APOSTILA DO CURSO DE TEOLOGIA DO ANTIGO TESTAMENTO MINISTRADO NO CURSO TEOLOGICO EM MACAU/RN – IGREJA BATISTA NACIONAL

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APOSTILA DO CURSO DE:

INTRODUÇÃO A TEOLOGIA BÍBLICA

DO ANTIGO TESTAMENTO

Prof. Pr Josias Moura de Menezes

Site: www.josiasmoura.com

Email: josiasmoura@hotmail.com

Sumário

1) DEFINIÇÃO.. 3

2) A IMPORTÂNCIA DA TEOLOGIA BÍBLICA. 3

Para uma descrição mais objetiva dessa distinção vale a pena esboçar o seguinte quadro: 3

Teologia Bíblica. 3

Teologia Sistemática. 4

História da Religião. 4

Resumo Histórico. 4

A Tarefa da Teologia Bíblica. 5

3) As formas de revelação de Deus ao Homem no Antigo Testamento. 6

4) Os Períodos Históricos da Teologia do Velho Testamento. 7

A Era Pré-patriarcal 7

A Era Patriarcal 7

A Era Mosaica. 8

A Era Pré-Monárquica. 8

A Era Monárquica. 9

5) Questões Importantes Sobre Revelação. 9

6) Divisões da teologia do Velho testamento. 9

7) A Doutrina da Criação. 10

8) A Doutrina de Deus. 11

9) A Doutrina do Homem e do Pecado. 14

10) A Doutrina da Salvação. 16

11) Os fundamentos da Escatologia Veterotestamentária. 19

I. A morte e a ressurreição no Antigo Testamento. 19

II. O Filho do Homem no Antigo Testamento. 20

III. O Reino de Deus no Antigo Testamento. 21

IV. As setenta semanas de Daniel – Dn. 9.20-27. 21

V. O dia do Senhor no Antigo Testamento. 23

12) o conceito de revelação e inpiração no at 24

REVELAÇÃO.. 24

INSPIRAÇÃO.. 26

13) informações sobre o professor 29

14) BIBLIOGRAFIA SUGERIDA PARA APROFUNDAMENTO: 30

TEOLOGIA BÍBLICA DO VELHO TESTAMENTO

1) DEFINIÇÃO

Teologia é a ciência que trata do nosso conhecimento de Deus, e das coisas divinas. A teologia abrange vários ramos, vejamos:

Teologia exegética Exegética vem da palavra grega que significa extrair. Esta teologia procura descobrir o verdadeiro significado das Escrituras.

Teologia Histórica Envolve o Estudo da História da Igreja e o desenvolvimento da interpretação doutrinária.

Teologia Dogmática É o estudo das verdades fundamentais da fé como se nos apresentam nos credos da igreja.

Teologia Bíblica Traça o progresso da verdade através dos diversos livros da Bíblia e descreve a maneira de cada escritor em apresentar as doutrinas mais importantes.

Teologia Sistemática Neste ramo de estudo os ensinamentos concernentes a Deus e aos homens são agrupados em tópicos.

2) A IMPORTÂNCIA DA TEOLOGIA BÍBLICA

Quando alguém ouve falar de Teologia Bíblica nem sempre fica claro a que exatamente essa expressão se refere. Alguns entendem que a expressão diz respeito à teologia de acordo com a Bíblia, em oposição a uma teologia herética.

Outros imaginam que a referência é a uma teologia que está baseada nas Escrituras. Nenhuma dessas sugestões é correta.

A Teologia Bíblica define-se basicamente a partir de sua distinção em relação à Teologia Sistemática e à História das Religiões.

A proposta fundamental da Teologia Bíblica é construir uma teologia a partir das Escrituras, de modo indutivo, sem depender das categorias definidas pela Sistemática ou pela Dogmática.

1.1) Para uma descrição mais objetiva dessa distinção vale a pena esboçar o seguinte quadro:

ABORDAGEM

Fonte dos Dados

Metodologia

Teologia Bíblica

Cânon das Escrituras

Exegética e Teológica

Organização: Conceitual, Tópica e Histórica.

Teologia Sistemática

Escrituras Sagradas, Tradição Histórica, Razão (filosofia) e Experiência Humana.

Teológica

e Filosófica.

Organização sistemática e lógica.

História da Religião

Escrituras, documentos de outras religiões, literatura e arqueologia.

Fenomenológica

e Histórica:

Organização: Cronológica e Genética.

Como podemos observar, a Teologia Bíblica parte unicamente das Escrituras e procura prescindir da filosofia e da teologia sistemática, organizando os dados bíblicos a partir da lógica interna do pensamento bíblico.

É essencialmente descritiva, mas pode também tornar-se normativa quando pergunta qual o valor do texto bíblico para o intérprete de hoje.

Um exemplo prático da diferença de abordagem entre as duas pode ser percebido no campo da escatologia. Enquanto a teologia bíblica discute as tensões bíblicas entre o “já” e o “ainda não” do Reino de Deus (escatologia realizada e escatologia futura), a teologia sistemática evangélica volta-se para divisões como pré-milenismo, pós-milenismo, amilenismo, pré-tribulacionismo, etc.

1.2) Resumo Histórico

As raízes da teologia bíblica estão na Reforma Protestante. O ponto de partida protestante Sola Scriptura lançou a semente para uma teologia exegética, buscando livrar-se da Dogmática Eclesiástica.

Os comentários de Calvino são os primeiros exemplos de uma exegese bíblica histórico-gramatical, que estabelecia os primórdios da futura teologia bíblica.

Todavia, a maioria dos estudiosos define o início do moderno estudo da teologia bíblica, ou mais especificamente, da teologia bíblica do Antigo Testamento, a partir da palestra inaugural do professor Johann Philipp Gabler na Universidade de Altdorf em 1787. Antes de Gabler não havia uma distinção entre teologia dogmática e teologia bíblica. Não havia separação entre teologia do Novo Testamento e teologia do Antigo Testamento. Gabler defendia essas distinções.

Mesmo que nunca tenha escrito uma teologia do Antigo Testamento, foi o professor Gabler quem estabeleceu os princípios básicos e o método pelos quais seria possível escrever uma teologia bíblica do Antigo Testamento. A base do estudioso alemão era racionalista, e foi sobre tais fundamentos é que surgem os primórdios da teologia bíblica. Apesar dessa influência filosófica da época, muito clara em estudiosos como G. L. Bauer, de Wette e F. C. Baur, alguns estudiosos adotaram uma linha mais evangélica e menos racionalista. Entre eles devem ser mencionados E. W. Hengstenberg, F. Delitzsch e G. F. Oehler.

Entre 1880 e 1930 a incipiente teologia bíblica perdeu espaço para os estudos da história da religião. As novas tendências filosóficas, aliadas à curiosidade européia para com os costumes e idéias religiosas de outros povos fomentou uma interpretação da fé bíblica dentro de um contexto religioso universal. A fé de Israel e do cristianismo deveriam ser vistas sob parâmetros evolucionários e à luz da comparação com as outras religiões conhecidas.

Somente depois da década de 30 do século XX foi que ressurgiu o interesse pela teologia bíblica. Tal efervescência perdura até os anos 70. Muitos nomes de peso surgem tanto no campo do Antigo como do Novo Testamento. Nomes como O. Eissfeldt, W. Eichrodt, G. von Rad, B. Childs, C. Westermann, W. C. Kaiser, S. Terrien, W. Brueggmann, R. Bultmann, H. Conzelmann, E. Käsemann, H. J. Kraus, K. H. Schelkle, J. Jeremias, G. E. Ladd e D. Guthrie tornaram-se marcas na teologia bíblica principalmente durantes as décadas de 30 a 70. Além disso, muito da teologia contemporânea interagiu bastante com o pensamento bíblico e estabeleceu modelos sistemáticos de teologia menos presos a categorias filosóficas clássicas. Aqui merecem destaque especial os nomes de K. Barth, W. Pannenberg e Oscar Cullmann. Nas últimas décadas a teologia bíblica continua viva, mas tem enfrentado dificuldades e alguns até crêem que esteja em grande crise. Para entendermos melhor seus caminhos, é preciso destacar suas principais tarefas.

1.3) A Tarefa da Teologia Bíblica

Conforme já foi sugerido, a tarefa da teologia bíblica é construir uma teologia a partir do texto bíblico, edificando uma espécie de “macro-exegese”, procurando metodologicamente isentar-se de leituras confessionais e filosóficas a priori.

Todavia, uma teologia bíblica séria deverá enfrentar algumas questões importantes das quais não poderá omitir-se:

1. Teologia descritiva ou normativa. Qual é o papel de uma teologia bíblica? Procurar detectar os conceitos teológicos dos autores bíblicos, ou deve ela também definir normas ético-religiosas a partir da experiência histórica e teológica da comunidade da fé? Será que um aspecto exclui o outro? É possível manter a tensão entre as duas ênfases?

2. A Relação entre os testamentos. Pode existir uma teologia do AT, independente do Novo Testamento? Será que a teologia do AT é uma disciplina exclusivamente cristã? Existirá uma teologia do AT judaica? Que tipo de relação existe entre os dois testamentos? Continuidade ou Descontinuidade? Como trabalhar a unidade da mensagem bíblica, sem desvalorizar o AT e sem uma “cristianização” exagerada do mesmo? Todas essas perguntas são inescapáveis e merecem atenção do teólogo bíblico.

3. Abordagem diacrônica ou sincrônica*. Muitas teologias bíblicas e sistemáticas parecem considerar o texto bíblico homogêneo e uniforme. Será que é possível fazer teologia bíblica sem considerar a história e algum tipo de desenvolvimento teológico nas Escrituras. É verdade que o historicismo do século XIX e sua postura evolutiva trouxe uma espécie de trauma para muitos estudiosos da Bíblia. No entanto, ainda que seja árdua lidar com o papel da história na teologia, cremos ser impossível fazer uma boa teologia, sem considerá-la adequadamente, conforme bem observou Oscar Cullmann.

