Estudo da Escola dominical da Igreja Betel Geisel. Tema: Como Vencer as tentações

Textos

Gênesis 39.7-12
7- E aconteceu depois destas cousas que a mulher de seu senhor pôs os seus olhos em José, e disse: Deita-te comigo.
8- Porém ele recusou, e disse à mulher do seu senhor: Eis que o meu senhor não sabe do que há em casa comigo, e entregou em minha mão tudo o que tem;
9- Ninguém há maior do que eu nesta casa, e nenhuma coisa me vedou, senão a ti, porquanto tu és sua mulher; como pois faria eu este tamanho mal, e pecaria contra Deus?
10- E aconteceu que, falando ela cada dia a José, e não lhe dando ouvidos para deitar-se com ela, e estar com ela,
11- Sucedeu num certo dia que veio à casa para fazer o seu serviço, e nenhum dos da casa estava ali;
12- E ela lhe pegou pelo seu vestido, dizendo: Deita-te comigo. E ele deixou o seu vestido na mão dela, e fugiu, e saiu para fora.


1 Timóteo 6.11,12
11- Mas tu, ó homem de Deus, foge destas coisas, e segue a justiça, a piedade, a fé, a caridade, a paciência, a mansidão.
12- Milita a boa milícia da fé, toma posse da vida eterna, para a qual também foste chamado, tendo já feito boa confissão diante de muitas testemunhas.

Palavra inicial
Muitos crentes novos na fé têm sido atribulados pelo medo e pelo complexo de culpa, por pensarem que caíram em pecado só pelo fato de terem sido tentados. Não é bem assim. Ser tentado não é pecado. Até o próprio Jesus sofreu tentações. O pecado está em se dar lugar ou ceder às tentações.

1. PARA ENTENDER O ASSUNTO
A palavra tentação significa prova, teste, uma maneira de se provar o quanto se é resistente a uma determinada situação.
Pode também dar a idéia de incitação ao pecado, ao erro (Mt 6.13).

1.1. A seqüência do mal
O apóstolo Tiago explica com clareza como acontece esse fato. É um processo que desencadeia e leva a pessoa à prática do mal:
• O homem é atraído;
• Em seguida, ele é levado a envolver-se com algo, ele é atraído por um intenso desejo de bens ou de prazeres materiais ou de práticas sexuais;
• Essa situação gera o pecado, quando o desejo é satisfeito;
• O pecado está na consumação do desejo;
• A conseqüência é a morte espiritual: a separação de Deus (Tg 1.14,15).

1.2. A tentação tem limites
Deus consente que Seus servos sejam tentados com o objetivo de provar a fé, a paciência e a firmeza de cada um para comprovar a sua fidelidade. Porém, nunca com a intenção de fazê-los pecar.
O apóstolo Paulo, com sua extensa experiência, afirma que o crente não é tentado acima de seus limites.

2. AS ESTRATÉGIAS DO INIMIGO
Satanás não é aquilo que muitos pensam que seja, como algo imaginário, inofensivo, uma invenção da igreja para amedrontar os fracos, um destituído de poder, um "coitado" que foi jogado lá do céu por ser desobe-diente. Nada disso. Ele é perigoso, astuto, traiçoeiro, mentiroso.

2.1. Escolhe a ocasião própria
O caso do jovem José, relatado na Bíblia (Gn 39.11,12), é uma prova de que o inimigo aguarda a ocasião própria para fazer sua investida.
No momento em que ele se encontrava só com ela em casa, o inimigo armou a cilada. Não havia testemunhas que a pudessem comprometer. O lugar era próprio e o momento ainda melhor.

2.1.1. A tentação de Jesus
Observe-se a astúcia de Satanás: Jesus estava só, no deserto, sem amigos por perto. As condições não poderiam ser melhores para uma investida. Jesus encontrava-se fraco, abatido, com fome e até sem condições físicas para reagir (Mt 4.3-11).
Da mesma forma, ele atua com relação ao crente. Fica de espreita até que surja a oportunidade de fraqueza, cansaço ou desânimo. Mas
isso não significa que ele vai ser vitorioso. É preciso ter forças e colocar a fé em ação para repreender o inimigo em tais momentos.

2.2.2. A fraqueza humana
O homem é fraco na sua natureza humana. Por intermédio da tentação, o pecado entrou no mundo.
O apóstolo João fala de três aspectos da fraqueza humana: "a concupiscência da carne, a concu-piscência dos olhos e a soberba da vida" (l Jo 2.16,17).
O importante é estar vigilante para renunciar as suas propostas. Foi o que não aconteceu com Eva nem com Adão, pois os desejos foram mais fortes do que a renúncia. Entretanto, temos, em José e Jesus, exemplos em que a renúncia foi mais forte.


3. É POSSÍVEL VENCER A TENTAÇÃO
O crente não é tentado além das suas forças. Ele conta sempre com uma dose de reservas que lhe darão condições para enfrentar os poderes do inimigo. No entanto, é preciso usar os meios que Deus lhe oferece, de maneira correta e no momento certo.

3.1. A fidelidade de Deus
O primeiro passo é confiar na fidelidade de Deus, que não vai deixar a tentação ser maior que as forças do crente. Confiar que Ele está no controle e, no momento exato, prove um meio de escape.

3.1.1. Ser obediente a Deus
O comportamento mau de Adão e Eva foi não obedecer à Palavra que Deus lhes tinha ordenado. Jesus foi obediente até a morte (Mt 26.39).

3.2. A hora de resistir a tentação
Existem situações em que não se deve recuar, e sim resistir o adversário (Tg 4.7). Mas, para isso, é preciso estar fortalecido no Senhor e revestido com a armadura de Deus (Ef 6.11-19).
Isso porque não se trata de uma luta física, mas uma luta espiritual contra potestades e principados. Não é fácil. Depende de muita estratégia e de preparação no manejo das armas.

3.2.1. A hora de fugir da tentação
Será que é certo fugir da tentação? Isso não é prova de covardia, de medo ou de derrota? Não. Há momentos em que é necessário recuar. As atitudes devem ser tomadas no momento certo.

3.3. O uso da Palavra
Jesus, ao ser tentado, usou as Escrituras para rechaçar o inimigo (Lc 4.3,4). A Palavra de Deus é uma arma poderosa. Nas três investidas contra Jesus, Satanás tentou deturpar a Palavra de Deus, como fez com Eva. Mas, ele não alcançou seu intento porque, além de conhecer bem a Palavra, Jesus não cobiçava coisas materiais, mesmo sendo
homem, igual aos demais (Hb 4.15), com a nossa natureza humana.

3.4. Vigilância, jejum e oração
A recomendação é para o crente estar sempre orando e vigiando (Mt 26.41; Mc 13.33; 1 Co 16.13; lPe 4.7).
O jejum também é uma poderosa arma contra o inimigo. Jesus terminava um jejum prolongado de quarenta dias quando foi tentado. De fato, Ele estava fisicamente fraco. Porém, o Seu espírito encontrava-se fortalecido. Assim, Ele teve condições de vencer o inimigo.
O jejum leva à santificação porque é uma maneira de disciplinar a carne, abstendo-se de coisas materiais.


CONCLUSÃO
Todos estamos sujeitos às tentações. Aquele que confiar em suas próprias forças certamente, será derrotado. É preciso, pois, deixar o orgulho, o amor próprio e a vaidade de lado, e convencer-se de que a tentação sempre parte de um inimigo astuto e maldoso que investe com fúria.

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