Sermão para culto de renovação espiritual. Tema: Qual a sua escolha? Renovação ou Esgotamento Espiritual?

QUAL A SUA ESCOLHA?

RENOVAÇÃO OU ESGOTAMENTO

ESPIRITUAL?

1 Ao anjo da igreja em Sardes escreve: Estas coisas diz aquele que tem os sete Espíritos de Deus e as sete estrelas: Conheço as tuas obras, que tens nome de que vives e estás morto.

2 Sê vigilante e consolida o resto que estava para morrer, porque não tenho achado íntegras as tuas obras na presença do meu Deus. 3 Lembra-te, pois, do que tens recebido e ouvido, guarda-o e arrepende-te. Porquanto, se não vigiares, virei como ladrão, e não conhecerás de modo algum em que hora virei contra ti.

4 Tens, contudo, em Sardes, umas poucas pessoas que não contaminaram as suas vestiduras e andarão de branco junto comigo, pois são dignas.

5 O vencedor será assim vestido de vestiduras brancas, e de modo nenhum apagarei o seu nome do Livro da Vida; pelo contrário, confessarei o seu nome diante de meu Pai e diante dos seus anjos. 6 Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas.” (Apocalipse 3:1-6 RA)

 

1. INTRODUÇÃO

A história da igreja de Sardes tem muito a ver com a história da cidade de Sardes. A glória de Sardes estava no seu passado. Sardes foi a capital da Lídia no século VII a.C., viveu seu tempo áureo nos dias do rei Creso. Era uma das cidades mais magníficas do mundo nesse tempo.

Situada no alto de uma colina, amuralhada e fortificada, Sardes sentia-se imbatível e inexpugnável. Seus soldados e habitantes pensavam que jamais cairiam nas mãos dos inimigos. De fato a cidade jamais fora derrotada por um confronto direto. Seus habitantes eram orgulhosos, arrogantes, e auto-confiantes.

Mas a cidade orgulhosa caiu nas mãos do rei Ciro da Pérsia em 529 a.C., quando este cercou a cidade por 14 dias, e quando seus soldados estavam dormindo, ele penetrou com seus soldados por um buraco na muralha, o único lugar vulnerável, e dominou a cidade. Mais tarde, em 218 a.c., Antíoco Epifânio dominou a cidade da mesma forma. E isso por causa da auto-confiança e falta de vigilância dos seus habitantes. Os membros dessa igreja entenderam claramente o que Jesus estava dizendo, quando afirmou: “Sede vigilantes! … senão virei como ladrão de noite”.

Sardes foi reconstruída no período de Alexandre Magno e dedicada à deusa Cibele. Acreditava-se que esta divindade tinha o poder especial de restaurar vida aos mortos. E neste período, a Igreja estava morrendo espiritualmente e só Jesus poderia dar vida aos crentes.

No ano 17 d.C. Sardes foi parcialmente destruída por um terremoto e reconstruída pelo imperador Tibério. A cidade tornou-se famosa pelo alto grau de imoralidade que a invadiu e a decadência que a dominou.

Quando Jão escreveu esta carta, Sardes era uma cidade rica, mas totalmente degenerada. Sua glória estava no passado e seus habitantes entregavam-se agora aos encantos de uma vida de luxúria e prazer.

A igreja tornou-se como a cidade. O contexto, o meio, o ambiente começou, a influenciar Sardes. Alguns psicólogos dizem que nós somos produtos do meio. Discordo disso, pois quando estamos cheios de Deus nós é que mudamos o meio. Somos usados por Deus para influenciar, para transformar, somos luz do mundo e sal da terra.

Mas, a igreja em Sardes, em vez de influenciar, foi influenciada. Era como sal sem sabor ou uma candeia escondida.

 

2. É nesse contexto que vemos Jesus enviando esta carta à igreja:

Sardes era uma poderosa igreja, dona de um grande nome. Uma igreja que tinha nome e fama, mas não vida. Tinha performance, mas não integridade. Tinha obras, mas não dignidade.

A esta igreja Jesus envia uma mensagem revelando a necessidade imperativa de um poderoso reavivamento. A fraqueza espiritual e o desanimo no coração dos crentes subtituia a ação intensa do Espírito Santo naquela igreja. A igreja estava caindo numa sonolência espiritual e precisava de renovação.

O primeiro passo para a renovação é quando temos a consciência de que há crentes mortos e outros dormindo que precisam ser despertados.

