Estudo Bíblico para o culto de doutrina da Igreja Betel Brasileiro Geisel. Tema: Vivendo para Ser e fazer discipulos–O poder do Senhor do Discipulado.

VIVENDO PARA SER E FAZER DISCIPULOS:

O PODER DO SENHOR DO DISCIPULADO

Texto Básico: Jo 3.35; 5.19; 10.30; 17.1-5

Texto Áureo: Mt 28.18 Texto Devocional: lTm 6.13-16

INTRODUÇÃO

Para a igreja primitiva, Jesus era plenamente o Senhor. Sua realeza era incontestável. "IESOUS KURIOS" ou "JESUS É O SENHOR" era a declaração que estava em todas as bocas. No iní­cio, o apóstolo Pedro, no sermão da descida do Espírito Santo, disse: "E acontecerá que todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo" (At 2.21).

A palavra grega KURIOS (Senhor) corresponde ao termo hebraico IAVEH ou JEOVÁ (melhor a primeira forma), que é o nome de Deus dado a Moisés: "EU SOU" (Êx 3.14).

Proclamemos a supremacia de Jesus Cristo em todas coisas. Ele é o Senhor do poder. No Antigo Testamento, preexistia – Ele mesmo o disse: "Respondeu-lhes Jesus: Em verdade, em verdade eu vos digo: Antes que Abraão existisse , eu sou" (Jo 8.58).

O apóstolo Paulo, de forma semelhante a Pedro, testemu­nhou aos romanos: "Porque todo aquele que invocar o nome do Senhor, será salvo" (Rm 10.13).

O nome do Senhor Jesus é a garantia de todas as bênçãos do discipulado, porque n’Ele há poder.

I. A ONIPOTÊNCIA DE JESUS

1. Verdade que está expressa no texto bíblico. A onipo­tência de Jesus está clara em Mt 28.18: "Jesus, aproximando-se, falou-lhes, dizendo: Todo a autoridade me foi dada no céu e na terra". Há muitas referências ao poder de Jesus nos Evangelhos (Mt 13.54; Mc 5.30; Lc 5.17; 6.19; 9.1), no livro de Atos (10.38), nas Epístolas (Rm 1.4; ICo 1.24; 5.4) e no Apocalipse (5.12,13).

2. Jesus é Deus e tem os atributos da divindade. Jesus foi chamado de Deus: "…e estamos no verdadeiro, em seu Filho Jesus Cristo. Este é o verdadei­ro Deus e a vida eterna" (I Jo. 5.20); "…o nosso único Soberano e Senhor, Jesus Cristo" (Jd 4).

3. Jesus exerceu autoridade. Em seu ministério terreno, Jesus agiu sem­pre como homem e nunca como Deus. Mas Ele conhecia muito bem o caminho da vitória através da oração, pelo que vivia em oração e intensa comunhão com o Pai. Sua autoridade baseava-se na sua santidade, jamais havendo cometido enga­no ou pecado e por obter resposta do Pai nas suas orações. Quando ia ressuscitar Lázaro, orou: "Pai, graças te dou por me haveres ouvido. Eu bem sei que sempre me ouves…" (Jo 11.41b-42a). Na oração sacerdotal, Jesus pediu em favor dos seus discípulos: ".. .eles continuam no mundo, ao passo que eu vou para junto de ti. Pai santo, guarda-os em teu nome…" (Jo 17.11). Jesus podia garantir aos discípu­los a segurança, porque tinha autoridade. E o fazia na certeza de cumprir a vonta­de do Pai. E garantiu aos discípulos: "Não vos deixarei órfãos, voltarei para vós outros" (Jo 14.18).

II. A NATUREZA DO DISCIPULADO

1. Somos discípulos porque fomos chamados. Fomos objeto do convi­te de Deus. Tanto judeus como gregos. A convocação do Senhor tem um propósito definido: testemunhar e agir no poder de Deus, manifestando sabedoria (ICo 1.24). Nossa década da Informação está cheia de novidades. Também na igreja? Se elas afetam o conteúdo do seu discurso, há perigo à vista, que está, por vezes, bem perto de nós. Muitos querem receber o poder e usufruí-lo, mas de forma descompromissada. De modo mais cômodo, sem passar pela cruz (Mt 10,38). Se muitos gostam, por que não oferecer um discipulado com sabor adocicado? E bíblica esta postura? Certamente não! O Senhor concede o seu poder aos discípu­los, para que cumpram sua missão de modo correto, com base na fidelidade. Mesmo que isto lhes custe a vida.

2. Fomos criados para a aventura da fé. O homem nasceu com esta característica. Se a igreja não a canaliza para o discipulado, os promotores do reino das trevas desviam-na para a sedução. Estão aí o carnaval, os programas de sexo, os estádios cheios para o rock… Quanta atividade pode ser feita motivando a igreja! A Macedônia, por exemplo, foi despertada para uma mobilização doadora (2Co 8.5). Lá, as igrejas foram tocadas pela fé. Conheciam a tribulação e a pobreza (v. 2). Todavia, foram além do que o apóstolo Paulo esperava. Aconteceu assim, porque se deram primeiramente ao Senhor. Então arranjaram meios para fazer uma coleta a favor dos cristãos pobres da Judéia.

III. PROVISÃO DO PODER

1. O discipulado eficaz requer poder. Davi oferecia ações de graça nas horas difíceis (SI 34). Nas horas de vitória (SI 21). Ele sabia o que era escrever: "na tua força, Senhor, o rei se alegra!…" Ainda: "Exalta-te, Senhor, na tua força! Nós cantaremos e louvaremos o teu poder" (SI 21.1,13).

2. Apóstolos com provisão de poder. Em At 4.33, os discípulos mostra­ram que tinham poder. Falavam sobre a ressurreição de Jesus. Sobrava a graça nas suas vidas. A provisão de poder requer intimidade com Jesus e sua Palavra. O discípulo tem a bem-aventurança que vem da leitura, da audição e da obediência à Palavra de Deus. Com uma Identidade assim, o poder do Senhor se manifestará sempre no trabalho do discipulado. Amém!

CONCLUSÃO

Grande é a satisfação daquele que exerce uma atividade apoiada por al­guém dotado de muito poder. Assim acontece no mundo material, com respeito aos governos poderosos, de nações ricas e dominadoras; também com relação às nações admiradas por sua elevada cultura e adiantada civilização. Que dizer de nós, que estamos a serviço do Rei Jesus, o Senhor do Universo, que o criou e sustenta pelos séculos dos séculos? Foi por entender isto que muitos cristãos, "mes­mo em face da morte, não amaram a própria vida" (Ap 12.11).

O servo do Senhor é dotado de autoridade para o exercício de suas funções. Só não toma posse dessa bênção quem não sabe da existência de um poder imen­so à sua disposição, ou não exerce a fé para isso.

PERGUNTAS DA LIÇÃO

1. Qual o significado da palavra grega KURIOS? A quem era aplicada?

2. Cite algumas provas de que Jesus é Deus.

3. Por que podemos afirmar que o discípulo é dotado de poder para servir a Cristo?

4. Como a igreja pode canalizar o potencial dos seus membros para o servi­ço cristão?

5. Por que o discipulado, para ser eficaz, necessita de poder?

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