entender o que ele disse, e não o que gostaríamos de ouvir. Estudando assim, recebemos a grande recompensa de fortalecer a nossa fé e aumentar a nossa apreciação pela graça de Deus. Este é o primeiro de uma série de artigos sobre Romanos. É um estudo prático, em que procuraremos entender os pontos principais de cada trecho, e faremos aplicações para ajudar no nosso dia-a-dia.

Dentre as cartas de Paulo, certamente, a Carta aos Romanos ocupa lugar de destaque. Alguém já a chamou de “evangelho dentro do evangelho”, dado à forma linear, sistemática, profunda e completa pela qual seu autor expõe sua compreensão do plano da salvação.

8) Aplicação Pessoal

Romanos nos ensina que: não devemos confiar em nós mesmos para a salvação, mas em Cristo (caps. 1—5), que devemos imitar a fé que Abraão tinha (cap. 4); ser pacientes em momentos difíceis (5.1-11); regozijar em nossa representação por Cristo (5.12-21); crescer na morte diária do pecado (6.1—7.25); caminhar de acordo com o Espírito Santo em todos os momentos (8.1-17); ter espe­rança na glória futura e confiar que Deus trará o bem para os sofri­mentos presentes (8.18-39); orar e proclamar o evangelho aos perdidos, especialmente os judeus (9.1—11.32); e louvar a Deus por sua grande sabedoria no plano da salvação (11.33-36). Espe­cialmente nos caps. 12—15, a epístola fornece muitas aplicações específicas para a vida, mostrando como o evangelho prepara em prática tanto na Igreja como no mundo. Por fim, podemos até apren­der a imitar o profundo cuidado pessoal de Paulo aos muitos crentes individuais (cap. 16).

9) Cristo Revelado

A epístola inteira é a história do plano de redenção de Deus em Cristo: a necessidade dele (1.18—3.20), a descrição detalhada da obra de Cristo e suas implicações para os cristãos (3.21—11.36) e a aplica­ção do evangelho de Cristo à vida cotidiana (12.1—16.27).

Mais especificamente, Jesus Cristo é o nosso Salvador, que obe­deceu perfeitamente a Deus como nosso representante (5.18-19) e que morreu como nosso sacrifício substituto (3.25; 5.6,8). É nele que devemos ter fé para a salvação (1.16-17; 3.22; 10.9-10). Através de Cristo temos muitas bênçãos: reconciliação com Deus (5.11); justiça e vida eterna (5.18-21); identificação com ele em sua morte, sepultamento e ressurreição (6.3-5); estar vivos para Deus (6.11); livres de condenação (8.1); herança eterna (8.17); sofrimento com ele (8.17); ser glorificados com ele (8.17); tornar-se como eles (8.29); e o fato de que ele ora por nós mesmo agora (8.34). Na verdade, toda a vida cristã parece ser vivida através dele: oração (1.8), regozijo (5.11), exortação (15.30), glorificar a Deus (16.27) e, em geral, viver para Deus e obedecer-lhe (6.11; 13.14).

10) O Espírito Santo em Ação

O Espírito Santo confere poder na pregação do evangelho e na rea­lização de milagres (15.19), habita em todos que pertencem a Cristo (8.9-11) e nos dá vida (8.11). Ele também nos torna, progressiva­mente, mais santos na vida cotidiana, nos dando poder para obede­cermos a Deus e superarmos o pecado (2.29; 7.6; 8.2,13; 15.13,16), fornecendo-nos um modelo de santidade a seguir (8.4), nos guiando nele (8.14) e purificando nossa consciência para pres­tar testemunho verdadeiro (9.1). 0 Espírito Santo derrama o amor de Deus em nosso coração (5.5; 15.30), junto com alegria, paz e es­perança através de seu poder (14.17; 15.13). Ele nos permite orar adequadamente (8.26) e a chamar Deus de nosso Pai, concedendo, desse modo, uma segurança espiritual interior de que somos filhos de Deus (8.16). Devemos centrar nossa mente nas coisas do Espí­rito, se desejamos agradar a Deus (8.5-6). Embora Paulo descreva brevemente os dons espirituais em Romanos (12.3-8), ele não faz menção explícita do Espírito Santo em conexão com esses dons, exceto para referir-se a eles como "espirituais" (ou "do Espírito") em 1.11. A obra atual do Espírito Santo em nós é apenas um ante-gozo de sua futura obra celeste em nós (8.23).

11) A autoria de Paulo da carta aos Romanos é universalmente aceita.

Não existe contestação relevante, seja do ponto de vista documental, seja da alta crítica. Não somente ela vem declarada na sua costumeira saudação (cf. 1:1) como vem amparada por fatos históricos, tais como sua pretensão de ir a Roma (1:15, 15:24) em caminho para a Espanha, ou a referência à coleta feita em favor da igrejas empobrecidas de Jerusalém (15: 26-33), como ainda por referências próprias características, tais como a de ser apóstolo entre os gentios (cf. 15: 16; Ef 3:7,8; Cl 1:27; Gal 1:16). Acresce-se, ainda a esses elementos, referências a pessoas de conhecimento comum, tais como Febe, Priscila e Áquila e Timóteo, que se tornam elo importante entre o escritor e os destinatários.

12) Destinatários

Entendendo que concluíra seu trabalho evangelístico na região da Galácia, da Macedônia, da Acaia e da Ásia, com a fundação e estabelecimento de muitas igrejas; e entregues essas a seus pastores e líderes, Paulo planeja ampliar seu horizonte de evangelização. Queria campos novos para evangelizar para Cristo. Não querendo “edificar sobre fundamento alheio” (Rm 15:20), decidiu ir à Espanha, a mais antiga colônia romana do Ocidente. Mas a ida à Espanha também lhe daria a oportunidade de realizar um antigo sonho.

Como cidadão romano, por direito de nascença (At. 22:28) ele ainda não conhecia Roma. Seria, então unir o útil ao agradável, passar por Roma, em seu caminho para a Espanha.

Seu objetivo era preparar os cristãos de Roma para sua chegada. O núcleo dessa igreja formara-se, provavelmente, dos romanos que haviam estado em Jerusalém no dia de Pentecostes (At. 2:10). Nesse período de 28 anos a igreja cresceu, com cristãos provindos de vários lugares, sendo alguns deles amigos e discípulos de Paulo. A carta serve, portanto, como uma carta de apresentação, na qual o Apóstolo expõe, de forma sistemática sua compreensão do evangelho de Cristo, do qual se chamava apóstolo. Ele não chegará a Roma senão três anos depois de sua famosa carta.

Há boas razões para crer que esta carta tenha sido enviada a outras igrejas, além de Roma. Uma delas está na forma como termina o capítulo 15, fazendo crer que havia uma versão onde não constava o capítulo 16, pelo fato de este referir-se a pessoas conhecidas e tratar de assuntos bem particulares.

13) A Mensagem aos Romanos

Romanos é um livro de ensinamento profundo e rico. Nela Paulo mostra o problema de todos os homens: “Não há justo, nem um sequer” (3:10); “…pois todos pecaram e carecem da glória de Deus” (3:23); “…o salário do pecado é a morte” (6:23); “…a morte passou a todos os homens, pois todos pecaram” (5:12).

Mas a mensagem é esperançosa, não pessimista. Paulo descreve o evangelho como “o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê” (1:16). Pecadores são “justificados gratuitamente, por sua graça” (3:24). “Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores” (5:8). “…o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor” (6:23).

A carta aos Romanos anima os santos nas suas batalhas diárias contra a tentação e outras provações: “Logo, muito mais agora, sendo justificados pelo seu sangue, seremos por ele salvos da ira…. muito mais, estando já reconciliados, seremos salvos pela sua vida” (5:9-10). “…muito mais os que recebem a abundância da graça e o dom da justiça reinarão em vida por meio de … Jesus Cristo” (5:17).

Paulo afirma que todas as três pessoas divinas lutam para o nosso bem: “…o mesmo Espírito intercede por nós” (8:26-27). “…Cristo Jesus…também intercede por nós” (8:34). “Se Deus é por nós, quem será contra nós?” (8:31). A participação ativa de Deus em nossa salvação leva a conclusão vitoriosa: “Em todas estas coisas, porém, somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou” (8:37).

Mesmo tratando de alguns fatos complexos e difíceis de serem compreendidos pelos leitores (até hoje), Paulo comunica sua confiança total na sabedoria de Deus: “Ó profundidade da riqueza, tanto da sabedoria como do conhecimento de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis, os seus caminhos” (11:33).

Como é o costume nas cartas de Paulo, os últimos capítulos de Romanos oferecem diversas aplicações práticas dos princípios apresentados. Reconhecendo a grandeza da graça salvadora de Deus, devemos nos conduzir como servos fiéis, mostrando reverência para com o Senhor, e bondade para com os outros homens.

14) Compartilhando o Evangelho (Romanos 1:1-15)

Paulo descreve a sua relação a todos em termos do evangelho. Deus o separou para o evangelho (1) que é o poder divino para salvar os homens (16). Paulo se viu como devedor a todos, e queria compartilhar as boas novas com todas as classes de homens (14-15). Quando pensou nos irmãos romanos, ele queria anunciar o evangelho e ser edificado por eles (15,12).

Fatos Fundamentais

Para comunicar bem a rica mensagem do evangelho, foi necessário definir alguns fatos. Paulo introduz nos primeiros versículos de Romanos vários temas que serão explicados no decorrer do livro. Ciente das dúvidas e até das divisões entre cristãos da época sobre o valor do Velho Testamento, ele mostra que sua mensagem confirma, e não contradiz, as profecias antigas. O evangelho foi prometido anteriormente por Deus e fala a respeito de Jesus, o Filho de Deus.

Segundo a carne, Jesus foi descendente de Davi. Mas é também o Filho de Deus que se ressuscitou de entre os mortos, se tornando o Cristo (Messias no hebraico, aquele que veio para cumprir as profecias) e Senhor (com toda a autoridade sobre nós).

Paulo, como apóstolo, pregou por amor do nome de Jesus para mostrar aos gentios a necessidade da obediência por fé (5). Ironicamente, algumas pessoas hoje usam o livro de Romanos para defender doutrinas de salvação por fé sem nenhuma participação ativa (obras) do homem. Paulo deixa claro desde o início do livro que a fé exige a obediência.

Os santos em Roma foram chamados para pertencer a Jesus. Deus os amou, e os chamou para serem santos (6).

As Orações de Paulo

Este apóstolo falou das suas orações constantes em relação aos irmãos romanos (8-15). Agadecia a Deus pela fé desses discípulos, que se tornou conhecida em todo o mundo.

Paulo pedia que Deus permitisse sua visita a Roma (10). Este exemplo nos ensina uma lição importante sobre a oração. Paulo escreveu esta carta perto do final de sua terceira viagem, pouco antes de levar ofertas dos gentios aos irmãos necessitados em Jerusalém. Ele falou dos seus planos e da sua vontade de fazer outra viagem depois, passando por Roma e continuando até a Espanha (15:25-28). Naturalmente, ele orava a respeito desses planos. De fato, Paulo chegou a Roma aproximadamente três anos depois de enviar esta carta, mas não da maneira que ele imaginava. Ele foi preso em Jerusalém, ficou mais dois anos na prisão em Cesaréia, e chegou a Roma depois de uma viagem cheia de calamidades e perigos. Quando oramos, devemos lembrar que Deus sempre atende as orações dos fiéis, mas nem sempre da maneira que imaginamos!

Paulo também comunicou o motivo da visita que planejava: a edificação mútua (11-12). Quando ele fala de dar e receber, descreve bem a natureza da relação entre irmãos em Cristo (veja 1 Coríntios 12:14-27; Efésios 4:15-16; Hebreus 10:24-25).

Ele reafirmou o desejo que tinha durante muito tempo de fazer uma visita aos romanos, pois queria lhes anunciar o evangelho (13-15). Considerou-se devedor aos gregos e bárbaros (os não gregos, normalmente menosprezados pelas pessoas “cultas” da sociedade grega), mostrando que o mesmo evangelho serve para os “sábios” e os “ignorantes”.

A aplicação universal do evangelho é o tema que Paulo defenderá nos próximos capítulos.

15) A Necessidade Universal (Romanos 1:16-32)

Todos, sejam judeus ou gentios, precisam crer no evangelho de Jesus Cristo. É a tese enunciada por Paulo em Romanos 1:16 e defendida nos capítulos seguintes. “Pois não me envergonho do evangelho, porque é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê, primeiro do judeu e também do grego.”

O Evangelho para Todos

Nesse versículo chave, encontramos vários pontos essenciais para compreender a carta aos Romanos e o propósito eterno de Deus para nossa salvação. Observe:

– O evangelho é o poder de Deus. A mensagem pregada por Paulo e outros, no primeiro século, não foi invenção do homem. Veio de Deus como o meio escolhido para salvar pecadores.

– A salvação é para aqueles que crêem. Embora o evangelho inclua mandamentos para serem obedecidos (2 Tessalonicenses 1:8; 1 Pedro 4:17), ele não é um sistema de justificação por obras de lei. O contraste que Paulo introduz aqui e explicará nos próximos capítulos é entre lei e . Nenhuma lei jamais salvou um pecador. A salvação vem pela fé.

– Para judeus e gentios. Deus trabalhou por meio da nação judaica para cumprir suas promessas, e a pregação do evangelho começou entre os descendentes de Abraão. Mas, o evangelho e a salvação que ele oferece são accessíveis a todos – judeus e gregos.

A Ira de Deus contra o Pecado

O resto do primeiro capítulo mostra o motivo de Deus em ficar irado com o pecado do homem. Note os pontos principais neste trecho:

Deus se revela. A vontade dele se revela na palavra das Escrituras, mas o caráter e o poder de Deus se revelam pelas obras da criação (17-20). Este fato traz a responsabilidade sobre todos de buscar a Deus, e deixa os desobedientes sem desculpa.

– Um erro leva a outros. Uma vez que o homem nega a existência de Deus ou perverte a verdade sobre a natureza do Criador, outros pecados brotam dessas raízes (21-25). Pessoas impressionadas com a sua própria inteligência e capacidade de raciocinar inventam deuses feitos à imagem de homens, ou até de animais. Assim, negando a santidade e a perfeição do Deus justo, justificam todo tipo de perversidade, incluindo relações homossexuais. Esses versículos mostram que falsas doutrinas sobre Deus andam de mãos dadas com os pecados da carne.

– Deus deixa os pecadores caminharem para sua própria punição. Deus não autoriza o pecado, mas deixa o homem praticá-lo, até piorando cada vez mais. A justiça nem sempre é imediata, mas os pecadores que não voltam para Deus receberão a merecida punição (26-27).

– Mentes corrompidas se entregam à morte. O primeiro passo foi desprezar o conhecimento de Deus. O destino é a morte. Os passos intermediários são vários. Nos versículos 29-31, Paulo cita vários exemplos das coisas inconvenientes que merecem a sentença de morte. Muitas pessoas consideram alguns desses pecados comuns e até aceitáveis, mas Deus disse que pessoas invejosas, avarentas ou desobedientes aos pais merecem a morte. Devemos pensar bem sobre a nossa conduta diante do Criador!

A resposta de Deus à necessidade de todos nós se encontra no evangelho.

16) O Justo Juízo de Deus (Romanos 2:1-16)

Lendo as fortes palavras do final do capítulo 1, alguns cristãos – especialmente judeus – poderiam ser tentados a concordar com Paulo e condenar “aqueles pecadores” que praticam e aprovam coisas dignas de morte. Esses religiosos facilmente lamentariam o estado depravado dos outros, sem perceber que estavam no mesmo lamaçal do pecado. Nos capítulos 2 e 3, Paulo afirma que o problema do pecado é universal, atingindo igualmente judeus e gentios.