*Diacronia etimologicamente, pela origem da palavra, quer dizer o momento no tempo, uma visão, um corte diacrônico ou seja, uma abordagem de um momento especifico. Exemplo: Corte diacrônico de uma sociedade, ou mesmo de uma empresa ou situação, se em corte diacrônico de um momento mais circunscrito determinado.

Caso seja um corte sincrônico apresentará tempos comparados. Exemplo: um estudo sincrônico da influência dos políticos na vida pública da sociedade tal… então se apresentará comparações ao longo do tempo em sincronia… de várias épocas. Diacrônico refere-se a um dado e determinado momento isolado. Sincrônico refere-se à correlação entre vários momentos entre eles. Ex. um estudo sincrónico onde compararemos a ação dos profetas nas diferentes épocas da história de Israel.

4. Relação com a autoridade da Bíblia. Por mais isenta que seja uma teologia bíblica, ela não poderá deixar de trabalhar com pressupostos. Um dos mais relevantes é exatamente o ponto de partida para com a própria Bíblia. Devemos praticar uma hermenêutica de suspeita para com o texto? Ou devemos interpretar o texto sagrado de maneira afirmativa, numa relação de empatia para com o mesmo. Quando um outro referencial externo explícito comanda a hermenêutica das Escrituras dificilmente poderá construir-se uma teologia bíblica que faça justiça ao texto.

5. Unidade e diversidade. Será que possível achar um centro de organização para uma teologia da Bíblia, ou do AT e do NT. Será que o conceito de aliança, de promessa ou de ação divina na história são adequados para organizar o material bíblico.

Seria tal abordagem forçada, pelo fato de existirem vários centros de organização do texto? Essa é uma questão difícil que não pode ser esquecida.

Além disso, a diversidade presente nas Escrituras levanta outra questão: Existe uma teologia bíblica (ou do AT/NT) ou existem várias teologias? É bem conhecido o fato de que os teólogos liberais levaram a diversidade teológica bíblica às últimas conseqüências.

Por outro lado, fundamentalistas têm tentado ver unidade a partir de lentes mais sistemáticas e filosóficas do que bíblicas. Como deve ser trabalhada essa relação? Aí está um grande dilema ainda aberto para a discussão dos estudiosos.

6. Teologia canônica ou não canônica. Por mais simples que possa parecer essa questão, ela merece muita atenção. Já que temos acesso a material religioso da fé de Israel e da igreja primitiva, devemos perguntar se uma teologia bíblica deve fazer referência a esse material. Por outro lado, já que se trata de uma teologia construída dentro da comunidade da fé, a igreja, deve-se perguntar se os parâmetros da dogmática cristã e esse fator devem restringir a teologia a uma abordagem canônica.

7. Relação com a sistemática. Uma vez construída uma teologia bíblica chegará ela a algum lugar sem uma relação com a sistemática? É possível construir uma teologia bíblica sem cair na fragmentação muitas vezes acéfala? Que tipo de relação deve se manter entre as duas abordagens? Doutrinas cardeais e essencias da fé como a Trindade teriam relevância significativa numa teologia bíblica? Com certeza o diálogo é fundamental e necessário, para que as duas abordagens se completem.

3) As formas de revelação de Deus ao Homem no Antigo Testamento

Para facilitar o estudo, estaremos dando ênfase a introduções de apenas algumas doutrinas, visto que, serão abordados mais profundamente quando do estudo da referida doutrina.

O Velho Testamento é a parte preparatória de Deus para revelações maiores e mais profundas ao homem. Por isso é especial. Deus providenciou uma revelação e mostrou seus diferentes métodos:

Sonhos – Joel 2:28 E há de ser que, depois derramarei o meu Espírito sobre toda a carne, e vossos filhos e vossas filhas profetizarão, os vossos velhos terão sonhos, os vossos jovens terão visões.

Jeremias 23:32 Eis que eu sou contra os que profetizam sonhos mentirosos, diz o SENHOR, e os contam, e fazem errar o meu povo com as suas mentiras e com as suas leviandades; pois eu não os enviei, nem lhes dei ordem; e não trouxeram proveito algum a este povo, diz o SENHOR.

Visões – Atos 7:31Então Moisés, quando viu isto, se maravilhou da visão; e, aproximando-se para observar, foi-lhe dirigida a voz do Senhor, ( Uma Visão espiritual )

ApariçõesIsaías 6:1 No ano em que morreu o rei Uzias, eu vi também ao Senhor assentado sobre um alto e sublime trono; e o seu séquito enchia o templo.

Histórico – A Melhor forma de revelação de Deus ao homem sem dúvida é através da história. Através da convivência com Deus, através das experiências adquiridas com Ele.

4) Os Períodos Históricos da Teologia do Velho Testamento

Assim como os apóstolos do NT com suas epístolas, eram, de muitas maneiras, os intérpretes dos Atos e dos Evangelhos, assim também a teologia do AT poderia semelhantemente começar com os profetas por um motivo bem semelhante. No entanto, mesmo para o fenômeno da profecia bíblica, havia a realidade sempre presente da história de Israel. Toda a atividade salvífica de Deus em tempos anteriores tinha que ser reconhecida e confessada antes de alguém poder ver mais firme a revelação adicional de Deus. Devemos, portanto, começar onde começou: na história — história verdadeira e real.

1.4) A Era Pré-patriarcal

Sem dúvida, Abraão ocupou um lugar de destaque no auge da revelação. O texto avança da extensão desde a criação e descreve a tríplice tragédia do homem como resultado da queda, do Dilúvio e da fundação de Babel para a universalidade da nova provisão da salvação da parte de Deus para todos os homens, através da descendência de Abraão.

A palavra principal é "Benção" repetida da parte Deus — que existia apenas no estado embrionário. No inicio, trata-se da "Bênção" da ordem criada. Depois, é a "Bênção" da família e da Nação, em Adão e Noé. O auge veio na quíntupla "Bênção" para Abraão em Gênesis 12:1-3, que incluía bênçãos materiais e espirituais.

1.5) A Era Patriarcal

Esta era foi tão significativa que Deus Se anunciava como "Deus dos patriarcas", ou "Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó". Além disto, os patriarcas eram considerados "profetas" (Gn 20:7; SI 105:15). Aparentemente era porque pessoalmente recebiam a palavra de Deus. Freqüentemente, a palavra do Senhor "veio" a eles de modo direto (Gn 12:1; 13:14; 21:12; 22:1) ou o Senhor "apareceu" a eles numa visão (12:7; 15:1; 17:1; 18:1) ou na personagem do Anjo do Senhor (22:11,15).

Os períodos de vida de Abraão, Isaque e Jacó formam outro tempo distintivo no fluxo da história. Estes três privilegiados da revelação viram, experimentaram e ouviram tanto, ou mais, durante o conjunto de dois séculos representado pelas vidas combinadas deles, do que todos aqueles que viveram durante os milênios anteriores! Como conseqüência, podemos, com toda a segurança, delinear Gênesis 12-50 como nosso segundo período histórico no desdobrar da teologia do AT, exatamente como foi feito por gerações posteriores que tinham o registro escrito das Escrituras.

1.6) A Era Mosaica

Israel foi então chamado "reino de sacerdotes e nação santa" (Êxodo 19:6). Deus, com todo o amor, delineava os meios morais, cerimoniais e civis de se cumprir tão alta vocação. Viria no ato primário do Êxodo, com a graciosa libertação de Israel do Egito, operada por Deus, a subseqüente obediência de Israel, em fé, aos Dez mandamentos, a teologia do tabernáculo e dos sacrifícios, e semelhantes detalhes do código da aliança (Êxodo 21-23) para o governo civil.

Toda a discussão quanto a ser um novo povo de Deus se derivava de Êxodo 1-40; Levítico 1-27; e Números 1-36. Durante esta era inteira, o profeta de Deus foi Moisés — um profeta sem igual entre os homens ( Números 1-36 ). De fato, Moisés foi o padrão para aquele grande Profeta que estava para vir, o Messias. ( Deuteronômio 16:15-18 )

1.7) A Era Pré-Monárquica

Uma das partes da promessa de Deus que recebeu uma descrição detalhada foi a conquista da terra de Canaã.

Esta história se estende ao longo do período dos juizes para incluir a teologia das narrativas da arca da aliança em 1 Samuel 4-7 os tempos se tornaram tão distorcidos e tudo parecia estar em tantas mudanças subseqüentes devido ao declínio moral do homem e à falta da revelação da parte de Deus. De fato, a palavra de Deus se tornara "rara" naqueles dias em que Deus falou a Samuel (1 Samuel 3:1). Conseqüentemente, as linhas de demarcação não se escrevem tão nitidamente, embora os temas centrais da teologia e os eventos-chave sejam bem registrados historicamente.

A história de Josué, Juízes e até Samuel e Reis, são momentos significantes na história da revelação deste período, são usualmente reconhecidos pela maioria dos teólogos bíblicos de hoje.

O melhor que se pode dizer do período pré-monárquico é que era um tempo de transição. o surgimento de exigência de um rei para reinar sobre uma nação que se cansou da sua experiência em teocracia conforme ela era praticada por uma nação rebelde.

Depois da Lei até Davi não há avanço teológico. Neste período, deus é revelado como Santo, como Espírito Santo, como Eterno. A vida de Cristo é mais precisamente predita, nos sacrifícios, e ofertas e no propiciatório.

1.8) A Era Monárquica

O pedido do povo no sentido de lhe ser dado um rei, quando Samuel era juiz (1 Sm 8-10). e até o reinado de Saul nos preparam negativamente para o grandioso reinado de Davi (1 Sm 11 —2 Sm 24:1 Reis l-2.)

A história e a teologia se combinavam para enfatizar os temas de uma dinastia real continuada, e um reino perpétuo com um domínio e alcance que se tornaria universal na sua extensão e influência. Mesmo assim, cada um destes motivos régios foi cuidadosamente vinculado com idéias e palavras de tempos anteriores: uma "descendência"" um "nome" que "habitava" num lugar de "descanso", uma "bênção" para toda a humanidade, e um "rei" que agora reinava sobre um reino que duraria para sempre.

