Estudo Bíblico para o culto de doutrina da Igreja Betel Brasileiro Geisel. Tema: A ressurreição dos justos e dos ímpios.

Estudo ministrado pelo Pr Josias Moura no culto de doutrina da Igreja Betel Geisel

A Ressurreição dos justos e dos ímpios

I Coríntios 15: 35-49

“… vos digo um mistério: Na verdade, nem todos dormiremos, mas todos seremos transformados; Num momento, num abrir e fechar de olhos, ante a última trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados”. I Co.15: 51-52.

 

INTRODUÇÃO

Ao tempo do Novo Testamento, os judeus eram dividi­dos quanto às suas convicções concernentes à ressurrei­ção. Os fariseus criam nela, os saduceus a rejeitavam, Mt 22: 23; At 23: 8; At 17: 32. Para os cristãos, a doutrina da ressurreição é fonte de esperança, lTs 4: 13.

Na doutrina cristã, a morte não significa o fim da existência. Nas comunidades cristãs antigas, o tema despertou debates. Alguns crentes de Corinto a negavam, razão por que Pau­lo escreveu um verdadeiro tratado sobre o tema em I Co 15. Em 2Tm 2:18, Paulo refere-se a Himineu e a Fileto como pessoas que negavam a ressurreição. Este empol­gante tema é o assunto deste estudo.

 

I. A DOUTRINA DA RESSURREIÇÃO NO ANTIGO TESTAMENTO

Não há no Antigo Testamento muitas referências à res­surreição. Mas existem passagens que declaram a crença nessa doutrina. No livro de Jó, um dos mais antigos da co­letânea do AT, afirma-se a fé na ressurreição do corpo, 19: 25-27.

No livro de Salmos também se pode ver a esperança na ressurreição, SI 17:15. Nos escritos proféticos, o texto de Is 26: 19, segundo alguns, é a passagem isolada mais importante acerca da ressurreição. Texto também impor­tante sobre o tema está em Dn 12: 2.

 

II. A RESSURREIÇÃO NOS ESCRITOS DO NT

1. Jesus e seus ensinos sobre a ressurreição. Há algumas referências nos evangelhos em que Jesus aborda o tema. Em contraste com os saduceus, que não criam na ressurreição, o Senhor afirma a veracidade dessa doutrina, Mc 12: 26; Lc 14: 14. Sobre sua pró­pria morte, em Mt 26: 32 Jesus diz aos discípulos que ele ressuscitaria.

Outra passagem em que o Senhor trata do assunto é Jo 5: 21-30. Nesse texto, Jesus afirma que os salvos serão ressuscitados para a vida eterna e os perdidos para o juízo divino, Jo 5: 28, 29.

2. Ensinos de Paulo. O apóstolo Paulo dedicou es­paço em suas epístolas para tratar do assunto. Algumas passagens são fundamentais na análise da doutrina. Den­tre elas, destacam-se: lTs 4: 13-16; ICo 15; 2Co 5: 1-10.

a) Os mortos e a vinda do Senhor, lTs 4: 13-16.

Crer na ressurreição deve ser fonte de esperança e regozijo para os salvos. Paulo ensina os tessalonicenses que, quan­do Jesus voltar para arrebatar sua Igreja, os mortos em Cristo ressuscitarão em um corpo de glória. Veja Cl 3: 4.

b) A ressurreição de Jesus é a garantia da nossa ressurreição, ICo 15: 14, 17. Se Cristo não ressusci­tou, argumenta o apóstolo, é vã a pregação e vã a fé; somos falsas testemunhas e permanecemos em nossos pecados.

No entanto, Jesus ressurgiu, conforme atestam as Escrituras, 2Tm 2: 8; Mt 28: 6; Mc 16: 6; Lc 24: 6: ICo 15: 4-8. Ele é “as primícias dos que dormem”, ICo 15: 20. Testemunhas oculares comprovaram que Jesus havia ressuscitado. Ele foi visto por Maria Madalena, por dois discípulos no caminho de Emaús e por Simão Pedro, Lc 24: 1-15. No mesmo dia apareceu aos apóstolos, exceto a Tome, que estava ausente, Lc 24: 36-43. Depois, apa­receu quando Tome estava entre os discípulos, Jo 20: 26-27. Ao romper de uma manhã, o Senhor aparece aos discípulos na praia, Mt 28: 9, 10; Mc 16: 12, 13.

Jesus aparece novamente aos onze e depois a qui­nhentos discípulos, Lc 24: 36-43; ICo 15: 6. Em Jerusa­lém, fora visto por Tiago, ICo 15: 7. E finalmente, ao pró­prio apóstolo Paulo, ICo 15: 8.

c) A ressurreição será física ou corporal. Nos dias do apóstolo Paulo, alguns estavam ensinando que a ressur­reição era meramente espiritual, 2Tm 2:18. Tais pregado­res diziam que não haveria uma ressurreição do corpo. Po­rém, as Escrituras ensinam que a ressurreição será corpó-rea, assim como a de Jesus, ICo 15: 35-49. O Senhor foi as primícias dentre os mortos, Cl 1: 18.

d) Um corpo glorificado, ICo 15: 42-44. Os sal­vos terão um corpo incorruptível, glorioso, espiritual. Se­remos semelhantes a Cristo, ICo 15: 49; Uo 3: 2.

e) O tempo da ressurreição. Há grandes evidências nas Escrituras de que haverá duas ressurreições, em mo­mentos diferentes.

A primeira, que chamamos de ressurreição dos justos, ocorrerá em duas fases: No momento do arrebatamento e após a grande tribulação. lTs 4: 16; Ap 20: 6.

A segunda ressurrei­ção, que é a dos ímpios, ocorrerá após o milênio e é para a condenação, Jo 5: 29; Ap 20: 4-6; 11-13.

 

CONCLUSÃO

A Bíblia é clara em dizer que após a morte segue-se o juízo. Para os ímpios, juízo de condenação. Aos justos, juízo de misericórdia e descanso.

Cada cristão deve estar preparado para o encontro com o Senhor. Este preparo envolve arrependimento, fé na pessoa de Cristo, compromisso e santificação, 2Pe 3: 11-14.

Aguardamos, confiantes e com júbilo, aquele glo­rioso dia de encontro de todos os salvos. “E assim estare­mos para sempre com o Senhor”, lTs 4: 17.

Na próxima semana seguiremos estudando sobre “AS BODAS DO CORDEIRO”. Não perca.

Pr Josias Moura de Menezes.

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