O Perigo de Auto-Justiça

É muito fácil enxergar e condenar as falhas dos outros. O homem que confia na sua própria justiça não reconhece a sua própria necessidade da graça de Deus (1-4). Durante o seu ministério na terra, Jesus batalhava contra a arrogância e auto-justiça de seitas como os fariseus (veja Mateus 23:27-28). Paulo, um ex-fariseu, agora luta contra o mesmo orgulho religioso de seus compatriotas.

A auto-justiça traz conseqüências gravíssimas. Quando a pessoa recusa a ajuda oferecida por Deus, não há outro remédio. Vai caminhando para a morte, incapaz de se livrar dos laços da iniqüidade. Tal pessoa acha algum conforto em ver os pecados maiores dos outros, e não reconhece que o Deus justo rejeitará todos que praticam a injustiça (5-11).

A Justiça de Deus

Ao mesmo tempo que Paulo tira as desculpas das pessoas que se julgam boas, ele oferece esperança. Deus oferece a glória, honra, incorruptibilidade e paz (7,10). Mais adiante explicará melhor as condições para receber essas bênçãos (veja 3:24; 4:16; 5:2; 6:14; 11:6; etc.). Por enquanto, ele simplesmente se refere à bondade, à longanimidade e à tolerância de Deus para com os arrependidos (4). A esta altura, ele enfatiza a igualdade de judeus e gentios. Os pecadores de qualquer nação serão condenados, e os justos de qualquer povo serão glorificados. Deus julgará cada um conforme os seus atos (6), e não mostra acepção de pessoas (11).

A Igualdade de Judeus e Gentios

Os judeus confiaram na lei que Deus lhes deu por intermédio de Moisés. Por terem recebido essa revelação especial, acharam-se superiores aos gentios. Mas possuir a lei não salva. Ser ouvinte da lei não salva. Para serem justificados, teriam de obedecer à lei. Paulo ainda mostrará que nenhum judeu obedeceu a lei perfeitamente. Aqui ele ousa dizer que um gentio que respeite os princípios de justiça, mesmo não tendo a lei escrita, seria aceito por Deus. Tal afirmação seria, para muitos judeus, praticamente blasfêmia! Para apreciar a importância e a necessidade do evangelho, é preciso primeiro descartar falsas bases de confiança. O homem que confia em sua própria justiça não será salvo. A pessoa que se acha segura por fazer parte do povo “escolhido” sofrerá uma grande decepção. Cada um será julgado – não por ser judeu ou gentio – mas de acordo com seu procedimento. O julgamento será feito por um Deus onisciente, usando como base o mesmo evangelho pregado por Paulo (16; João 12:47-48).

O Justo Juiz

Com Deus, não há acepção de pessoas. Pedro entendeu esse fato quando pregou, pela primeira vez, aos gentios (Atos 10:34). Aqui, Paulo reafirmou a mesma verdade quando falou da necessidade universal do evangelho (11). Deus é um juiz justo. Cabe ao homem se conformar com a vontade do Senhor.

17) A Culpa dos Judeus (Romanos 2:17-29)

Depois de mais de 1.500 anos de superioridade espiritual, os judeus não acharam fácil aceitar as palavras de Paulo. Eles eram iguais aos gentios? Igualmente culpados diante de Deus?

Os Judeus Não Têm Desculpa

Mesmo tendo a lei especial que Deus lhes deu, se mostram desobedientes. Paulo descreve a auto-justiça dos judeus, certamente a mesma confiança que ele tinha anteriormente quando era fariseu:

● Tem por sobrenome judeu (17)

● Repousa na lei (17)

● Gloria-se em Deus (17)

● Conhece a vontade de Deus (18)

● Aprova as coisas excelentes (18; compare 2:3 e 1:32)

● É instruído na lei (18)

● Considera-se guia dos cegos (19)

● Luz aos que estão nas trevas (19)

● Instrutor de ignorantes (20)

● Mestre de crianças (20)

● Tem a sabedoria e a verdade na lei (20)

Os judeus receberam e até ensinaram os princípios da lei. O problema foi de não praticar o que pregavam (21). Será que cometemos o mesmo erro? Ensinamos os outros que devem respeitar a palavra de Deus, mas somos, de fato, obedientes?

Paulo mostrou a culpa dos judeus que pregavam que não se deve furtar, mas furtavam (21); condenavam o adultério, mas o praticavam (22); abominavam os ídolos, mas roubavam os templos deles (22; veja a proibição em Deteuronômio 7:25-26, a citação em Josué 6:18 e a conseqüência da desobediência de Acã em Josué 7).

Judeu Carnal X Judeu Espiritual

Paulo define a diferença entre o judeu carnal e o judeu espiritual (25-29). Ele amplia o argumento de Jesus sobre a necessidade de agir como o povo de Deus. Enquanto os judeus geralmente confiavam muito na sua posição como descendentes de Abraão (João 8:33), a verdadeira descendência é determinada pela atitude e a conduta espiritual (João 8:39-40,47).

A circuncisão – a marca de distinção do judeu – teria valor somente acompanhada por obediência perfeita à lei (25).

O gentio que guarda a lei seria igual ao judeu (26), até capaz de julgar o judeu desobediente (27).

O verdadeiro judeu não é aquele que fez a circuncisão da carne, e sim aquele que fez a circuncisão do coração (28-29). Observe a série de contrastes aqui:

O Judeu Verdadeiro

O Judeu Falso

Um Judeu Interiormente

Um Judeu Exteriormente

Circuncisão do Coração

Circuncisão da Carne

Espírito

Letra

Louvor Procede de Deus

Louvor Procede dos Homens

Essa definição do judeu verdadeiro se torna importante no nosso estudo do resto do livro de Romanos. Sempre devemos prestar bem atenção para discernir o sentido de palavras como “judeu” e “israelita”.

Nós, hoje, devemos ser judeus verdadeiros!

18) Os Judeus Têm Vantagem? (Romanos 3:1-18)

Uma vez que Paulo mostrou que a atitude e a conduta de cada pessoa distingue entre o judeu verdadeiro e o falso, poderia concluir que os judeus, os descendentes naturais dos patriarcas, não gozaram nenhum benefício especial. Paulo negaria a posição favorecida dos israelitas no plano de Deus? Qual a vantagem dos judeus? Paulo faz praticamente a mesma pergunta duas vezes (versículos 1 e 9), e responde de dois pontos de vista diferente. Primeiro, ele fala sobre a vantagem que Deus deu aos judeus (1-8). Depois, ele olha da perspectiva da realidade do pecado (9-18). Qualquer vantagem que Deus deu foi desperdiçada quando os judeus pecaram.

A Vantagem Dada por Deus (1-8)

Ao revelar a sua vontade numa aliança especial, Deus deu aos judeus uma grande vantagem (2).

O problema dos judeus não veio da parte de Deus. A incredulidade deles trouxe a condenação (3-5). Independente da falta de fé por parte dos homens, Deus continua sendo fiel. Ele é verdadeiro, mesmo se todo homem for mentiroso. Quando reconhecemos o nosso pecado, exaltamos a justiça de Deus. Se há alguma falha na relação de Deus com os homens, a culpa certamente é dos homens. O final do versículo 4 vem da versão grega de Salmo 51:4, uma passagem que mostra que a confissão do pecado do homem glorifica a Deus e realça a santidade e a justiça dele (compare Josué 7:19-20).

Deus é justo em castigar os judeus (5-8). Foi fácil para os israelitas enxergar a injustiça dos gentios e concluir que aqueles pecadores merecessem o castigo. Reconhecer o seu próprio pecado foi muito mais difícil. Se Deus não aplicar a sua lei com justiça aos judeus, ele não teria direito de castigar os gentios (5-6). Entendendo que a santidade de Deus fica mais evidente quando comparada à injustiça do homem, alguém poderia tentar justificar o pecado para dar mais glória a Deus. Paulo rejeita tal raciocínio, dizendo que pessoas que pensam assim merecem o castigo (7-8).

O Pecado Deixou o Judeu sem Vantagem (9-18)

Paulo pergunta outra vez sobre a vantagem do judeu (9). Mesmo recebendo tratamento preferencial de Deus (3:2), o judeu não manteve a sua vantagem. Ele, como também o gentio, se entregou ao pecado.

Paulo cita vários versículos do Antigo Testamento para mostrar que o homem – ou melhor, todos os homens – se condena pelo pecado. Entre as citações são referências aos Salmos (14:1-3; 53:1-3; 5:9; 140:3; 10:7; 36:1) e ao livro de Isaías (59:7-8). Quando consideramos os contexto dessas citações, observamos que falam da insensatez de homens que negam a Deus, até imaginando que os seus atos pecaminosos não serão descobertos ou não receberão castigo.

Como os judeus, todos nós temos recebido vantagens imensas pela bondade de Deus. Ele enviou o seu Filho, e revelou a sua palavra para o benefício de todos os homens. Mas se nós nos enganarmos, ignorando os princípios de Deus ou achando que os nossos pecados não terão conseqüências, anularemos estas grandes bênçãos. Se continuarmos praticando pecados, imaginando que esses erros não trarão castigo, negamos a justiça de Deus e a verdade da palavra dele. “Se alguns não creram, a incredulidade deles virá desfazer a fidelidade de Deus? De maneira nenhuma! Seja Deus verdadeiro, e mentiroso, todo homem…” (3:3-4).

19) Justo e Justificador (Romanos 3:19-31)

A justiça de Deus exige pagamento justo pelo pecado (e o salário do pecado é a morte – 6:23). Pelo amor, ele paga o preço, oferece perdão e se torna justificador dos pecadores.

O Que a Lei Faz? (19-20)

A lei não traz a salvação, pois ninguém consegue se justificar por obras de mérito.

O que, então, a lei faz? 1)Ela cala a boca de todos os judeus; 2) Mostra que todo o mundo é culpável diante de Deus; 3)Traz pleno conhecimento do pecado, mas não resolve o problema. A lei pode ser comparada a um médico que diagnostica uma doença, mas não dá nenhum remédio.

Jesus Cristo e a Justiça de Deus (21-26)

A lei e os profetas olharam para a justiça de Deus, mas ela se manifestou sem lei. Mediante a fé em Cristo Jesus, todos que crêem têm acesso à justiça divina (21-22). E todos – judeus e gentios – precisam da ajuda do Senhor, pois todos pecaram (22-23). Paulo destaca a igualdade de judeus e gentios, mostrando que não há diferença:

· Na culpa: Todos pecaram (23)

· Na necessidade: Carecem da glória de Deus (23)

· Na salvação pela graça: Sendo justificados gratuitamente (24)

· Na salvação por Jesus: Mediante a redenção que há em Cristo Jesus (24)

A salvação em Jesus é maravilhosamente complicada. Deus ofereceu o sangue de Jesus como propiciação (algo que satisfaz a ira divina) pelo pecado (25; veja 1:18,27,32). Mas, para ser eficaz contra o pecado, o sangue de Jesus ainda depende da reação do homem: “mediante a fé” (25). A salvação se torna possível somente quando junta a graça e a fé (Efésios 2:8-9). Em Jesus, Deus manifestou a sua justiça (25). A tolerância não mostrou a justiça. Quando Deus deixou os pecados do homem sem castigo, ele estava segurando a sua justiça. Na morte de Jesus, ele mostrou a sua justiça pois seu Filho recebeu “a merecida punição” dos erros dos homens (veja 1:27).

Deus manifestou a sua justiça e, ao mesmo tempo, tornou-se justificador (26). Aqui encontramos uma das mais ricas expressões do caráter de Deus: “para ele mesmo ser justo e o justificador….” A santidade de Deus exige a justiça, e o amor dele oferece a justificação. Em Cristo Jesus, ele conseguiu conciliar os dois lados essenciais do seu caráter. Foi justo em insistir no pagamento de sangue. Torna-se justificador em oferecer o sacrifício de Jesus no lugar dos homens pecadores.

Orgulho Excluído (27-31)

O homem não tem direito de se gabar, pois não merece nada (27-28). Se Deus é tanto justo como justificador, o homem sem Deus não é nem um nem o outro. Nenhum homem se justifica pelas suas próprias obras. A justificação vem pela fé, independente das obras da leis. Ninguém se salva por obras de mérito em obediência perfeita à lei. O único meio da salvação é a fé em Jesus Cristo. Para ser agradável a Deus, esta fé tem de ser ativa e obediente (veja 1:5).

Paulo volta, mais uma vez, à igualdade de judeus e gentios (29-30). Se a lei não justifica, Deus não é o Deus somente dos judeus. Ele oferece a salvação a todos nos mesmos termos. Nem a lei nem a circuncisão justificará alguém. Deus justifica mediante a fé.

A fé anula a lei? Não! A lei é confirmada pela fé. A lei mostrou o problema, e a fé traz a solução!

20) A Justificação de Abraão (Romanos 4:1-25)

Paulo encerrou o capítulo 3 com a afirmação que a fé confirma e não anula a lei. Ele continua o seu argumento, citando o exemplo do pai do povo da aliança, Abraão. Todos os judeus respeitavam profundamente o pai de sua nação. Mostrando que Abraão foi justificado por fé, e não por obras de lei, Paulo reforça a sua defesa do evangelho entre os judeus.

Abraão justificado por fé (1-8)

Abraão foi justificado por obras de mérito, recebendo o salário justo por suas obras? Não! Deus aceitou a fé dele no lugar de perfeita justiça. Assim Abraão recebeu o favor (graça) de Deus, e não recebeu um salário devido por serviço prestado ao Senhor (1-4). Quando a pessoa confia em Deus, crendo que ele justifica o ímpio, Deus aceita a fé no lugar da justiça (5).

Davi, outro homem muito respeitado entre os judeus, entendeu que um homem abençoado é aquele que recebe o benefício da graça de Deus, o perdão dos seus pecados (6-8). Lembramos que Paulo citou vários salmos para mostrar a culpa do homem (3:10-18); agora cita o salmista para mostrar a dependência de todos na graça de Deus.

Gentios salvos pela fé (9-15)

O pai dos judeus foi justificado pela fé. Como, então, os gentios seriam justificados? Pela lei? Não! Eles também podem ser salvos pela fé.

A circuncisão não salva (9-12). Abraão recebeu a graça de Deus pela fé antes de ser circuncidado (veja Gênesis 12, onde recebeu as promessas, e Gênesis 17, onde recebeu a ordenança da circuncisão 24 anos depois). A circuncisão por si só não serve para nada diante de Deus. É necessária a obediência, andando “nas pisadas da fé que teve Abraão…antes de ser circuncidado” (12).

A lei não salva (13-15). Nem Abraão nem sua descendência receberam o favor de Deus mediante a lei. Se a herança pertencia exclusivamente aos da lei, a promessa e a fé seriam anuladas (compare Gálatas 3:16-18). A lei suscita a ira (15), trazendo conhecimento do pecado (3:20) e encerrando tudo sob o pecado (Gálatas 3:22). Veremos mais sobre isso a partir de 5:13.

Pai daqueles que crêem (16-25)

Abraão é o pai de todos que são da fé, e não apenas daqueles que receberam a lei (16-20). O mesmo Deus que levantou uma nação a um homem “amortecido” (19; veja Hebreus 11:12) poderá levantar uma nação santa de povos já considerados mortos pelos judeus. (O mesmo texto que traz a ordem original da circuncisão, também inclui a promessa ao velho Abraão que seria pai do filho da promessa, e que seria pai de muitas nações – Gênesis 17).

Abraão creu, mesmo nas promessas que pareciam impossíveis, porque confiou em Deus Todo-Poderoso (20-21). Deus aceitou a fé de Abraão como justiça (22).

O mesmo princípio aplica a todos que crêem nas promessas “impossíveis” de Deus, especificamente na ressurreição de Jesus Cristo (23-25). Ele foi: ➊ Entregue por causa das nossas transgressões. ➋ Ressuscitado por causa de nossa justificação.