Este período é caracterizado historicamente pela prática desenfreada do pecado e declínio de Israel.

Os quarenta anos de Salomão foram marcados pela edificação do templo e por outro derramamento de revelação divina. A Sabedoria. Assim, a lei mosaica pressupunha a promessa patriarcal e edificava sobre ela, assim também a sabedoria salomônica pressupunha a promessa abraâmico-davídica como a lei mosaica. O conceito-chave era "o temor do Senhor" — uma idéia que já começou na era patriarcal (Gn 22:12; 42:18; Já 1:1, 8-9; 2-2).

Agora que a "casa" de Davi e o templo de Salomão tinham sido estabelecidos, sendo assim, os profetas poderiam agora focalizar sua atenção sobre o plano e reino de Deus no seu alcance mundial. Infelizmente, porém, o pecado de Israel também exigiu boa parte da atenção dos profeta.

Com essas revelações o mundo deveria esperar até que chegasse a " Plenitude dos Tempos " , Gálatas 4:4; Pedro 1:10-12.

5) Questões Importantes Sobre Revelação

1) Distinção entre revelação e apreensão: A compreensão vinha a medida que o homem ponderava a revelação feita.

2) Revelação Parcial: Algumas coisas foram reveladas, mas não foram explicadas. A explicação pode vir mais tarde, ou não vir jamais, Deut. 29:29. Também no Novo Testamento há coisas reveladas mas no explicadas: Nascimento virginal de Jesus, Trindade, Dupla Natureza de nosso Senhor.

3) Revelação Universal: A revelação foi feita com o objetivo de se estender a humanidade toda: "Em ti serão bendita todas as nações", Deus disse a Abraão. (Gênesis 12:3)

6) Divisões da teologia do Velho testamento

As divisões naturais incluem as grandes doutrinas a serem discutidas:

A Doutrina da Criação

A Doutrina de Deus

A Doutrina do Homem e do Pecado

A Doutrina da Salvação.

A escatologia

7) A Doutrina da Criação

A Constatação de um princípio claramente definido, tanto nas referência cosmológicas quanto bíblicas, podem desencadear novas e fascinantes descobertas que confirmem ainda mais, as sábias palavras das Escrituras.

Podemos dizer que a " Ciência e a religião são como duas janelas na mesma casa, através de ambas contemplamos as obras do Criador.

Teorias Referente a Criação

Teoria da Grande Explosão ("BIG BANG"). A partir do estudo de Einstein. sobre a Teoria da Relatividade, outros cientistas acreditam que o Universo era uma bola imensa de hidrogênio que se expandiria indefinidamente e alcançaria distâncias quase infinitas. Eles imaginam que, em algum tempo indecifrável. houve uma grande explosão desta imensa bola de hidrogênio. Daí, surgiram os mundos, as galáxias. Na tentativa de definir as origens do Universo, procuram determinar a sua idade, sugerindo a cifra de 12 bilhões de anos. De fato, esta teoria acredita na eternidade da matéria, mas a Bíblia a refuta, quando declara que tudo em algum tempo começou a existir, "No princípio, criou Deus os céus e a terra.

A teoria do Panteísmo . O Panteísmo declara que Deus e a Natureza são a mesma coisa e estão inseparavelmente ligados. A idéia básica desta teoria é que o Senhor não cria nada, mas tudo emana e faz parte dEle. Entretanto, a revelação bíblica não aceita, de modo algum, este ensinamento, pois o Criador não é parte do Universo, e , sim, este foi criado por Ele. (SI 6)

A Teoria Evolucionista. Criada por Charles Darwin, ensina que a matéria é eterna, preexistente. A partir daí, mediante processos naturais e por transformação gradual, os seres passaram a existir. Entretanto, a Bíblia declara que Deus criou todas as coisas, isto é, tudo teve um começo. As provas diretas da criação, além da Ciência, estão expostas na Bíblia Gn 1.1.

Teoria da Criação, a partir do nada ( Catastrófica ). Esta é talvez, a mais difundida, ensinada e pregada no meio evangélico. Declara que Deus criou tudo "do nada", mediante o poder de sua palavra. Utiliza-se como base, para a afirmação desta idéia, o texto de Hebreus 11.3, o qual diz que "os mundos foram criados pela palavra de Deus, de maneira que aquilo que se vê não foi feito do que é aparente’. Ora, entendemos que aquilo qual não é aparente, não quer dizer "do nada", mas pode referir-se à coisas imateriais.

Gênesis 1: 1 No princípio criou Deus os céus e a terra.

Uma leitura atenta nos trará importantes informações, sobre a origem do Universo, com poucas palavras este verso nos traz quatro dados importantes:

1 – O Tempo da Criação

2 – O Ato da Criação

3 – O Autor da Criação

O Tempo da Criação

Quando tudo começou ?

João 1: 1 – 2 No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus.

Provérbios 8: 23 Desde a eternidade fui ungida, desde o princípio, antes do começo da terra.

O Princípio é o espaço existente antes da criação

O Ato da Criação

No original hebraico o termo "Criar" aparece como "Bara" termo este que na Bíblia só é empregado para designar atos especiais de Deus. Seu significado mais amplo é trazer a existência o que antes não existia. Somente Ele possui este poder.

Salmo 8: 3 – 4 Quando vejo os teus céus, obra dos teus dedos, a lua e as estrelas que preparaste; que é o homem mortal para que te lembres dele? e o filho do homem, para que o visites?

O Autor da Criação

A Suprema precisão com que todos os astros se movem e sua disposição no universo demonstra que tudo isto não apareceu por acaso.

Salmo 19: 1 Os céus declaram a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra das suas mãos.

Salmo 119: 90 – 91 A tua fidelidade dura de geração em geração; tu firmaste a terra, e ela permanece firme. Eles continuam até ao dia de hoje, segundo as tuas ordenações; porque todos são teus servos.

8) A Doutrina de Deus

Atributos da Personalidade de Deus

1º Aspecto de sua personalidade INTELECTO

Isaías 11: 2 Repousará sobre ele o Espírito do Senhor, o Espírito de sabedoria e de INTELIGÊNCIA, o Espírito de conselho e de fortaleza, o Espírito de conhecimento e de temor do Senhor.

– Escolhe Atos 20: 28 – Ensina João 14: 26

– Instrui Atos10:19–20 – Fala Apoc. 2: 7

2º Aspecto de sua personalidade VOLIÇÃO

I Cor. 12: 11 Mas um só e o mesmo Espírito opera todas estas coisas, distribuindo particularmente a cada um como quer.

– Testifica João 15: 26 – Envia Atos 13: 2, 4

– Impede Atos 16 ; 6-7 – Intercede Rom. 8: 26

– Revela II Pe. 1: 21

3º Aspecto de sua personalidade SENSIBILIDADE

Rom. 15: 30 Rogo-vos, irmãos, por nosso Senhor Jesus Cristo e pelo amor do Espírito, que combateis comigo nas vossas orações por mim a Deus.

– Ama II Tim. 1: 7 – Entristece Ef. 4: 30

Portanto qualquer ser que pensa, que ama, que quer, é uma pessoa.

Os Atributos

Vida: Deus tem vida em si mesmo; Apocalipse 7:17 Porque o Cordeiro que está no meio do trono os apascentará, e lhes servirá de guia para as fontes das águas da vida; e Deus limpará de seus olhos toda a lágrima.

Deus é vida ( Jo.5:26; 14:26 ) e o princípio de vida ( At.17:25,28 ).

Sábio: Capacidade de agir, julgar corretamente e prudentemente. Tiago 3:17 Mas a sabedoria que do alto vem é, primeiramente pura, depois pacífica, moderada, tratável, cheia de misericórdia e de bons frutos, sem parcialidade, e sem hipocrisia. ( Jó 9:14 ; João 11:8-9 )

H.B. Smith define a sabedoria de Deus como o Seu atributo através do qual Ele produz os melhores resultados possíveis com os melhores meios possíveis.

Inteligente: Capacidade de compreender facilmente.

Outros Atributos

– Tem Propósito Efésios 3:11

– Tem Emoções Salmos 103:13

– É Livre Efésios 1:11

– É Ativo João 5:17

Atributos de Sua Grandeza

Auto-Existência: Deus existe por Si mesmo. Ele nunca teve início, portanto Deus é absolutamente independente de tudo fora de Si mesmo para a continuidade e perpetuidade de Seu Ser. Deus é a razão de sua própria existência ( João 5: 26; Salmo 36: 9 ).

Eterno: A infinidade de Deus em relação ao tempo é denominada eternidade. Deus é Eterno (Salmos 90: 2; Deuteronômio 33: 27 ). A eternidade de Deus significa que Deus transcende a todas as limitações de tempo ( II Pedro 3: 8 ) Ele é o Eterno EU SOU. Deus é elevado acima de todos os limites temporais e de toda a sucessão de momentos, e tem a totalidade de sua existência num único presente indivisível (Is.57:15).

Imutabilidade: É o atributo pelo qual não encontramos nenhuma mudança em Deus. A base de Sua imutabilidade sua perfeição porque toda mudança tem que ser para melhor ou pior e sendo Deus absolutamente perfeito jamais poderá ser mais sábio, mais santo, mais justo, mais misericordioso, e nem menos. ( Deuteronômio 32: 4; Tiago 1: 17 ). O próprio Deus jamais mudará de opinião, mas fará conforme seu plano predeterminado (Isaías 46:9,10).

Onipresença: Deus está em todos os lugares ao mesmo tempo ou tudo está em sua presença

  • O Panteísmo ensina que tudo é Deus
  • Os Materialista ensina que Deus está distribuído em todo o espaço

Imensidão: A infinidade de Deus em relação ao espaço é denominada imensidade. Deus é imenso ( Isaías 66: 1; Jeremias 23: 24 ).