O estado espiritual de muitos cristãos que vivem hoje, não é diferente da condição espiritual dos crentes de Sardes. Ao sermos confrontados por aquele que anda no meio dos candeeiros, precisamos também tomar conhecimento da nossa necessidade de reavivamento hoje.

Precisamos entender que a busca do avivamento deve ser para nós um caminho sem volta. Não podemos parar. É preciso avançar. É preciso orar como Elias até ver no céu a nuvem da promessa e até escutar o ruído das grandes chuvas. Precisamos orar com determinação até que Deus rasgue o céu e desça sobre nós e nos inflame como o fogo em gravetos secos. Não podemos desanimar com as oposições, com as barreiras da incredulidade ou com os dardos inflamados do maligno.

Não há avivamento sem preço. Como não há busca sem oposição. Como não há batalha espiritual sem a fúria do inimigo. Como não há parto sem dor. Ou como não há colheita jubilosa sem a semeadura regada de lágrimas. É preciso coragem para prosseguir. É preciso fé para não voltar atrás. É preciso determinação para termos uma vida reavivada.

David Brainerd orou vários anos pelo avivamento entre os índios americanos no século XVIII. Aquele jovem, ajoelhado na neve, suava de molhar a camisa, em agonia de alma, em oração fervente, em favor daqueles pobres índios. Quando o seu coração parecia desalentado e parecia não haver resposta da parte de Deus, o Espírito foi poderosamente derramado e os corações se dobraram a Cristo aos milhares.

 

3. Quando há uma grande necessidade de renovação?

Existe necessidade de renovação, quando há pessoas que estão na igreja, porém vivendo esgotadas espiritualmente e dominadas pelo desanimo– v. 1

Vejamos o que diz Jesus a esta igreja:1 Ao anjo da igreja em Sardes escreve: Estas coisas diz aquele que tem os sete Espíritos de Deus e as sete estrelas: Conheço as tuas obras, que tens nome de que vives e estás morto.”

A igreja de Sardes vivia de aparências – As palavras de Jesus à igreja foram mais bombásticas do que o terremoto que destruiu a cidade no ano 17 d.C. A igreja tinha adquirido um nome. A fama da igreja era notável. A igreja gozava de grande reputação na cidade. Nenhuma falsa doutrina estava prosperando na comunidade. Não se ouve de balaamitas, nem dos nicolaítas, nem mesmo dos falsos ensinos de Jezabel. Aos olhos dos observadores parecia ser uma igreja viva e dinâmica. Tudo na igreja sugeria vida e vigor, mas a igreja estava morta. Era uma igreja apenas de rótulo, de aparência.

A maior estratégia do Diabo, nestes dias, é fazer com que as pessoas vivam de aparências. Muitos nos dias de hoje aparentam estar bem, mas não estão. Necessitam de socorro, de ajuda e auxilio de Deus.

A igreja de Sardes, parecia mais um cemitério espiritual, do que um jardim cheio de vida – Porém Sardes tinha um nome respeitável, mas era só fachada.

Quando Jesus examinou a igreja mais profundamente, disse: “Conheço as tuas obras, que tens nome de que vives e estás morto.” (v. 2). A igreja de Sardes tinha fama, mas não vida. Tinha pompa, mas não Pentecoste. Tinha exuberância de vida diante dos homens, mas estava morta diante de Deus.

Deus não vê como vê o homem. A fama diante dos homens nem sempre é glória diante de Deus. Em nossas vidas, não busquemos aplausos, busquemos a glória de Deus. E ela que nos aviva e anima todos os dias.

Houve um homem na Bíblia que tinha uma fé nominal, uma experiência ainda muito teórica com Deus. Estou falando de Jó. Deus então começa a tratar a vida de Jó. Começa a prová-lo. Em meio as provações Jó começa a descobrir e experimentar Deus de forma diferente, de maneira mais viva e pessoal. Então no fim do seu livro ele diz no cap. 42:5: “Eu te conhecia só de ouvir, mas agora os meus olhos te vêem”.

Muitos crentes em Sardes viviam um faz-de-conta da religião – Cantavam hinos de adoração, mas a mente estava longe de Deus. Lembra-se de Caim. Ele ofertou a Deus, mas sua vida e seu culto foram rejeitados. O povo na época de Isaías comparecia ao templo, mas Deus estava cansado de suas cerimônias pomposas sem o acompanhamento da vida santa. Ananias e Safira ofertam, mas para a promoção de seus próprios nomes. Em Sardes os crentes estão falsamente satisfeitos e confiantes; são falsamente ativos, falsamente devotos e falsamente fiéis.