As nossas transgressões causaram a morte de Jesus. Num sentido, a nossa justificação, feita pelo sacrifício dele, “causou” a sua ressurreição. Uma vez cumprida a sua missão, ele foi ressuscitado de entre os mortos, mostrando para todos a base da esperança dos crentes.

21) Jesus Vive para Salvar (Romanos 5:1-21)

No capítulo 5, Paulo destaca o poder de Jesus vivo para ajudar os discípulos perdoados, e apresenta uma série de pontos de contraste entre Adão e Jesus.

O Poder de Jesus Vivo (1-11)

O pecado nos separou de Deus. Agora o resultado da nossa justificação é a comunhão e paz com ele (1). Por intermédio de Jesus, temos a esperança da glória de Deus (2).

Também gloriamos nas coisas que nos levam à esperança: tribulações, perseverança e experiência (3-4). Se, pelo sofrimento da morte, Jesus chegou à glória, nós podemos encarar sofrimento em nossa vida com a mesma confiança ( Hebreus 12:1-3).

Temos convicção da esperança, porque ela se baseia em Deus (5-8):

● Deus derramou o seu amor (5)

● O Espírito Santo revelou este amor (5)

● Cristo morreu por nós quando éramos ainda pecadores (6-8)

● Na morte de Jesus, o amor de Deus foi revelado (8). Que amor sobrenatural! Quando éramos pecadores, lutando contra a santidade e a bondade de Deus, Cristo morreu por nós.

Muito mais agora (9-11). Preste atenção nesses versículos. O ensinamento de Paulo aqui conforta e anima o servo de Deus. No passado, Cristo demonstrou seu poder para salvar os pecadores (inimigos) pela sua morte. No presente, ele demonstra ainda mais poder para salvar os justificados (reconciliados, amigos) pela sua vida. Paulo não vê a obra redentora de Cristo como apenas o sacrifício feito na cruz. Jesus vive e age ao nosso favor. Ele é nosso Advogado (1 João 2:1) e intercede por nós (8:34). Jesus morreu para nos salvar, e vive para nos salvar!

Adão e Jesus (12-21)

Vamos observar primeiro o conteúdo deste trecho, e depois fazer algumas observações sobre as distinções apresentadas.

Adão trouxe o pecado ao mundo, e o pecado trouxe a morte. Todos morrem, porque todos pecam (12).

O pecado já existia antes da Lei dada por intermédio de Moisés, provando que já havia lei governando todos os homens (13-14). A morte já reinou de Adão a Moisés, mostrando que Deus levou em conta o pecado naquela época. Mas, os pecados dos outros não eram o mesmo cometido por Adão. Ele violou uma lei (Gênesis 2:16-17); eles violaram outras.

Adão “prefigurava aquele que havia de vir” (14). Pelo ato único de violar uma lei especial, ele trouxe conseqüências sobre todos. Jesus, como Paulo mostrará nos versículos seguintes, por um ato único de obedecer o Pai, trouxe bênçãos para todos. Como a ofensa trouxe a morte a muitos, o sacrifício de Jesus trouxe a vida a muitos (15).

O dom é superior à ofensa. Uma ofensa causou o sofrimento de muitos. A graça responde a muitas ofensas e traz a justificação (16). Pela ofensa de Adão, a morte reinou sobre os homens. Pelo ato de Jesus, os homens reinam sobre a morte (17).

Participação de morte e de vida (18-19). Neste trecho, Paulo fala de dois sentidos de morte e dois sentidos de vida. Pelo pecado de Adão, a morte física passou a todos os homens. Pela ressurreição de Jesus, todos os homens serão ressuscitados (fisicamente – veja 1 Corínitos 15:20-22). Todos que participaram do pecado participam também da morte espiritual. E todos que participam da obediência de Cristo se tornam discípulos e participam também da vida espiritual.

A lei enfatiza o pecado, mas a graça é maior ainda (20). O pecado reinou na morte, mas a graça reina pela justiça (de Cristo) para a vida eterna (21). A graça e sua recompensa são superiores ao pecado e sua conseqüência!

22) Ressuscitados com Cristo (Romanos 6:1-23)

Se a abundância do pecado possibilitou a superabundância da graça (5:20), alguém poderia deduzir, por uma lógica destorcida, que Deus seria glorificado ainda mais pelo pecado do homem. Paulo responde a essa idéia no capítulo 6, mostrando que o propósito da graça é a libertação do pecado.

Ressuscitados com Cristo (1-7)

O servo de Cristo deve viver no pecado para que a graça se torne ainda mais abundante? (1) Absolutamente não! O discípulo de Cristo já morreu para o pecado (2).

O processo de morrer para o pecado é o mesmo que possibilita a vida em Cristo (3-6). Estes versículos são importantes para entender como Deus nos dá a vida, e como participamos da nossa própria salvação. Paulo usa a morte, o sepultamento

e a ressurreição de Cristo para explicar a nossa salvação. Jesus morreu, foi sepultado e depois ressurgiu para uma nova vida. Nós imitamos o exemplo dele. Morremos para o pecado, somos sepultados no batismo e ressuscitados para uma nova vida.

Neste texto, o Espírito Santo colocou o batismo entre o pecado e a vida em Cristo. O batismo não é obra de mérito pela qual a própria pessoa ganha a salvação. É obra de obediência pela qual recebemos o perdão dos pecados pela graça de Deus. Isso não nos surpreende, pois ele falou através do livro sobre a necessidade da obediência (1:5; 2:7-8; 6:16-17; 10:16; 15:18; 16:19,26). Outros textos mostram a importância do batismo para o perdão dos pecados (Atos 2:38; 22:16), para obter a salvação (Marcos 16:16; 1 Pedro 3:21) e para entrar em comunhão com Cristo (Gálatas 3:27).

Esse ensinamento sobre o batismo é importante, mas o argumento principal aqui visa a nova vida da pessoa já ressuscitada. Paulo escreve a cristãos, mostrando a importância de viver como pessoas resgatadas do pecado. O velho homem do pecado foi crucificado com Jesus (6). Deixamos a escravidão ao pecado quando recebemos a justificação (6-7).

A Vida em Cristo (8-11)

Participamos da vida espiritual em Cristo. Ele nos dá: 1. A esperança da vida eterna (8); 2. A vitória sobre a morte (9). 3. A comunhão com Deus (10-11).

O Pecado Não Domina (12-14)

Uma vez ressuscitados com Cristo, cabe a nós rejeitar o pecado. Na nova vida, não devemos deixar o pecado reinar (12). Não devemos nos oferecer ao pecado como servos da iniqüidade (13). O novo homem, ressuscitado, deve ser servo de Deus (13).

O pecado não domina a pessoa que vive debaixo da graça, como dominava as pessoas que viviam sob a lei (14).

A Liberdade dos Servos (15-23)

A liberdade da lei não autoriza a libertinagem (15). Todos nós somos servos, ou do pecado ou da justiça (16-18). O servo do pecado é “livre” (não participa) da justiça e da vida. O servo da justiça é livre do pecado e da morte (veja versículos 20-23).

Da mesma maneira que dedicamos os nossos corpos ao pecado, no passado, devemos nos dedicar à justiça e à santificação em Cristo (19). O escravo do pecado se afasta da justiça (20). Os resultados são a vergonha e a morte (21,23).

O servo de Deus, porém, foi libertado do pecado (22). O caminho dele leva à santificação e à vida eterna (22-23).

O salário (merecido pelo homem) do pecado é a morte. O dom gratuito de Deus (não merecido pelo homem) é a vida eterna.

Esta vida vem somente por meio de Jesus Cristo (23). Paulo frisa, de novo, o ponto principal desses primeiros capítulos. Tanto judeu como grego depende de Cristo para a salvação. Sem Jesus, ninguém será salvo.

23) Libertados da Lei (Romanos 7:1-11)

Tanto o pecado como a lei são associados à morte (5:12,21; 6:14; 7:10-11; veja Gálatas 3:10). Por outro lado, a fé em Cristo leva à ressurreição e à vida (6:4,8,9,23). É somente em Cristo que morremos à lei e ao pecado para ter a vida.

Não Sujeitos à Lei (1-6) 

“De modo nenhum”: Esta resposta aparece sete vezes no livro (6:2,15; 7:7,13; 9:14; 11:1,11). É uma expressão forte que Paulo usa para evitar conclusões falsas por parte de seus leitores, e normalmente para introduzir uma nova fase do argumento.

Os mortos não são sujeitos à lei (1). Para ilustrar esse fato, Paulo introduz aqui a lei do casamento (2-4). A morte interrompe o laço de lei. As pessoas que já morreram em relação à lei não são mais obrigadas a guardá-la. No meio da ilustração, ele muda o sentido um pouco, mostrando que a pessoa viva (a viúva, neste caso) fica livre para ser ligada a outro (marido). Uma vez morta à lei, a pessoa pode ser ligada a Cristo, mas não pode continuar com a lei e com Cristo ao mesmo tempo.

Esta ilustração serve, também, para frisar a vontade de Deus para o casamento. O casamento é para a vida toda, e deve ser interrompido somente pela morte de um dos cônjuges. O outro (viúvo ou viúva) pode casar-se de novo sem pecar. Mas, se casar de novo enquanto o primeiro marido vive, torna-se adúltera. Neste trecho ele não trata da exceção dada por Jesus em Mateus 19:9. Podemos observar, também, que o laço de obrigação é com a lei conjugal (de Deus), e não somente com o cônjuge. Por isso, a pessoa divorciada geralmente ainda não tem autorização de Deus para casar de novo, e o segundo casamento se caracteriza como adultério (Lucas 16:18; Marcos 10:2-12; veja Marcos 6:17-18; Malaquias 2:14,16).

Antes de uma pessoa morrer para o pecado, o pecado produzia o fruto da morte (5). Depois de ser libertada do pecado e da lei, a mesma pessoa passa a servir a Deus (6). Vive na novidade de espírito (a fé, o evangelho, Cristo), não na caducidade da letra (a lei, o pecado, a morte).

Embora todos nós estivéssemos sujeitos ao pecado, somente os judeus estavam sujeitos à lei que Paulo cita aqui. Ele mostrará no próximo parágrafo a qual lei se refere.

A Lei ≠ Pecado (7-11)

Uma vez que a liberdade da lei é comparada à liberdade do pecado, alguém poderia concluir que são a mesma coisa. Paulo tira essa dúvida: “É a lei pecado? De modo nenhum!” (7). A lei não é pecado, mas ela torna o pecado conhecido. Paulo cita o exemplo de cobiça (7).

Qual lei? Alguns ensinam que alguma parte da lei dada no Monte Sinai continua em vigor hoje. Às vezes, sugerem uma distinção artificial entre a lei de Deus (“moral”) e a lei de Moisés (“cerimonial”), dizendo que esta foi removida enquanto aquela permanece. Paulo acabou de dizer que os judeus não estavam mais sujeitos “à lei” (6) e agora cita um dos mandamentos da mesma lei: “Não cobiçarás”. Este mandamento é um dos dez mandamentos (veja Êxodo 20:17), parte da suposta lei moral. Ainda é pecado cobiçar, mas não por causa da lei antiga. É condenada na Nova Aliança que nos guia (Efésios 5:3).

A lei traz a consciência do pecado (8-9) e é ligada à morte (10-11). Quem busca a vida terá que procurar em outro lugar, pois a lei não traz a salvação.

24) O Homem Desventurado (Romanos 7:12-25)

Paulo era pecador. A lei era contrária a ele e, porém, realmente santa e justa. O que é santo e justo é, necessariamente, bom. No resto deste capítulo, Paulo procura explicar a relação do pecador à lei, frisando claramente a necessidade de um Salvador.

A Lei é Boa (12-14)

Foi a lei em si que matou Paulo? Não! O pecado causou a sua morte (12-13). O pecado é maligno, enquanto a lei é boa. A lei é espiritual, mas o homem pecador é carnal (14).

A Lei x O Pecado (14-24)

Este trecho desafia o estudante. Paulo fala aqui sobre a sua situação na época que escreveu ou sobre a sua situação no passado, antes de ser salvo por Jesus? Considere:

1. Há uma batalha na vida do cristão, em que este peca e não faz tudo que quer em serviço a Deus (veja Gálatas 5:17; 1 João 1:8-10; Efésios 6:12). Se Paulo falasse aqui apenas desta batalha, daria para entender como a circunstância atual do cristão.

2. Mas Paulo não fala somente de batalha. Fala da escravidão, do domínio do pecado, do fracasso, etc. Estas palavras sugerem a situação dele antes de conhecer Cristo. Note os contrastes na tabela abaixo.

Concluímos, então, que Paulo refere-se, aqui, ao problema do homem pecador sem Cristo. Mesmo o homem que quer fazer o bem não tem força suficiente para vencer o pecado e guardar a lei. “Não há justo, nem um sequer” (3:10). O homem que procura se justificar pelos atos de mérito será vencido pelo pecado e consumido pela morte.

Qual a solução? O entendimento do problema do pecado, que Paulo conseguiu pela lei, leva o pecador ao grito desesperado: “Desventurado homem que sou! Quem me livrará do corpo desta morte?” (24)

A Única Resposta (25)

A resposta, a única resposta, a única resposta para qualquer pessoa (tanto judeus como gregos): “Graças a Deus por Jesus Cristo, nosso Senhor” (25). Deixado sozinho, Paulo ainda serviria a Deus com a mente, mas não se livraria do pecado.

Mas ele não foi deixado sozinho. O capítulo 8 mostra como Deus (Pai, Filho e Espírito Santo) ajuda o cristão a fazer a vontade de Deus.

Antes (sob o pecado/no regime da lei)

Agora (sob a graça de Cristo)

Sou carnal (7:14)

Vivíamos segundo a carne (7:5)

Não andamos segundo a carne, mas segundo o Espírito (8:4)

Os que estão na carne não agradam a Deus (8:8)

Se está na carne, não é de Cristo! (8:9)

Não somos constrangidos a viver segundo a carne, que leva à morte (8:12-13)

Nada disponhais para a carne (13:14)

Vendido à escravidão do pecado (7:14)

Outrora, escravos do pecado (6:17,20)

Escravidão da impureza (6:19)

Não somos escravos do pecado (6:6)

Libertados do pecado (6:18,22)

Servos da justiça (6:19)

O pecado habita em mim e controla as minhas ações (7:15-23)

O Espírito habita no cristão e o guia (8:9-15)

25) O Espírito x A Carne (Romanos 8:1-17)

No final do capítulo 7, Paulo disse que Jesus Cristo é a resposta à necessidade mais urgente do homem: a libertação da morte espiritual (7:24-25). O capítulo 8 afirma que Deus (Pai, Filho e Espírito Santo) trabalha para a salvação dos fiéis. É um capítulo que consola todos que lutam contra o pecado no serviço ao Senhor.  

Livres em Cristo (1-4)

Aqueles que estão em Cristo foram libertados de:

(a) Condenação (1)

(b) A lei do pecado (2)

(c) A lei da morte (2)  

Em Cristo, Deus fez o que a lei não podia fazer (3-4). Jesus veio na carne para fazer o que a lei não fez por causa da fraqueza da carne. Deus, através de Jesus, condenou o pecado. Assim ele cumpre o propósito da lei em nós. A lei era oposta ao pecado (condenou o pecado), mas não venceu o pecado. As pessoas sujeitas à lei ainda andavam na carne, sujeitas à morte. Em Jesus, Deus condenou e venceu o pecado. Aqueles que participam dessa vitória andam segundo o Espírito, não segundo à carne.  

Espírito X Carne (5-17

Este trecho apresenta vários pontos de contraste entre a carne e o Espírito (estude a tabela abaixo).