Onisciência: Atributo pelo qual Deus, única, conhece-se a Si próprio e a todas as coisas possíveis e reais. Seu conhecimento não é progressivo ou fragmentado e Nem precisa de observar ou de raciocinar para adquirir conhecimento ( Jó 37: 16; Isaías .40:28 ).

Presciência: Significa conhecimento prévio do futuro. Não é dedução ou previsão ( Mateus 6:8 ).

Onividência: Significa que tudo está ao alcance de Sua visão, isto é, das coisas que existiram no passado, que existem no presente e existirão no futuro.

Onipotência: É o atributo pelo qual encontramos em Deus o poder ilimitado para fazer qualquer coisa que Ele queira, não significa o exercício para fazer aquilo que é incoerente com a natureza ( Romanos 7: 15 ). Entretanto há muitas coisas que Deus não pode realizar. Ele não pode mentir, pecar, mudar ou negar-se a Si mesmo ( Números 23: 19; Hebreus 6: 18; Tiago 1: 13; ).

Outros Atributos

– Perfeito Salmo 18:30

– Infinito I Reis 8:27

– Soberano Neemias 9:6

– Incompreensível Jó 37:5

Demais atributos e estudo dos Nomes de Deus estaremos analisando na Matéria Teologia Sistemática de Deus.

9) A Doutrina do Homem e do Pecado

Têm surgido as mais variadas teorias acerca da origem do homem. De um modo geral, elas não conseguem anular a ligação do ser humano com a Terra.

Entretanto, a única fonte realmente autorizada, acerca da origem da humanidade, é a Bíblia Sagrada. Os dois primeiros capítulos de Gênesis nos oferecem, de modo plausível e coerente, a verdadeira história das origens, inclusive a do homem.

A CRIACAO DO HOMEM

Gênesis 1:26-27. A Bíblia nos informa sobre a criação do homem; uma forma simples que podemos perder a grandeza desse ato.

Gênesis 2:7. A Bíblia detalha o que se passou em Gênesis l: 26. A Bíblia utiliza muito essa forma acerca dos grandes acontecimentos, ou seja, informa primeiro de forma geral e depois descreve melhor, em mais detalhes, esse mesmo fato.

Espírito Alma Corpo

O homem é diferente e superior a todas as criaturas que Deus criou, Podemos afirmar isso, porque de nenhuma outra criatura a Bíblia informa que foi criada à imagem e semelhança de Deus. A Bíblia nos mostra que os anjos forma criados espíritos; foram feitos espíritos por criação, por composição. Deus fez os anjos espíritos. Hebreus 1: e 14; Salmo 104:4

Corpo

"E formou o Senhor Deus o homem do pó da terra": a que parte se refere? o corpo. Deus pegou do pó da terra e formou um corpo: mas esse corpo não era um homem, era um boneco de terra.

Espírito

Mas o versículo continua: "e soprou-lhe nas narinas o fôlego de vida". Se Deus não tivesse soprado, aquele boneco de terra estaria lá até hoje. Deus pegou aquele boneco e soprou algo de dentro Dele. Quando Deus soprou, aquele boneco recebeu vida, uma vida que saiu de dentro de Deus.

A palavra fôlego no hebraico, é a mesma palavra usada para espírito.

Alma

Vemos no final de Gênesis 2: 7; "e o homem se tomou alma vivente" Quando o Espírito de Deus tocou aquele boneco de terra, foi manifesta a vida no homem. O que manifesta a vida no homem, é a nossa alma, a nossa personalidade. Deus soprou nas narinas o Espírito que iria trazer vida na alma e no corpo. A vida no espírito vem direto de Deus.

Com o espírito conheço a Deus, com a minha alma conheço meu intelecto, as emoções, as vontades, e com o corpo conheço o mundo físico, material. Estudaremos em mais detalhes durante a matéria Teologia Sistemática do homem.

AS FACULDADES DISTINTAS DO HOMEM

As Faculdades do Corpo: São Cinco as faculdades, as quais se manifestam através do corpo: visão, audição, olfato, paladar e tato. Ainda que sejam distintas umas das outras, elas não atuam independentes do comando da alma. São denominadas de instintos naturais ou sentidos corporais, os quais recebem impressões do mundo exterior, transmitidas ao cérebro, através do sistema nervoso. E dai que partem as ordens para todas as partes do corpo. Os sentidos físicos obedecem às leis naturais que estão impressas no ser humano. São elas que regem as atividades do corpo.

As Faculdades da Alma: São três as faculdades principais ou qualidades da alma, pelas quais ela se manifesta: intelecto, sentimento e vontade.

O INTELECTO é a parte da alma que pensa, raciocina, decide, julga e conhece.

O SENTIMENTO faz o homem um ser emotivo. Ele não é uma máquina insensível, pois pode sentir todas as grandes emoções, como alegria, gozo, paz, prazer, tristeza, descontentamento, pesar e dor.

A VONTADE se expressa como resultante das influências do intelecto e dos sentimentos. Ela não age sozinha. Não há vontade livre ou independente. Ela obedece às forças emotivas e intelectuais da alma.

As Faculdades do Espírito: Duas faculdades principais se destacam com abrangência sobre outras qualidades importantes, as quais são: Fé e Consciência. Elas identificam o ser religioso do homem. Podemos chamar de natureza espiritual, da qual o ser humano é dotado especialmente para uma perfeita comunhão com Deus.

TENTAÇÃO E QUEDA DO HOMEM

A Terminologia do Pecado

As palavras empregadas no V.T. para descreverem o pecado são tão notáveis como o registro de sua historia.

1. (Chata) Pecar, errar o alvo.

2. (Pasha) Transgredir. Significa primariamente ir além, rebelar-se, transgredir.

3. (Rasha) Ser ímpio basicamente significa ser solto ou mal ligado; ser ruidoso ou maldoso.

4. (Ra ‘a’) Ser mau. Com o significado de quebrar, danificar por ‘meios violentos, A palavra veio a significar aquilo que causa dano, dor ou tristeza e dai, o mal moral.

5. (Avah’) Ser perverso. O termo significa entortar ou torcer, daí perverter ou ser perverso. Perverter a lei de Deus ou andar pelo tortuoso em oposição ao, caminho reto de Deus, Gen.

Outros termos

Ramah = Enganar

Ma´al = Transgredir

Pathah = Seduzir

Kasal e nabhel = Ser insensato

Tame ‘e ba’ash= Ser impuro

A PROPENSAO PARA O PECADO

Propenso, mas não destinado. Como ser racional, o homem, em seu primeiro estado de inocência desconhecia o pecado. A possibilidade para o pecado surgiu com a tentação. De fato, ele não havia ainda desenvolvido o seu caráter moral. Esta propensão para a transgressão não significa que o homem, inevitavelmente, estivesse destinado a pecar. Esta tendência baseava-se unicamente em seu Livre-arbítrio. Ele poderia, conscientemente, manter-se fiel aos limites do conhecimento que o Criador lhe deu, ou, então, rebelar-se contra esta lei, e partir para o outro lado.

A QUEDA DO HOMEM, ATRAVES DO PECADO

A queda de Adão e Eva é apresentada, literalmente, na Bíblia, de modo explícito. Não foi um relato teórico ou figurativo, mas histórico. Por isso, entendemos que o pecado de nossos primeiros pais foi um ato involuntário de sua própria vontade e determinação. E claro que a tentação veio de fora, da parte de Satanás, que os instigou a desobedecer à ordem de Deus. Concluímos, pois, que a essência do primeiro pecado está na desobediência do homem à vontade divina e na realização de sua própria vontade. O seu pecado foi uma transgressão deliberada ao limite que Deus lhe havia colocado.

AS CONSEQUÊNCIAS DA QUEDA

O Pecado afetou a vida física e psíquica do homem. Paulo escreveu aos Romanos: "Por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte" (Rm 5.12). A morte física se tornou, então, a conseqüência natural da desobediência de Adão, e a espiritual se constituiu na eterna separação de Deus. O Criador foi enfático no Jardim: "Porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás" (Gn 2.17).

O pecado afetou a vida espiritual do homem. "O salário do pecado é a morte" (Rm 6.23). Adão não morreu no mesmo dia em que pecou, mas perdeu, a possibilidade de viver e também perdeu a imagem de Deus em sua vida. Isto implicou, no rompimento da comunhão com o Criador, e causou-lhe a "morte espiritual", no momento exato que pecou.

10) A Doutrina da Salvação

OS 2 PASSOS PARA A SALVAÇÃO

Mat. 4: 17 Daí por diante passou Jesus a pregar e a dizer: Arrependei – vos, porque é chegado o reino dos céus.

Mat. 18: 3 E disse: Em verdade vos digo que, se não vos converterdes e não vos tornardes como crianças de modo algum entrareis no reino dos céus.

Cristo chegara ao mundo, vindo do seio do Pai. Podia descrever as glórias do céu para comover os homens. Mas a sua mensagem era a mesma: Arrependimento e Conversão.

Arrependimento O verdadeiro arrependimento envolve a pessoa toda, todo o seu ser, toda a sua personalidade. Arrependimento não é apenas mudança de pensamento.

João 3:3 …Em verdade te digo que se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus.

Nascer do novo significa "um novo ser uma nova pessoa ou seja uma nova personalidade".

Estudaremos o arrependimento em cada um dos poderes da personalidade: Intelecto, Sensibilidade, Volição.

Conversão Conversão é uma palavra usada para exprimir o ato do pecador, abandonando o pecado, para seguir a Jesus.

A conversão pode e deve repetir-se todas as vezes em que o homem pecar e afastar-se de Deus, porque ela consiste no ato de abandonar o pecado e aproximar-se de Deus.

Emprega-se, geralmente, a palavra conversão para significar aquela primeira experiência do homem, abandonando o pecado paras seguir a Cristo.

