Estudo Bíblico para o culto de doutrina da Igreja Betel Brasileiro Geisel. Tema: Os fundamentos da escatologia no Antigo Testamento.

Estudo 01.

Os fundamentos da escatologia

no Antigo Testamento

Isaías 26: 19-21; Daniel 2: 44-45

"Os vossos mortos e também o meu cadáver viverão e ressuscitarão." Is 26: 19ª

INTRODUÇÃO

Damos início, hoje, a uma série de estudos sobre a es­catologia bíblica. O tema desperta profundo interesse não apenas de todos os que aguardam com ansiedade a volta de Cristo, mas também daqueles que procuram prever os fatos que acontecerão no fim dos tempos.

O termo escatologia tem origem grega e significa "doutrina das coisas que devem acontecer no fim dos tempos". São temas estudados na escatologia: morte, imor­talidade da alma, estado intermediário, segunda vinda de Cristo, milênio, ressurreição, juízo final e estado eterno. Há diversos posiciona­mentos teológicos quan­to aos temas da escato­logia

Vivemos os dias finais, preditos por Jesus. Não sabe­mos quando ele voltará para buscar sua Igreja, mas preci­samos preparar-nos para o encontro com o Salvador.

Neste primeiro estudo bíblico, veremos os fundamentos da es­catologia nas páginas do Antigo Testamento.

I. ENSINOS SOBRE MORTE E RESSURREIÇÃO

a) A morte. No Antigo Testamento, a morte é mais que a cessação da vida física. Ela pode referir-se a qual­quer coisa que ameace ou enfraqueça a vida ou a vitalida­de, como o pecado. Neste sentido o pecado produz morte espiritual, impedindo o homem de ter comunhão com Deus.

A morte é mostrada como realidade incontestável para todos os homens, Nm 16: 29; 2 Sm 14: 14; 1 Rs 2:2; Jó 14: 1,2; Ec 9: 5; Is 51: 12. Ela carac­teriza o fim da vida física, Jó 34: 14,15. O verbo morrer é usado pela primeira vez na Bíblia em Gn 2: 17.

b) O sheol. Este é um termo hebraico para designar o lugar dos mortos. No grego há uma palavra correspondente: Hades. Quem morre vai para o sheol ou Hades.

O signifi­cado do termo é complexo. Por isso, em nossas Bíblias é traduzido de diversas formas: além, túmulo, sepultura, morte, inferno e abismo.

Sendo o lugar dos mortos, no sheol havia pessoas boas e ruins, ricos e pobres, crianças e adultos, justos e ím­pios. O sheol não era um lugar atrativo para os ímpios. Mas não é um lugar desesperador para o justo, pois transmi­tia a idéia de que a morte não era o fim absoluto da vida humana, Jó 24: 19; SI 9: 17; 16: 10; 31: 17; Ez 32: 23. Deus controlava o sheol, Jó 26: 6; SI 139: 8; Am 9: 2.

c) A ressurreição. A doutrina da ressurreição está presente no Antigo Testamento. Fundamenta-se na certe­za de que Deus controla a vida e a morte, 1 Sm 2:6. Uma declaração muito clara sobre a ressurreição no AT é en­contrada nos capítulos 24-27 de Isaías, seção conhecida como apocalipse de Isaías: "os vossos mortos e também o meu cadáver viverão e ressuscitarão; despertai e exul­tai, os que habitais no pó", Is 26: 19. Sem dúvida este texto trata da futura res­surreição dos justos para vida eterna.

Outro texto importante sobre ressurreição no AT en­contra-se em Dn 12: 2: "… Muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para a vida eterna, e ou­tros para vergonha e horror eterno." O profeta escre­ve a ressurreição para o juízo final. Deus receberá o justo na glória, porém condenará os perversos, SI 73 23-28; SI 16: 10.

II – A CHEGADA DO FILHO DO HOMEM

Este é, também, um tema de grande importância no estudo da escatologia do Antigo Testamento:

a) O significado genérico da expressão. A ex­pressão "filho do homem" ocorre cerca de 108 vezes no Antigo Testamento. Alguns exemplos: Nm 23:19; Jó. 16: 21; SI 8: 4-5; Is 51: 12; Ez 13: 2; 14: 3; 15: 2; 16: 2; 17: 2; Dn 8: 17; 10: 16. O profeta Ezequiel é chamado de "fi­lho do homem" 93 vezes. Nestes casos, a expressão refe­re-se a um ser humano em contraste com o ser divino.

b) O significado de "filho do homem" em Daniel 7. Em Daniel 7: 13, a expressão é utilizada num sentido di­ferenciado, referindo ao Messias. Quando este termo refere-se a Cristo, destaca sua humanidade. E nesse texto específico, "filho do homem" é contrastado com quatro seres que re­presentam quatro reinos humanos. O "filho do homem" é o representante do quinto reino.

O texto de Daniel 7: 14 descreve o domínio, glória e reino eterno sendo dados ao "Filho do homem". Ele é apresentado como rei soberano sobre os reinos humanos, subjugando todos os povos e reafirmando a eternidade de seu domínio, glória e reino, pois jamais será destruído, Dn 7:18. Assim, os justos reinarão.

III – O REINO DE DEUS

A expressão "reino de Deus" não aparece no Antigo Tes­tamento. No entanto, o pensamento de que Deus é o Rei so­berano está presente nos escritos do Antigo Testamento.

a) O Reino de Deus presente. Deus é apresentado como Rei de Israel, Dt. 33: 5; SI 84: 3; 145: 1; Is 43: 15. Ele também é Rei sobre todos os povos, SI 29: 10; 47: 2; 96: 10; 97: 1; 103: 19; Is 6: 5; Jr 46: 18. Os oráculos de julgamentos e as execuções de juízo sobre as nações pa­gas comprovam que Deus exigia justiça de todos que esta­vam sob seu governo, e não apenas de Israel.

b) O Reino de Deus escatológico. Além da idéia de um Reino de Deus presente, em que tanto Israel como os povos são julgados, o Antigo Testamento desenvolve tam­bém a idéia de um Reino de Deus escatológico. O texto de Daniel 2 descreve um reino que um dia surgiria e jamais seria destruído. Este reino destruirá todos os reinos huma­nos e permanecerá para todo sempre, w. 44-45. Para muitos este reino escatógico, iniciará com o milênio. Posteriormente falaremos sobre o milênio. Nesta época Cristo governará o mundo com vara de ferro juntamente com a igreja.

Na próxima semana estudaremos acerca da escatologia presente nos livros e textos proféticos. Não perca.

Pr Josias Moura

Obs. Todos os estudos ministrados nos cultos e outras apostilas podem ser encontrados no site: https://josiasmoura.wordpress.com/

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