Carne

Espírito

Os que inclinam para a carne cogitam das coisas carnais (5)

Os que inclinam para o Espírito cogitam das coisas espirituais (5)

O pendor (inclinação ou tendência) da carne leva à morte (6)

O pendor do Espírito leva à vida e à paz (6)

Inimizade contra Deus (7)

Os fiéis estão no Espírito (9)

Não sujeito à lei de Deus (7)

hhh

Não agrada a Deus (8)

hhh

Não pertence a Cristo (9)

Cristo habita nos fiéis (10)

Corpo morto por causa do pecado (10)

O espírito é vida por causa da justiça (10)

O Espírito de Deus ressuscitará o corpo daqueles em que ele habita (11)

Aqueles que vivem segundo a carne caminham para a morte (12)

Aqueles que, pelo Espírito, matam os feitos da carne, caminham para a vida (12)

Os filhos são guiados pelo Espírito (13)

Aqueles que andam segundo a carnesão escravos, atemorizados (14)

Os filhos andam segundo o Espírito e gozam intimidade com Deus (14-16)

Os filhos de Deus são seus herdeiros, e serão glorificados com Cristo (17)

26) Sofrimento e Esperança (Romanos 8:18-25)

No versículo 17 (veja o artigo sobre Romanos 8:1-17 na edição anterior), Paulo falou do nosso sofrimento em relação ao sofrimento de Cristo, e também em relação à esperança da glória. Neste parágrafo, ele desenvolve este tema, confortando os discípulos com o conhecimento do poder ativo de Deus em nossas vidas. Apesar das angústias na vida presente, o servo do Senhor tem esperança e confiança da glória por vir. Considere os contrastes apresentados na tabela abaixo.

A Ardente Expectativa

A expressão "ardente expectativa" usada no versículo 19 vem de uma palavra grega que significa "olhar ou vigiar com a cabeça separada (ou com o pescoço estendido)", como uma pessoa olha em grande esperança para a chegada de alguém. Se a criação em geral aguarda com tanta expectativa a glória preparada por Deus, como nós devemos nos esforçar para alcançar a bênção da presença eterna do Senhor!

27) Mais Que Vencedores! (Romanos 8:26–39)

“Se Deus é por nós, quem   será contra nós?” (31). O homem precisa de livramento (7:24) que vem somente em Jesus Cristo (7:25). Uma vez resgatado da escravidão na carne, anda segundo o Espírito (8:1-4) como um filho e herdeiro de Deus (8:14-17). Ainda depois de receber a grande bênção da redenção, os filhos de Deus sofrem num mundo corrompido pelo pecado, esperando com paciência a libertação final (8:17-25).

Na situação atual do discípulo de Jesus, o que Deus faz para ajudar? Lembramos que ele faz “muito mais agora” para nos levar à salvação eterna (5:6-11). Estes últimos versículos de Romanos 8 nos asseguram que Deus – Pai, Filho e Espírito Santo – continua ativo para nos proteger e nos salvar.

O Espírito Intercede por Nós (26-27)

Há momentos em que não achamos as palavras para expressar os nossos sentimentos. Se acontece na comunicação entre seres humanos, muito mais quando o homem tenta comunicar com Deus. O Espírito vai além das palavras para comunicar a Deus o que nós não conseguimos.

Deus Dá Tudo para Nos Salvar (28-33)

Em momentos de angústia, é difícil ser otimista. Mas, o servo de Deus pode olhar para além das dificuldades atuais e confiar na sabedoria do Deus eterno que o ama. Desde a eternidade, ele trabalha para o nosso bem. E ele não mede esforço! Deu seu próprio Filho para nos salvar e obviamente não recusará qualquer outra coisa que seja necessária para a nossa salvação. O terrível acusador foi expulso da presença de Deus (Apocalipse 12:10), e ninguém consegue condenar os herdeiros de Deus.

Jesus Também Intercede por Nós (34-39)

Jesus morreu, ressuscitou-se e está à destra do Pai intercedendo por nós! Ele venceu os inimigos, até a própria morte. Sabendo do poder ilimitado de Jesus, “Quem nos separará do amor de Cristo?” (35). Mesmo na hora de ser entregue ao matadouro, o cristão tem a confiança da vitória. Nenhum sofrimento e nenhuma criatura podem nos separar do amor de Cristo.  

“Em todas estas coisas, porém, somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou” (37).

28) Deus: Fiel e Justo (Romanos 9:1-18)

O capítulo 8 nos assegura do poder e do desejo de Deus de salvar o pecador. Como, então, seria possível algum israelita, alguém do povo escolhido, não ser salvo? Neste capítulo, Paulo mostra por que alguns descendentes (segundo a carne) de Abraão seriam perdidos.

Os Judeus Incrédulos (1-5)

A condição espiritual de alguns parentes de Paulo causou-lhe dor constante. Se fosse possível, ele até daria a sua própria alma para salvá-los (1-3). Mas não podemos tomar decisões por outros, nem obrigar alguém a ser salvo. Os parentes e compatriotas dele eram israelitas. Receberam todas as vantagens dadas por Deus aos judeus. Mesmo assim, não aceitaram a salvação em Cristo (4-5).

Deus Não Falhou (6-13)

O problema não é a palavra de Deus (6). O problema é que alguns israelitas não são israelitas! (7). Aqui Paulo faz a mesma distinção que encontramos em passagens como João 8:39-40,44, Romanos 2:28-29 e Gálatas 3:26-29. Israelitas verdadeiras são os descendentes espirituais (da promessa) de Abraão, e não os descendentes segundo a carne (7-8).

Deus escolheu os filhos da promessa. Escolheu Isaque e Jacó, assim rejeitando Esaú (9-13). Nenhum judeu reclamaria porque Deus escolheu um filho (Jacó) e rejeitou o outro (Esaú). Mas se ele escolher gentios e rejeitar judeus, alguns o acusariam de injustiça!

Deus É Justo (14-18)

Deus tem direito de mostrar misericórdia para qualquer um, conforme a sua própria vontade. Quando ele exerce esse direito, ele continua sendo justo (14-18). Ele não foi injusto por condenar os judeus incrédulos.

Estes versículos são facilmente distorcidos para ensinar que Deus simplesmente decidiu condenar alguns e salvar outros, e que a pessoa não pode fazer nada para efetuar a sua própria salvação. Ironicamente, o contexto argumenta ao contrário. Ao invés de defender um sistema diferenciado em que Deus salva e condena conforme seu próprio capricho, o argumento de Paulo é que ele salva judeus e gentios igualmente. O pecado do homem é culpa do homem (3:23), e a morte do homem é conseqüência do pecado (5:12). A justiça de Deus destruiria todos, se Jesus não tivesse se oferecido para aplacar a ira divina (3:26). Quando Deus mostra a sua misericórdia e salva todos que aceitam o evangelho, ele continua sendo justo. Deus é o mesmo e o evangelho é um só. A diferença se encontra na reação dos homens à mensagem de Deus.

Considere a injustiça dos próprios judeus. Se Paulo tivesse escrito um livro dizendo que os gentios seriam rejeitados como Ismael, Esaú ou o Faraó, os judaizantes não teriam nenhuma diferença com ele. Mas quando ele defendeu a salvação dos gentios nos mesmos termos dos judeus, ficaram totalmente revoltados!

29) Os Vasos de Misericórdia (Romanos 9:19-33)

A primeira parte deste capítulo mostra que Deus, sendo justo, pode mostrar misericórdia para qualquer homem – até para os gentios. Quando Deus, na sua misericórdia, oferecia algumas vantagens grandes aos judeus, eles não reclamaram. Agora que ele oferece bênçãos espirituais a todos – judeus e gentios – alguns podem distorcer o sentido da misericórdia e acusar Deus de injustiça. Neste trecho, Paulo responde a estas objeções.

Devemos lembrar do princípio já estabelecido nos primeiros capítulos do livro. Se for aplicar apenas a justiça de Deus, todos os homens seriam perdidos, pois todos pecaram (3:23) e o pecado leva à morte (6:23). Quando se trata de misericórdia, o pecador é poupado e não sofre a conseqüência de seu erro, pela bondade não merecida que Deus lhe oferece. Nem judeu nem gentio pode se justificar e satisfazer a justiça de Deus. Ambos dependem da graça, da misericórdia, demonstrada no sacrifício de Jesus, pelo qual Deus se mostra justo e justificador (3:25-26).

O Oleiro e os Vasos (19-29)

Aqui Paulo reconhece que alguém, na arrogância humana, poderia culpar Deus por exercer seu direito de mostrar misericórdia. Uma possível objeção: Se Deus aceita e rejeita quem ele quer, como ele pode condenar alguém? Não foi o próprio Deus que decidiu tudo? (19). Esta objeção não é tão diferente da doutrina, muito difundida hoje, da predestinação, que sugere que a salvação e a condenação dos homens dependem somente do capricho de Deus. Pessoas que defendem tais idéias precisam ler a repreensão dada aqui por Paulo.

Da mesma maneira que o oleiro decide que tipo de vaso fazer, Deus tem todo direito de definir quais pessoas ou grupos de pessoas receberão a sua misericórdia. Quando ele decidiu salvar os crentes (judeus e gentios) e condenar os descrentes (judeus e gentios), ele agiu dentro de sua soberania (20-21). Deus tem direito de determinar a hora para castigar os malfeitores, como também para salvar os fiéis (22-23).

Os cristãos, sejam judeus ou gentios, são aqueles que receberam a misericórdia dele (24). Deus fez, na salvação dos gentios, exatamente o que Oséias previu na sua profecia (25-26). Oséias jamais sugeriu a salvação sem obediência. Os que receberam a misericórdia de Deus foram os mesmos que se arrependeram e se converteram ao Senhor (Oséias 14:1-4). Nessas condições, Deus mostrou a sua misericórdia.

Quanto aos judeus, Deus salvou o restante que se converteu, e castigaria os outros, que o rejeitaram, exatamente como profetizou Isaías (27-29). Isaías 1:9, citado no versículo 29 aqui, mostra que a justiça de Deus teria destruído todos os judeus. Foram salvos pela graça. Quem depende da graça não pode se queixar da salvação dos outros!

Salvação pela Fé (30-33)

A conclusão:

    – Os gentios não buscavam a salvação, mas alguns a alcançaram pela fé (30).

    – Os judeus buscavam a salvação na lei, mas não a encontraram (31).

Por que? Porque a salvação não vem pelas obras da lei. Quando tentaram se salvar pela lei, rejeitaram a salvação em Cristo, a “pedra de tropeço” (32-33).

30) Um Povo Rebelde (Romanos 10:1-21)

Para os israelitas que procuravam ser justificados pela lei, a justiça ficou fora de seu alcance (9:31). Mas em Cristo, a justiça chega perto e pode ser alcançada pela fé. Paulo deseja a salvação dos israelitas, mas entende que é possível somente por meio de Jesus.

Zelo sem Entendimento (1-4)

Paulo não negou a perdição daqueles que confiavam na lei, mas ele queria que todos fossem salvos (1).

Os israelitas mostraram zelo por Deus, mas não segundo o entendimento do plano do Senhor. Ao invés de aceitar a justiça de Deus, eles procuraram, em vão, estabelecer o seu próprio sistema

de justiça (2-3).

Essa descrição dos judeus se aplica bem a muitas pessoas religiosas hoje. Muitas pessoas zelosas ainda andam conforme doutrinas humanas. Da mesma maneira que os judeus precisavam abrir os seus corações para examinar as suas crenças, todos nós devemos ser abertos para aprender melhor e mudar as nossas convicções para fazer a vontade de Deus. Corações orgulhosos e mentes fechadas impedem a salvação de muitos.

Muitos judeus não compreenderam a relação de Cristo à lei. Jesus veio em cumprimento da lei, e apenas aqueles conduzidos a ele serão salvos (4).

A Única Salvação (5-15)

Conforme a lei, aquele que praticar a justiça viveria, mas ninguém (exceto Jesus, é claro) alcançou a perfeição sob a lei. Deus enviou Cristo pela graça (5-8).

A salvação não depende da obediência perfeita à lei, e sim da fé em Cristo (9-11).

A ênfase neste contexto está na fé em Cristo, em contraste com a confiança na lei. Usar este trecho para criar um falso contraste entre a fé e a obediência a Cristo (batismo, etc.) é distorcer o sentido e esquecer do contexto.

A mesma mensagem salvadora que vale para os judeus também vale para os gentios (12-13). É questão da natureza de Deus. O mesmo Senhor bondoso oferece a salvação a todos. Homens iguais com pecados iguais merecem a mesma morte. O Senhor oferece um único meio para salvá-los: a fé em Cristo.

A compreensão da natureza universal do evangelho exige que ele seja pregado a todos (14-15). Os servos de Deus têm a responsabilidade de divulgar a boa nova.

A fé em Cristo (16-21)

Se o Criador de todos oferece um único meio de salvação igualmente a todos, podemos imaginar que todos seriam salvos? Não. Porque nem todos reagem ao evangelho do mesmo modo. Até o Velho Testamento é testemunha a esse respeito (16; veja as citações dos profetas, salmos e dos livros da Lei nos versículos seguintes).

A fé cresce somente quando a palavra é pregada, e a palavra que precisa ser pregada é a de Cristo (17). Todos ouvem a palavra de Deus através da criação (18; Salmo 19:4; Romanos 1:18-21).

Os israelitas não devem se admirar que Deus tenha oferecido a salvação aos gentios, pois ele falou disso por meio das profecias do Velho Testamento (19- 20). Deus não esqueceu Israel. Os israelitas se mostraram rebeldes e esqueceram de Deus (21).       

31) A Rejeição de Israel (Romanos 11:1-16)

Paulo continua a sua explicação da posição dos judeus diante de Deus.

O Remanescente (1-5)

Deus não rejeitou os judeus, porque um resto foi salvo. Os judeus não acharam Deus injusto quando rejeitou a maioria na época do profeta Elias, pois sabiam que os injustos não mereciam estar com Deus. Deus mostrou a sua bondade poupando 7.000 fiéis que não serviam aos ídolos. Aqueles que mostraram a sua fé foram poupados. Em Cristo, os judeus que acreditam em Cristo são salvos. A eleição não foi aleatória, um ato do capricho de Deus. Os eleitos são aqueles que aceitam a palavra de Deus.

A Eleição da Graça (5-10)

O remanescente alcançou a salvação pela graça (6). O ponto difícil para os judeus não foi a idéia de eleição em si, pois gozavam a posição de “eleitos” desde as promessas a Abraão e, mais ainda, desde a libertação do Egito. Eles tropeçaram em dois pontos: (a) Quem seria eleito (a inclusão de gentios em igualdade com judeus), e (b) Qual seria a base da eleição (graça X obras da lei).

Paulo divide os judeus em duas categorias (7): (a) A eleição e (b) Os endurecidos. Este contraste mostra que a eleição é conforme a resposta do homem, e não pelo capricho de Deus. Ele cita passagens do Velho Testamento para descrever os endurecidos (8-10): Deuteronômio 29:4 fala dos corações duros, mesmo depois de todas as provas que Deus lhes deu durante 40 anos no deserto; Salmo 69:22-23 fala das atitudes erradas daqueles que crucificaram o Messias. Deus não rejeitou Israel. Israel (com exceção do remanescente) rejeitou Deus.

A Esperança (11-16)

Ainda houve esperança pelos judeus que rejeitaram Jesus (11). Da mesma forma que Deus usou a lei para conduzir o homem à fé, ele usou a rejeição pelos judeus para conduzir muitos à salvação (11-12). Quando os judeus rejeitaram a palavra, a porta foi aberta aos gentios. Quando os gentios aceitaram o evangelho, os judeus sentiram ciúmes (11). Mas a história não terminou ali. Se a rejeição por parte dos judeus abriu uma oportunidade para os gentios, a volta dos judeus mostraria ainda mais a grandeza da graça de Deus (12). Paulo queria usar o exemplo da obediência dos gentios para incentivar a obediência de alguns judeus (13-14). Mesmo sendo apóstolo aos gentios, ele não esqueceu dos seus compatriotas (cf. 9:1-5).