OS 3 ELEMENTOS BÁSICOS PARA A SALVAÇÃO

Rom. 3: 24 – 25 E são justificados gratuitamente pela sua Graça, pela redenção que há em Cristo Jesus. Deus o propôs para propiciação pela no seu Sangue, para demonstrar a sua justiça pela remissão dos pecados dantes cometidos sob a tolerância de Deus.

Os elementos básicos estabelecidos para salvação conf. escrito pelo Apóstolo Paulo aos Romanos são:

1o. A Graça Tito 2: 11 Pois a graça de Deus se manifestou, trazendo salvação a todos os homens.

Graça significa, primeiramente, favor, ou a disposição bondosa da parte de Deus. ( Favor não merecido )

A graça de Deus aos pecadores revela-se no fato de que ele mesmo pela expiação de Cristo, pagou toda a pena do pecado. Por conseguinte, ele pode justamente perdoar o pecado sem levar em conta os merecimentos ou não merecimentos.

A graça manifesta-se independente das obras dos homens.

A graça é conhecida como Fonte da Salvação.

2o. O Sangue I Jo. 1: 7 O sangue de Jesus Cristo , seu Filho, nos purifica de todo pecado.

Em virtude do sacrifício de Cristo no calvário, o crente é separado para Deus, seus pecados perdoados e sua alma purificada. Sangue é conhecido como a Base da Salvação.

3o. A Fé Ef. 2: 8 – 9 Pois é pela graça que sois salvos, por meio da

Fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie.

Pela fé reconhece o homem a necessidade de salvação, e pela mesma fé é ele levado a crer em Cristo Jesus.

Heb. 11: 6 Ora, sem Fé é impossível agradar a Deus, porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam.

A Fé conduz-nos ao Salvador, a Fé coloca a verdade na mente e Cristo no coração. A Fé é a ponte que dá passagem ao mundo espiritual, por isso concluímos que a Fé é o Meio para a Salvação.

A NATUREZA DA SALVAÇÃO

Vejamos os 3 aspectos da Salvação

1o. Justificação Justificar é um termo judicial que significa absolver, declarar justo. O réu, ao invés de receber sentença condenatória, ele recebe a sentença de absolvição.

Esta absolvição é dom gratuito de Deus, colocado a nossa disposição pela fé.

Essa doutrina assim se define: "Justificação" é um ato da livre graça de Deus pelo qual ele perdoa todos os nossos e nos aceita como justos aos seus olhos somente por nos ser imputada a justiça de Cristo, que se recebe pela Fé.

Justificação é mais que perdão dos pecados, é a remoção da condenação.

Deus apaga os pecados, e, em seguida, nos trata como se nunca tivéssemos cometido um só pecado.

Portanto Justificação é o Ato de Deus tornar justo o pecador

2o. Regeneração Regenerar significa: Restaurar o que esta destruído.

Quando se trata do ser humano, Regeneração é uma mudança radical, operada pelo Espírito Santo na alma do homem.

Esta Regeneração, atinge, portanto todas as faculdades do homem ou seja: Intelecto, Volição e a Sensibilidade.

O homem regenerado não faz tanta questão de satisfazer à sua própria vontade como de satisfazer à de Deus. Na Regeneração, ele passa a pensar de modo diferente, sentir de modo diferente e querer de modo diferente: tudo se transforma.

II Cor. 5: 17 Portanto, se alguém está em Cristo, Nova Criatura é; as coisas velhas já passaram, tudo se fez novo.

3o. Santificação Santificar é tornar sagrado, separar, consagrar, fazer santo.

A Palavra santo tem muitos significados:

Separação. Representa o que está separado de tudo quanto seja terreno e humano.

Dedicação Representa o que está dedicado a Deus, no sentido ser sua propriedade.

Purificação Algo que separado e dedicado tem de ser purificado, para melhor ser apresentado.

Consagração. No sentido de viver uma vida santa e justa.

Diante do exposto, podemos estabelecer o seguinte:

Santificação é um processo O crente precisa esforçar-se para progredir em santificação.

II Cor.7: 1 Ora, amados, visto que temos tais promessas, purifiquemo-nos de toda a impureza tanto da carne, como do espírito, aperfeiçoando a nossa santificação no temor de Deus.

Os meios divinos de santificação

O Sangue de Cristo I Jo.1: 7 O sangue de Jesus Cristo, seu filho, nos purifica de todo o pecado.

O Espírito Santo Fil. 1: 6 Tendo por certo isto mesmo, que aquele que em vós começou boa obra a aperfeiçoará até o dia de Jesus Cristo.

A Palavra de Deus Jo. 17: 17 Santifica-os na verdade a tua palavra é a verdade.

11) Os fundamentos da Escatologia Veterotestamentária

Os fundamentados da escatologia bíblica se encontram nos escritos veterotestametários, e para compreender os acontecimentos do fim faz-se necessário compreender os principais temas escatológicos do Antigo Testamento, a saber, a morte, ressurreição, Filho do Homem, o Reino de Deus, as Setenta Semanas de Daniel e o Dia do Senhor (Yom Yahweh).

A morte e a ressurreição no Antigo Testamento

a. A morte, o sheol e a ressurreição

1. A morte

Nas Escrituras do Antigo Testamento, a morte demonstra ser uma realidade incontestável (Nm. 16.29; 2 Sm 14.14; 1 Rs 2.2; Jó 14.1,2; 16.22; 30.23; Sl 49.10; Ec. 9.5; Is 51.12).

A raça humana é a imagem e semelhança de Deus, mas é diferente de Deus, pois os homens morrem.

Sabe-se que a morte é o oposto da vida, mas o que é a morte? Como o Antigo Testamento a descreve? E como os personagens bíblicos viam a morte?

A morte é o cessar da respiração, logo, o fim da vida física (Jó 34.14,15).

Segundo Smith, no Antigo Testamento, “a morte é mais que a cessação da vida física, ela pode referir-se a qualquer coisa que ameaça ou enfraquece a vida ou a vitalidade, como o pecado, doença, escuridão, água, ou mar”. Desta forma, a palavra morte é empregada como metáfora, poder oposto à vida e morte física. As pessoas morrem independentemente de idade, raça ou status social, e as causas são as mais diversas (1 Sm 15.33; 31.4,8,9; 2 Sm 2.23; 18.9,14,15).

2. O sheol

Embora o Antigo Testamento não apresente uma explicação sistemática sobre o que acontece com o ser humano após a morte, vários textos deixam claro que após a morte, o ser humano vai para o sheol, o lugar dos mortos.

O significado do termo hebraico sheol é complexo, sua origem etimológica é incerta e é traduzido de diversas formas: túmulo, sepultura, inferno e abismo.

No sheol havia pessoas boas e ruins, ricos e pobres, crianças e adultos, justos e ímpios, logo, a morte nivela todos os homens.

O sheol não era um lugar atrativo, contudo não se tornava um lugar desesperador para o justo, pois transmitia a idéia de que a morte não era o fim absoluto da vida humana (Jó 24.19; Sl 9.17; 16.10;31.17; Is 66.24; Ez 32.23; Ml 4.1-3) e que Deus controlava o sheol (Jó 26.6; Sl 139.8; Am.9.2).

3. A ressurreição

A doutrina da ressurreição dos mortos é fundamentada na fé de que Deus controla a vida e a morte, 1 Sm 2.6. A vida e a morte estão nas mãos de Deus.

Uma fé mais clara na ressurreição é encontrada nos capítulos 24-27 de Isaías, seção conhecida como apocalipse de Isaías. “os vossos mortos e também o meu cadáver viverão e ressuscitarão; despertai e exultai, os que habitais no pó”, Is 26.19.

Embora alguns intérpretes preferissem entender este texto de forma metafórica, uma referência à restauração de Israel, Is 26.19 aponta a futura ressurreição dos justos para vida eterna.

Outro texto importante sobre a ressurreição no AT se encontra em Dn. 12.2: “… e muitos dos que dormem debaixo da terra, despertarão, este para a vida, aquele para o vitupério, para infâmia eterna”. Este texto descreve claramente a ressurreição eterna dos mortos para o julgamento final. Deus recebe o justo na glória, Sl. 73.23-28; Sl. 16.10.

1.10) II. O Filho do Homem no Antigo Testamento

a. O significado da expressão “Filho do Homem” no Antigo Testamento.

A expressão “filho do homem” ocorre cerca de 108 vezes no Antigo Testamento (Nm 23.19; Jó.16.21; Sl 8.4-5; Is 51.12; Ez 13.2; 14.3; 15.2; 16.2; 17.2; Dn 8.17; 10.16).

O profeta Ezequiel é chamado de “filho do homem” 93 vezes. Esta expressão, geralmente, se refere a um ser humano em contraste ao ser divino.

b. O significado de “filho do homem” em Daniel 7

Em Daniel 7.13, a expressão “filho do homem” é utilizada num sentido diferenciado, referindo ao Messias.

Neste texto específico, “filho do homem” é contrastado com 4 grandes monstros que representam 4 reinos humanos, logo, o “filho do homem” é o representante do quinto reino.

Daniel 7.14 descreve o domínio, glória e reino eterno sendo dados ao “filho do homem”. O Filho do homem é apresentado como rei soberano sobre os reinos humanos, subjugando todos os povos e reafirmando a eternidade de seu domínio, glória e reino, pois jamais será destruído. “Os santos receberão o reino e possuirão para todo sempre, de eternidade em eternidade” (Dn. 7.18), assim, os justos reinarão com Cristo.

 

O Reino de Deus no Antigo Testamento

a. O Reino de Deus presente

A expressão reino de Deus não aparece no Antigo Testamento, no entanto, o pensamento de que Deus é o Rei soberano está claramente presente nos escritos veterotestamentários.

Deus é apresentado como Rei de Israel (Dt 33.5; Sl 84.3; 145.1; Is 43.15;) e Rei sobre todos os povos (Sl 29.10; 47.2; 96.10; 97.1; 103.19; Is 6.5; Jr 46.18).

