Estudo Bíblico para a Escola dominical da Igreja do Betel Brasileiro Geisel. Tema: Restituindo a Pérola do prazer em ser uma verdadeira testemunha de Cristo para os povos

Restituindo a Pérola do prazer em ser uma verdadeira testemunha de Cristo para os povos

TEXTO BÁSICO: Mateus 5.13-16

INTRODUÇÃO

O sal é usado há muito tempo pelo homem. Seu uso é muito variado, pois, além de servir como tempero nas preparações dos alimentos, o sal pode ser utilizado na produção industrial (cloro, soda cáustica, vidro, alumínio, borracha, plásticos, celulose etc). Também é usado como conservante de alimentos como peixes, carnes e salames.

Após ensinar como deve ser o caráter do cristão (Mt 5.1-12), Jesus ensina sobre a influência do cristão no mundo. Ele usa duas metáforas: Sal e Luz. A ênfase de Jesus é que um cristão verdadeiro, por meio da sua maneira de viver, influencie o mundo ou a sociedade em que vive.

O estudo de hoje destaca o assunto do testemunho do cristão.

 

1. O SAL DA TERRA – MT 5.13

Na época que Jesus viveu, o sal possuía um grande valor. Os gregos diziam que o sal era divino. Os romanos diziam: "Nada é mais útil do que o sol e o sal". Durante um longo tempo o sal foi considerado muito precioso para a preservação dos alimentos e foi chamado de ouro branco. Os gregos e romanos, utilizavam o sal como moeda para suas compras e vendas e com este condimento os romanos eram pagos, por isso surgiu a palavra salário, que deriva de sal. Foi também considerado um artigo de luxo e só os mais ricos tinham acesso a ele.

Naquela época o sal se associava a três qualidades:

1.1. O sal simboliza pureza. Pelo fato de ser extraído da natureza, o sal é essencialmente puro. Os romanos diziam que o sal era o mais puro dos alimentos porque procedia das duas coisas mais puras que existem: o sol e o mar.

Entre os povos do oriente, o sal era usado como selo de alianças e acordos, simbolizando fidelidade e compromisso.

Nas ofertas de manjares do culto do Antigo Testamento, cada sacrifício era acompanhado com um pouco de sal (Lv2.13), com dois propósitos didáticos: compromisso e pureza.

O cristão é comparado ao sal. Logo, ele deve ser um exemplo de pureza e santidade (Mt 5.8; 2 Co 7.1; 1Tm 4.12; Tg 4.8). Ele deve também ser fiel no compromisso e na aliança que assumiu com o Senhor.

O sal age secretamente, sem ser percebido. A influência do cristão muitas vezes não é vista, mas experimentada ou sentida.

1.2. O sal simboliza preservação. O sal impedia o processo de putrefação de alimentos. O cristão exerce uma influência positiva na sociedade, impedindo a sua deterioração moral. O cristão deve ser um elemento antiséptico e purificador (Gn 18.26-32; 2 Rs 12.2). É interessante observar o uso do sal na Bíblia. Os recém-nascidos eram esfregados com sal, imediatamente após seu nascimento (Ez 16.4), com o objetivo de protegê-los de infecções.

O sal, porém, precisa ser espalhado e friccionado na carne para exercer a sua influência. O cristão, para influenciar, precisa sair do saleiro. Ele não deve fugir ou esconder-se do mundo, mas guardar-se da contaminação mundana (Tg 1.27).

1.3. O sal simboliza sabor. O profeta Eliseu restaurou o sabor das águas de um rio em Jerico, utilizando o sal: Então, saiu ele ao manancial das águas e deitou sal nele; e disse: Assim diz o Senhor: Tornei saudáveis estas águas; já não procederá daí morte ou esterilidade. Ficaram, pois, saudáveis aquelas águas, até ao dia de hoje, segundo a palavra que Eliseu tinha dito (2 Rs 2.21-22). O sal foi usado como elemento de restauração do sabor ou da qualidade da água. Como sal, o cristão tem uma chamada de levar uma mensagem que restaura vidas que estão mergulhadas na amargura.