A rejeição pelos judeus trouxe salvação ao mundo? Paulo se refere aqui (15) ao seu próprio ministério de levar a palavra aos gentios. Quando os judeus o rejeitaram, ele se dedicou à pregação aos gentios (cf. Atos 13:46-49; 28:24-29; Romanos 1:16). Como seria maravilhosa a salvação dos judeus (15-16). Duas ilustrações mostram que o povo ainda pode ser aceito: (a) A aceitação das primícias sugere a santificação da massa toda; (b) Se a raiz for santa, os ramos também seriam santos.

Quem são as primícias ou a raiz aqui? Quando consideramos o argumento maior de Paulo sobre a fé de Abraão (veja 4:1 em diante), parece provável que a raiz seja Abraão e os patriarcas. Ele foi justificado por fé. Qualquer outro judeu justificado por fé faria parte do ramo santificado. Novamente, o exemplo da fé de Abraão oferece esperança a todos!

32) Quebrados e Enxertados (Romanos 11:17-36)

Uma vez que Paulo defendeu a salvação dos gentios e mostrou que muitos judeus haviam rejeitado Cristo, há perigo de os gentios se acharem superiores aos judeus. Vamos ver os comentários de Paulo para prevenir a arrogância entre os crentes gentios.

Ramos Enxertados (17-24)

Alguns ramos (judeus) foram quebrados, e ramos bravos (gentios) foram enxertados na mesma oliveira (17). Os novos ramos não têm direito de se orgulhar, pois eles dependem da raiz, e não vice-versa (18). O fato de serem enxertados não sugere algum mérito dos gentios e não os coloca acima dos judeus (19). A diferença é questão de fé, não de mérito: alguns judeus foram quebrados por falta de fé e alguns gentios foram enxertados por causa de fé (20). Para ficar na oliveira, os gentios teriam que manter o seu temor de Deus. Ele não poupou os judeus incrédulos e rejeitará os gentios se eles se tornarem incrédulos (21).

Paulo frisa os dois lados do caráter de Deus (22): a severidade para com aqueles que caíram e a bondade para com os que crêem. Mas essa bondade é condicional. Qualquer noção da impossibilidade da apostasia cai aqui. Para alcançar a vida eterna, a pessoa tem de manter a sua fé ativa. Se voltar ao pecado, será cortada da fonte da vida.

E agora uma mensagem de esperança. Mesmo aqueles que já rejeitaram Jesus podem mudar e ainda receber a salvação (23). Se não permanecerem na incredulidade, os judeus ainda terão a salvação em Cristo! Uma aplicação: Deixe a porta aberta! Muitas vezes, sentimos frustrados quando ensinamos a palavra e a pessoa não se converte a Cristo. Mesmo depois de ensinar tudo que podemos, devemos deixar a porta aberta. Se a pessoa, futuramente, mudar de idéia, ainda pode alcançar a salvação.

Se Deus achou lugar para os ramos bravos na oliveira, certamente estaria disposto a enxertar de novo os ramos naturais que se arrependerem (24).

Israel Salvo (25-32)

Paulo ainda combate ao orgulho dos gentios, mostrando que a incredulidade dos judeus abriu a porta para eles (25). Assim, “todo o Israel será salvo” (26-27). Há muitas interpretações erradas desta frase, por falta de consideração do contexto. Paulo estaria dizendo aqui que todos os judeus carnais ainda serão salvos? O contexto prova que não. Ele já mostrou que Israel não é o povo carnal, e sim o povo espiritual (2:28-29; 9:6-8; compare Gálatas 3:29). A salvação de judeus seria possível somente através da fé deles, como mostram as citações do Velho Testamento (26-27; veja Isaías 59:20-21, que mostra a salvação daqueles que se convertem num contexto que demonstra a culpa dos judeus rebeldes). E os judeus carnais? São inimigos em termos do evangelho, pois o rejeitaram, mas ainda foi através deles que Deus cumpriu as promessas aos patriarcas (28-29). A salvação de judeus seria possível nos mesmos termos da salvação dos gentios: aqueles que deixarem a sua desobediência e confiarem na misericórdia de Deus serão salvos (30-32).

A Sabedoria Divina (33-36)

Tudo isso ainda é difícil de compreender? Devemos lembrar que vem de Deus, que é muito superior a nós (33-36). Leia Isaías 55:8-9; 40:13-14.

33) Sacrifícios Agradáveis (Romanos 12:1-21)

Judeus e gentios são salvos somente pela graça de Deus. Por isso, todos os remidos devem se entregar ao Senhor como sacrifícios vivos e agradáveis.

Transformados (1-2)

A misericórdia de Deus em salvar pecadores exige uma resposta de gratidão. O cristão deve se apresentar a Deus como sacrifício vivo. Não deve se conformar com o mundo, pois se transforma pela vontade de Deus.

Funções Diferentes (3-8)

Os membros de um corpo são diferentes, mas interligados para cooperar para o bem do organismo. Cada membro do corpo de Cristo é diferente, mas todos têm seus papéis para cumprir. Paulo cita exemplos de alguns dons daquela época e de outros permanentes, mas o ponto é o mesmo: cada um deve usar o que recebeu de Deus para lhe servir, e para servir aos outros membros do corpo.

Neste trecho encontramos um princípio importante sobre o nosso serviço. Não devemos agir com orgulho, nos achando melhores que os outros (3). O mesmo versículo mostra que devemos evitar o outro extremo, de pensar que somos incapazes de fazer algo importante. A abordagem certa é uma perspectiva realista e equilibrada: pense com moderação. Mesmo quando reconhecemos a habilidade de fazer alguma coisa, devemos lembrar que é dom que Deus nos deu!

Servir com Amor (9-21)

Este trecho é um dos mais práticos da carta aos Romanos. As orientações dadas aqui vêm como aplicação natural dos fatos doutrinários apresentados nos primeiros onze capítulos. Todos os discípulos de Cristo, judeus e gentios, devem as suas vidas à misericórdia de Deus. Devemos viver como servos gratos, dedicando-nos ao serviço humilde. Observemos algumas características desta atitude de servo:

O amor sincero

• Sem hipocrisia (9)

• Cordial e humilde (10,16)

• Ajudar aos necessitados (13)

• Simpatia para com os outros (15)

• Abençoar os inimigos (14,17-21)

• Procurar viver em paz (18)

A justiça

• Detestar o mal (9)

• Apegar-se ao bem (9)

O zelo

• Fervoroso, constante (11)

• Servir ao Senhor (11)

A perseverança

• Regozijar-se na esperança (12)

• Paciente (12)

• Orar com perseverança (12)

Pelo amor e pelo sacrifício de Jesus, o nosso Deus misericordioso nos oferece a vida eterna com ele. Em gratidão, devemos nos oferecer como sacrifícios ao Senhor, e como servos humildes dedicados ao povo dele. Esta é “A boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (12:2).

34) A Dívida do Amor (Romanos 13:1-14)

O princípio dominante deste trecho é o amor. Paulo falou da impor-tância do amor antes de oferecer exemplos de como devemos nos portar (12:9-10) e voltará ao mesmo tema em 13:8-10. Jesus citou o amor nos dois grandes mandamentos, e Paulo o vê como a qualidade fundamental em todo o nosso serviço a Deus.

Sujeição ao Governo (1-7)

O cristão não procura a vingança (12:19-21), pois ela pertence a Deus. Mas ele emprega os governos para trazer a vingança divina contra os malfeitores.

Devemos ser submissos ao governo, pois Deus lhe deu seu poder (1; cf. Daniel 4:32; João 19:11). Resistir aos gover-nantes é desrespeitar a autoridade de Deus (2). O governo deve apoiar os que fazem bem e castigar os que fazem mal. Se fizermos o bem, não teremos motivo para temer (3-4; cf. 1 Pedro 2:13-17).

Paulo não afirmou que os governos sejam sempre bons. Ele identifica a função básica do governo e, mais ainda, a obrigação do cristão de ser submisso às autoridades. Mesmo quando escreveu esta carta, o império romano foi dominado por um dos piores líderes da história, Nero. Nessa situação, não coube aos cristãos se rebelar contra o governo. A vingança pertence a Deus!

O governo, com autorização divina, traz a espada para castigar os malfeitores. Surpreende algumas pessoas encontrar a pena de morte no contexto do amor do Novo Testamento. Lembremos:

· O Velho Testamento, também, ensi-nava o amor como a responsabilidade principal, e claramente incluía a pena de morte para os israelitas.

· Desde o início, Deus proibia que os homens matassem um ao outro, mas deu a pena de morte, executada pelos homens, como conseqüência do homi-cídio (Gênesis 9:6). Ele ligou a pena de morte à santidade da vida humana.

· A voz do sangue não vingado chega a Deus (Gênesis 4:10-11; Isaías 26:21).

· Mesmo no Novo Testamento, Paulo reconheceu o direito do governo de aplicar a pena de morte (Atos 25:11). 

Deus deu autoridade ao governo. Deve-mos ser obedientes, pagando impostos e respeitando as autoridades (5-7).

Amor ao Próximo (8-10)

O dever primordial do cristão é o amor, um fato fundamental para entender as aplicações dos próximos capítulos. Por exemplo, o amor fraternal exige consideração de irmãos fracos (cap. 14).

Toda a lei de Deus se resume no amor. Adultério, homicídio, furto, cobiça, etc., são atos contra outros que ferem o princípio de amor.

Revestidos do Senhor (11-14)

A vida do cristão deve ser vivida no contexto da eternidade. Cada um de nós está se aproximando ao nosso encontro com Deus. Não devemos brincar com o pecado, nem praticar as obras das trevas que o mundo faz. Jesus usou apelos bem parecidos com estes quando avisou os judeus do castigo iminente em Lucas 17:26-33. Quem vive despreocupado com a eternidade certamente não estará preparado para o seu encontro com o Senhor.

35) Respeito entre Irmãos (Romanos 14:1-23)

Neste capítulo, Paulo aplica o amor fraternal à convivência de irmãos, quando surgem diferenças.

Acolher os fracos (1-12)

Os que se julgam fortes devem acolher os fracos, mas não para discutir opiniões (1). As questões que Paulo trata aqui envolvem a consciência de irmãos que ainda não reconhecem determinadas liberdades em Cristo. Não são diver-gências sobre doutrinas reveladas por Deus. Não devemos usar este texto para justificar a cumplicidade no pecado, mas devemos ceder em questões de opinião para não ferir a consciência de um irmão mais fraco na fé.

A primeira aplicação: comer carne (2-4). Deus não proibia que o cristão comesse carne (embora proíba comer carne oferecida aos ídolos – Apocalipse 2:14), mas alguns tiveram dificuldade em aceitar esta liberdade. A decisão de comer carne ou não era uma questão particular.

A segunda aplicação: fazer distinção entre dias (5-6). É bem possível que alguns cristãos judeus ainda acharam melhor descansarem no sábado, ou talvez ainda comemoraram alguns dias de festas, possivelmente como feriados nacionais. Paulo ensinou os irmãos a tolerarem tais diferenças de consciência.

Nas instruções sobre tolerância, Paulo diz que devemos: ŒAceitar o débil (fraco), mas não para discutir opiniões (1). Devemos ensinar as doutrinas bíblicas, mas não devemos insistir em defender alguma liberdade não-essencial.  Em questões onde Deus não definiu uma única maneira de agir, respeitar as decisões dos outros (3).  Lembrar que o nosso irmão é, primeiramente, um servo de Deus e, como tal, será julgado por Deus (4,10-12).  Respeitar a nossa própria consciência e, acima de tudo, a vontade de Deus, porque pertencemos ao Senhor na vida e na morte (5-9,12).

Devemos evitar abusos desse trecho, tais como:  Irmãos teimosos recusarem estudar questões difíceis, alegando serem fracos na fé.  Aplicar esses princípios (onde há diversas opções lícitas) para tolerar doutrinas ou práticas que vão além da permissão de Deus.  Não tolerar diferenças em questões de liberdade pessoal.  Insistir em fazer as coisas “do nosso jeito” quando existem outras opções bíblicas.  Julgar os outros com base nas nossas opiniões.

Consciência e Fé (13-23)

Aqui, Paulo leva os mesmos princípios adiante, mostrando o perigo de agir de uma maneira que prejudique um irmão. Não devemos julgar os irmãos, nem devemos fazer com que um deles tropece (13). Mesmo em casos de coisas lícitas, devemos evitar ferir a consciência do irmão. Se insistir em usar todas as nossas liberdades, o nosso bem pode ser desprezado (14-16).

A ênfase no reino de Deus não é a liberdade de comer ou beber alguma coisa, e sim a de participar da justiça e alegria no Espírito Santo (17). Quando servimos a Deus, agradamos ao Senhor e aos homens (18). Desta maneira, promo-vemos a paz e a edificação (19). Se insistir-rmos em usar as nossas liberdades, sem considerar a consciência do irmão, estaría-mos destruindo a obra de Deus (20-21). É melhor abrir mão de algum privilégio do que fazer um irmão tropeçar.

É importantíssimo mantermos a nossa consciência limpa diante de Deus, nada fazendo na dúvida (22-23).

36) A Prática do Amor (Romanos 15:1-21)

A primeira parte do capítulo 15 continua com as instruções dos capítulos anteriores, mostrando a aplicação prática nas relações entre irmãos. Da mesma maneira que Cristo agiu para agradar a outros e não a si mesmo, nós devemos colocar outros acima de nós, assim demonstrando o verdadeiro amor fraternal.

Edificar o Próximo (1-6)

Os fortes devem suportar os fracos (1). Devem mostrar compaixão, compreensão, paciência e tolerância para com os irmãos que não entendem algumas das liberdades que temos em Cristo.

Quando se trata de edificação, devemos agir para agradar e ajudar o nosso próximo, colocando os interesses dele acima dos nossos (2).

Jesus deu o perfeito exemplo quando colocou os interesses dos homens pecadores acima de seus próprios (3).

Depois de citar a profecia de Salmo 69:9 no versículo 3, Paulo acrescenta um comentário sobre o valor do Velho Testamento. As Escrituras servem para nos ensinar e nos dar consolação e esperança (4).

Embora Paulo tenha mostrado que a Lei do Velho Testamento não salva, e não governa o homem hoje em dia, ele ainda defende a importância do estudo desta parte das Escrituras. Nós não procura-mos um padrão para a igreja no Velho Testamento, mas dele aprendemos muito sobre a importância da fé e obediência do homem, e sobre o caráter de Deus, incluindo a sua fidelidade em cumprir as suas promessas.

O exemplo de Jesus deve ser aplicado na prática em nossas vidas, para que possamos levantar uma voz para o glorificar (5-6; compare João 17:20-21).

Receber os Outros (7-13)

No Espírito de Cristo, quem recebeu pecadores e os fez santos, devemos receber uns aos outros (7). Jesus veio como “ministro da circuncisão” (dos judeus) para cumprir as promessas feitas aos patriarcas (8). Mas essas promessas incluíam a salvação dos gentios, também! (9-12). As citações aqui incluem passagens como Salmo 18:49; 2 Samuel 22:50; Deuteronômio 32:43; Salmo 117:1 e Isaías 11:10.

Paulo acrescenta uma oração pedindo gozo, paz e esperança para os irmãos romanos (13).

Admoestar com Amor (14-21)

Paulo expressa sua confiança na capacidade dos irmãos para admoestar uns aos outros, dizendo que eles demonstram: (a) bondade e (b) conhecimento para isso (14).

O conhecimento não é o suficiente para admoestar alguém! Precisamos de conhecimento junto com um espírito de bondade, realmente querendo o melhor para a pessoa corrigida!

Paulo explicou o motivo de falar com ousadia. Ele não queria deixar nada impedir o trabalho de Deus entre os gentios (15-16).