Os oráculos de julgamentos e as execuções de juízo sobre as nações pagãs comprovam que Deus exigia justiça de todos que estavam sob seu governo, e não apenas de Israel.

b. O Reino de Deus escatológico

Além da idéia de um Reino de Deus presente, em que tanto Israel como os povos são julgados, o Antigo Testamento desenvolve também a idéia de um Reino de Deus escatológico.

Daniel 2 descreve um Reino que um dia levantaria e jamais seria destruído. Este reino sucumbirá todos os reinos humanos e permanecerá para todo sempre (v.44-45).

 

As setenta semanas de Daniel – Dn. 9.20-27

a. A discussão em torno das setenta semanas de Daniel

Há duas abordagens básicas quanto ao entendimento das semanas: Há abordagem simbólica e a literal.

Na primeira, os setenta anos de punição (Dn 9.2) foram multiplicados por sete vezes com as maldições da aliança (Lv 26.18,21,24,28).

A abordagem literal se subdivide em três correntes interpretativas:

  • A primeira defende o cumprimento desta profecia no período inter-bíblico, mas precisamente, na época de Antíoco IV (175 A.C)
  • A segunda defende o cumprimento de todas estas semanas até o primeiro advento do Messias.
  • Outros entendem que todos os aspectos desta profecia ainda não foram cumpridos e que seu cumprimento final se dará no segundo advento do Messias.

b. O significado das setenta semanas de Daniel

As setenta semanas de Daniel possuem importância significativa para a escatologia, e é uma das profecias mais discutidas no Antigo Testamento e foco de muitas controvérsias.

As setenta semanas são divididas em três partes:

· Um período de sete semanas (49 anos, Dn. 9.25), um segundo período de sessenta e duas semanas (434 anos, Dn. 9.25-26), e uma última semana (7 anos, Dn 9.26-27), a mais cruel e temível de todas, que resulta na destruição do perseguidor e libertação final do povo de Deus.

· Não existe acordo entre os interpretes se estes períodos são sequenciais ou se há intervalos entre eles.

c. O cumprimento das setenta semanas

  • O primeiro período de sete semanas pode ser uma referência à conclusão bem sucedida da reconstrução de Jerusalém. A cidade foi reconstruída durante este período, sob oposição “nos tempos angustiosos” conforme predito em Dn. 9.25 e confirmado em Ne. 4.18.
  • O segundo período de sessenta e duas semanas estende-se desde a conclusão da reconstrução de Jerusalém até o início do ministério de Cristo. Outros acreditam que as sessenta e duas semanas seriam o tempo durante o qual a cidade de Jerusalém seria reconstruída (538 a.C) e quando foi destruída pelos romanos (70 d.C).
  • Quanto ao significado da última semana (Dn 9.26-27), não existe acordo entre os estudiosos.

Basicamente, existem duas posições.

  • Existem aqueles que defendem que a expressão “depois das sessenta e duas semanas, será morto o ungido” é a descrição da septuagésima semana e uma referência a crucificação de Cristo.

Para estes a expressão “fará firme aliança” significa que Cristo executaria seu ministério público e obra redentiva.

  • Outros defendem um intervalo entre a sexagésima nona e a septuagésima semana, e este parêntese abrange toda a era da igreja até o arrebatamento, portanto, segundo esta interpretação, a septuagésima semana terá seu cumprimento no segundo advento do Messias. Portanto, para os defensores desta interpretação, o príncipe descrito em Dn 9.25 é o anticristo que fará aliança com o povo judeu durante o período de sete anos de tribulação.

d. Os resultados das setenta semanas

As setenta semanas teriam os seguintes resultados:

  • “…Fazer cessar a transgressão, para dar fim aos pecados, para expiar a iniquidade, para trazer a justiça eterna, para selar a visão e a profecia e para ungir o Santo dos Santos”, Dn 9.24.
  • As setenta semanas testemunhariam o final da transgressão (Dn. 9.24) e o término dessa transgressão para alguns intérpretes ocorre no ministério de Cristo, quando Israel culmina sua resistência a Deus ao rejeitar o Messias, o Filho de Deus. Em seguida, os pecados seriam selados, ou seja, reservados para punição, e como castigo, aconteceria a destruição final do templo ocorrido em 70 d.C (Mt 24.2,34).

A expiação dos pecados foi realizada, uma vez por todas, por Cristo na sua morte, e como resultado disto, a justiça eterna foi efetuada. Diante disso, a profecia foi selada, ou seja, cumprida, uma vez que selar um documento pode incluir fechá-lo e autenticá-lo, testificando a veracidade da visão e da profecia. Cristo entrou no Santo dos Santos e consumou toda a obra de redenção.

  • Outra proposta de interpretação destes resultados seria entendê-los não como uma realização objetiva mas como uma aplicação subjetiva, logo, teria cumprimento final no segundo advento do Messias.

O dia do Senhor no Antigo Testamento

a. O significado do dia do Senhor

O dia do Senhor é uma frase muito comum nos escritos proféticos do Antigo Testamento.

De forma geral, o dia do Senhor era uma referência ao dia em que Deus subjugaria os inimigos e salvaria Israel, o seu povo eleito. Portanto, o dia do Senhor era um dia de juízo, mas também de salvação.

b. O dia do Senhor nos escritos proféticos

Os israelitas acreditavam que era esse o dia em que Deus se ergueria para julgar todos os seus inimigos e salvar Israel de forma espetacular, mas, o profeta Amós utilizou esta frase como símbolo do juízo iminente de Deus sobre Israel, Am 5.18.

Sofonias reconhecia o dia do Senhor como julgamento universal, abrangendo todas as nações, Sf. 1.14-18.

Joel e Isaías falam do dia do Senhor como um dia de trevas e escuridão, contudo, o juízo é seguido de uma nova glória e nova luz, Jl 2.2, 28,32; Is 24.21-23.

Em Daniel, o juízo universal de Deus introduz a chegada do reino dos santos do Altíssimo, Dn. 7.10-28. O pensamento de um juízo universal das nações introduz a promessa da inauguração do reino perene dos santos do Altíssimo.

c. O dia do Senhor: juízo e salvação, iminente e escatológico

O dia do Senhor é o dia em que todos os povos reconheceriam a supremacia e o senhorio do Deus de Israel sobre o universo.

Seria um dia de juízo sobre as nações inimigas e o triunfo dos remanescentes fiéis israelitas.

O tema “dia do Senhor” possui tanto um cumprimento imediato como escatológico no Antigo Testamento.

Ao mesmo tempo que o profeta anunciava o juízo e salvação iminentes, também prenunciava o grande e terrível dia do Senhor, o juízo final escatológico. “por que o dia do Senhor está prestes a vir sobre todas as nações”… “mas no monte Sião haverá livramento” “… e o reino será o Senhor”. Ob. 15,17,21.

O livro de Obadias descreve o juízo de Deus sobre Edom e a salvação de Israel, mas este juízo e salvação são apenas amostras do juízo e salvação plenas que estava por vir.

Enfim, a morte é uma realidade para a humanidade, contudo, não devemos temê-la. Cristo venceu a morte e a ressurreição de Cristo é a garantia da nossa ressurreição.

Os crentes do Antigo Testamento acreditavam na ressurreição e na vinda do Reino de Deus, e esta expectativa estava relacionada com o advento do Messias, o Filho do homem.

O Reino de Deus foi o tema central da pregação de João Batista, Jesus e dos apóstolos. Cristo anunciou a chegada do Reino de Deus, no entanto, a consumação final é um aspecto vindouro, logo, já desfrutamos das bênçãos do Reino de Deus no presente, mas no porvir será de forma plena.

12) o conceito de revelação e inpiração no at

A Bíblia é um livro histórico e as verdades do cristianismo estão baseadas nos fatos históricos revelados. Se o fato de Moisés separar as águas do mar Vermelho, o fato do nascimento virginal de Cristo, o fato da crucificação e o fato da ressurreição forem deixados de lado, a fé cristã é completamente sem fundamento e sem sentido. E a essa altura dos acontecimentos ninguém poderia sequer reclamar como fonte de autoridade apenas o Novo Testamento, pois ele está totalmente alicerçado na Escritura mais antiga, o Antigo Testamento.

É verdade que a verdade histórica (a existência de alguém chamado Jesus, por exemplo) não demonstra a validade da verdade teológica (de que ele era Deus, por exemplo). Mas deve-se levar em conta, pelo menos, que a veracidade histórica da Escritura credencia a mensagem teológica.

REVELAÇÃO

Basicamente o fundamento de toda religião está em uma revelação. E quanto a isso, ao menos, há um certo consenso entre as religiões. Quanto ao nosso assunto, a Bíblia, nada poderia ser dito de mais correto! Se Deus não tivesse se revelado nenhum ser humano seria capaz de conhecê-lo.

De acordo com o testemunho interno da Escritura esse ponto de vista — da incompreensibilidade de Deus — é explícito. Vejam as passagens de Jó 11.7; Isaías 40.12-14; Romanos 11.33-36 e 1 Coríntios 2.10,11.

Ao mesmo tempo Deus é incognoscível, pois só Ele pode esquadrinhar as coisas como elas são; e cognoscível na medida da necessidade que o ser humano tem. E mesmo o conhecimento que o ser humano possa vir a ter de Deus é porque aprouve ao próprio Deus revelar-se.

Deus criou o ser humano para ter interação com ele. Mas depois do ocorrido no jardim do Éden (Gênesis 3) essa interação passou a ser possível somente porque haveria a "semente da mulher", vitoriosa, que restauraria a interação perdida. Essa semente, através dos descendentes, foi tipologicamente se apresentando como diversos personagens da Escritura mais antiga, o Antigo Testamento, até que viesse o descendente, Jesus Cristo. E nesse período Deus continuou a revelar-se. Sua revelação, depois do evento da desobediência da mulher e do homem, não seria mais apenas verbalizada como a que certamente havia antes da Queda; sua revelação seria registrada. E observe-se que, diferente de qualquer outro povo antigo, sua revelação foi tão estrondosa que nunca houve dúvidas de que ele não tivesse falado objetivamente, e de que era ele mesmo a falar.