 

4. Que precisamos fazer para ter uma renovação:

 

4.1 Necessitamos de uma volta urgente à Palavra de Deus – v. 3

· No verso 3 Jesus declara: “Lembra-te, pois, do que tens recebido e ouvido, guarda-o e arrepende-te.”

· Na Igreja Sardes as pessoas recebiam a palavra. Mas, muitos cristãos tinham se afastado da palavra. Uma renovação em nossas vidas é resultado dessa lembrança dos tempos do primeiro amor e dessa volta à Palavra.

· Avivamento não pode ser confundido com liturgia animada, com culto festivo, inovações litúrgicas, obras abundantes, dons carismáticos, milagres extraordinários. Essas coisas podem até ser consequência de um reavivamento.

· O verdadeiro avivamento é fundamentado na Palavra, orientado e conduzido nela – Ele tem na Bíblia a sua base, sua fonte, sua motivação, seu limite e seus propósitos.

 

4.2 Para termos renovação, necessitamos de uma volta à vigilância espiritual – v. 2

Jesus diz aos cristãos de Sardes: “Se vigilante e consolida o resto que estava para morrer, porque não tenho achado íntegras as tuas obras na presença do meu Deus.”

· Sardes caiu porque não vigiou – A cidade de Sardes fora invadida e dominada duas vezes porque se sentia muito segura e não vigiou. Jesus alerta a igreja que se ela não vigiar, se ela não acordar, ele virá a ela como o ladrão de noite, inesperadamente. Para aqueles que pensam que estão salvos, mas ainda não se converteram, aquele dia será dia de trevas e não de luz (Mt 7:21-23).

· A igreja precisa estar vigilante contra as ciladas de Satanás, contra a tentação do pecado – Fuja de lugares, situações, pessoas. Cuidado com a vaidade do mundo.

· Alguns membros da igreja em Sardes estavam sonolentos – E Jesus os exorta a se levantarem desse sono letárgico (Ef 5:14). Há crentes que estão dormindo espiritualmente. São acomodados, indiferentes às coisas de Deus. Não têm apetite espiritual. Não vibram com as coisas celestiais.

· Precisamos vigiar e orar irmãos – Os tempos são maus. As pressões são muitas. Os perigos são sutis. O diabo não atacou a igreja de Sardes com perseguição nem com heresia, mas minou a igreja com o mundanismo. Os crentes não estão sendo mortos pela espada do mundo, mas pela amizade com o mundo.

· A igreja de Sardes não era uma igreja herética e apóstata – Não havia heresias nem falsos mestres na igreja. A igreja não sofria perseguição, não era perturbada por heresias. O MAIOR INIMIGO DAQUELES CRISTÃOS, NAQUELE MOMENTO ESTAVA DENTRO DELES: A FRIEZA ESPIRITUAL.

 

5. CONCLUSÃO

Apesar das dificuldades existentes na Igreja de Sardes, nesta carta de Jesus a Sardes que:

· Jesus conhece a sua Igreja. V.1: “…Conheço as tuas obras Jesus conhece as obras da igreja…” – Ele conhece a nossa vida, nosso passado, nossos atos, nossas motivações. Seus olhos são como chama de fogo. Ele vê tudo e a tudo sonda. Jesus conhece também cada membro da Igreja Missionária do Betel Brasileiro. Ele Sabe quem somos, como estamos e do que precisamos. E assim, só Ele que conhece intimamente a cada um de nós, e também aquele que sabe nos ajudar.

· Jesus é o dono da igreja. No verso 01, Jesus também declara que é: “….aquele que tem os sete Espíritos de Deus e as sete estrelas.” As estrelas estão nas mãos de Jesus. Ele controla a igreja e seus pastores. Ele tem autoridade e poder para restaurar a sua igreja. Ele disse que as portas do inferno não prevaleceriam contra a sua igreja. Ele pode levantar a igreja das cinzas. Ele tem tudo em suas mãos.

Cristo é o dono da igreja. Ele tem cuidado da igreja. Ele a exorta, consola, cura e restaura. E assim, é Ele quem pode renovar cada um de nós por meio de seu Espírito.

Que busquemos cada um de nós ser crentes cheios do Espírito de Cristo. Lembremos que uma coisa é possuir o Espírito Santo, outra é ser possuído por ele. Uma coisa é ser habitado pelo Espírito, outra é ser cheio do Espírito. Uma coisa é ter o Espírito residente, outra é ter o Espírito presidente.

Que Deus nos abençoe!

Pr. Josias Moura de Menezes

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