Paulo se gloriou em Cristo nas coisas de Deus (17-21). Foi Cristo que trabalhou, por intermédio de Paulo, entre os gentios (18). O Espírito Santo confirmou a sua mensagem pelos milagres que Paulo realizou (19). Ele levou a palavra a lugares onde o nome de Cristo, anteriormente, foi desconhecido (20-21).

37) Cooperando em Cristo (Romanos 15:22 – 16:27)

Nos primeiros 11 capítulos desta carta, Paulo apresentou argumentos doutrinários, mostrando a necessidade universal do evangelho. De 12:1 – 15:21, ele deu diversos ensinamentos práticos, destacando a importância do amor entre irmãos.

Ele encerra o livro com comentários sobre seus planos e algumas saudações pessoais.

Planos de Viagens (15:22-29)

A divulgação do evangelho aos gentios em lugares novos impedia a desejada visita de Paulo a Roma (22). Ele achou que a visita seria possível num tempo próximo (23). Ele queria passar por Roma e ficar algum tempo antes de ir à Espanha, mas faria essa viagem depois de voltar para Jerusalém (24-25,28-29).

Paulo ia a Jerusalém levar a coleta oferecida pelos irmãos da Macedônia e da Acaia aos “pobres dentre os santos” naquela cidade (25-28; cf. Atos 24:17; 1 Coríntios 16:1-4; 2 Coríntios 8 e 9).

Ao invés de ter conflitos entre judeus e gentios, devem reconhecer a sua interdependência. Espiritualmente, os gentios deviam muito aos judeus. Materialmente, os judeus agora teriam uma dívida aos gentios.

Pedido de Oração (15:30-33)

Paulo pediu as orações dos romanos para que pudesse: (a) ser livre dos rebeldes na Judéia, (b) fazer seu serviço aos irmãos com uma boa aceitação e, depois, (c) chegar em alegria a Roma.

Saudações Finais (16:1-16)

No capítulo 16, Paulo comenta sobre vários cooperadores no trabalho do reino, incluindo citações de oito mulheres. Entre as pessoas citadas:

Ele pediu que os irmãos apoiassem Febe, que estava indo para Roma.

Priscila e Áqüila arriscaram a vida para proteger Paulo e abriam sua casa para as reuniões de uma igreja (3-5; veja Atos 18; 1 Coríntios 16:19; 2 Timóteo 4:19).

Andrônico (homem) e Júnias (mulher), parentes de Paulo, foram convertidos antes dele (7).

Trifena, Trifosa e Pérside: três mulheres que serviam ao Senhor (12).

Paulo acrescentou saudações de todas as igrejas de Cristo (16). Encontramos aqui um nome ou uma descrição? Alguns grupos religiosos citam este versículo para estabelecer um nome próprio para a igreja (a Igreja de Cristo). É uma descrição (as pessoas que pertencem a Cristo), mas nada no Novo Testamento apóia a prática de estabelecer um nome próprio e exclusivo para a igreja.

Cuidado: Perigo (16:17-20)

Paulo adverte os irmãos sobre o perigo de influências más. Mandou que notassem e se afastassem de pessoas que provocavam divisões contra a vontade de Deus (17). Tais pessoas são egoístas e induzem outros ao erro (18).

Paulo queria proteger os romanos, servos obedientes, enquanto esperavam a justiça de Deus contra Satanás (19-20).

Mais Saudações (16:21-23)

Nestes versículos, Paulo inclui saudações pessoais deTimóteo e outros companheiros.

Oração (16:24-27)

Oração de encerramento ao Deus eterno, que agira desde a eternidade para o benefício dos homens.

38) Esboço estrutural de Romanos

ESBOÇO DA SEÇÃO UM (ROMANOS 1)

Paulo inicia sua carta à igreja romana falando da ira de Deus para com o pecado. O capítulo inicial pode ser visto como um julgamento, no qual Deus é o Juiz e os homens pecadores são os acusados.

I. O Relator da Corte (1.1-1 7): Aqui, Paulo, autor de Romanos, fornece a seus leitores material introdutório.

A. Suas credenciais (1.1, 5): Paulo relata quatro fatos sobre si.

1. Ele é um servo de Jesus (1.1a).

2. Ele é um apóstolo (1.1b).

3. Ele foi separado para pregar o evangelho (1.1c).

4. Ele é um missionário aos gentios (1.5).

B. Seu Cristo (1.2-4)

1. O Messias foi profetizado no Antigo Testamento (1.2).

2. O Messias é proclamado no Novo Testamento (1.3-4).

a. Com relação à sua natureza humana (1.3): Ele é descendente de
Davi.

b. Com relação à sua natureza divina (1.4): Sua ressurreição com
prova sua divindade.

C. Sua congregação (1.6-15): Paulo escreve esta epístola para a congregação de uma igreja local.

1. A identidade da igreja (1.6-7): É a congregação em Roma.

2. A intercessão pela igreja (1.8-10)

a. Seu louvor a respeito deles (1.8): Paulo os louva por sua fé co-

nhecida universalmente.

b. Suas orações por eles (1.9-10): Ele ora pela igreja e pede a Deus

permissão para visitá-la.

3. O interesse nesta igreja (1.11-13)

a. Paulo deseja vê-los (1.11-12).

b. Paulo deseja servi-los (1.13): Ele deseja plantar a semente entre

eles.

4. A dívida para com a igreja (1.14-15): Paulo sente obrigação de mi-

nistrar a eles.

D. Sua confiança (1.16-1 7): Paulo expressa sua total segurança no po­der do evangelho para realizar duas coisas.

1. Gerar fé salvadora nos pecadores (1.16): Mediante a fé, o pecador pode ser salvo.

2. Gerar a fé santificadora nos santos (1.1 7): Mediante a fé, um justo pode ter vida.

II. O Relato da Corte (1.18-32): Paulo registra as provas apresentadas neste julgamento

A. A acusação geral (1.18-19): "Pois do céu é revelada a ira de Deus
contra toda a impiedade e injustiça dos homens que detêm a verda-
de em injustiça. Porquanto, o que de Deus se pode conhecer, neles
se manifesta, porque Deus lho manifestou".

B. As acusações específicas (1.20-32)

1. Primeira acusação: ignorância indesculpável (1.20): Deus sempre revelou sua existência e seu poder à humanidade.

2. Segunda acusação: ingratidão (1.21): As pessoas são ingratas, recu­sando-se a adorar seu criador.

3. Terceira acusação: insolência (1.22): Alegando ser sábios sem Deus, tornam-se ao contrário tolos.

4. Quarta acusação: idolatria (1.23): Eles trocam a glória de Deus por ídolos parecidos com pessoas, pássaros, animais e serpentes.

5. Quinta acusação: imoralidade (1.24-27): Eles são culpados de lesbi-anismo e homossexualismo.

6. Sexta acusação: incorrigibilidade (1.28-32)

a. Eles se atiram a seus feitos perversos (1.28-31).

b. Eles aprovam seus feitos perversos (1.32).

ESBOÇO DA SEÇÃO DOIS (ROMANOS 2)

Paulo descreve a maneira de Deus lidar com três tipos de pessoas. Cada uma é acusada de alta traição contra Deus.

I. A Pessoa Moral e Deus (2.1-11)

A. A súplica feita (2.1a): A pessoa moral diz: "Eu deveria ser inocentada
por não ser tão má quanto alguns pagãos".

B. A súplica recusada (2.1 b-11)

1. O motivo (2.1 b-4): Deus diz: "Praticas as próprias coisas que condenas".

2. Os resultados (2.5-11)

a. Ser objeto da terrível ira de Deus (2.5-8)

b. Conhecer dor e sofrimento (2.9-11)

II. A Pessoa Pagã e Deus (2.12-16) A. A súplica feita (2.12-13): A pessoa paga diz: "Eu deveria ser inocen­tada por causa de minha ignorância".

B. A súplica recusada (2.14-16): Deus diz: "Você possui as testemunhas gêmeas, que são a consciência e a natureza (ver também 1.19-20). Por­tanto, serás julgada por essas coisas, e não pela lei escrita".

III. A Pessoa Religiosa e Deus (2.17-29)

A. A súplica feita (2.1 7-20): A pessoa religiosa diz: "Eu deveria ser ino-
centada com base no fato de que conheço a lei de Deus e dou aulas
de religião".

B. A súplica recusada (2.21-29): Deus diz: "Tu, que te glorias na lei,
desonras a Deus pela transgressão da lei?".

1. As marcas dos judeus religiosos (2.21-24): Por causa de sua hipocri­sia, eles desonram o nome santo de Deus entre os gentios.

2. As marcas dos judeus redimidos (2.25-29): O coração deles é reto diante de Deus.

ESBOÇO DA SEÇÃO TRÊS (ROMANOS 3)

Paulo apresenta seis perguntas e as responde para seus leitores.

I. Primeira Pergunta e a Resposta (3.1-2)

A. Pergunta (3.1): Quais são as vantagens de ser judeu ou de ser
circuncidado?

B. Resposta (3.2): A vantagem mais importante é que a Israel foi confia-
da a Palavra de Deus.

II. Segunda Pergunta e a Resposta (3.3-4)

A. Pergunta (3.3): A infidelidade de Israel anulará as promessas de
Deus?

B. Resposta (3.4)

1. O testemunho de Paulo (3.4a): "De modo nenhum; antes seja Deus verdadeiro, e todo homem mentiroso".

2. O testemunho de Davi (3.4b): Paulo cita o Salmo 51.4 para provar sua tese.

III. Terceira Pergunta e a Resposta (3.5-8)

A. Pergunta (3.5): Se nossa injustiça traz a justiça de Deus, ele não é
injusto em nos punir?

B. Resposta (3.6-8)

1. A condenação (3.8b): Paulo foi falsamente acusado de ensinar exatamente isto, ou seja, de praticar o mal para que o bem resulte dele.

2. A resposta (3.6-8a): Paulo responde que, se eles seguem esse tipo de raciocínio, podem afirmar que, quanto mais se peca, melhor. Quem diz tal coisa merece ser condenado.

IV. Quarta Pergunta e a Resposta (3.9-20)

A. Pergunta (3.9a): Os judeus são melhores do que os outros povos?

B. Resposta (3.9b-20)

1. A corrupção (3.10-18): Paulo descreve o câncer do pecado que in-
fectou a raça humana.

a. A consciência humana é depravada (3.10-11): Ninguém nem
sequer deseja conhecer ou seguir a Deus.

b. O caráter humano é depravado (3.12): Todos deixaram o cami-
nho do bem e se tornaram desprezíveis.

c. A conversa humana é depravada (3.13-14): A conversa das pes-
soas é obscena e imunda, parecendo:

(1) O mau cheiro de um sepulcro aberto (3.13a).

(2) O veneno de uma víbora peçonhenta (3.13b-14).

d. A conduta humana é depravada (3.15-18)

(1) "Os seus pés são ligeiros para derramar sangue" (3.15-17).

(2) "Não há temor de Deus diante dos seus olhos" (3.18).

2. A conclusão (3.9b, 19-20): Após apresentar todos os terríveis fatos,
Paulo chega à sua dupla conclusão:

a. Tanto judeus como gentios pecaram contra Deus (3.9b).

b. Tanto judeus como gentios são culpados perante Deus
(3.19-20).

V. Quinta Pergunta e a Resposta (3.21-30)

A. Pergunta (3.21a): Como então Deus salva as pessoas?

B. Resposta (3.21 b-30)

1. A necessidade da salvação (3.23): Ela é urgentemente necessária, pois todos pecaram e carecem da glória de Deus.

2. O testemunho do Antigo Testamento quanto à salvação (3.21b): As Escrituras prometem salvação sem ser pela lei.

3. O método de salvação (3.22, 24-25, 27-28)

a. Negativo (3.27-28): Não é alcançada pelas boas obras.

b. Positivo (3.22, 24-25): Vem pela graça, mediante a fé no sacrifí-
cio de Cristo.

4. A concretização legal da salvação (3.26): Ela permite que um Deus justo e santo declare pecadores arrependidos, justos.

5. A extensão da salvação (3.29-30): Está à disposição tanto dos ju­deus quanto dos gentios.

VI. Sexta Pergunta e a Resposta (3.31)

A. Pergunta (3.31a): A fé anula a lei?

B. Resposta (3.31b): Pelo contrário, a fé cumpre a lei.

ESBOÇO DA SEÇÃO QUATRO (ROMANOS 4)

Paulo lança mão de dois dos mais famosos homens do Antigo Testamento para ilustrar a doutrina da justificação pela fé.

I. A Ilustração da Vida de Abraão, o Pai Racial de Israel (4.1-5, 9-25)

A. Abraão e sua salvação (4.1-5, 9-15)

1. O que Abraão recebeu (4.1-5): O próprio Deus cancelou os peca­dos de Abraão e o declarou justo.

2. Como Abraão recebeu (4.1-5)

a. Não veio através de suas obras (4.1-2, 4).

b. Veio através de sua fé (4.3, 5).

3. Quando Abraão recebeu (4.9-15)

a. Antes de ser circuncidado (4.9-12).

b. Antes da outorga da lei (4.13-15).

B. Abraão e sua semente (4.16-25): Paulo mostra os resultados da fé de Abraão, depois de sua salvação.

1. A semente física de Abraão (4.18-22)

a. A promessa (4.18): Deus disse a Abraão que ele teria um filho
através de Sara.

b. O problema (4.19): Abraão e sua esposa estéril eram muito ido-
sos para gerar filhos.

c. A perseverança (4.20-22): Abraão continuou crendo em Deus
quanto ao impossível, e Isaque nasceu.

2. A semente espiritual de Abraão (4.16-1 7, 23-25): Todos os judeus
e gentios que exercitam o tipo de fé que Abraão teve são, em ter-
mos espirituais, aparentados a Abraão, que é chamado "pai de
todos nós".

A Ilustração da Vida de Davi, o Pai Real de Israel (4.6-8)

A. As transgressões de Davi (4.6): Ele foi culpado de adultério e assassi-
nato (ver II Samuel 11.1-24).

B. O testemunho de Davi (4.7-8): O rei arrependido foi perdoado,
purificado e justificado pela fé.

ESBOÇO DA SEÇÃO CINCO (ROMANOS 5)

Paulo fala sobre a alegria que vem da fé. Ele compara o pecador Adão ao Cristo imaculado.

I. Um Resumo da Justificação (5.1-11): Paulo lista cinco resultados da justificação divina.

A. O crente tem paz com Deus (5.1): Isso é concretizado através da
obra feita por Jesus Cristo.

B. O crente tem acesso a Deus (5.2): Este grande privilégio traz confi-
ança e alegria com relação ao futuro.

C. O crente tem segurança em Deus (5.3-4)

1. O fato da segurança (5.3): Ela nos ajuda nos tempos de aflição.

2. O fruto da segurança (5.4): O sofrimento produz perseverança, que gera caráter, que produz esperança.

D. O crente é habitado por Deus (5.5): O Espírito Santo vive no cora-
ção dos crentes.

E. O crente é preservado por Deus (5.6-11): A salvação de um crente está segura, garantida.

1. Pela obra passada de Cristo na cruz do Calvário (5.6-8)

a. O que ele fez (5.6): Ele morreu na cruz por nós.

b. Por que ele o fez (5.7-8a): Ele morreu porque nos ama.

c. Quando ele o fez (5.8b): Ele fez isso quando éramos pecadores
indefesos e hostis.

2. A obra presente de Cristo à destra de Deus (5.9-11): Paulo diz que
Cristo morreu para nos salvar, e agora vive para nos manter salvos.

II. Um Resumo da Condenação (5.12-21): Paulo contrasta a obra de Adão (o pai pecador de todos) com a obra de Cristo (o imaculado Salvador de todos).