O sal dá sabor à comida. O cristão é para o mundo o que o sal é para a comida (Jó 6.6; Cl 4.6). O sal só perde o seu sabor por um processo de adulteração, contaminação ou infiltração; o sal se torna insípido em razão das substâncias estranhas que se agregam a ele. Assim também é a vida de um cristão. Se perdera capacidade de influenciar, só serve para ser pisado pelos homens (Ez 47.11).

2. A LUZ DO MUNDO – MT 5.14-16

Conforme W. Hendriksen, a LUZ na Bíblia, indica algumas coisas:

– O verdadeiro conhecimento de Deus (SI 36.9; Mt. 6.22,23);

– A bondade, a justiça e a verdade (Ef. 5.8,9).

– Deleite, alegria e verdadeira felicidade (SI. 97.11; Is. 9.1-7).

De fato, a palavra luz sempre é empregada em conexão com alegria, bênção e vida, em contraste com tristeza, maldição e morte (Jó 10.21,22; Is 9.1-7).

Jesus Cristo é a luz (Jo 1.4,5; 8.12; 9.5). Todo cristão verdadeiro reflete a Cristo, assim como a lua reflete a luz do sol (Ef 5.8 e Fp 2.15). O cristão não tem luz própria (Jo 15.4,5).

Jesus declara: Vós sois a luz do mundo. Se o sal tem uma função oculta, a luz brilha aberta e publicamente, sendo impossível escondê-la. A metáfora da luz ensina três lições principais:

2.1. A luz simboliza visibilidade. Luz é a forma de energia que ilumina o mundo. Ela e outras radiações eletromagnéticas são emitidas por objetos energéticos ou quentes. No caso da terra, o maior exemplo é o sol. Vemos os objetos, porque eles refletem a luz em direção a nossos olhos.

Assim, a missão primordial da luz é ser vista. Não se pode esconder a luz, assim como um cristão não pode viver escondido (Lc 8.16; Mc 4.21-25).

2.2. A luz simboliza direção. Por causa do brilho, a luz é utilizada para dirigir ou orientar navegações. Esta é a função da luz de um farol.

A luz do cristão deve brilhar no mundo em trevas, com o objetivo de direcionar pessoas para Deus (Jo. 8.12; Mt 2.2).

2.3. A luz simboliza vida. Toda a vida no planeta e em tudo na natureza é dependente da luz do sol. Sem o sol, não haveria nenhuma vida no planeta. Toda a vida é dependente do sol.

A luz simboliza, na Bíblia, o verdadeiro conhecimento de Deus (SI 36.9 e Mt 6.22,23). Em outras palavras, deleite, alegria e felicidade (SI 97.11; Is 9.1-7). Conhecer a Deus só é possível por meio de Jesus. Jesus é a luz da vida. João escreve a respeito de Jesus: A vida estava nele e a vida era a luz dos homens (Jo.1.3). E continua: De novo lhes falava Jesus, dizendo: Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará nas trevas; pelo contrário, terá a luz da vida (Jo 8.12).

O cristão revela ao mundo a vida e a alegria que recebeu de Deus, por causa da sua fé em Jesus.

 

CONCLUSÃO

Sal e luz, duas metáforas que revelam o poder da influência do cristão. Esta influência está diretamente ligada ao caráter cristão.

O cristão precisa SER para influenciar. Morris Mandei disse: "Integridade: um nome que traz consigo um selo de tudo aquilo que chamamos de caráter. Você pergunta: o que é um nome? Eu respondo: tudo aquilo que você faz". O nome cristão é tudo aquilo que fazemos.

Que Deus nos ajude a sermos verdadeiras testemunhas de seu reino aqui na terra!

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