A palavra revelação significa colocar a descoberto o que era anteriormente desconhecido. Na teologia judaico-cristã o termo refere-se à comunicação divina, de Deus ao ser humano. Deus se revela. Ele se dá a conhecer e à sua vontade. Essa revelação ocorre de várias maneiras: oral (Gn 3.14-17; 6.13; 9.1, 17; 12.1), através de epifanias (Gn 16.7-14; Ex 3.2; Jz 2.1), por escrito (Ex 17.14; 34.27; Sl 119.130; Is 30.8; Jr 30.2; Ap 1.11) e a mais perfeita revelação — Jesus Cristo (Gn 3.15; Ef 1.15-23; Cl 2.13-15; Hb 1).

Costuma-se fazer distinção entre revelação natural e sobrenatural e entre revelação geral e especial. A distinção entre revelação natural e sobrenatural (apesar de ambas serem de fato sobrenaturais) está no modo, na maneira como a revelação se dá.

Os fenômenos naturais, sem palavras, são essa revelação natural — no micro e macro mundo.

A revelação sobrenatural é quando se vê Deus intervindo no curso natural das coisas, podendo utilizar palavras nessa etapa. Nessa revelação sobrenatural os fatos explicam as palavras e vice-versa.
A distinção entre geral e especial não está na maneira da revelação ocorrer, mas em saber quem é o objeto da revelação de Deus.

A revelação geral de Deus baseia-se na criação do mundo e do ser humano. Envolve em seu escopo as relações entre Deus e o mundo e entre Deus e os seres humanos. Nesse sentido, a revelação geral tem por objetivo sinalizar ao ser humano o que ele deveria ser como imagem de seu Criador.

A revelação especial de Deus é o descortinar da redenção ao ser humano pecador: o motivo, o processo, as palavras e os atos maravilhosos envolvidos — culminando no Deus encarnado, Jesus Cristo. Nesse sentido, a revelação especial tem por objetivo levar eficazmente o pecador de volta a Deus.

Algumas correntes teológicas que consideramos erradas negam um lado ou outro da revelação:

Panteísmo

Revelação é uma palavra que não se encaixa no sistema panteísta. A revelação, no panteísmo, é algo desnecessário uma vez que tudo revela um ser maior. Além disso, a idéia atrelada ao termo cristão "revelação", traz a idéia de um Deus pessoal, mas fora do ser humano.

Ateísmo

Uma vez negada a existência de Deus ou, como preferem alguns existencialistas, ignorando essa questão, certamente o termo revelação não fará o menor sentido.

Deísmo

O deísmo reconhecia a revelação geral de Deus. Entretanto, negavam a necessidade, a possibilidade e a realidade de uma revelação especial. Segundo esse pensamento a revelação geral seria suficiente até mesmo para salvar alguém do pecado.

Liberalismo

Muitos movimentos liberais, neo isso e neo aquilo, têm trabalhado basicamente com uma parte da revelação geral. Verbalizam nos discursos, mas negam na prática a necessidade da revelação especial. Em geral desprezam ou negam a revelação sobrenatural afinal, quem ainda acredita em milagres!?!?!

Teologia Negra

A teologia da minoria (já acho que não são minoria…mas…) negra entende revelação de uma forma mais pragmática. Sua experiência de opressão é o padrão autoritativo.

Teologia Neo-ortodoxa

Para estes a Bíblia contém a Palavra de Deus. Apesar da Palavra ser revelada através da pregação da Bíblia e de Cristo, por causa da falibilidade da Bíblia, Deus revela-se somente quando há um encontro místico na Escritura.

Teologia da Libertação

Para essa corrente a Bíblia não é um livro de verdades e regras eternas, mas um livro de história que auxilia a vivenciar movimentos de libertação. A revelação que importa aqui é a obtida através da "Nova hermenêutica", ou seja, o que vale é a interação direta e imediata do leitor com o texto.

Teologia Existencial

Para estes a revelação se esconde atrás dos mitos criados pelos autores do primeiro século acerca de Jesus, dos milagres e até mesmo da ressurreição. Dessa forma, rejeitando a revelação objetiva é que a pessoa vai encontrar direção para a sua vida. A Bíblia é apenas um pretexto para um "encontro existencial". Bem poderia ser num romance qualquer.

Apesar da distinção entre revelação geral e especial, sua revelação é de fato uma unidade. A divisão é mais para nosso proveito didático. O primeiro casal, antes de desobedecer, recebeu instruções por meio de revelação: para ser fecundo, para se multiplicarem, para encherem a terra e a sujeitarem; para dominarem sobre os animais e para se alimentarem de todas as árvores em que há fruto que dê semente. Apenas não deveriam tomar do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal.

O resultado já é conhecido. Pois assim, devido à corrupção do ser humano este não pode mais se apoiar em quaisquer conclusões baseadas na criação: animais, astros, ou até mesmo exclusivamente em sua razão, seu raciocínio. É por isso que se afirma que é uma arbitrariedade basear-se na revelação geral para conhecer a Deus. A criação e o próprio ser humano permanecem, sim, como um testemunho à verdade de Deus. A Bíblia afirma a revelação geral (Sl 19.1-6; 50.1-6; Rm 1.16-23), mas a relaciona com a revelação especial redentora.

A Escritura declara em um mesmo lugar que o Verbo é criador e redentor (Jo 1.1-18). Em passagens como esta em João, a Escritura apresenta a revelação geral junto com a especial, a fim de que todos percebam que são indesculpáveis. A revelação de Deus, portanto, mostra a real situação da raça humana — uma criatura finita, mas com um destino eterno. Uma criatura feita para desfrutar comunhão com o Criador, mas agora separado de seu Criador pelo pecado.

A revelação anuncia ainda as boas novas do Deus santo e misericordioso que dá a salvação como um presente ao ser humano que não pode salvar-se. O presente se fez completo em Cristo, em quem todos devem crer para desfrutarem da eternidade junto ao Criador.

A razão ainda é um reflexo de que a imagem de Deus habita em todo ser humano. Mas a revelação, insistimos, é a fonte da verdade. A razão, à medida que é iluminada pelo Espírito Santo, é o instrumento para compreender a revelação.

INSPIRAÇÃO

A Escritura é o livro soprado por Deus (2 Tm 3.16, theopneustos). Ao se falar de inspiração, portanto, está-se falando de inspiração para a revelação escrita. Houve muito mais revelação do que o registro que se possui.

O evangelista João atesta essa verdade, pois Jesus fez muitos outros sinais que não foram registrados. Somente uma parte da revelação que Jesus fazia de si mesmo através também dos sinais é que foi registrado (Jo 20.30,31). Isso significa que os autores humanos foram guiados pelo Espírito Santo. Como resultado dessa ação, o que eles escreveram era sem erro, sem falhas e de profundo valor para o ser humano. O resultado da revelação, a Bíblia, constitui-se na regra infalível de fé e prática para a humanidade.

A revelação escrita é a forma de Deus tornar permanente sua revelação, e a forma de fazer isso é através da inspiração. Infelizmente a Bíblia não descreve exatamente como Deus inspirou os autores humanos.

Assim, surgem muitas perguntas. Que papel os autores tiveram na escrita da Escritura? Até que ponto Deus lhes deu latitude, liberdade no registro?

Aqueles que têm examinado as Escrituras tentando resolver esse problema propõem várias teorias. Existem quatro mais comuns: A Teoria Neo-Ortodoxa, a Teoria do Ditado, a Teoria da Inspiração Limitada e a Teoria da Inspiração Verbal Plenária.

TEORIA
NEO-ORTODOXA

A teoria Neo-ortodoxa sustenta que Deus é totalmente transcendente, ou seja, ele é absolutamente diferente de nós e muito além da nossa compreensão. Só podemos conhecer alguma coisa a seu respeito se ele se revelar a nós, como fez em Jesus Cristo.

Até aqui parecemos estar de acordo, não é mesmo? Mas a diferença entre este ponto de vista e a visão reformada é que esta última sustenta que a Bíblia é a Palavra de Deus; a visão neo-ortodoxa é de que a Bíblia é uma testemunha à Palavra de Deus, ou, em outros termos, que a Bíblia contém a Palavra de Deus. Segundo essa teoria as pessoas dos tempos bíblicos experimentaram Deus e registraram seus encontros da melhor forma que podiam fazer. Mas, como eram criaturas finitas, encontram-se alguns paradoxos ou até mesmo erros. Mesmo assim, continua a teoria, a descrição que fizeram ajudou a outros a entenderem a Deus melhor. Assim, à medida que outros experimentavam Deus através das narrativas, aqueles escritos tornavam-se a Palavra de Deus novamente.

Avaliação

Certamente devemos elogiar a neo-ortodoxia por ter uma visão de Deus tão elevada (transcendente, diferente de nós e além da compreensão). Entretanto a Bíblia é mais do que um mero testemunho da Palavra de Deus. Segundo 2 Timóteo 3.16,17 a Escritura ér a Palavra de Deus. A Bíblia reivindica que Deus revelou-se e que o Espírito Santo inspirou pessoas para registra-la (2 Pe 1.20,21). E eles puderam fazer isso porque Deus acomodou-se à compreensão limitada deles. Essa teoria, portanto, falha em dar uma explicação adequada para toda a evidência bíblica.

TEORIA
DO DITADO

Essa teoria sugere que Deus simplesmente ditou a Bíblia para os escribas humanos. Segundo a teoria, Deus escolheu certas pessoas para registrar suas palavras e então lhes concedeu as palavras que queria. Afirmam assim que os autores somente escreveram o que Deus lhes ditou.