A. A obra de Adão (5.12-15, 16a, 1 7a, 18a, 19a, 20a, 21a)

1. A realidade de seu ato (5.12a): "Por um só homem entrou o peca­do no mundo".

2. A extensão de seu ato (5.12b-13): "A morte passou a todos os ho­mens, porquanto todos pecaram".

3. A natureza de seu ato (5.19a): "Pela desobediência de um só ho­mem, muitos foram constituídos pecadores".

4. Os resultados de seu ato (5.14-15a, 16a, 1 7a, 18a, 21a)

a. Juízo imputado à posteridade de Adão (5.14): "No entanto a
morte reinou desde Adão até Moisés, mesmo sobre aqueles
que não pecaram à semelhança da transgressão de Adão".

b. Juízo eterno a todos os não salvos (5.15a, 16a, 1 7a, 18a, 21a):
O pecado de Adão trouxe morte f condenação a todas as pes-
soas.

5. A relação da lei com o seu ato (5.20a): "Sobreveio, porém, a lei
para que a ofensa abundasse".

B. A obra de Cristo (5.15b, 16b, 1 7b, 18b, 19b, 20b, 21b): Graças à
morte de Cristo, as pessoas podem ser salvas, apesar de seu pecado.

1. A extensão de seu ato (5.15b, 18b)

a. "Pela graça de um só homem, Jesus Cristo, abundou para com
muitos" (5.15b).

b. "Por um só ato de justiça veio a graça sobre todos os homens
para justificação e vida" (5.18b).

2. A natureza de seu ato (5.19b): "Pela obediência de um muitos se­rão constituídos justos".

3. Os resultados de seu ato (5.16b, 17b, 21b)

a. Justificação (5.16b): Todos agora podem ser aceitos por Deus.

b. Santificação (5.17b): Todos podem tornar-se justos aos olhos de Deus.

c. Glorificação (5.21b): Todos podem ter vida eterna.

4. A relação do pecado com o seu ato (5.20b): "Mas, onde o pecado
abundou, superabundou a graça".

ESBOÇO DA SEÇÃO SEIS (ROMANOS 6)

Paulo apresenta o método triplo de Deus que conduz à santificação.

I. Primeiro Passo: Saber (6.1-10): Os crentes devem estar cientes destes três
fatos.

A. Eles foram crucificados com Cristo (6.1-3).

B. Eles ressuscitaram com Cristo (6.4-5).

C. Eles agora estão mortos e vivos (6.6-10)

1. Mortos para seu pecado (6.6-7): Não devemos mais ser escravos do pecado, pois fomos crucificados com Cristo.

2. Vivos no Salvador (6.8-10): Devemos viver no poder da ressurrei­ção daquele que ressuscitou da morte e está vivo para sempre.

II. Secundo Passo: Considerar (6.11): Devemos considerar nossa crucificação e nossa ressurreição como eventos consumados.

III. Terceiro Passo: Entregar (6.12-23): Paulo descreve dois tipos de entrega.

A. O tipo errado (6.12-13a): Não devemos oferecer os membros de
nosso corpo como ferramentas de impiedade.

B. O tipo certo (6.13b-23)

1. A confusão (6.15a): "Havemos de pecar porque não estamos de­baixo da lei, mas debaixo da graça?".

2. A correção (6.15b-18): "De modo nenhum. Não sabeis que daque­le a quem vos apresentais como servos para lhe obedecer, sois servos desse mesmo a quem obedeceis, seja do pecado para a morte, ou da obediência para a justiça?".

3. O desafio (6.13b-14, 19-22): Devemos oferecer os membros do

corpo como ferramentas de justiça. 4. A conclusão (6.23)

a. "O salário do pecado é a morte" (6.23a).

b. "O dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus nosso
Senhor" (6.23b).

ESBOÇO DA SEÇÃO SETE (ROMANOS 7)

Paulo fala sobre como a lei de Deus se aplica e influi em três tipos de pessoas.

I. Pessoas Espirituais e a Lei (7.1-6)

A. Sua relação com a Lei (7.1-3, 5)

1. Elas são como viúvas, livres de seus maridos (7.1-3).

2. Elas são como homens mortos, livres de suas paixões pecaminosas (7.5).

B. Sua relação com o Salvador (7.4, 6)

1. Elas foram criadas por Cristo (7.4a, 6): Estão isentas da lei.

2. Elas devem produzir frutos através de Cristo (7.4b): Assim, as pesso­as espirituais estão livres da lei.

II. Pessoas Naturais e a Lei (7.7-13): A lei é usada de forma dupla.

A. O uso da ilustração (7.7, 10): Deus usou a lei para revelar a
pecaminosidade da carne.

B. O uso da condenação (7.8-9, 11-13): O pecado usou a lei para rea-
cender a pecamirjosidade da carne. Assim sendo, as pessoas naturais
estão condenadas pela lei.

III. Pessoas Carnais e a Lei (7.14-26)

A. Paulo aprendeu que qualquer tentativa de guardar a lei conduz à
carnalidade (7.14-23)

1. A confusão (7.14-16): A frustração de Paulo é dupla.

a. Ele não faz as coisas que quer fazer (7.14-1 5a, 16a).

b. Ele faz as coisas que não quer fazer (7.15b, 16b).

2. A corrupção {7A 7-20): Ele percebe a corrupção total de sua velha natureza pecaminosa.

3. A conclusão (7.21-23): Ele compreende a batalha diária que se tra­va dentro dele.

B. Paulo aprendeu que não tentar guardar a lei pode conduzir à espi-
ritualidade (7.24-25)

1. A agonia do problema de Paulo (7.24): "Miserável homem que eu sou! QUEM me livrará do corpo desta morte?".

2. A resposta ao problema de Paulo (7.25): "Graças a Deus, por Jesus Cristo".

ESBOÇO DA SEÇÃO OITO (ROMANOS 8)

Paulo destaca sete novas certezas que acompanham a salvação.

I. O Crente Tem uma Nova Posição (8.1-8)

A. Nossa posição com relação ao Filho de Deus (8.1-3): O crente está
em Cristo.

1. O milagre (8.1, 3a): Os crentes não recebem condenação e foram libertos do pecado e da morte.

2. Os meios (8.2, 3b): Isto foi concretizado não através da lei de Moi-, sés, mas pela morte de Cristo.

B. Nossa posição com relação à lei de Deus (8.4-8): Agora somos ca7
pazes de cumprir os preceitos da lei em e através de Cristo.

II. O Crente Tem um Novo Convidado (8.9-14)

A. Quem ele é (8.9): O bendito Espírito Santo.

B. O que ele faz (8.10 14)

1. Ele certa vez fortaleceu a Cristo e o ressuscitou (8.11).

2. Ele agora vive dentre de nós e nos controla (8.9).

3. Ele agora nos fortalece e um dia nos ressuscitará (8.10, 12-14).

III. O Crente é Possuidor de uma Nova Adoção (8.15-1 7): Agora somos
membros da família de Deus.

A. O que nos confere intimidade com o Pai (8.15-16).

B. O que nos confere uma herança da parte do Pai (8.1 7).

IV. O Crente Possui uma Nova Esperança (8.18-25): A natureza dessa
esperança é a redenção completa e final de todas as coisas, incluindo:

A. Os cristãos (8.18, 23-25)

1. O sofrimento do presente (8.18a, 23): Os crentes gemem, aguar­dando ser libertos da dor e do sofrimento.

2. A glória futura (8.18b, 24-25)

a. A comparação (8.18b): O sofrimento de hoje nada é quando
comparado à glória de amanhã.

b. A ordem (8.24-25): Até lá, entretanto, devemos esperar pacien-
te e confiantemente.

B. A criação (8.19-22)

1. A natureza, a vítima (8.20, 21 b-22): O mundo natural de plantas e animais geme de dor por causa da queda.

2. A natureza, a vencedora (8.19, 21a): A natureza também será libertada da deterioração e da morte.

V. O Crente Possui um Novo Auxiliador na Oração (8.26-27)

A. A identidade do auxiliador (8.26a): Ele é o Espírito Santo.

B. A indispensabilidade do auxiliador (8.26b): Suas orações são funda-
mentais porque nós nem mesmo sabemos pelo que orar.

C. A intensidade do auxiliador (8.26c-27)

1. Como ele ora (8.26c): Ele ora por nós através de gemidos inex-primíveis.

2. Qual é o objeto da oração (8.27): Ele suplica por nós em harmo­nia com a vontade de Deus.

VI. O Crente Possui uma Nova Confiança (8.28)

A. O que isso inclui (8.28a): Deus faz com que tudo opere conjunta
mente para o bem.

B. Quem isso inclui (8.28b): Aqueles que amam a Deus e são chama-
dos de acordo com o propósito do Senhor.

VII. O Crente Tem um Novo Destino (8.29-39)

A. O resumo (8.29): O próprio Pai decretou que todos os crentes
deveriam tornar-se como seu Filho amado.

B. Os passos (8.30)

1. Fomos conhecidos de antemão pelo Pai (8.30).

2. Fomos predestinados pelo Pai (8.30a).

3. Fomos chamados pelo Pai (8x30b).

4. Fomos justificados pelo Pai (8.30d).

5. Fomos glorificados pelo Pai (8.30e).

C. A segurança (8.31-39)

1. Não existe acusação possível contra os crentes (8.31-34).

a. O Pai não o permitirá (8.31-33)

(1) Ele certa vez deu-nos seu Filho (8.31-32a).

(2) Ele agora nos dá tudo (8.32b-33).

b. O Filho não o permitirá (8.34)

(1) Ele morreu por nós (8.34a).

(2) Ele ressuscitou por nós (8.34b).

(3) Ele agora intercede por nós (8.34c).

2. Não existe separação possível do Salvador (8.35-39): Isso inclui:

a. Tanto vida quanto morte (8.35-38a).

b. Tanto anjos quanto demônios (8.38b).

c. Tanto presente quanto futuro (8.38c).

d. Tanto altura quanto profundidade (8.39).

ESBOÇO DA SEÇÃO NOVE (ROMANOS 9)

Nos próximos três capítulos, Paulo traça um panorama triplo da forma como Deus lida com Israel. Aqui, ele recapitula o assunto da soberania de Deus e a escolha de Israel no passado.

I. As Nove Vantagens Espirituais Desta Escolha Soberana (9.1-5)

A. O lamento de Paulo quanto a Israel (9.1-3): O apóstolo encontra-se
tão pesaroso por causa da descrença de Israel que estaria disposto a
sofrer condenação eterna, se isso os ajudasse a vir a Cristo.

B. As dádivas de Deus a Israel (9.4-5)

1. São uma nação especial (9.4a).

2. Foram adotados por Deus (9.4b, 5).

3. Tiveram a glória de Deus revelada a eles (9.4c).

4. Receberam as alianças (9.4d).

5. Receberam a lei (9.4e).

6. Têm o privilégio de adorá-lo (9.4f).

7. Têm as promessas messiânicas (9.4g).

8. Têm ancestrais piedosos (9.5a).

9. São o povo do qual Cristo veio (9.5b).

II. Os Cinco Exemplos Pessoais Desta Escolha Soberana (9.6-29)

A. O exemplo de Ismael e Isaque (9.6-10): Deus escolheu Isaque (filho de
Abraão com Sara) em detrimento de Ismael (filho de Abraão com Agar).

B. O exemplo de Esaú e Jacó (9.11-13)

1. O que Deus fez (9.12b-13): Ele escolheu Jacó (o segundo gêmeo de Isaque) em detrimento de Esaú (o gêmeo primogênito).

2. Quando Deus fez (9.11a, 12a): Ele fez esta escolha bem antes de eles nascerem.

3. Por que Deus fez (9.11 b): Ele fez isso para mostrar que seus decre­tos soberanos não se baseiam no que seres humanos ainda não nascidos podem vir ou não a fazer.

C. O exemplo do Faraó (9.14-24)

1. Os fatos (9.15-18)

a. Deus resolveu perdoar o pecaminoso povo de Israel com graça
imerecida (9.15-16).

b. Deus resolveu punir Israel com juízo merecido (9.17-18).

2. A imparcialidade (9.14, 19-24)

a. À luz disso, Deus é justo? Sim! (9.14, 21-24)

(1) Assim como um oleiro cria vasos, Deus cria nações (9.14, 21, 22).

(2) Assim como um oleiro controla os vasos, Deus controla as nações (9.23-24).

b. À luz disso, o homem é responsável? Sim! (9.19-20): Assim
como um vaso não tem direito de criticar o oleiro, as nações
não têm direito de criticar o Senhor.

D. O exemplo de Oséias (9.25-26): Este profeta do Antigo Testamento
predisse que Deus não limitaria sua graça a Israel, mas salvaria os
gentios arrependidos. Oséias chama esses gentios "filhos do Deus
vivo" (Oséias 2.23; 1.10).

E. O exemplo de Isaías (9.27-29): Paulo cita Isaías para demonstrar a
soberania de Deus com relação a Israel.

1. De milhões de israelitas, apenas um pequeno remanescente será salvo (Isaías 10.22-23) (9.27-28).

2. Até mesmo o remanescente pereceria, não fosse a graça de Deus (Isaías 1.9) (9.29).

III. As Duas Grandes Conclusões sobre Essa Escolha Soberania (9.30-33)

A. Mediante a fé, os gentios encontraram justiça sem procurá-la

(9.30).

B. Mediante a lei, Israel não encontrou justiça, mesmo procurando

(9.31-33)

1. A busca (9.31-32): Eles procuram ser salvos pelas obras.

2. O tropeço (9.33): Eles tropeçam em Cristo, a rocha, conforme pre­dito por Isaías (Isaías 8.14; 28.16).

ESBOÇO DA SEÇÃO DEZ (ROMANOS 10)

Paulo recapitula a justiça de Deus na rejeição atual de Israel.

I. A Oração Relativa à Justiça de Deus (10.1-3)

A. A oração (10.1): Paulo ora pela salvação de Israel.

B. O problema (10.2-3): Israel possui:

1. Zelo sem conhecimento (10.2-3a).

2. Obras sem fé (10.3b).

II. A Fonte da Justiça de Deus (10.4-5)

A. É encontrada em Cristo (10.4).

B. Foi predita por Moisés (Levítico 18.5) (10.5).

III. A Disponibilidade da Justiça de Deus (10.6-8)

A. Negativa (10.6-7): Não é preciso procurar nos céus ou descer até o
profundo abismo para encontrá-la.

B. Positiva (10.8): Ela está, através de Cristo, tão perto quanto a boca e
o coração da própria pessoa. Moisés predisse isso em Deuteronô-
mio 30.12-14.

IV. O Recebimento da Justiça de Deus (10.9-10): Tanto a boca quanto o
coração estão envolvidos nisso.

A. Ela é concebida no coração (10.9b-10a).

B. Ela é confirmada pela boca (10.9a, 10b).

V. A Extensão da Justiça de Deus (10.11-13)

A. Ela é imparcial (10.11-12): Não faz distinção entre judeus e gentios.

B. Ela é universal (10.13): Qualquer um que clamar pelo nome do
Senhor será salvo.

VI. A Apresentação da Justiça de Deus (10.14-1 5): Paulo apresenta uma
lógica convincente para que haja um testemunho fiel.

A. Um pecador precisa clamar ao Senhor para ser salvo (10.14a).

B. Um pecador precisa crer para poder clamar (10.14b).

C. Um pecador precisa ouvir para crer (10.14c-15): isaías descreveu
os resultados: "Quão formosos os pés dos que anunciam coisas
boas" (Isaías 52.7).

VII. A Rejeição da Justiça de Deus (10.16-21)

A. Israel ouviu as Boas Novas (10.18): Paulo prova isso citando o
Salmo 19.4.

B. Israel recusou-se a dar atenção às Boas Novas (10.16-1 7, 19-21)

1. Isaías predisse isso (10.16-17, 20-21): Ver Isaías 53.1, 65.1-2.

2. Moisés predisse isso (10.19): Ver Deuteronômio 32.21.

ESBOÇO DA SEÇÃO ONZE (ROMANOS 11)

Paulo analisa a sabedoria de Deus e a restauração futura de Israel.

