Estudo Bíblico para o culto de doutrina da Igreja do Betel Brasileiro Geisel

Saul: Vítima de um fracasso espiritual

Texto Base: I Samuel 1:8-22

“Arrependo-me de haver constituído Saul rei, porquanto deixou de me seguir e não executou as minhas palavras…”, I Samuel 18:11.

INTRODUÇÃO

Ninguém é mal sucedido na vida simplesmente porque desejou a derrota. O insucesso está sempre nalgum erro cometido. Saul ilustra essa verdade. Ele fora consagrado rei de Israel, dando início ao período da monarquia, 10: 24. Reinou durante um período de 20 anos, no qual obteve grandes vitórias. No entanto, seu fracasso começou no dia em que ele desobedeceu a Deus. Veremos, neste estudo, os principais fatos que foram motivo da queda de Saul, buscan­do aplicar os ensinos desta lição às nossas vidas.

I – A VONTADE PERMISSIVA DE DEUS

O período dos juízes durou até Samuel. Estabelecidos sobre a própria liberdade, o povo pede a Samuel um rei para governar sobre eles, I Sm. 8: 20-22. Embora não fosse o momento certo, Deus atendeu, como fruto de sua vontade permissiva.

Há dois pontos a serem observados quanto à vontade permissiva de Deus:

a) A vontade permissiva de Deus explica o livre arbítrio do homem, I Sm. 8: 6. Deus criou o homem com poder de escolha, Gn. 2:17. O homem tem liberdade para tomar suas decisões e, por elas, se respon­sabiliza. Embora não fosse da vontade de Deus dar a Israel um rei nessa ocasião, não deixou de atendê-lo, Os. 13: 11. Muitos males e provações decorrem das más escolhas feitas pelo próprio homem. E Deus as vezes permite que experimentemos o resultado amargo das nossas más escolhas, para que entendamos que é melhor obedece-lo.

b) Não podemos confundir vontade permissiva de Deus com a sua vontade soberana. Um exemplo claro está na vida de Jonas. Sua chamada para ir a Niníve fazia parte da vontade soberana ou perfeita de Deus. Sua decisão de ir a Tarsis, desobedecendo a Deus, explica-se pela vontade permissiva do Senhor, Jn. 1. Apesar de atos permissivos, Deus está sempre preocupado que o homem venha a obe­decê-lo, I Tm. 2: 4. Mas, lembremos que quando fazemos escolhas erradas, sofremos as consequências.

II – UM REI RANCOROSO E ENCIUMADO

Saul já estava reinando sobre Israel havia um ano, 13: 1. Algumas vitórias tinham sido obtidas contra os filisteus. Era o início de um reinado brilhante de um moço camponês que fora chamado por Deus para ser rei. Porém, logo aconteceram alguns erros irreparáveis que fizeram de Saul um homem dominado pela desobediência, ciúme, rancor e violência. Era o sinal de sua rejeição como rei de Israel.

a) O pecado da desobediência, 15: 22. Antes de sair para a guerra contra os filisteus, Samuel havia combina­do com Saul de oferecer sacrifícios ao Senhor em Gilgal, I Sm. 10: 8. Deus pôs à prova a obediência de Saul mediante a demora deliberada de Samuel, 13: 8. Saul cometera dois erros, usurpando a função de sacerdote, quando ofereceu o sacrifício, e desobedecendo à ordem de esperar, 13: 13. Nesse dia, Saul começou a perder o reino.

b) O pecado do voto precipitado, 14: 24. Durante uma das batalhas contra os filisteus, Saul determinou um jejum forçado aos soldados. Num ato de imprudência, afirmou que seria maldito quem se alimentasse naquele dia. Foi um voto de tolo. Seu filho Jônatas, sem saber da decisão de Saul, provou mel, v. 27. E só não foi morto por interven­ção do povo. A Bíblia adverte: "Não te precipites com a tua boca, nem o teu coração se apresse a pronunciar palavra alguma diante de Deus…", Ec 5: 2. Precisamos tomar cuidado com certos tipos de votos;

c) O pecado do ciúme rancoroso, 18: 9. Davi havia vencido o gigante Golias. As mulheres de todas as cidades de Israel festejaram essa vitória com cânticos e danças, com tambores, com júbilo e com instrumento de música. Desse dia em diante Saul, tomado de ciúme, enfu­recido, passou a perseguir e a querer matar a Davi. O ciúme é "duro como a sepultura" e é uma das obras da carne, Ct 8: 6 e Gl 5: 20.

III – O DESESPERO DESENFREADO

Saul chegou a um estado de depressão incontrolável. O Espírito do Senhor havia se retirado dele, e o assombrava um espírito mau, permitido por Deus, I Sm. 16: 14. Davi fora convidado para morar na casa do rei para que, quando o espírito maligno se apoderasse de Saul, Davi tocasse a sua harpa, e o rei se sentisse aliviado, I Sm. 16: 23. Saul, ao mesmo tempo em que admirava Davi, passou a odiá-lo como seu inimigo maior, I Sm 18: 10-11. O desespero foi crescendo a cada dia, chegando ao extremo de querer matar Davi.

O que o ser humano é capaz de fazer em meio ao desespero?

a) Recorrer à feitiçaria, I Sm 28: 7. Israel estava numa longa guerra contra os filisteus. Saul consulta a Deus, mas o Senhor não lhe responde, v. 6. Ele apela à necromancia, contrariando sua atitude em tempos anteriores em que destruiu os centros de feitiçaria, v. 9. Um homem de Deus nunca pode pensar em querer recorrer a esse tipo de ajuda.

b) Dar cabo da própria vida, I Sm 31: 4. Quantas pessoas, em meio ao desespero, não vendo outra saída, acabam por tirar a própria vida. Perdem o autocontrole e cometem uma locura. Esquecem-se de recorrer às forças espirituais que a Palavra nos assegura. Jamais devemos agasalhar o simples pensamento de tirar a própria vida. Todos prestaremos contas a Deus pelos nossos atos. Saul suicidou-se.

 

CONCLUSÃO

A história de Saul nos traz sérias advertências. É triste, ver um homem sendo vocacionado por Deus e, posteriormente, lançar fora tudo que recebeu como resultado de sua própria desobediência. Isso é um alerta para todos.

A história de Saul nos mostra que alguns começam bem, mas não terminam bem suas realizações. No reino de Deus é importante começar e terminar bem as realizações espirituais.

Na próxima semana estudaremos sobre o tema: DAVI, BATALHA ESPIRITUAL NO ANTIGO TESTAMENTO. Não falte a estes estudos. Através da vida destes personagens bíblicos aprenderemos a servir ao Senhor de uma melhor forma.

Pr. Josias Moura

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