Avaliação

A Escritura, na verdade, sugere que algumas vezes Deus comunicou-se com extrema precisão, palavra por palavra aos autores (Jr 26.2 e Ap 2.1,8). Em outros lugares ele permitiu que os escritores expressassem suas próprias personalidades (Gl 1.6; 3.1; Fp 1.3,4,8). Ainda assim, o Espírito Santo assegurou o término da obra, comunicando precisamente a intenção de Deus. Sendo assim, a teoria do ditado se encaixa em algumas ocorrências e em muitas outras, não.

TEORIA DA
INSPIRAÇÃO LIMITADA

Essa teoria sustenta que Deus inspirou os pensamentos dos escritores bíblicos, mas não as palavras que viriam a escolher. De acordo com a teoria, Deus guiou os escritores à medida que escreviam, mas lhes deu liberdade para expressar seus pensamentos do seu próprio jeito. Por isso, argumentam, é que pode haver certos detalhes escritos que contenham erros. Ainda assim, acrescentam, o ensino doutrinário foi resguardado assim como a mensagem de Deus acerca da salvação.

Avaliação

É importante observar o ponto que essa teoria levanta. O reconhecimento de que a Escritura contém declarações difíceis de serem reconciliadas. Mas, perguntamos: a melhor solução é admitir o erro? Afinal, há abundante ênfase na Bíblia nos detalhes históricos. Assim, ao se ler Romanos 5.12-21 é preciso crer em um Adão histórico. As palavras de Jesus em Mateus 12.41 implicam que o livro de Jonas não é uma parábola. Além disso, as descobertas arqueológicas com freqüência têm resolvido os alegados problemas nos registros (como ressaltamos com os casos apresentados na abertura dessa aula). Parece então mais prudente afirmar a confiabilidade da Escritura, de toda a Escritura, à medida que aguardamos mais evidências para clarear as dificuldades.

TEORIA DA
INSPIRAÇÃO VERBAL
PLENÁRIA

Essa teoria também assevera que o Espírito Santo interagiu com os escritores humanos para produzir a Bíblia. A palavra "plenária" e "verbal" descrevem o ponto de vista particular que essa teoria dá à inspiração. Plenário significa "pleno", "completo". Assim, a inspiração plenária assevera que a inspiração de Deus se estende a toda à Escritura, de Gênesis a Apocalipse. Deus guiou os autores quer seja no registro dos detalhes históricos quer seja nas discussões doutrinárias. O termo "verbal" refere-se às palavras da Escritura. Assim, a inspiração verbal significa que a inspiração de Deus estende-se a cada uma das palavras que os escritores escolheram. Isso significa que tanto os escritores poderiam ter escolhido outras palavras quanto Deus teria dado liberdade para que os autores utilizassem seu próprio estilo. Mas, o Espírito Santo de tal forma guiou o processo, que as palavras que eles escolheram convergiam exatamente para o significado pretendido por Deus. A inspiração verbal e plenária sustenta então que Deus inspirou toda a Bíblia. A despeito de os escritores terem recebido liberdade para expressarem-se de acordo com seu estilo e personalidade, a inspiração compreende até mesmo as palavras que escolheram. Ao mesmo tempo o Espírito guiou o processo de tal forma que o produto final refletiu fielmente a mensagem de Deus.

Avaliação

Essa teoria parece tratar melhor com as evidências bíblicas. Ela reconhece o elemento humano na Escritura e também afirma que o Espírito Santo é o seu autor.

É interessante observar que o fato de Deus soprar — dar vida, conhecimento e julgamento —, é uma realidade que permeia a Escritura de ponta a ponta. O livro de Gênesis 2.7 registra que Deus soprou nas narinas do homem o fôlego de vida; Jesus soprou sobre os discípulos antecipando em sua atitude a realidade que viria, o Espírito Santo (Jo 20.22); e, no dia final, o Senhor Jesus matará o iníquo com o sopro de sua boca (2 Ts 2.8).

Ora, o Espírito Santo não suprimiu a personalidade de Moisés, de João ou de Paulo como se eles estivessem escrevendo algo psicografado. Não! O Espírito Santo capacitou os homens a quem escolheu a aplicarem corretamente seu ensino (João 14.26).

A individualidade dos autores humanos não foi posta de lado, pois na Bíblia há várias formas de linguagem e estilos literários.

A inspiração deve ser considerada de modo abrangente. Deus, o Senhor da história, fez com que um autor nascesse em determinado tempo e lugar, capacitou-o, equipou-o com uma educação definida, fez com que participasse de determinadas experiências e posteriormente fez com que lhe viesse à mente fatos e implicações desses fatos para que fossem cuidadosamente registrados. Nesse processo de escrita o Autor Primário da Escritura, Deus, em conexão orgânica com o autor e toda sua atividade precedente, sugeriu à mente do autor humano a linguagem (palavras) e o estilo para que fosse o veículo apropriado para a interpretação das idéias divinas, para o povo de todas as épocas.

IMPLICAÇÃO PRÁTICA

A doutrina da inspiração verbal plenária e a doutrina da revelação têm importante implicação para os cristãos.

Em primeiro lugar, elas desembocam na conclusão de que a Bíblia é confiável (veja 1 Rs 17 e observe as repetições. A conclusão da mulher ao final foi essa — entendeu que a Palavra do Senhor através do profeta era confiável). Isso significa que a Bíblia fornece informação fidedigna. Ela proporciona entendimento da história do povo de Deus e também do plano de Deus para a salvação de todos os seus filhos. Ela revela ainda o tremendo significado da vida, contando para nós como nos tornarmos tudo aquilo que Deus pretende que sejamos.

Em segundo lugar a inspiração verbal plenária e a revelação significam que a Bíblia é autoritativa. Pode parecer lugar comum reconhecer isso novamente. Mas é uma conclusão inescapável. A Bíblia, por ser a Palavra de Deus, ela fala com a autoridade de Deus. A Bíblia assim nos convida a lê-la, a entender suas implicações e a nos submetermos a ela. E mesmo que alguém escolha não se submeter a ela, ainda assim ela continua sendo a verdade de Deus. A Escritura como um todo nos coloca diante de uma alternativa: obedecer a vontade de Deus ou se opor a ela.

Moisés chamou esta palavra de vida (Dt 32.47). Do que a chamaríamos hoje?

13) informações sobre o professor

Pr Josias Moura de Menezes foi Professor nas seguintes instituições: STEB(Seminário teológico Batista Mineiro), Faculdade Batista da Lagoinha (BH/Minas Gerais), Seminário Congregacional de Brasília/DF (Extensão), Fater (Faculdade Teológica do Recife), Curso preparatório para Lideres: Igreja Congregacional Central de BH/ MG, STEAD – Seminário teológico Evangélico Assembléia de Deus no Rio Grande do Norte – Extensão Macau/RN. Atualmente leciona no Instituto Bíblico Betel Brasileiro em João Pessoa e no STEC – Seminário Teológico Congregacional.

Lecionou ao longo destes anos, as seguintes matérias: Teologia sistemática, Hermenêutica, Homilética, teologia pastoral, administração eclesiástica da igreja, Implantação e desenvolvimento de igrejas, Análise em Romanos e Apocalipse, Liderança cristã, Aconselhamento pastoral, Escatologia, Introdução a filosofia, Teologia Contemporânea, Apologêtica, Filosofia da Religião, Sociologia da Religião e Lógica Filosófica.

Na área secular lecionou: Comunicação e postura pública, Marketing pessoal, planejamento estratégico, Relações humanas na empresa, Cursos de informática (Windows,Word, Acess, Excel, Internet, Corew Draw), Música instrumental.

Email para contato: josiasmoura@hotmail.com

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14) BIBLIOGRAFIA SUGERIDA PARA APROFUNDAMENTO:

  • CRABTREE, A. R. Teologia do Velho Testamento. 3a Ed. Rio de Janeiro: JUERP, 1980.
  • FERREIRA, Wilson C. Esboço de Teologia Bíblica do Novo e Velho Testamentos. 1a Ed. Patrocício: CEIBEL, 1985.
  • FOHRER, Georg. Estruturas Teológicas Fundamentais do Antigo Testamento. Trad. Álvaro Cunha. São Paulo: Edições Paulinas, 1982.
  • GRONINGEN, Gerard Van. Revelação Messiânica no Velho Testamento. Trad. Cláudio Wagner. Campinas: LPC Publicações, 1995.
  • HASEL, Gerhard F. Teologia do Antigo Testamento – Questões Fundamentais no Debate Atual. Trad. César Bueno Vieira. Rio de Janeiro: JUERP, 1987.
  • KAISER, JR., Walter C. Teologia do Antigo Testamento. São Paulo. Edições Vida Nova. 1980.
  • LATOURELLE, René. Teologia da Revelação. 3a Ed. São Paulo: Edições Paulinas, 1985.
  • ROBERTSON, O. Palmer. O Cristo dos Pastos. Trad. Américo J. Ribeiro. Campinas-SP: Luz para o Caminho, 1997.
  • WESTERMANN, Claus. Teologia do Antigo Testamento. Trad. Frederico Dattler. São Paulo: Edições Paulinas, 1987.

6 thoughts on “APOSTILA DO CURSO DE TEOLOGIA DO ANTIGO TESTAMENTO MINISTRADO NO CURSO TEOLOGICO EM MACAU/RN – IGREJA BATISTA NACIONAL

    • Quem cria cultura? Se3o as feeaamrntrs ou se3o os humanos q usam as feeaamrntrs, q de3o e0 elas determinada ultilizae7ao?Sendo os humanos, logo, a cultura permanece, desde os primordios da existencia humana numa linha contednua de existencia paralela a estes, sofrendo intervene7oes, transformae7oes, adaptae7oes ao longo de seu convedvio com seu maior interventor, numa simbiose, numa relae7ao de coexisteancia.cultura a servie7o do homem, e nisso se incluem as feeaamrntrs, sejam elas as mais recentes, seja a roda, se3o apenas instrumentos mas quem de1 forma ao produto q delas saire1 e9 quem as usa e penso que e9 por isso q podemos perceber as mudane7as no uso das mesmas como vc citou acima em teu texto.e mtas mudane7as ainda ire3o ocorrer

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