I. A Restauração Futura é Garantida Porque a Rejeição Atual de Israel Não é Total (11.1-10, 11 b-24)

A. As facções de Israel (11.1-10): Paulo divide Israel em dois grupos. 1. O grupo minoritário (11.1-6)

a. Conforme representado por Paulo no Novo Testamento (11.1): Sua própria conversão demonstra que Deus não rejeitou to­dos os israelitas.

b. Conforme representado por Elias no Antigo Testamento (11.2-6): Este poderoso profeta, junto com outros sete mil israelitas, não se prostrou a Baal (ver também I Reis 19.18). 2. O grupo majoritário (11.7-10): Três homens do Antigo Testamento

predisseram que Deus endureceria o coração do Israel descrente.

a. Moisés (Deuteronômio 29.4): (11.7-8a).

b. Davi (Salmo 69.22-23): (11.9-10).

c. Isaías (Isaías 29.10): (11.8b).

B. A plenitude dos gentios (11.11 b-25): Esta frase refere-se a um perío­do específico de tempo.

1. A definição do período (11.25): É o intervalo que diz respeito à complementação do Corpo de Cristo, consistindo tanto em ju­deus e gentios, começando em Pentecostes e terminando no Arrebatamento.

2. Os detalhes com relação ao período (11.11 b-24)

a. O propósito (11.11 b-12): Um propósito é tornar Israel enciuma-
da, desejosa por novamente desfrutar do favor de Deus.

b. O pregador (11.13-15): Paulo foi designado pelo próprio Deus
para ajudar a tornar isso uma realidade.

c. A parábola (11.16-24): Paulo emprega a analogia de uma olivei-
ra para ilustrar tudo isso.

(1) As raízes da árvore constituem-se de Abraão e de outros homens piedosos do Antigo Testamento (11.16).

(2) Alguns dos ramos originais foram quebrados, referindo-se a alguns judeus não-crentes (11.1 7a).

(3) Agora alguns ramos de uma oliveira selvagem foram enxerta-

dos, referindo-se aos crentes gentios (11.1 7b-23).

(4) Os ramos originais, uma vez removidos, serão enxertados
um dia, referindo-se ao arrependimento futuro de Israel (11.24).

II. A Restauração Futura é Garantida Porque a Rejeição Atual de Israel Não é Definitiva (11.11a, 26-36)

A. Israel de Deus (11.11a, 26-36)
^.Apredição (11.11a, 26-27)

a. Israel restaurada através do Cristo prometido (11.26): Isaías pre-
disse que o Libertador realizaria isso (Isaías 59.20).

b. Israel restaurada através da aliança prometida (11.27): Isaías
predisse que Deus manteria sua aliança com Israel (Isaías
59.21).

2. A fidelidade (11.28-32): Tudo isso acontecerá, pois as dádivas e o chamado de Deus são irrevogáveis.

B. O Deus de Israel (11.33-36): Paulo louva a Deus, proferindo uma
das mais fantásticas doxologias das Escrituras.

ESBOÇO DA SEÇÃO DOZE (ROMANOS 12)

Paulo insta para que seus leitores façam de seus corpos sacrifícios vivos para a glória de Deus.

I. O Crente e o Eu (12.1-2)

A. O que devemos oferecer (12.1): Dedicação física.

1. O motivo para isso (12.1b): Porque experimentamos da misericór­dia de Deus.

2. Os resultados disso (12.1a): Deus agrada-se quando oferecemos um sacrifício vivo e santo.

B. O que devemos evitar (12.2a): A contaminação do mundo.

C. O que devemos alcançar (12.2b): A transformação de Deus.

II. O Crente e o Serviço (12.3-21)

A. A graça (12.3): Ser honesto na auto-estima.

B. Os dons (12.4-8)

1. A ilustração com relação a essas dádivas (12.4-5): Paulo compara os dons espirituais aos membros do corpo humano.

2. A identificação desses dons (12.6-8): Sete dons espirituais são lista­dos

a. Profecia (12.6)

b. Ministério (serviço) (12.7a)

c. Ensino (12.7b)

d. Exortação (12.8a)

e. Contribuição (12.8b)

f. Liderança (12.8c)

g. Misericórdia (12.8b)

C. As diretrizes (12.9-21)

1. Como lidar com os amigos (12.9-13, 15-16)

a. Amá-los e honrá-los (12.9-10).

b. Demonstrar-lhes zelo e alegria (12.11-12).

c. Partilhar com eles (12.13).

d. Sorrir e chorar com eles (12.1 5).

e. Viver em harmonia com eles (12.16).

2. Como lidar com os inimigos (12.14, 17-21)

a. Abençoá-los quando eles nos perseguirem (12.14).

b. Deixar que Deus retribua o mal feito a você (12.17-19).

c. Alimentá-los quando tiverem fome e saciá-los quando tiverem
sede (12.20-21).

ESBOÇO DA SEÇÃO TREZE (ROMANOS 13)

Paulo trata das responsabilidades dos crentes perante a sociedade.

I. Tarefas Perante os Governadores de Estado (13.1-7) A. O que devemos fazer (13.1, 6-7)

1. Devemos submeter-nos às autoridades governamentais (13.1).

2. Devemos pagar nossos impostos (13.6).

3. Devemos honrar e respeitar todos aqueles a quem isso é devido (13.7).

B. Por que devemos fazer isso (13.2-5)

1. Por causa do poder existente por trás da autoridade (13.2): Deus estabeleceu os governos humanos; então, desobedecer às leis humanas é desobedecer a Deus.

2. Por causa da punição existente por trás da autoridade (13.3-5): Deus também decretou que os infratores das leis deveriam ser pu­nidos por aqueles que representam o governo humano.

II. Deveres Perante o Restante do Estado (13.8-14)

A. Continuar a amar (13.8-10): O amor de Deus se empenha e satisfaz.

1. O amor procura o melhor para o próximo (13.9-10).

2. O amor satisfaz a lei de Deus (13.8).

B. Continuar a olhar (13.11-14)

1. A percepção (13.11-12a): Precisamos saber que a vinda do Senhor
está próxima.

a. O tempo está esgotando-se (13.11a, 12a).

b. A época da salvação está próxima (13.11 b).

2. A reação (1 3.12b-14)

a. Do que devemos despojar-nos (13.12b, 13b): Das obras das trevas.

b. Do que devemos revestir-nos (13.13a, 14): Das obras da luz.

ESBOÇO DA SEÇÃO QUATORZE (ROMANOS 14)

Paulo fala das responsabilidades dos crentes perante os cristãos que são

fracos na fé.

I. Nenhum Crente Deve Ser Julgado por Outro Crente naTerra (14.1-8, 13-23)

A. Não devemos criticar o legalismo do próximo (14.1-8)

1. As regras (14.1-6)

a. Não julgue com relação à comida (14.1-4, 6b): Alguns acham er-
rado comer carne ou qualquer alimento que tenha sido sacrifi-
cado a um ídolo.

b. Não julgue com relação aos dias (14.5-6a): Alguns acham certos
dias mais sagrados do que outros.

2. O motivo (14.7-8): Tanto o crente mais fraco quanto o mais forte
pertencem ao Senhor e devem amar-se.

B. Não devemos corromper nossa liberdade (14.13-23)

1. O cristão maduro não deve tornar-se pedra de tropeço (14.13-18)

a. Ele não pode permitir que coisas lícitas e boas sejam vistas
como ilícitas e perversas (14.13-16).

b. Ele não deve esquecer que o amor é mais importante do que
as liberdades pessoais (14.17-18).

2. O cristão maduro deve tornar-se pedra de apoio (14.19-23).

II. Todo o Crente Será Julgado por Deus (14.9-12)

A. O alicerce do juízo (14.9): Baseia-se na morte, ressurreição e ascen-
são de Cristo.

B. A tolerância à luz do juízo (14.10): Não complique seus problemas
lá no alto, ao julgar seu irmão aqui embaixo.

C. As características do juízo (14.11-12)

1. Todo joelho se dobrará (14.11 a).

2. Toda língua confessará (14.11 b).

3. Todos prestarão contas ao Senhor (14.12).

ESBOÇO DA SEÇÃO QUINZE (ROMANOS 15)

Paulo fala de como os cristãos devem viver em relação aos outros. Escreve sobre seus planos de viagem e suas orações pelos romanos.

I. A Sugestão de Paulo (15.1-4, 8-12)

A. A exortação (15.1-2): Paulo insta com os crentes maduros a não pro-
curar agradar a si mesmos, mas a edificar a fé do cristão mais fraco.

B. O exemplo (15.3-4, 8-12)

1. Ele aponta para as Escrituras (15.4): Suas páginas estão cheias de exemplos de muitos que perseveraram e incentivaram a outros.

2. Ele aponta para o Salvador (15.3, 8-12)

a. Jesus não veio para agradar a si mesmo, mas para se entregar (15.3).

b. Jesus veio para garantir a salvação de Deus aos judeus e
aos gentios (15.8-12).

(1) Aos judeus (15.8): Ele veio para mostrar que Deus mantém suas promessas aos judeus.

(2) Aos gentios (15.9-12): Ver também Deuteronômio 32.43; Salmos 18-49; Isaías 11.10.

II. A Oração de Paulo (15.5-7, 13)

A. Ele ora para que Deus favoreça a igreja romana com persistência,
coragem e unidade (15.5-7).

B. Ele ora para que Deus encha a igreja romana de alegria, paz e es
perança (1 5.13).

III. Os Planos de Paulo (15.14-29)

A. O apóstolo recapitula suas atividades passadas (1 5.14-22)

1. Ele escreve sobre seu principal ministério (15.14-18): Paulo relem­bra aos leitores seu chamado especial aos gentios.

2. Ele escreve sobre seus milagres (15.19a): Deus concedeu-lhe poder para operar sinais e prodígios.

3. Ele escreve sobre seu campo missionário (15.19b): Paulo pregou a Cristo desde Jerusalém até a llíria.

4. Ele escreve sobre sua metodologia (15.20-22)

a. Como praticada por Paulo (15.20): Ele pregou o Evangelho
onde Cristo não era conhecido para evitar edificar sobre o ali-
cerce de outros.

b. Como predito por Isaías (15.21-22): Este profeta do Antigo Tes-
tamento escreveu sobre isso sete séculos antes que ocorresse
(Isaías 52.15).

B. A apóstolo prevê suas atividades futuras (15.23-29)

1. Planos futuros eventuais (15.23-24)

a. Visitar a Espanha (15.23-24a)

b. Visitar Roma (15.24b).

2. Planos futuros imediatos (15.25-29)

a. O lugar (15.25a): Jerusalém.

b. O propósito (15.25b-29): Levar uma oferta em dinheiro para os
crentes necessitados de lá, que Paulo vem recolhendo durante
suas viagens missionárias.

IV. A Súplica de Paulo (15.30-33): O apóstolo pede orações da igreja com relação a duas coisas.

A. Que ele seja protegido dos não crentes de Jerusalém (15.30-31a).

B. Que ele seja aceito pelos crentes de Jerusalém (15.31 b-33).

ESBOÇO DA SEÇÃO DEZESSEIS (ROMANOS 16)

Paulo termina saudando alguns amigos e dando instruções.

I. Paulo e o Povo do Evangelho (16.1-16, 21-24)

A. Ele envia uma mulher especial à igreja em Roma (16.1-2).

1. Quem é ela (16.1a): Febe, uma serva piedosa de Cristo.

2. De onde ela vem (16.1b): Ela vem da igreja em Cencréia.

3. Por que ela vai a Roma (16.2): Ela ministrará à igreja romana, assim como fez em várias outras.

B. Ele envia uma saudação especial à igreja em Roma (16.3-16, 21-24)

1. Paulo envia saudações a vinte e seis pessoas (16.3-16)

a. Seus amigos Áqüila e Priscila (16.3-5a).

b. Seu amigo Epêneto, que foi o primeiro cristão na Ásia (16.5b).

c. Maria, que trabalhou muito pela igreja romana (16.6).

d. Seus parentes Andrônico, Júnias e Herodião (16.7, 11a).

e. Outros amigos e companheiros de trabalho: Ampliato, Urbano,
Estáquis, Apeles, a família de Aristóbulo, os cristãos na família
de Narciso, Trifena, Trifosa, Pérside, Rufo, sua mãe, Asíncrito,
Flegonte, Pátrobas, Hermes, Filólogo, Júlia, Nereu e suas irmãs
e Olimpas (16.8-10, 11b-16).

2. Paulo envia saudações de oito indivíduos (16.21-24)

a. Timóteo (16.21a)

b. Os parentes de Paulo: Lúcio, Jáson e Sosípatro (16.21b).

c. Tércio, o escrivão da carta aos romanos ditada por Paulo

(16.22)

d. Gaio e Quarto (16.23-24)

II. Paulo e a Perversão do Evangelho (16.1 7-19): Paulo alerta alguns causadores de problemas na igreja romana.

A. O que eles estão fazendo (16.1 7)

1. Causando divisões (16.1 7a)

2. Ensinando doutrina falsa (16.17b)

3. Atrapalhando a fé das pessoas (16.1 7c)

B. Por que eles estão fazendo (16.18-19): Para obter dinheiro e poder
para si.

III. Paulo e a Promessa do Evangelho (16.20): Um dia, Deus destruirá
Satanás

sob seus pés.

IV. Paulo e o Poder do Evangelho (16.25-27)

A. Ele tem poder para fortalecer os crentes (16.25a).

B. Ele tem poder para salvar pecadores (16.25b-27).

39) Informações sobre o professor

Pr Josias Moura de Menezes foi Professor nas seguintes instituições: STEB(Seminário teológico Batista Mineiro), Faculdade Batista da Lagoinha (BH/Minas Gerais), Seminário Congregacional de Brasília/DF (Extensão), Fater (Faculdade Teológica do Recife), Curso preparatório para Lideres: Igreja Congregacional Central de BH/ MG, STEAD – Seminário teológico Evangélico Assembléia de Deus no Rio Grande do Norte – Extensão Macau/RN. Atualmente leciona no Instituto Bíblico Betel Brasileiro em João Pessoa e no STEC – Seminário Teológico Congregacional.

Lecionou nestes anos as seguintes matérias: Teologia sistemática, Hermenêutica, Homilética, teologia pastoral, administração eclesiástica da igreja, Implantação e desenvolvimento de igrejas, Análise em Romanos e Apocalipse, Liderança cristã, Aconselhamento pastoral, Escatologia, Introdução a filosofia, Teologia Contemporânea, Apologêtica, Filosofia da Religião e Lógica Filosófica.

Na área secular lecionou: Comunicação e postura pública, Marketing pessoal, planejamento estratégico, Relações humanas na empresa, Cursos de informática (Windows,Word, Acess, Excel, Internet, Corew Draw), Música instrumental.

Email para contato: josiasmoura@gmail.com

Para outras informações acesse o site: http://www.josiasmoura.wordpress.com

6 thoughts on “CURSO DE ROMANOS. (APOSTILA DO CURSO MINISTRADO PELO PR JOSIAS MOURA NA IGREJA DO BETEL BRASILEIRO GEISEL, NO CULTO DE DOUTRINA)

  1. mt obrigado pelo estudo, o conteúdo é excelente e útil para mim. Deus em Cristo Jesus abençoe sobremaneira seu ministério.

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  2. Oro a DEUS pela sua vida meu colega Pr.Tenho buscado bastante conhecimento através da Bíbila e seu estudos aqui disponiveis tem me ajudado muito no meu chamado, quando a Palavra nos ensina que o Pr. tem que estar abito para ensinar. Te agradeço de todo coração pelo trabalho e por dividir seu conhecimentos como pessoas que assim como eu precisa esta estudando pois não tenho condições financeira para pagar um curso de teologia.Que DEUS continue abençoando o seu ministerio. GRAÇA E PAZ

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